MEMÓRIA

Geraldo Câmara

 

Quem és tu que me cobres de lembranças,

Que me faz recordar meus tempos de criança

Eu brincando inocentemente com a vida ?

Quem és tu, doce e bendita memória,

Acumuladora da história e da estória

Arquivo vivo de uma era enternecida?

 

Quem és tu também que crescestes comigo

A me lembrar que existe o prêmio e o castigo

E que andam juntos o  ódio e o amor?

E se o primeiro não lhe habita o coração

Deixe que o amor o invada com emoção

Sem escrúpulos, alma aberta, sem temor.

 

Então com licença, vou me livrar da escória,

Tentar deixar o bem que um dia eu possuí

Afastando de vez desta memória

O mal que certamente  eu já vivi.

 

(Maceió, 26-01-2020 – 8:20 AM)

 

 

Ouvidor Geral 27-01-2020

PINHEIRO & CIA. NINGUÉM SE ENTENDE.

Sabem o samba do crioulo doido onde ninguém se entende nem sabe o que quer? É assim que acontece hoje no caso do Pinheiro agora estendido para o Mutange, Bebedouro e etc. Fala-se muito, a Braskem assumiu em parte o seu erro e está investindo pesado no problema; no entanto não ficou definido quem indeniza quem e com quanto e como os moradores deixam suas casas. Um empurra-empurra que não termina envolvendo a própria Braskem, a Caixa Econômica, Seguradoras e etc enquanto os moradores se vêm na qualidade de joguetes como personagens de um jogo de vídeo game cujo tema é o de suas próprias vidas. E numa situação que não pediram nem provocaram. Uma guerra onde entraram e onde não precisariam estar como soldados desprotegidos, praticamente sem armas para lutar. Não adianta procurar culpados em cada estágio do processo, o que parece que só vai acontecer quando a tragédia – Deus nos livre – for maior. Mas também não é justo que os inocentes na questão que são os moradores sejam desprotegidos e alijados do processo com propostas indecentes que não resolverão a continuidade de suas vidas. Pensem bem, todos vocês que fazem parte da cadeia de atendimento! Pensem bem!

DESTACÔMETRO

KELMAN VIEIRA

O destaque da semana vai para o presidente da Câmara de Vereadores, Kelmann Vieira que assinou convênio com o TCE-AL para utilização da TV Cidadã como um dos veículos de informação daquela instituição legislativa.

PÍLULAS DO OUVIDOR

Acho que a tranqüilidade no trânsito vai acabar se já não está acabando graças à volta às aulas. Impressionante como as escolas e estudantes provocam um enorme fluxo de carros e congestionamentos diários.

Durante o período de férias a cidade parece outra com o trânsito tranqüilo e um fluxo de causar inveja aos turistas que são de outras metrópoles e vítimas do tráfego absurdo. Agora, começamos de novo…

E a propósito disto, nos lembramos dos ônibus e em especial da Veleiro que agora está num grande impasse com a SMTT. A coisa vai para na justiça mesmo principalmente depois que o TCE0-AL mandou que pagassem o subsídio devido.

Para que se entenda melhor, a prefeitura tem nos contratos com as empresas de ônibus o pagamento de um subsídio para que façam frente às manutenções e para compensar defasagens nos preços das passagens.

Segundo informações a prefeitura não repassou este subsídio à Veleiro que, por este motivo viu-se em situação financeira péssima. O conselheiro Rodrigo Cavalcante, em decisão monocrática mandou que o subsídio fosse pago.

E para que se entenda melhor o porque de o TCE-AL poder intervir no caso é exatamente porque é a instituição que fiscaliza os atos da prefeitura podendo portanto tomar medidas dessa categoria, absolutamente dentro da lei.  

Diante dos casos de doença respiratória na China, causada pelo novo Coronavírus, o Ministério da Saúde instalouo Centro de Operações de Emergência Coronavírus. O objetivo é preparar a rede pública de saúde para o atendimento de possíveis casos no Brasil.

Ex-desembargador do Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas, o advogado Luciano Guimarães integrou a Missão de Observação da Transparência Eleitoral que acompanhaou as eleições presidenciais do Peru, ontem domingo, 26 dezembro.

A Transparência Eleitoral tem atuação em toda América Latina e se dedica a participar e observar eleições, analisando e sugerindo aperfeiçoamentos aos mecanismos de exercício das democracias.

NOTÁVEIS DA CULTURA

O meu amigo Carlito Lima em mais uma bela festa na Pedra Virada entregou os prêmios “Notáveis da Cultura Alagoana”(foto). Dentre os agraciados, com muita honra este colunista com o programa de TV “Bartpapo com Geraldo Câmara”.

ABRAÇOS IMPRESSOS

CLODIS TAVARES

Os abraços vão para a professora da UFAL, Clodis Tavares que enfrenta uma enorme luta no sentido de proteger os portadores da “Hanseníase” e através do Janeiro Roxo leva suas mensagens e orientações sobre essa doença hoje curável.

 

Coluna BARTPAPO (Tribuna Independente) 24-01-2020

NEM SEMPRE O POVO DEVE PAGAR
Aumento de passagens, uma novela que todo o ano se repete e que deve afligir tanto a população quanto o dono da caneta que se vê acossado para conceder o aumento. No momento a discussão é grande e o prefeito colocou pé firme dizendo que não concede, uma vez que as empresas estão em débito com a sociedade por não terem feito o dever de casa apresentando transportes à altura. Certo ele.
Vejam, por exemplo, o caso da Veleiro, uma lastimável empresa de ônibus, absolutamente irresponsável e que apresenta o que há de pior em manutenção provocando acidentes dos mais tolos aos mais graves, com assentos estragados e soltos, pisos enferrujados e outras coisas mais, tudo detectado pelas vistorias feitas pelas instituição responsável. No entanto o TCE-AL através de seu conselheiro Rodrigo Cavalcante detectou que a prefeitura não repassava o subsídio previsto por lei, o que impedia a empresa de fazer frente à manutenção.
Em vários outros casos também, o prefeito deveria colocar o dedo até no seu próprio nariz quando existem ruas enlameadas, repletas de buracos, com água jorrando sem possibilidade de saneamento e, portanto não prestando o serviço que devia. E, quando digo no próprio nariz é porque deveria haver um sistema compensatório, talvez através do IPTU, uma espécie de multa ao avesso em que a prefeitura fosse a multada e não o contribuinte. Se um carro quebra porque cai em um bueiro, de quem é a culpa? Do motorista? Ou do descaso com que o povo é tratado?
Os leitores podem estar dizendo que soluções existem através de meios judiciais e que são cabíveis para fazer frente aos prejuízos, no entanto essa mesma justiça é lenta e cara. O que eu acho é que automaticamente deveria haver um sistema de reciprocidade. Se o cidadão é penalizado por ter cometido uma infração, porque não se pode encontrar um sistema de “mea culpa” que penalize também os responsáveis pelas dores de cabeça de toda uma população? Automaticamente, insisto. Porque nossas multas são automaticamente registradas e sempre chegam aos nossos domicílios e aos nossos bolsos.
É possível que com um sistema desses, utópico por enquanto, os gestores tenham mais responsabilidade para conduzirem os destinos de cidades e estados visando a boa convivência com o povo que os elege.

ALERTAS DO DIA

• Vamos fazer justiça com o que se pode e se deve. A atitude do governo federal em criar o Conselho da Amazônia e por conseqüência a Força Ambiental é acertada e absolutamente providencial no momento em que o mundo discute os problemas da própria Amazônia.
• O caso da cervejaria que teve seus produtos contaminados e agora em estudos para determinação da causa tenho certeza de que não foi provocado pela empresa. Ou sabotagem ou acidente. Esperem pra ver.
• Perda de tempo e de dinheiro o processo de “impeachment” contra o presidente Trump. Quando passou na Câmara já se sabia que não passaria no Senado a não ser que houvesse uma enorme traição em massa. Portanto…

PARE PRA PENSAR

Desistir sem esforço é a pior atitude. Insistir com os pés no chão é saber chegar lá.

Ouvidor Geral 20-01-2020

CHACRINHA E EU.

No princípio da década de 60 eu já fazia televisão, no Rio de Janeiro, na área do humorismo. A TV Rio era a “Globo” da época, pelo seu carisma e pela sua audiência. E os programas de humorismo eram as “novelas” de então, prendendo os telespectadores à telinha, ainda preto & branco. Lembro-me que, às sextas feiras, eu participava à noite do grande humorístico “Noites Cariocas”, que era levado ao vivo e ensaiado no estúdio A, à tarde, pelo grande diretor Wilton Franco, já falecido. No entanto, às 17 horas, eu participava também de um programa que se chamava “No rancho de Mr. Chacrinha”, uma espécie de filme de cowboy, cheio de graça, humor e irreverência do velho Chacrinha e sua equipe. É preciso observar que os programas, na época, eram todos ao vivo. Enquanto ensaiava no estúdio A, pedi aos companheiros do programa do Chacrinha que me avisassem quando fosse entrar no ar, no Estúdio B, para que eu deixasse o ensaio de um e entrasse no outro. Não sei, até hoje, se de propósito ou não, se de molecagem do Velho Guerreiro ou não, o fato é que, de repente, olhei para o relógio e percebi que já eram 17 horas e 5 minutos. Corri para o estúdio A, olhei para o visor da grossa porta e vi que o programa já estava no ar, com todos os personagens. Só faltava eu. Bati na porta, o assistente abriu e dirigi-me ao cenário. E só então percebi que Chacrinha tinha um papel nas mãos – o roteiro – e, aos risos, o que lhe era peculiar, fazia o seu papel e lia o meu, dizendo para o telespectador: “agora fala Sheldon, o personagem de Geraldo Câmara, que só vai aparecer à noite no “Noites Cariocas”. Fiz cara de mau, puxei o revólver, enfrentei o Velho Guerreiro e disse, virando-me para a câmera: “Ah…ah… te peguei com a boca na botija! Você quer me roubar a Lindinha, não é? Mas não adiantou me prender porque livrei-me das cordas a tempo..” E com os “cacos” -cacos são textos que o ator coloca sem que estejam no roteiro original –  seguimos adiante o programa, contendo os risos. Aquilo era um retrato da televisão da época, cheia de improvisos, de graça e de heroísmo mesmo.

Obs: Esta história está no meu livro “Por causos da Vida” e a estou repetindo aqui porque não entendi o porque na vida do Chacrinha levada ao ar agora pela Globo, a TV Rio, a mais importante da época foi omitida.  Fica o protesto.

DESTACÔMETRO

ANA HORA

O destaque vai para o misto de empresária e vereadora de Maceió, Ana Hora, uma mulher super dinâmica que ao lado de seu marido Ferreira Hora vem alcançando bons índices de produtividade em todo o seu trabalho.

PÍLULAS DO OUVIDOR

A TV-Rio pertencia ao Grupo de Paulo Machado, na época donos da Record em São Paulo e da TV-Rio na cidade do Rio de Janeiro. Era uma “senhora” emissora que tinha como diretor comercial o Walter Clark, posteriormente Globo.

Os programas humorísticos dominavam e eram de primeira grandeza. Roubavam audiências tanto quanto as novelas o estão fazendo ainda. Dentre eles, O Riso é o Limite, Ô Nordeste da Peste, Noites Cariocas, Rancho do Mr. Chacrinha, etc.

Chacrinha era um astro na emissora e respeitado como tal. Muita coisa do que se vê no seriado da Globo foi omitido, como por exemplo, como nasceu o bordão “Ó Terezinha”. Não foi no rádio mas na TV Rio.

O Chacrinha chamava para os comerciais que na época eram ao vivo com garotas- propaganda. A que fazia os do seu programa era uma moça alegre e bonita de nome Terezinha e irmã da cantora Rosemary. O bordão era a dica para a técnica colocar os comerciais.

Comecei minha vida de televisão na extinta TV-Rio em 1961. Fica difícil  contestar o que estou contando. Até porque ela foi o berço de grandes astros, não só do humorismo, mas de novelas também. Ela e a também extinta TV-Tupi.

O declínio da TV-Rio começou com a chegada da TV Excelsior ao Rio e a são Paulo que carregou quase todo o elenco de artistas e de diretores no qual inclua-se o famoso Carlos Manga que dirigiu TV pela primeira vez na TV Rio.

Para quem se lembra, Manga era um fantástico diretor de cinema da época das “chanchadas” e dos grandes musicais carnavalescos tendo dirigido os maiores humoristas da época a exemplo de Oscarito e Grande Otelo.

Levá-lo para dirigir em televisão foi um trabalho muito árduo que teve a importante participação de Chico Anísio que o convenceu a fazer parte da criação do “Chico Anísio Show”, até hoje o maior humorístico da televisão brasileira.

A coluna de hoje ficou um tanto ou quanto saudosista, mas por uma questão de justiça não vejo como a omissão de uma emissora de televisão de tamanha importância em um seriado sobre a vida do também importante Chacrinha. 

CONVÊNIO CÂMARA   

O Tribunal de Contas de Alagoas estabeleceu convênio com a Câmara Municipal de Maceió para que esta última usufrua de espaços na TV Cidadã daquele TCE. Assinaram, Kelman Vieira, presidente da CMM, Otávio Lessa, presidente do TCE-AL e este colunista, Diretor de Comunicação do Tribunal.

ABRAÇOS IMPRESSOS

GALEGUINHO DO FORRÓ

Pense numa revelação de primeira ordem e conheça o trabalho deste menino de 13 anos que com sua sanfona, sua voz e sua alegria vai se tornar um dos grandes artistas deste estado. Aliás, Galeguinho do Forró já o é.