Ouvidor Geral 03-02-2020

              DEPENDE…

Se você vai ler este artigo até o fim depende… Depende de ter vontade, depende de se interessar pelo tema…depende! Este país é o país do depende! Vivemos na dependência do depende desde há muito tempo e ainda que o Pedro I tenha declarado a independência o reconhecimento do ato até hoje depende de muita coisa, de muito esclarecimento, de muita vontade. E tudo na vida depende. Para se criar bem um filho depende. Do dinheiro que você tenha, da vontade que ele tenha, do tipo de pais que são vocês…depende. Para se fazer um país melhor, mais igual depende. Depende do seu voto, de quem recebeu seu voto, depende do voto alheio e depois depende dos votos do Congresso porque aprovar um projeto depende e depende de tanta coisa q        ue para ser um governante neste país do depende, depende de muita gente. Para ter saúde por aqui depende da sorte, do médico que lhe atendeu ou depende de onde você nasceu que para ter médico depende de outras coisas que entre si dependem umas da outras e numa corrida avassaladora contra o tempo o desenvolvimento depende até do tempo, das tempestades, das enchentes, dos furacões e depois para consertar o que a natureza destruiu depende de quem está lá, depende da solidariedade, depende da seriedade e se eu for continuar nessa lista de depende você vai verificar que ninguém é independente e que para um dia tentar ser juro pra você que…depende!

DESTACÔMETRO

SIDRACK E VINICIUS

O destaque vai para pai e filho, Sidrack e Vinicius Ferreira que, através da sua Play TV terceirizam os trabalhos técnicos da TV Cidadã do TCE-AL desde a sua fundação. Com grandes méritos para a dupla e equipe.

PÍLULAS DO OUVIDOR

O mundo não está para brincadeiras. O coronavírus está aí ameaçando a humanidade e fico me perguntando se é natural ou se faz parte de uma guerra biológica. Não sou pessimista, mas precisamos pensar em tudo. Até nisso.

Afinal, vivemos uma época em que as ameaças são constantes e em que presidentes com idéias bélicas estão à frente de países importantes no mundo capazes sim, de muitas coisas inclusive a de aterrorizar o mundo em benefício próprio.

Alagoas é privilegiada com os seus líderes não só nas ações públicas mas também na iniciativa privada. Prova disso é a enorme capacidade de liderança de José Carlos Lyra, o sempre atuante presidente da FIEA.

Pense numa pessoa que está sempre ligada nos assuntos do setor que preside mas também em tudo que possa significar desenvolvimento e estímulo para o estado de Alagoas. Parabéns sempre a José Carlos Lyra de Andrade.

Na próxima quarta-feira nossa posse como presidente da ABRAJET, assim como dos presidentes Carlos Palmeira (ABAV), André Santos (ABIH), Thiago Falcão (ABRASEL), Glênio Cedrim (MCV&B), Afrânio Lages (SINDHAL) e Marcelo Marques(SHRBS. No Hotel Jatiúca às 8:30h.

De nossa parte já estamos andando com o crescimento e a renovação de quadros, implantação de “site”, mídias sociais em geral e um planejamento para um entrosamento com todos os órgãos de turismo do estado.

O amigo Geoberto Espírito Santo tem sido prestigiado com seus artigos pela importante revista Valor Econômico o que é de se esperar já que Geoberto é um dos “experts” do quadro.  O último, “A destruição criativa do setor elétrico” está no nosso blog que você acessa pelo geraldocamara.com

A propósito de escrever, nosso livro “Pare pra Pensar” já está sendo vendido na excelente livraria LA CITTÁ que está localizada na Rua Mário de Gusmão, 737 bem ao lado da Multicoisas. E também à venda pela Internet no site quilombada.com.br

Nos dias 20 e 21 de março será realizado no Best Western Premier Maceió o Congresso Brasileiro do Secretariado Executivo e Chefes de Gabinete: Desafios do Século 21. Uma iniciativa de Kátia Albuquerque, mestra no assunto.

CANGURU 2 PARK

Estivemos realizando um trabalho magnífico para o nossos Bartpapo com Geraldo Câmara, na BAND. Um “Almoçando” especial no CANGURU PARK, entre Arapiraca e Limoeiro de Anadia. Um oásis, de verdade. (foto)

ABRAÇOS IMPRESSOS

BAILES

Precisamos tirar o chapéu para os bailes pré-carnavalescos da cidade nessa época encantada. Turminha animada com Vanessa Câmara e família de Leonardo Júnior  na foto representando os inúmeros foliões que encheram os salões no Jaraguá Tênis Clube, no Pierre Chalita e no Iate clube Pajussara.

A DESTRUIÇÃO CRIATIVA

A DESTRUIÇÃO CRIATIVA DO SETOR ELÉTRICO

Geoberto Espírito Santo

Personal Energy da GES Consult

(Publicado no jornal Valor Econômico, no dia 29 de janeiro de 2020)

 

Nosso setor elétrico viveu três modelos: privado, estatal e o híbrido, agora agonizante. A MP 579 foi o ápice, num conjunto de distorções que chamamos de Tempestade Perfeita. O que vai surgir não sabemos nominá-lo, mas está alicerçado numa transição energética mundial com base na pressão ambiental, forte evolução tecnológica e participação mais ativa do consumidor nas decisões.

O Movimento de Realocação de Energia (MRE) foi idealizado quando hidrelétricas participavam com 99% da produção de eletricidade e as geradoras estatais. Hoje, com 64% de hidro, ficou defasado com a transferência de energia entre os subsistemas também com eólicas, solares e térmicas, custos diferentes e empresas privadas. 

A Média de Longo Termo (MLT) referência para planejamento e operação hidrelétrica, precisa ter valores revistos por causa de um novo regime de chuvas, outorga de água para a indústria, irrigação, térmicas, consumo animal e humano e água retirada clandestinamente por máquinas de baixo rendimento e maior consumo. A fiscalização carece de maior eficiência para dimensões continentais. Ninguém se atreve a propor uma nova legislação balizadora para as decisões desses órgãos, que continuam utilizando valores irreais porque precisam cumprir a lei. 

Para a inserção das renováveis foi contratada uma “energia de reserva”, adquirida nos Leilões de Energia de Reserva (LER), ao mesmo tempo assinando contratos de “Energia Garantida”, depois chamada de GSF (Garantia Física do Sistema). Baixas afluências e um sistema hidrotérmico refletiram na aversão ao risco e na geração fora da ordem de mérito para a remuneração da GSF. Outros fatores fazem parte dos valores não recebidos pelo não cumprimento da garantia física, que não estão diretamente ligados com o conceito: deslocamento por energia importada, contratação de energia de reserva, restrições da transmissão e a antecipação da GFS para novas hidrelétricas, estratégia que usa a conclusão antecipada da obra para vender no mercado livre. No início, a conta da GFS era de R$ 8 mi e a postergação da resolução hoje acumula R$ 8 bi em dívidas. Já chegou ao Legislativo e ao Judiciário, que parece despreparado para a extensa legislação do setor elétrico, deixando a dúvida de quando será resolvida.  

Na promessa de menos 20% nas contas luz, tivemos a renovação antecipada das concessões na geração, “aceita” pelas empresas estatais que passaram a fornecer energia num regime de cotas, um rateio anual de suas garantias físicas. Estão recebendo uma Receita Anual de Geração (RAG) baseada em R$ 107,86/MWh. Agora dizem que, se forem retirados os pagamento dos encargos de uso e conexão, custos do P&D e PEE, receita adicional por remuneração de pequenas melhorias, investimento em bens não reversíveis e taxa de fiscalização dos serviços de energia elétrica, sobram R$ 40/MWh e não dá para manter a sua custosa estrutura de O&M (Operação e Manutenção). Falam na “descotização”, ou seja, voltar a vender com preços de mercado a energia que já foi paga pelo consumidor.

Finalmente deixamos de pagar o empréstimo bancário de R$ 34 bi, feito pelas distribuidoras para tapar o buraco contábil do custo adicional das térmicas, nele embutidos R$ 12,8 bi de juros.

A “Taxação do Sol” é o último estágio de uma discussão séria sobre geração distribuída e seu custo-benefício, uma questão de velocidade, tempo e transferência de tecnologia que envolve hoje subsídios anuais de R$ 300 mi e renúncia fiscal. O Presidente tem razão para demitir quem, no Governo, falar em taxação do sol, manipulação da falta de conhecimento da população e para ampliá-la com a desinformação. O Parlamento parece que, mais uma vez, em nome do povo que o elege, vai continuar beneficiando diretamente lobbys que também participam da sua eleição. E por falar em subsídios, os sem painel vão pagar R$ 21,9 bi em 2020, via Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), para custear a distribuição, ACL (Ambiente de Contratação Livre), consumidores rurais, CCC (Conta de Consumo de Combustíveis), tarifa de baixa renda, Luz para Todos, cooperativas, TUST (Tarifa de Uso do Sistema de Transmissão), carvão nacional, CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica), restos a pagar e reserva técnica. Na questão financeira essa soma dá 120 e só poderia ser 100. Ninguém quer perder sua parte nos 20 que sobram, mas a legislação/regulação vai ter que desagradar alguns.

O novo modelo, além de resolver essas e outras questões não citadas da Tempestade Perfeita, tem que fazer uma Destruição Criativa no atual, mas de forma que continue assegurando o fornecimento e melhorando a qualidade dos serviços. A Destruição Criativa teve como base esse livro de Richard L. Nolan e David C. Croson e refere-se a um conceito do economista austríaco Joseph Schumpeter relativo a inovação, destruição criadora e desenvolvimento, quando questiona porque empresas feitas para durar terminam sucumbindo.

Além do controle das descargas dos raios, o novo modelo tem como pano de fundo a eletrificação da sociedade e a inteligência artificial. Quem vai pagar o que na separação lastro-energia? O PLD (Preço de Liquidação de Diferenças) horário é um passo para a portabilidade elétrica. Para aproveitar a conexão e as curvas de geração de eólicas e solares, teremos leilões híbridos e regionais. Apesar do imenso potencial eólico onshore, a pressão das tecnologias offshore já começou e, sequer, temos Termo de Referência (TR) para licenças ambientais. Se para cada elétron renovável vamos precisar de dois elétrons na base, como vai ser a integração setor elétrico x gás natural, que precisa de mercado, infraestrutura para GNL (Gás Natural Liquefeito) e gasodutos? Qual fonte vai fornecer energia na madrugada, para uma mobilidade elétrica urbana recarregada enquanto dorme o seu condutor? O armazenamento de energia vai ser viável, mas o que pode representar na transmissão e na distribuição? A precificação da água já começa a ser falada numa visão de escassez, mas as hidrelétricas não vão pagar porque não consomem. Como vai ser a segurança cibernética de nossas instalações e fluxos comerciais, se hackers podem desligar linhas e subestações para pedir resgate? Novos negócios no setor elétrico precisam ser remunerados, mas quando a ANEEL vai implantar a regulação por incentivos?

Geoberto Espírito Santo

Personal Energy da GES Consult

 

(Publicado no jornal Valor Econômico, no dia 29 de janeiro de 2020)

ABRA A PORTA

O lugar parece bastante excitante!

Corredores de um vermelho gritante

E um movimento sempre intenso.

Um verdadeiro e grande labirinto

Que incessantemente eu sinto

E um som de tambor que me parece imenso.

Dentro dele existem imensas alegrias;

Em contraponto estão as nostalgias,

Um lugar de mão e contra-mão.

E em mim vai surgindo um sentimento

Uma espécie de pressentimento

Que me diz a hora de sentir ação.

É quando não mais ele suporta

E me diz, ele mesmo, em tentação

Chegou a hora de abrir a porta

Deste lugar que é seu coração.

Coluna BARTPAPO 31-01-2020

Coluna “BARTPAPO com Geraldo Câmara”  – Tribuna Independente- 31-01-2020

                DE BRAÇOS ABERTOS, É?

O ministro Paulo Guedes declarou em uma entrevista na Índia que o Brasil estava pronto para receber o Corona Vírus. Deus me livre! Queremos esse tal vírus bem longe daqui, mas de toda forma a frase do ministro foi apenas infeliz. Sabemos o que ele quis dizer e na verdade tentou acalmar os ânimos dos brasileiros quanto aos perigos dessa nova doença, praga,  lá o que seja que já está grassando por 14 países e que já tem um caso suspeito aqui no Brasil. Mas a verdade também é que a frase de efeito de Guedes perde todo o sentido na medida em que sabemos que o Brasil não está preparado para essa possível chegada porque – nem precisamos ir muito longe – não estamos prontos nem para fazer frente aos menores e usuais problemas de saúde que estão por aqui.

Postos de saúde sem médicos para atendimento, escassez de remédios de todas as qualidades, judicialização da medicina por todos os cantos para que alguns brasileiros possam ser atendidos com remédios e doenças já conhecidas por todos nós. Um Sistema Único de Saúde que realmente dever ser único na ineficiência, na má administração de seus atendimentos, em tudo!

Então vem a pergunta que não quer calar: Se não estamos preparados para receber doentes de doenças as mais simples por aqui, como vamos estar prontos para enfrentar uma ilustre desconhecida que teima em sair de seu país de origem, a China, espalhando-se maleficamente pelo mundo afora?

Senhor ministro, o brasileiro não pode ser tão ingênuo assim a ponto de acreditar em suas “inocentes” palavras. Ou então, faça o seguinte: chegue de viagem, analise tudo, veja quais são os planos do Ministério da Saúde, se é que existem e faça uma exposição factível e sobretudo verdadeira para que o povo possa acreditar que realmente o país sabe o que faz e está decidido a combater o tal coroado vírus se por aqui ele aparecer.

O fato é que estamos cansados de ouvir palavras vãs quando o leite já está derramado. Precisamos de verdades constatadas em cima dos fatos. O fato existe? O perigo é iminente? Então mostre as armas, os métodos, as táticas, as estratégias da guerra antes que ela comece. E esperando que ela nem comece. Principalmente com um inimigo tão oculto.

ALERTAS DO DIA

  • Cuidado com o que se ouve na televisão. Às vezes os absurdos estão escondidos nas pequenas diferenças que existem na língua-mãe. Um apresentador disse que o perigo do Corona Vírus era “eminente” e não “iminente”. Isso é que é um vírus santificado!
  • O da Cultura dançou! O segundinho da Casa Civil dançou também! Se formos contar o número de auxiliares do governo Bolsonaro que já dançaram o Faustão vai poder fazer uma Dança dos Famosos para lá de diferente!
  • Para quem não conhece as atribuições do Tribunal de Contas olha aí a prefeitura de Maceió que vai ter que pagar os subsídios que deve à Veleiro. A decisão, a princípio monocrática do Conselheiro Rodrigo Cavalcante foi ratificada pelo plenário daquela instituição na última terça-feira.
  • Alerta pessoal: o nosso livro “Pare pra Pensar” estará nas livrarias da cidade e algumas bancas em breve e também será ofertado pela internet. Aguardem notícias. Até porque o inusitado do livro é o fato de ser o primeiro interativo.

PARE PRA PENSAR

Não se compare com ninguém. Compare os outros a você e veja onde melhorar.