QUANDO O SONO NÃO CHEGA

Quem já não passou por isto? O sono não chega. Você fecha os olhos, vira de um lado, vira para o outro, fecha os olhos de novo e nada do sono chegar. É quando o pensamento aumenta, e tudo vem à tona como num passe de mágica. Você tenta esquecer, mas repare que dificilmente vêm coisas boas naquela hora. São as merdas da vida, a conta por pagar, aquele projeto de trabalho que ainda não chegou, um monte de coisas que, ao invés de trazerem o sono lhe abrem cada vez mais o pensar. E você pensa, se vira, levanta, toma água, fecha os olhos bem fechadinhos, mas o danado não vem. Bem, então vamos escolher no que pensar. E você escolhe o Brasil. Para que? Lá vem a Lava Jato lembrando-lhe que o Brasil é uma corrupção só; que os políticos presos talvez estejam com a mesma insônia que você só que procurando uma maneira de escapar da sentença do Moro; que o Temer deve dormir bem pouco já que o fim do mandato pode ser o fim do sonho e o princípio do seu pesadelo; que o Lula já imagina o que será dele se for preso e o Bolsonaro imagina assumir o posto maior da nação. Quando vocês perde o sono tudo, mas tudo mesmo, pode vir à sua cabeça e o que é melhor, sono ou pesadelo, só você sabe. Ninguém mais.

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CADA MACACO NO SEU GALHO

Esse é um ditado que tem tudo a ver com o serviço público de um modo geral e com raras exceções é o que não acontece. Quantos cargos são ocupados, seja por interesse político ou pessoal, seja por má formação de quem os ocupa, seja ainda porque o seu ocupante não está nem aí nem está chegando para o interesse da população? A culpa nem sempre é do dirigente máximo, até porque nem pode saber de tudo perfeitamente e por outro lado precisa, politicamente, aceitar determinadas indicações, principalmente nos estágios inferiores que atendem as necessidades dos que pedem. E isto ão ocorre apenas nos executivos, não. Ocorre no legislativo e até no poder judiciário onde os métodos modernos de RH nem pensam em atingir seus objetivos em tais casos. E é exatamente aí que os “mal feitos” acontecem, que as improbidades surgem, que o caos e o destempero ficam contra os que estão à frente das decisões e, sobretudo contra o povo que acaba por sofrer a crise de incompetência que assola determinados setores do país por pura incompetência ou por lotação errada de determinados servidores. Deixando claro que nem sempre é a incompetência que o classifica, mas a falta de possibilidade de colocá-lo no lugar que o seu conteúdo recomenda. É a tal história do título deste artigo: Cada macaco no seu galho.      Continuar lendo “CADA MACACO NO SEU GALHO” →

QUEREM BOTAR MAIS DROGA NESTA DROGA

Tenho a impressão de que este país começa a viver um período de inversão de valores dos mais perigosos. O senso de família vem se desmoronando com uma velocidade assustadora. A questão do patriotismo nem se fala e a cidadania acaba indo por água abaixo neste mar de lama que tsunanicamente nos ataca. Agora, para completar chega esta onda destruidora querendo defender a oficialização da maconha, sua livre utilização e venda como se fosse a coisa mais natural do mundo impingir à sociedade um convívio com uma droga que, reconhecidamente é a mãe de todas. Não dá para entender como se pensa em erradicar as drogas oficializando-as. Então, o problema é com traficantes e não com usuários que podem ser nossos filhos? Que pensamento é este que passa a proteger o errado em busca de um suposto certo? Sou contra, vou permanecer contra e enquanto puder gritar contra tudo e contra todos que pensarem nessa estupidez, o farei. Afinal, o mundo já está uma droga total por conta das próprias. E ainda querem botar mais droga nesta droga? Pensem. Continuar lendo “QUEREM BOTAR MAIS DROGA NESTA DROGA” →

FINALMENTE A INTERVENÇÃO NO RIO

Ninguém segurou nem segura o que está acontecendo no Rio de Janeiro, a cidade ainda maravilhosa ameaçada por um poder paralelo da pior categoria que tomou conta, dita as regras e deixa os cariocas absolutamente acuados no seu dia a dia. Promessas de todo o tipo de um governo estadual fraco, sucessor de outro que, além de fraco era corrupto, e nenhuma com possibilidade de ser cumprida. Era necessário que o governo federal, de acordo com os ditames da constituição, decretasse a intervenção militar na segurança do Rio de Janeiro. E, sinceramente, só as Forças Armadas têm poder de fogo e de pressão para tentar – eu disse tentar – reprimir as ações do tráfico que dominaram o Rio e que parece uma réplica do que já acontecera na Colômbia, hoje totalmente recuperada em relação ao crime, graças ao processo de tolerância zero. Um propósito como aquele e que gerou sucesso absoluto só pode ser desenvolvido na nossa querida Rio de Janeiro pelas Forças Armadas que em regime de absoluta exceção tomarão conta dos destinos da segurança com toda a capacidade estratégica que têm. Seu comandante, com inteira carta branca para agir haverá de combinar os fatores de expulsão do crime com a preservação das famílias que vivem nas comunidades ocupadas, mas com absoluto rigor agir na limpeza da cidade. Único problema, por isso a rapidez se fará necessária, é coibir a saída dos grandes e médios traficantes que podem evadir-se para outros estados, principalmente os do nordeste. No mais vamos acompanhar as ações já batendo palmas pela correta intervenção.

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Não sou velho…estou velho!

Geraldo Câmara.

E, sinceramente, não é uma questão de semântica, nem de rejeição à idade que Deus tem me dado e acrescido a cada dia que passa. Ser velho é aceitar um “status quo” que a sociedade lhe impõe e cronologicamente o coloca à margem de uma outra etariedade que se diz moça, jovem e absolutamente dona de todas as suas faculdades mentais e produtivas. O ser velho até pode estar enquadrado no que esta geração quer, mas o estar velho é completamente diferente do que se supõe porque coloca o estar em uma posição que não o diferencia, pelo menos mental e intelectualmente de nenhuma outra faixa que se proclame dona da verdade. O estar velho é colocar à disposição de todos uma experiência de vida, de profissionalismo, de maturidade, de equilíbrio nas ações e de neurônios ativos capazes de saírem das citações do passado para uma criatividade nova, evolutiva e com uma plataforma muito mais sólida. Então, o que seria o certo, o correto e muito pouco aplicável entre empresários, dirigentes públicos e muitos outros é a correlação entre as cabeças de diversas idades numa busca de identidade múltipla que estaria pronta a resolver os problemas da iniciativa privada e do país. E aí encontraríamos a fórmula perfeita entre o estar jovem e o estar velho. Mudança de conceito que até desativa o estar velho e reativa o estar vivo e experiente. E, quando estou prestes a completar meus oitenta anos, por exemplo, estou vivo, experiente e sempre pronto e disposto a colaborar com as gerações que me antecedem e com toda a garra mental que Deus me deu.