Os futurólogos de plantão estão em palpos de aranha

Eles vão tentar de tudo. consultar os astros, embaralhar os búzios e as cartas, apelar para os espíritos superiores, mas, sinceramente, duvido que consigam advinhar, acertar, o nome que queiram dar, quem serão os novos políticos do Brasil. Com raras exceções, em caso de governadores bem sucedidos, no mais vai ser difícil honrar o ofício desses previsores que em ano de eleições deitam falação, acertam muito e erram também. No conturbado Brasil de hoje quando os acontecimentos surgem a cada minuto, quando as condenações por corrupção estão cada vez mais frequentes e quando os homens e mulheres de bem, lamentavelmente, fogem da política e das urnas, cada vez mais difícil fica para os futurólogos acertarem nas suas previsões. Quem pode garantir quem será o novo presidente da república a partir de janeiro de 2019? Quem pode imaginar o que vai acontecer com os que se dizem pré-candidatos em um país onde a turbulência política está imperando? Quem imaginava há alguns anos atrás que as prisões acostumadas a receber assassinos, ladrões e traficantes iriam abrir suas portas para receber políticos e empresários considerados do mais alto gabarito no país? E quem imaginaria que um ex-presidente da república viesse a receber uma condenação neste país? Ninguém. Portanto, futurólogos de plantão, recolham suas bolas de cristal porque desta vez só Deus dirá quem vai ser o que. E Ele não costuma dar dicas para vocês.  

Continuar lendo “Os futurólogos de plantão estão em palpos de aranha”

A VIDA É PEQUENA DEMAIS

Se formos considerar um homem como eu que está chegando aos oitenta anos, já vivi 29.200 dias que correspondem a 700.800 horas  ou 42.048.000 minutos.  Parece muito, mas se considerarmos que metade deste tempo eu dormi, claro, já podemos ter essa vida reduzida para 40 anos, 14.600 dias, 350.400 horas ou 21.024.000 minutos. Aí você começa a calcular o quanto você perdeu de tempo na vida, ouvindo e dizendo ou fazendo besteiras, as mais variadas, não produzindo o que poderia produzir, não dando atenção real ao mundo que o cerca, não fazendo mais do que deveria pelo próximo e pensando mais do que agindo. Vamos colocar uns 30 por cento da vida nessa perda irreparável e aí já vamos chegar a 7.000 dias dos quais, perdemos um enorme tempo  irritados no trânsito, nas filas de bancos, de repartições, nos supermercados em tantos lugares que eu diria que já deixamos de lado, também improdutivamente, mais uns 10 por cento de nossa vida, o que daria menos uns 3.000 dias e nessa altura já estou reduzido a 4.000 dias. Com muito boa vontade e me esforçando muito devo realmente ter vivido até agora, cerca de 96.000 horas, aproximadamente 5.760.000 minutos o que me deixa chegar à conclusão de que a vida do homem é realmente curta ou ele não sabe tirar dela o melhor proveito. Mas como ainda há tempo pela frente vou tentar perder o menor tempo possível para ganhar dias, horas e minutos preciosos. Afinal, só tenho 10 anos vividos de fato e de direito. E muito mais pela frente, se Deus quiser.   

Continuar lendo “A VIDA É PEQUENA DEMAIS”

PARTE DA JUVENTUDE ESTÁ UMA DROGA

Que bons tempos eram aqueles em que a juventude da nação era a esperança de melhores dias, de mais competência, de clarividência, de progresso! Os dirigentes deste país esqueceram de investir na infância e na juventude e para não deixarem de ter, pelo menos, algo que fizesse lembrar algum tipo de ação criaram o Código de Defesa da Infância e da Juventude. Discursos, papel bonito, exemplo de seriedade para todo o mundo e nada mais do que retórica, teoria, sem nenhuma prática, com honrosas exceções. Proteger o menor? De que? Dos criminosos que usam e abusam do poder do tráfico para colocarem os menores carentes numa “profissão” de risco?  Proteger de quem? Dos calhordas que fazem do turismo sexual infantil uma rentável empresa multinacional? Proteger da pobreza que assola o país e que leva todos e tudo a um mundo de criminalidade? Na verdade, deveríamos proteger os menores de certas autoridades que as desprotegem, que esquecem que elas existem, enquanto o problema não entra em suas próprias casas. Precisamos protegê-las das pessoas que têm o poder nas mãos e pouco fazem para prevenir o mal que assola o país. Estamos construindo uma geração de criminosos que só irão piorar o problema de segurança por todo o Brasil. Precisamos protegê-las deste inimaginável, outrora tráfico de drogas, que busca continuidade na formação de novos traficantes, frequentadores assíduos desta faculdade do crime. É preciso acordar para a realidade de que o país está em guerra. Guerra fria, moral, de decadência dos costumes e que se não a enfrentarmos com as mais poderosas armas, seremos um celeiro de crimes com exportação para o resto do mundo. Precisamos investir o que tivermos, não no crescimento do país, mas no crescimento da segurança, na eliminação dos focos criminosos, na moral da população, na vida e no futuro dos nossos jovens. Caso contrário, ao invés de crescer, o país sucumbirá em pouco tempo.

Continuar lendo “PARTE DA JUVENTUDE ESTÁ UMA DROGA”

CHEGA DE REPRISES

O Brasil está vivendo um período de reprises em sua vida, em todas as suas facetas. O país está carente de criatividade, de novos e reais líderes. As discussões são feitas visando os próprios interesses dos que detêm o poder nas suas mais diversas facetas. As chamadas reformas que estão tanto dando o que falar são abusivamente e escancaradamente colocadas de maneiras equivocadas como a própria Reforma da Previdência que é uma reprise de antigos e novos interesses, uma vez que tudo seria resolvido com uma única questão: a gestão. Não haveria necessidade de nenhuma reforma do setor se a gestão dos seus recursos não tivesse sido tão danosa. tão espinhosa e tão repleta de maus tratos, de corrupção, de roubo mesmo. Está provado por matemáticos e por gente de bem que ainda existe por aí que o roubo não tem nada a ver com a idade com que o cidadão se aposente nem com a quantidade de pessoas que se aposentam. Tem a ver com a má administração dos recursos por décadas e mais décadas e que provocou o “status quo” que vivemos. E o que vivemos é um teatro de reprises onde os “atores” se digladiam nas arenas políticas buscando salvaguardar seus mandatos, seus subsídios e seus próprios benefícios. Nada de novo. Tudo repetido. Uma série de reprises a que o povo assiste sem nada poder fazer.     Continuar lendo “CHEGA DE REPRISES”

AS MENTES FERVILHAM

Último dia do ano, podem ter certeza de que as mentes fervilham. De que todos estão entre a esperança de novos dias ou a continuidade como se o dia 1 fosse outro dia como qualquer outro. Na vontade do ser humano, não é. Na esperança contida, não é. Na vontade de que o marco divisório de um ano para o outro seja realmente divisório e de que o que ficou para trás, pra trás ficou com novos dias, novos projetos, muito mais saúde e muito dinheiro no bolso. Que bom se assim fosse e todos os nossos problemas estariam resolvidos num passar de minuto, numa explosão de fogos nos céus, em meio a pedidos de todos os jeitos, de todos os credos, de todas as raças. Mas, é exatamente isto que dá a força do viver, do recomeçar, do acreditar no futuro e por ele lutar. É isso, essa força, essa crença, que fazem as viradas de anos, as viradas de séculos e nos faz acreditar sempre no Ser Superior com o qual podemos contar, mas que nos pede sempre também o nosso esforço, a nossa garra, a nossa luta. Sem isto, nada acontecerá e a passagem do ano, nada mais será do que apenas mais um dia e mais um e mais um. Fim de festa, no Ano Novo jamais será fim de festa porque o ser humano haverá de crer em si próprio, iluminar-se e com sua própria luz construir mais um ano, mais uma etapa mais uma cronologia onde as mentes fervilham e devem fervilhar para o bem comum.    Continuar lendo “AS MENTES FERVILHAM”