coluna BARTPAPO

A PORRADA ESTÁ SOLTA

             Quem diria que os tempos políticos modernos iam nos mostrar coisas que décadas de presidências nunca nos mostraram. Tivemos alguns presidentes que eram irreverentes e até excêntricos como Jânio Quadros que se utilizava de “bilhetinhos” para chamar a atenção de seus subordinados. Que proibia o uso de biquinis nas praias e que, enfim era um tanto diferente. Tivemos um General, o João Figueiredo que chegava a ser meio grosso, mas ainda educadamente grosso. Por gostar de cavalos o povo ainda brincava dizendo que ele gostava de dar coices. Mas tudo isso ainda dentro do respeito que a dignidade do cargo impunha e eles respeitavam.

             Agora estamos diante de um presidente que não respeita limites, que age como se fosse um imperador, dos mais inaccessíveis romanos que usavam da força dos gestos e das palavras para ameaçar seus súditos. Como não estamos na Roma antiga e não somos mais obrigados a abaixar as cabeças para os pseudo-líderes, constatamos e contestamos as atitudes do nosso atual presidente que, ao invés de buscar para si as aprovações da sociedade consegue afastá-la criando problemas de governo e de estado.

              O senhor Jair contabiliza ameaças, as mais grosseiras, a gente do povo, a políticos e sobretudo a jornalistas e emissoras das mais diferentes áreas. Na última investida o fez contra um jornalista que simplesmente perguntou a ele sobre depósitos não explicados na conta da primeira-dama nos idos anos de 2011 quando ele era deputado federal e seu filho um estadual suspeito de plantar o esquema conhecido como “rachadinhas”. Isto foi o suficiente para que o referido presidente ameaçasse o profissional de imprensa que estava no cumprimento de seus deveres profissionais com um “encho sua cara de porradas”. E, similares têm sido tantas as grosserias que não daria para relatá-las aqui.

             Enfim, senhor Jair, um dia o senhor será um homem comum. E tantos outros homens comuns estarão cruzando no seu caminho. E apesar do nome, nenhum outro “Messias” fará o milagre de o defender.

ALERTAS DO DIA

  • O excesso de pré-candidatos à prefeitura de Maceió acaba por prejudicar as possibilidades da escolha sensata por parte dos eleitores e até por atrapalhar a “performance” dos que tenham reais possibilidades de vencer.
  • As televisões estão mostrando que o trânsito em Maceió está cada vez mais intenso e complicado, ainda que estejamos com meia quarentena. Imaginem os senhores quando as aulas voltarem ao normal.
  • Uma das maiores fontes de renda de pessoas que estavam em situação de risco e de baixa produtividade foi a de confecção de máscaras. Uma espécie de supercooperativa espontânea e informal foi sendo montada em todo o país.
  • Um novo risco do “coronavírus” e que vem sendo apontado em alguns lugares do mundo é a possibilidade da re-infecção, o que era descartado. Para que se tome mais cuidado. Principalmente os que já passaram pelo susto.

PARE PRA PENSAR

Com o dever cumprido durma em paz. E acorde logo para continuar cumprindo.              

coluna BARTPAPO

Coluna BARTPAPO com Geraldo Câmara– Tribuna Independente -21-08-2020

    A EDUCAÇÃO DESABA

                 Por maiores que sejam os esforços a serem exercitados, por mais denodo e vontade que venham a ter os professores de todas as áreas, por mais aplicação que tenham os alunos, a educação no Brasil que já vinha caindo assustadoramente agora está em curva descendente pertinho do que chamaríamos de o abismo.

               Buscar desculpas na crise de saúde para fugir das responsabilidades educacionais do governo, não o façam porque vai ficar muito mais feio do que já é. Se formos falar apenas nos quatro ministros que já passaram por esse governo vamos verificar o quão perdido está na busca por uma equação que consiga definir os reais objetivos da educação no país. O problema não é de agora; já vem de um longo e tenebroso inverno e acho que passa por algo relativamente simples, mas que de há muito não é aplicado. Falo da valorização dos professores não só no sentido financeiro, mas muito no sentido de ego profissional. Aquele profissional que precisa ser requalificado de tempos em tempos; que precisa ser reavaliado. Que precisa receber constantemente os novos subsídios do que ocorre no mundo e não só por aqui. Aquele mestre que precisa participar de congressos, de convenções, que precisa ser recolocado na nova realidade do planeta.

                Na verdade, se voltarmos a um passado, talvez bem distante para alguns, vamos verificar que o professor era o retrato da dignidade. Ser uma professora primária, por exemplo, era considerada a profissão ímpar, sobretudo para a mulher e no Rio de Janeiro as “normalistas” eram consideradas as mais finas e educadas profissionais. Hoje, infelizmente os professores são realmente maltratados e vistos como qualquer quando deveriam ser adorados pela sociedade.

                Tudo isto nos leva ao âmago da questão. Como tentar fazer, planejar uma educação séria no país quando os mestres não são levados a sério? Como levar a sério um ministro da educação que nem falar bem o português sabe? Como acreditar no ensino superior de hoje, aliás esforçado, se o básico aplicado não serviu pra nada?

               Por tudo isto é preciso repensar a educação do zero. Reformular tudo, Com coragem, reconhecendo o caos que se estabeleceu. Só assim, quem sabe, possamos voltar à educação de sessenta anos atrás. Pedindo a Deus que não demore mais sessenta.

ALERTAS DO DIA

  • Votação com biometria ou sem? Com ou sem os perigos estarão por lá em cada batida de tecla. E se forem higienizar a cada saída de eleitor pode precisar de uns três dias para terminar.
  • Por que será que tantas baleias estão batendo nas praias nos últimos meses? E em vários lugares do nosso litoral. Será que elas estão fugindo da poluição que o homem está provocando no mar?
  • Não peçam aparelho celular emprestado para fazer uma “ligadinha”. Ele é um tremendo transmissor de saliva, portanto de vírus. Aguarde para telefonar.

PARE PRA PENSAR  

A vida é como o futebol. A gente cai, levanta, perde e leva gol, mas o espetáculo não pode parar.

coluna BARTPAPO

Coluna BARTPAPO com Geraldo Câmara– Tribuna Independente -14-08-2020

DA ENDEMIA À PANDEMIA  – a suposta expansão da China!

              Quem diria que, exatamente no país que tem a maior população do mundo, que vê a sua própria economia crescer assustadoramente e entrar países adentro com seus produtos, outrora declarados como falsos, de má qualidade e hoje inteiramente integrados no mercado mundial, quem diria que exatamente neste país nascesse também este novo e execrável “produto” que se espalhou mundo a fora levando a dor, a morte, o desespero e a mudança de hábitos em todos os sentidos da vida.

              Alguns poderão dizer que estamos praticando o xenofobismo, que estamos culpando os chineses e quem sabe, estejamos até dizendo que eles fabricaram e exportaram esse detestável “coronavírus” com o intuito de se mostrarem condutores de algum tipo de arma biológica que os ajudassem a conquistar o mundo com mais rapidez e com a aplicação do medo, o medieval medo de outrora.

              Ao contrário, estamos aqui mostrando que, como nós, como os Estados Unidos, como toda a Europa, como os japoneses, a China ainda está sofrendo, não só pelas perdas humanas que teve como, as econômicas que como todos nós, também devem estar tendo. Ah, dirão alguns, mas aquele país se recriou em termos de exportação com as necessidades mundiais de respiradores, de equipamentos pessoais de proteção e de tantos outros produtos que aumentaram o consumo mundial em função da pandemia. Irrisório. A potência chinesa tem alicerces muito mais vigorosos e que são alimentados pela tecnologia e espalhados por todos os ramos do consumo. Não precisaria provocar uma catástrofe mundial para manter em crescimento sua produção e seus negócios globais.

              Ora, dirão os meus habituais leitores: Que deseja esse escriba com tanta defesa do país distante? Nada. Talvez criar história. Talvez começar a aparar arestas no que se diz por aí. Talvez impedir os já famosos “fake news” pelo menos dentre o meu reduzido número de leitores que apesar disso é de uma enorme percepção e capacidade de gerar e reproduzir idéias, de difundi-las e de fazer justiça.

              Nunca fui à China, ao contrário de tantos outros países que conheci, incluindo aí o oriental Japão. Não tenho diploma chinês, muito menos procuração, mas, por favor sejamos sensatos o suficiente para deixarmos de lado os “disse me disse” maldosos e enfrentarmos a realidade de que o “coronavírus” poderia ter surgido em qualquer lugar do mundo, inclusive no nosso Brasil. Sem que nos acusassem de termos feito “um negócio da China.

ALERTAS DO DIA

  • O novo decreto do governador mantém o serviço público em “home Office” e as escolas fechadas. O equilíbrio reside em fazer o certo no momento certo e não se iludir com resultados ainda em interrogação. É por aí.
  • Continuo insistindo com os freqüentadores de bares e restaurantes para que não prejudiquem os empresários do ramo. Eles precisam trabalhar. Sigam as regras.

PARE PRA PENSAR (do meu livro do mesmo nome)

O melhor do ganhar é recordar o esforço que se fez para chegar lá.             

coluna BARTPAPO

Coluna BARTPAPO com Geraldo Câmara– Tribuna Independente -31-07-2020

NÃO LAVEM AS MÃOS

                 Estranho que em plena pandemia digamos isso, uma vez que essa é a prática básica de combate ao assédio do coranavírus e da sua propagação entre a população. Mas devo acrescentar que o assunto em questão serviu apenas de mote para outros assuntos em que a sociedade, quando não atingida personalísticamente costuma virar as costas ao problema e simplesmente dizer “lavo minhas mãos”. Uma maneira de dizer “não me meto nisso”, “não é problema meu” e outras tantas expressões que mostram a acomodação de grande parte dos brasileiros. Ao “lavarem as mãos” estão se omitindo de participarem daquele problema ou daquela ação que pode vir a comprometê-los ou a lhes darem mais trabalho, dependendo da ótica apresentada.

               No entanto, vivemos uma época de renovação, de conjugação de esforços, de solidariedade mesmo, onde a omissão prejudica um todo do qual cada um de nós faz parte. Sabem aquela história dos que acham que o que é ruim só acontece com os outros? A pandemia está mostrando que não é bem assim porque está levando parentes, amigos próximos e quem sabe se muitos deles não lavavam suas mãos diante da tragédia?

              Na verdade nem queremos nos alongar muito no tema no que diz respeito à pandemia, mas estender a expressão “lavo minhas mãos” a toda uma ação de vida porque ela está presente diuturnamente na vida de cada um de nós. Viramos as costas aos assuntos mais comezinhos, mas também as viramos aos posicionamentos políticos, governamentais e sociais. Lavar as mãos tem sido um ato rotineiro, prático e fácil de enfrentar, ou, melhor dizendo, não enfrentar problemas dos pessoais aos coletivos colocando-se na acomodação dos que esperam pelos que não lavam para serem protegidos e beneficiados por eles.

             Então pensemos: quem sabe não possamos começar a praticar uma ação que não nos é familiar? Quem sabe não possamos começar a dividir responsabilidades para o bem comum? Quem sabe não possamos viver uma vida de trocas ao invés de uma vida unilateral? Quem sabe não possamos deixar que nossas mãos fiquem um pouco mais sujas por nos interessarmos mais pelas comunidades e pela cidadania?

            Aí, sim! Se o fizermos estaremos juntos construindo um mundo melhor e lavando nossas mãos apenas por higiene e por proteção. Nunca por desprezo aos problemas do mundo.

           Se vocês entenderam não lavem as mãos!

ALERTAS DO DIA

  • Estamos em campanha para eleições municipais visando prefeitos e vereadores. Muita gente colocando suas propostas e suas “propostas” nas Redes Sociais. E é aí que entra o cuidado para que você saiba escolher sem “lavar as mãos”.
  • Não prejudique os donos de bares e restaurantes que tanto precisam de seus negócios. Não se aglomerem, usem máscaras. Vocês podem fechá-los.

PARE PRA PENSAR (do nosso livro do mesmo nome)

A confiança em nós depositada é o investimento em nosso banco de vida.   

coluna Bartpapo

Coluna BARTPAPO com Geraldo Câmara– Tribuna Independente -24-07-2020

 VOCÊ SABE O QUE É LIBERDADE?

              Desculpem-me começar tomando a liberdade de perguntar se você sabe o que é liberdade, mas não podemos fingir que essa é uma palavra muito confusa para a maior parte das pessoas que a interpretam de maneira errada, da maneira que os outros querem ou da maneira que a sociedade dita. Dependendo do tipo de sociedade onde vivamos as interpretações são sempre as mais variadas. No nosso país a liberdade está muito ligada a processo econômico quando muitas pessoas estão subjugadas à necessidade de sobrevivência e ainda que não estejamos vivendo a escravidão verdadeira alguns podem entendê-la no subjugo trabalhista. Coisas a serem profundamente discutidas no regime capitalista onde a força do trabalho é preponderantemente imposta pela força econômica.

              Outro tipo de confusão que se faz com a liberdade, exatamente a grande discussão do momento é a de expressão. Pode, não pode, tem que poder, nada disso é bem assim. Há que haver parâmetros para que as discussões sejam cercadas de cuidados, de educação, de bem dizer. A famosa reunião ministerial que acabou com demissão de ministros bem mostrou o que é confundir sinceridade com falta de educação, com despreparo para o exercício da função pública e ainda por onde não deverá caminhar a chamada liberdade de expressão.

              Por aí afora as liberdades são sempre recheadas de atos e fatos que as colocam em xeque diante da sociedade. A mescla entre liberdade e libertinagem é latente entre vários grupos sociais sem que haja nenhuma distinção em que a liberdade e a libertinagem andam de mãos dadas. O desembargador que não usava máscara e que agrediu os agentes que educadamente o abordaram certamente cometeu além de atos previstos em lei o de libertinagem em uma das acepções da palavra.

             Todos anseiam por liberdade. Os jovens em plena ebulição, os que não conseguiram em tempo a sua independência econômica; os casais infelizes que acabam por manterem amarras que pedem espaço; os estudantes pobres em busca da liberdade educacional e tantos que a buscam com impetuosidade ou com plena calma.

              Portanto, cada qual que busque sua liberdade deve entendê-la, compreendê-la em todos os sentidos porque nem sempre ela corresponde ao que de melhor se almeja. O mundo, por si só é uma deliciosa prisão da qual não queremos escapar. Façamos dele e com ele a melhor de nossas liberdades.

ALERTAS DO DIA

  • Bares e restaurantes abriram. Shoppings também. Euforia de proprietários e de freqüentadores. Alerta às recomendações sanitárias nessa abertura.
  • As vacinas estão andando a passo de coelho. Correndo mesmo. Que bom! A disputa é grande para ver quem sai na frente. Mas até lá todo cuidado continua sendo pouco. Use máscara e se puder fique em casa.
  • O Brasil quer se considerar um autêntico país de primeiro mundo. Mas aí se pergunta: Que país chegou a esse patamar sem dar prioridade à educação?

PARE PRA PENSAR

Poder escolher amigos é sempre muito bom. Melhor ainda é poder ser escolhido.

Coluna BARTPAPO

Coluna BARTPAPO com Geraldo Câmara– Tribuna Independente -03-07-2020

 NÃO SERÃO TEMPOS PERDIDOS

               Se Deus quiser e Ele quer os tempos que vivemos não serão tempos perdidos como se diz por aí. Não serão meses e até mesmo o ano perdido no tempo e no espaço porque estamos isolados ou porque não nos vemos e nem nos apertamos às mãos ou ainda porque não estamos produzindo como antes, porque, porque, porque…

               Os tempos que vivemos estão sendo construídos debaixo de uma pandemia que nos leva parentes, que nos priva de amigos, que nos deixa longe do trabalho, que nos dá a sensação de perda, mas com tudo isto, nos parece que estamos muito enganados. E o engano está sem dúvida alguma na maneira como podemos encarar o mal e, com ele, preparar o bem para o futuro que está ali, bem mais próximo do que possamos imaginar.

              Concordamos que o mundo não será mais o mesmo e até poderá ser melhor porque estamos resgatando sentimentos que talvez estivessem encostados em qualquer esquina de qualquer lugar. Estamos vendo a solidariedade aumentar, o amor entre as pessoas ressurgir, o desejar o bem a uns e a outros inflamarem a todos, talvez até pelo medo do que nos possa advir, mas clara como nunca a consciência de que somos iguais, que iremos todos para o mesmo lugar e sem levar o que talvez nos tenha trazido a essa enorme desigualdade, a esse espírito de poder mais e poder menos.

             Não! Não serão tempos perdidos! Já estão sendo resgatados valores morais e valores profissionais que serão de imensa valia, isto sim para os tempos que virão. O trabalho será diferente; as diversões serão diferentes; o joio começará a se distinguir do trigo porque o trigo já está crescendo e o joio sendo olhado de outra maneira. Os que se aproveitam como hoje ainda da desgraça alheia para se locupletarem, sobretudo financeiramente serão os joios do amanhã. A briga do povo não terá só os aspectos políticos, mas, sobretudo os valores morais.

            Ainda não saímos da situação em que a pandemia está nos colocando. Na verdade ainda não saímos da pandemia. Os teimosos que ainda não acreditam começam a ver que pior do que o avanço apressado é o retrocesso indesejado. E será desses erros e de muitos acertos que estaremos construindo esse amanhã. Um amanhã de esperanças, sim. Um amanhã que pode ser muito melhor do que o nosso recente ontem. E para que tudo isso venha ser a verdade que tanto queremos tenhamos a consciência do hoje em cada minuto do dia. Só assim os tempos não serão perdidos.

ALERTAS DO DIA

  • Alguém por aqui seria candidato a Ministro da Educação podendo ocupar o cargo, quem sabe, por um período nunca maior a sete dias? Está virando piada internacional essa questão dos ministros, exatamente da educação. Vai ser difícil escolher o próximo.
  • Maceió vai entrar na fase laranja de desaquecimento da quarentena exatamente hoje. Gente, afrouxamento não quer dizer liberdade total. Em vários lugares até agora não deu certo. E se precisar o governo volta a apertar. Portanto, alerta!

PARE PRA PENSAR – (do meu livro do mesmo nome)

Não guarde para si o que aprendeu hoje. Faça o amanhã de muitos outros.

E não há falta de decoro presidencial?

faixa presidencial

É engraçado como este país está controverso, cheio de falhas de interpretações e outras coisas mais. Por toma lá dá cá um deputado é exposto à investigação por falta de decoro parlamentar e isso acontece porque o parlamento não é lugar para besteiróis e, por conseguinte, a medida é correta. Há que se manter a dignidade do cargo e da casa.

Já no âmbito do Planalto, da casa do presidente, da rua do presidente, porque ele acaba achando que tudo é dele, ninguém se importa com o que ele fala ou diz acabando por espalhar falta de decoro por todos os cantos do país.

A última foi a piada idiota que fez diante das câmeras dizendo que a direita toma “cloroquina” e a esquerda toma “tubaína”. Ora, meus amigos, isto é papel de um presidente da república? Essas e outras piadinhas de mau gosto não se constituirão em uma tremenda falta de decoro? Além de criar rachaduras ainda mais inconseqüentes no seio da população porque acirra os ânimos, as discussões e até essa questão da cloroquina que precisa ser discutida por médicos e cientistas, mas não por leigos, ainda que dentre eles esteja o presidente da república.

Enquanto isso estamos perdendo a batalha contra o vírus, mas acreditando ainda que Deus nos ajudará a vencer outras batalhas e no final a guerra. Ainda que tenhamos gente que deveria ser séria, mas que prefere brincar com assunto para lá de sério.

Coluna BARTPAPO (Tribuna Independente) 24-01-2020

NEM SEMPRE O POVO DEVE PAGAR
Aumento de passagens, uma novela que todo o ano se repete e que deve afligir tanto a população quanto o dono da caneta que se vê acossado para conceder o aumento. No momento a discussão é grande e o prefeito colocou pé firme dizendo que não concede, uma vez que as empresas estão em débito com a sociedade por não terem feito o dever de casa apresentando transportes à altura. Certo ele.
Vejam, por exemplo, o caso da Veleiro, uma lastimável empresa de ônibus, absolutamente irresponsável e que apresenta o que há de pior em manutenção provocando acidentes dos mais tolos aos mais graves, com assentos estragados e soltos, pisos enferrujados e outras coisas mais, tudo detectado pelas vistorias feitas pelas instituição responsável. No entanto o TCE-AL através de seu conselheiro Rodrigo Cavalcante detectou que a prefeitura não repassava o subsídio previsto por lei, o que impedia a empresa de fazer frente à manutenção.
Em vários outros casos também, o prefeito deveria colocar o dedo até no seu próprio nariz quando existem ruas enlameadas, repletas de buracos, com água jorrando sem possibilidade de saneamento e, portanto não prestando o serviço que devia. E, quando digo no próprio nariz é porque deveria haver um sistema compensatório, talvez através do IPTU, uma espécie de multa ao avesso em que a prefeitura fosse a multada e não o contribuinte. Se um carro quebra porque cai em um bueiro, de quem é a culpa? Do motorista? Ou do descaso com que o povo é tratado?
Os leitores podem estar dizendo que soluções existem através de meios judiciais e que são cabíveis para fazer frente aos prejuízos, no entanto essa mesma justiça é lenta e cara. O que eu acho é que automaticamente deveria haver um sistema de reciprocidade. Se o cidadão é penalizado por ter cometido uma infração, porque não se pode encontrar um sistema de “mea culpa” que penalize também os responsáveis pelas dores de cabeça de toda uma população? Automaticamente, insisto. Porque nossas multas são automaticamente registradas e sempre chegam aos nossos domicílios e aos nossos bolsos.
É possível que com um sistema desses, utópico por enquanto, os gestores tenham mais responsabilidade para conduzirem os destinos de cidades e estados visando a boa convivência com o povo que os elege.

ALERTAS DO DIA

• Vamos fazer justiça com o que se pode e se deve. A atitude do governo federal em criar o Conselho da Amazônia e por conseqüência a Força Ambiental é acertada e absolutamente providencial no momento em que o mundo discute os problemas da própria Amazônia.
• O caso da cervejaria que teve seus produtos contaminados e agora em estudos para determinação da causa tenho certeza de que não foi provocado pela empresa. Ou sabotagem ou acidente. Esperem pra ver.
• Perda de tempo e de dinheiro o processo de “impeachment” contra o presidente Trump. Quando passou na Câmara já se sabia que não passaria no Senado a não ser que houvesse uma enorme traição em massa. Portanto…

PARE PRA PENSAR

Desistir sem esforço é a pior atitude. Insistir com os pés no chão é saber chegar lá.

…que a própria razão desconhece.

CACÁ 3

Parafraseando a famosa “O coração tem razões que a própria razão desconhece” ficamos de queixo caído ao sabermos que o grande administrador Carlos Antônio Gouveia – o Cacá – havia sido demitido da presidência do Detran-Al. É óbvio que a razão desconhece as razões que levaram o governador a demitir um servidor de alto nível que conseguiu nos últimos quatro anos mudar inteiramente a cara, o corpo e alma daquela repartição que sempre fora alvo das maiores críticas, de muitas e muitas irregularidades e que encontrou, primeiramente no desembargador Sapucaia e depois em Cacá a disposição de fazer valer personalidades de respeito, de competência e, sobretudo, decência. Num dos últimos atos que vivenciei com Cacá foi durante a confusão das “cinquentinha” e me chegou uma denúncia de que uma atendente estava recebendo mal os interessados no assunto. Falei com ele à noite e no dia seguinte ele tomava a providência de transferir os “cinquentinhas” para o salão nobre do Detran com direito à ar condicionado, água e cafezinho. Cacá é assim. Não deixa para amanhã o que pode fazer hoje. É rápido, inteligente no raciocínio e não se deixa levar por propostas que não se coadunem com a retidão do seu caráter. Não foi a toa que ele foi guindado a vice-presidente da Associação dos Detrans e que tão bem se houve no Conselho Estadual de Segurança. Mas, que venha outro com o mesmo caráter. O governador Renan filho deve ter seus motivos, quem sabe até uma nova missão para o nosso Cacá. Fica o registro para que não se deixe escapar na poeira dos palácios a memória viva de quem merece ser memorado. E feliz Natal, amigo!

A nossa fórmula da empregabilidade

Num país de grandes extensões territoriais como o Brasil e com uma demografia absolutamente variada dependendo da região, a empregabilidade torna-se cada vez mais difícil de ser administrada se os parâmetros atuais forem mantidos. Até porque nos mais de cinco mil municípios a grande maioria deles não tem atividade econômica suficiente para manter as famílias sem que haja a migração para centros maiores e mais produtivos. O que, sem dúvida alguma gera uma concentração que incha as cidades receptivas.

Quem assiste aos debates verifica que nenhum dos candidatos presidenciáveis apresenta fórmulas capazes de resolver o problema de desemprego, hoje chegando à casa dos 14 milhões, sem contar que existem pessoas totalmente inativas e que poderiam estar ativas contribuindo para uma mudança na economia do país.

Nossa fórmula assusta pela simplicidade porque busca no povo, de um modo geral, a produtividade que o Brasil precisa para mudar totalmente sua situação atual sem depender de investimentos externos ou de implantação de grandes indústrias que, diga-se de passagem, empregam muito pouco diante da necessidade da população brasileira. Vamos à ela.

Primeiro, o governo federal com a participação dos estados e dos municípios traçará um mapa vocacional de todo o país para que fiquem definidas as áreas mais factíveis de implantação. Após é criado um grande organismo nacional que será o responsável pelo estímulo, orientação, fiscalização e impulso do sistema cooperativista e associativista em todos os rincões do país proporcionando capacitação e qualificação para produção, aperfeiçoamento de produtos e serviços, além de em determinados casos toda a questão de distribuição e logística.

Este organismo a que nos referimos será assessorado pelos estados e municípios que estarão também envolvidos na maximização do projeto. Para que se tenha uma noção da grandiosidade e da rapidez de sua implantação o trabalho será feito com base no mapa vocacional que definirá para cada local que tipo ou tipos de negócios poderão ser desenvolvidos em coletividade. Com isso cria-se um imenso sistema que obviamente só poderia ser detalhado na elaboração de um também grande e objetivo plano de trabalho.

Na certeza de que todos os municípios do país poderão ser envolvidos e para os quais o projeto ganha um sonho, sem utopia, que é o da fixação das famílias aos seus lugares de origem.

Como observação final, independente de ser um plano nacional, o projeto pode também ser considerado para cada uma das administrações estaduais. Coragem e vontade política é o que falta.