MACEIÓ PODE SER O CENTRO DE TUDO

Se o Brasil pudesse ser replanejado e se o nordeste fosse revisto como grande centro produtor, sem dúvida, Alagoas, mais precisamente Maceió e Arapiraca seriam o centro de decisões da região. Geograficamente já vemos que estamos no meio de tudo, a 600km de Salvador, a 230 do Recife, a 600 de Natal e por aí vai. Se as estratégias de distribuição de produção fossem melhor analisadas veríamos que poderíamos ser o receptáculo dessa produção e o escoamento dela para todo o Brasil e para o mundo. Claro que, se o planejamento inicial tivesse visto isso, nossas condições de porto, de estradas, de ferrovias, também seria outro. No entanto, as autoridades que hoje replanejam essas cidades deveriam pensar, ainda que minimizado, no estímulo à criação de pequenos e lucrativos polos industriais e, sobretudo de serviços, mostrando a validade também do que chamaríamos de redistribuição. Produzir aqui, no centro do nordeste, traz enorme valia para a venda e distribuição de produtos e serviços para os estados e cidades vizinhos com grande economia nas estratégias. Isto, sem contar com os aspectos turísticos que ainda não entenderam completamente que Maceió pode ser o grande concentrador do turismo entre vizinhos, principalmente nas pequenas e baixas estações. Estrategistas analisem. Vale a pena ver o novo. Continuar lendo “MACEIÓ PODE SER O CENTRO DE TUDO”

A confusão nas pesquisas impede a análise.

 

PESQUISA

                             Não sei se querem estabelecer confusões nas cabeças das pessoas ou se as pesquisas que não são tão oficiais assim e estão sendo divulgadas não merecem todo esse crédito. O país passa por uma crise política das mais difíceis e nomes colocados hoje só sevem para criar convulsões cerebrais nos eleitores, já que se sabe que ninguém sabe de nada, muito menos de candidatos que já mereçam estar sendo pesquisados. Lula é o nome posto porque o PT não tem o que fazer com ele. Aécio já era e a dissensão dentro do PSDB leva a um rumo onde nem nomes antigos nem nomes novos podem ser classificados. Bolsonaro é um mito que está sendo criado, talvez por quem esteja com saudades da repressão, da valentia, da força e outras coisas mais que engessaram o Brasil durante tanto tempo. O que nós precisamos é partir em busca de nomes novos que tenham passado irrepreensível que sejam quase unanimidade na sua maneira de agir perante os problemas do país. Nem com erros do passado, nem com promessas fugazes  do presente que vamos chegar onde precisamos. Um Álvaro Dias, por exemplo, começa a despontar e, por incrível que possa parecer é um político antigo imaculado como governador que foi do Paraná e como senador que é. Não sei. Não ponho a mão no fogo por alguém, mas acho que, ao invés de pesquisas, a hora é de análises, nome a nome, com profundidade e com bom senso. Pesquisa, deixa pra lá. Por enquanto. Nomes bons, na política e fora dela, existem, sim. Em quantidade e em qualidade. Portanto, vamos mudar nossa maneira de escolher e começar de agora a buscar o que interessa.

Sustentabilidade deve ser um dos pilares empresariais.

 

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Janguiê Diniz – Mestre e Doutor em Direito – Reitor da UNINASSAU – Centro Universitário Maurício de Nassau – Fundador e Presidente do Conselho de Administração do grupo Ser Educacional – janguie@sereducacional.com

 

Há vinte anos, poucos empresários consideravam importante o respeito ao meio ambiente. Atualmente, a sustentabilidade é um elemento central na atividade e cada vez mais essencial na estratégia das empresas. Durante muito tempo se acreditou, erroneamente, que a sustentabilidade estaria diretamente relacionada ao meio ambiente. Entretanto, essa ideia é dividida em três principais pilares: social, econômico e ambiental. Para se desenvolver de forma sustentável, uma empresa deve atuar de forma que esses três pilares coexistam e interajam entre si de forma plenamente harmoniosa.

 

O pilar ambiental refere-se, basicamente, à preservação do meio ambiente e dos recursos naturais, além da redução do desperdício de materiais. O social compreende ao capital humano relacionado às atividades do empreendimento, incluindo a comunidade, o público-alvo, os fornecedores e a sociedade em geral. E finalizando, o econômico inclui assuntos referentes à produção, distribuição e consumo de bens e serviços, considerando os pilares ambiental e social.

 

Para a ONU, entre os dez objetivos que o mundo poderia adotar para atingir o desenvolvimento sustentável estão erradicar a pobreza extrema, incluindo a fome; assegurar o aprendizado efetivo de todas crianças e jovens para a vida e a subsistência; alcançar a saúde e o bem-estar para todas as idades; melhorar os sistemas agrícolas e aumentar a prosperidade rural; tornar as cidades mais inclusivas, produtivas e resilientes; entre outras.

 

O desenvolvimento sustentável já é um assunto recorrente na sociedade mundial. A assiduidade das pautas de discussão está ligada diretamente a urgência e a necessidade de se criar movimentos para equilibrar as ações desenvolvimentistas do homem e da preservação dos recursos naturais. Assim, pensar no desenvolvimento sustentável implica considerar a necessidade de recuperar o patrimônio natural, preservar os ecossistemas e definir o uso racional dos recursos, permitindo o equilíbrio socioeconômico e cultural.

 

Mundialmente, o consumidor brasileiro é menos preocupado com a preservação dos recursos naturais do que os consumidores dos países desenvolvidos. Nos EUA, ações de premiação para as empresas que agem sustentavelmente já alcançam 50% da população consumidora. Essa relação fica ainda mais clara quando analisamos o percentual das pessoas que buscam os produtos ecologicamente corretos: nos países desenvolvidos esse número é de 39%, enquanto aqui, os percentuais são de 13%.

 

O papel da educação e da erradicação da pobreza é extremamente importante para atingir os objetivos propostos pela ONU. Um país que investe em educação está investindo em desenvolvimento – econômico e sustentável. É preciso criar e ter a consciência de que assegurar esse equilíbrio entre o desenvolvimento dos países e a preservação do meio ambiente, significa, acima de qualquer outro objetivo, garantir que nossos filhos, netos e bisnetos tenham condições mínimas de sobrevivência.

 

A busca das empresas pelo equilíbrio de suas ações nas áreas econômica, ambiental e social, visando à sua sustentabilidade e a uma contribuição cada vez mais efetiva à sociedade, é hoje um fato. Para medir esse equilíbrio, alguns modelos e ferramentas de gestão, globalmente aceitos, têm sido utilizados no dia-a-dia empresarial para o aperfeiçoamento de seus processos e ações.

 

Mas a sustentabilidade, entendida no ambiente corporativo como fator estratégico para a sobrevivência dos negócios, é bem mais que um princípio de gestão ou uma nova onda de conceitos abstratos. Representa um conjunto de valores e práticas que deve ser incorporado ao posicionamento estratégico das empresas para definir posturas, permear relações e orientar escolhas.

QUAIS SÃO AS IDEOLOGIAS POLÍTICAS DO BRASIL?

O país tem mais de trinta partidos e aí vem a grande pergunta: como é que podem existir tantas ideologias, tantas razões de ser para que partidos sejam fundados, a não ser que sejam grandes negócios, tanto políticos, como financeiros? E, por que não? O caminho que está sendo mal seguido deve ser este. Uma estrada que não é percorrida pelo povo e que simplesmente faz com o que o povo siga comprometimentos dos quais não compartilha e não sabe compartilhar. Houve tempo em que o Brasil tinha o comunismo, o integralismo, o trabalhismo, o socialismo. Algumas ideologias, discutíveis ou não, mas que traçavam fronteiras nítidas entre os poucos partidos da época. Hoje não se sabe nada, não se encontram fundamentos ideológicos e até mesmo proposições, com raras e honrosas exceções. Como tentar, então, fazer com que a população aprenda a votar, busque entender a complexidade política e saiba escolher entre tantos joios e trigos que existem por aí? Difícil, muito difícil, porque a identidade política do país ainda não foi configurada e as gerações mais recentes ainda buscam por essa identidade como se perdidos ainda estivessem nas estradas, “sujas” ou não. Vamos crescer, vamos somar, vamos encontrar os caminhos políticos deste país. É o que desejamos para esta e para as próximas gerações. Continuar lendo “QUAIS SÃO AS IDEOLOGIAS POLÍTICAS DO BRASIL?”

“HUMANOLOGIA, A TECNOLOGIA QUE NÂO PODE FALTAR”

Dra. Carla Pachêco, médica Intensivista e escritora, autora da série de livros Perfume de Hotel.

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Parafraseando o escritor quando ele diz “Ah, se todos os erros fossem licenças poéticas”, eu diria: Ah, se todos fossem contaminados por essa tal de humanização.

Quando a vida real começa, e uma hora é inevitável que comece, quando a realidade confronta o sonho, o significado das escolhas que fizemos irá transparecer generoso ou cruel, como um fardo ou uma benção, evidenciando sem disfarces quem selecionou seu roteiro com a convicção de que quer ser protagonista, daquele que preferia estar fazendo outra coisa. Qualquer coisa.

Não resta dúvida de que quem não se sentir recompensado por fazer o bem, sem olhar a quem, não deve exercer qualquer profissão que imponha a relação cotidiana com pessoas. Menos ainda aquelas fragilizadas pela doença.

Como diz o filósofo Mario Sérgio Cortella: “O que importa é saber o que importa”.

Gostar de gente, eis a questão!

Medicina é ciência e arte. Uma ciência não exata, em que um mesmo problema (doença) pode levar a vários resultados; e é a mais bela e a mais difícil de todas as artes, aquela que exige de nós sabedoria, porque mesmo quando tudo parece óbvio, pode não ser; que exige de nós uma atuação ética e atitudes equilibradas, mesmo com as nossas emoções sendo tocadas; que exige de nós uma doação diária, sem nos deixar extinguir.

Vivemos tempos modernos, tempos de avanços impressionantes no campo da tecnologia. E na contramão do casamento bem-sucedido da tecnologia com a ciência, aprimorando a técnica, temos o distanciamento da tecnologia com a arte, afetando drasticamente a forma das pessoas se relacionarem, contribuindo para o processo de (des)humanização.

A técnica é livre de pudores, se despe para todos aqueles que se esmeram na aprendizagem. Então, odetalhe está no que sobra da técnica. Arte! A arte é que faz o detalhe, e é no detalhe que reside toda a diferença.

Se habilidoso, se bem instruído e bem treinado, um médico pode vir a exercer seu papel com eficiência e obter o resultado esperado frente à escolha da técnica a ser empregada na sua abordagem caso a caso, mas o fato é que isso nem de longe quer dizer exercer a medicina com maestria.

Citando Dr. JJ Camargo: “é essa tal de humanização que qualifica, que distingui o artista, aquele que é mestre do ser humano comum”.

O técnico sabeidentificar o problema e se valer da tecnologia para solucioná-lo. Mas é o artista que sabe reconhecer o momento, que sabe perfeitamente do que os pacientes realmente necessitam. É o artista que os faz sentir confortáveis, seguros e com esperança; que dominaa arte de consolar; que é capaz de sentir empatia.

Qual especialidade devo fazer? Antes de tudo o médico precisa ser especialista em gente. Médico de homens e de almas.

Sensibilidade, empatia, uma forma diferente de cuidar… o que vai na essência, ou seja, que está na substância do ser e que, portanto, não pode ser fabricado… um elemento poderoso que surge e é capaz de imprimir no outro uma marca que não irá se apagar.

Ainda que a vida siga um rumo diferente daquele que idealizamos para nós, ainda que não nos seja possível reinventar um capítulo da nossa história ou alterar seu desfecho, há muitas maneiras de sermos salvos.

Pena que muitos não compreendam, e tantos outros nunca cheguem a compreender, que a HUMANOLOGIA seja, sem dúvida nenhuma, uma delas, tanto para quem a recebe quanto para quem a pratica.

Como bem escreveu a Martha Medeiros: “o amor virtual é legal, mas o teclado ainda não dá conta de certas sutilezas”.

A medicina de excelência só é possível quando conjugamos sutilezas e detalhes.