coluna BARTPAPO

Coluna BARTPAPO com Geraldo Câmara -Tribuna Independente-09-10-2020

A DITADURA DO BEM

            Haveremos de dizer que não existe ditadura do bem e sem dúvida alguma isso é a pura verdade. Não conhecemos nenhuma que tenha dado certo, que tenha procurado o bem da população e que tenha trazido frutos benéficos para o país e para a sociedade. No entanto, hoje, com o que vivemos, não só no Brasil como em muitas partes do mundo ou a coisa funciona ditatorialmente ou estaremos correndo o rápido perigo de vermos o mal se alastrando por toda a parte novamente.

           Estamos falando da imbecilidade de grande maioria que ainda não respeita o fato de que a Covid 19 anda não tem uma vacina para combatê-la. Que os esforços estão sendo praticados para que isso aconteça, mas a realidade é que ainda não existe e deverá demorar. Por isso pergunto: que diabos estamos fazendo permitindo tal abertura com as cidades lotadas, as aglomerações acontecendo diária e noturnamente e as pessoas circulando entre si sem o uso da preciosa máscara tão salvadora?

          É onde entra a questão da ditadura. Uma ditadura que venha para o bem. Uma ditadura não regimental, mas que possa exigir um maior cuidado da população e que faça com que as pessoas conscientes ajudem as inconscientes e que possamos criar um elo generoso exigindo uma postura cívica de maior positividade para que possamos combater com mais rapidez esse vírus tenebroso que nos atacou.

         No estado de Alagoas tiramos o chapéu para o governador e equipe sanitária que vêm ultrapassando a crise sem colapso do sistema atendendo a gregos e troianos da melhor maneira possível. Mas, eles não podem lutar contra os desmandos da sociedade que insiste em enfrentar os perigos do coronavirus.

        Então, é aí que digo que é preciso estar ditadura. A única que seria a ditadura do bem. Do bem nosso de cada dia. Fazendo de cada um de nós, crianças que precisam de pito e que precisam de castigo para se colocarem na linha. Dito isto, passemos à reflexão e peçamos pela primeira vez uma ditadura branca, bem postada, altamente democrática pela saúde de todos nós. Ou seja, o rigor das autoridades democraticamente constituídas.

ALERTAS DO DIA

  • Todo o cuidado será pouco durante o período das eleições. Será uma experiência que vai depender de todos, de um lado e de outro. Bom senso é o que precisamos.
  • A propósito, foram proibidas as aglomerações de campanha, sem caminhadas, sem comícios, sem entradas desavisadas nas casas dos outros, enfim, cumprindo regras para o bem de todos.
  • Os candidatos devem tentar levar suas mensagens de maneira objetiva utilizando muito mais as redes sociais e o horário da televisão do que o famoso corpo a corpo tradicional.

PARE PRA PENSAR

Depois que o celular entrou na vida da gente o “olho no olho” virou figura de retórica               

Quem disse que sou velho?

Vocês me perdoem o tema, mas vão acabar por entender. Neste 17 de setembro foi meu aniversário. 82 anos de uma vida bem vivida, saudável, agradável, intensa como acho que deve ser a vida de todos. Uma vida sem ódios, sem rancores com muito amor pra dividir, com muita experiência para passar adiante, mas, sobretudo com aquelas pitadas de aprendizado, aprendendo e estudando sempre pra não ficar pra trás. Trabalhando ininterruptamente  nos últimos sessenta e quatro anos, acompanhando fases históricas de nosso Brasil, fazendo publicidade, jornalismo, rádio, televisão, entrevistando os assuntos internacionais e nacionais no Brasil e no exterior, mas sempre ativando os neurônios, fator preponderante para a mente fresca e aberta que tenho e que, se Deus assim o permitir, terei para o que me restar de vida, que espero ainda longa.

                 Tudo isso foi para dizer o quanto defendo a proteção do idoso que não pode ser chamado de velho se ele próprio admitir, como eu, que a vida foi feita para ser vivida em toda a sua plenitude e que a idade contribui e muito para uma experiência capaz de transformar vidas, de discutir possibilidades, de fazer a união de passado com o presente para a construção de futuro melhor.Tudo isso foi para reafirmar e principalmente às autoridades desse país que a renovação de pessoas, de costumes, de trabalho é absolutamente sadia, mas ainda mais sadia será a aproximação de duas ou mais gerações sem a imposição de uma sobre a outra, mas numa salutar troca de experiências exemplificativas com a modernidade delas próprias. “Uma idéia nova não existe. O que existe é uma nova conjugação de velhos elementos” e é por aí que os velhos e os novos se coexistem, se aproveitam e criam melhores perspectivas para a vida no mundo.

                  Aos novos, olhar para frente e buscar no atrás mais uma somatória para os bons caminhos. Aos idosos, olhar para frente com a perspectiva dos novos para que juntos, sem pieguices, ordenada e inovadoramente possam abrir os caminhos de uma sempre e constante nova era. 

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    Coluna BARTPAPO com Geraldo Câmara -Tribuna Independente-11-09-2020

SE TODOS FOSSEM IGUAIS A VOCÊ

            Mas não são. Vocês se lembram daquele velho ditado de que “dois bicudos não se beijam”? Pois é. Quando um teima de um lado se achando cheio de razão e o outro faz também com o mesmo pensamento dificilmente vão chegar a um lugar comum. A não ser que haja altruísmo, vontade de acertar, de não brigar e conseguir um acordo pacífico e civilizado. Pior ainda quando nem são dois bicudos, mas um de bico e o outro de garras afiadas. Aí é que a coisa pega porque os pensamentos não se cruzam e é preciso apelar para que o bom senso exista e que a educação supere a vontade de se esganarem.

           Todo esse princípio foi para chamar a atenção para o viver em comunidade, principalmente nos condomínios onde os desejos são heterogêneos, as visões são diferentes, os princípios também e que com o isolamento, com a quarentena, com a presença obrigatória de maneira bem avassalante, há que haver calma, controle, noção de coletivo e muita paciência de todos para que possam lidar com as diferenças exatamente quando os espíritos estão cansados, confinados e precisando de ares renovadores.

           Talvez os síndicos – coitados deles – precisem tentar algum tipo de ação preventiva ou até mesmo corretiva criando grupos virtuais, convidando psicólogos que tenham experiência na convivência grupal, criando gentilezas entre os vizinhos, troca de mimos alimentícios, por exemplo, tentar de tudo para que exista um convívio que os possam deixar preparados para eventuais embates por conta de barulho em excesso, por conta de obras, por conta de muita coisa que, para quem vive em condomínios esses sabem do que estamos falando.

            O fato é que ainda que tarde, mas antes assim do que nunca, sabemos de muitos desentendimentos, de muitos acirramentos de ânimos que podem ser evitados ou diminuídos se o conhecimento de cada qual for oportunizado. Num condomínio não existem ilhas. Existe privacidade até certo ponto, porque, queiramos ou não estamos juntos e necessitamos uns dos outros para que se possa ter uma vida melhor. Moradores e funcionários, se todos irmanados do propósito de vencer a pandemia, de vencer seus próprios desejos e repartir facilidades e dificuldades, sem dúvida evitarão incidentes indesejáveis e até criem vínculos inimagináveis.

            “Nem tudo são flores” diz o ditado popular, mas no caso em questão “Na vida seja como um girassol. Se posicione em direção à luz”.

ALERTAS DO DIA

  • Este é um alerta para os candidatos quando forem fazer seus discursos entusiasmados. Um candidato na Paraíba que já fora prefeito e referindo-se ao atual disse: “Eu, como prefeito roubei muito menos que esse aí”. Demais!
  • Quando uma vacina como a de Oxford suspende os testes e deixa em dúvida uma população mundial, estamos perdidos nas informações ou estamos em dúvida de quando vamos ter vacina?

PARE PRA PENSAR (do meu livro com o mesmo título)

Entre a coragem e a covardia existe uma indecisão, às vezes corajosa, às vezes covarde.  

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Coluna BARTPAPO com Geraldo Câmara -Tribuna Independente-04-09-2020

 GERANDO TRABALHO

              Volto a um assunto que me persegue, no bom sentido, há décadas por sentir que pode ser fator de mudança nos sistemas de trabalho ora vigentes onde a preocupação maior é o emprego. Na realidade o povo brasileiro se preocupa muito mais com o chamado emprego de carteira assinada do que com a geração de trabalho que, na verdade, sem bem feita pode ser sensivelmente melhor para o ego e para o bolso do trabalhador. Após uma pandemia como essa e ainda durante ela os governos, estaduais e municipais, deveriam estar se preocupando em estabelecer métodos e sistemas que possam ser renovadores ainda que tenham o cunho de antigos. Dentro desse conceito sugerimos um caminho para a fixação das famílias aos seus lugares de origem e ou aos seus bairros quando inicialmente seria verificada a viabilidade através do estabelecimento de mapas vocacionais por regiões, por cidades ou até mesmo por bairros.

              Feito isto, parte-se para um grande projeto cooperativista em moldes modernos e avançados e absolutamente pertinentes e desde que haja um planejamento global e um incentivo real e programado pelos governos para que cada núcleo cooperativista tenha assistência técnica, crédito rotativo, indução de “marketing” apoio a lançamentos em várias áreas, inclusive as de exportação de produtos manufaturados e viáveis de consumo.

             Não seria nessas poucas linhas que iríamos esclarecer e mostrar todos os passos para que se alcancem os objetivos colimados. No entanto, a colocação de uma semente absolutamente frutífera na cabeça de cada qual haverá de gerar interrogações, questionamentos, volta ao passado antigo quando as cooperativas eram manipuladas e suas novas possibilidades hoje, quando as técnicas estão presentes e prontas para o incentivo a que nos referimos.

            Uma coisa é certa: O fomento ao cooperativismo programado e incentivado em áreas estudadas resulta em modificações que vão da transição de geração de emprego para a geração de trabalho e em desenvolvimento de economias locais jamais vistas em qualquer época. Sabe onde o bicho pega? Na politicagem que sempre está acima da verdadeira política pública. Lembrando apenas que o povo quer trabalho.

ALERTAS DO DIA

  • A CVC maior operadora de turismo do Brasil depois de passar o maior sufoco com essa pandemia anuncia que está preparada para resgatar todo o potencial turístico do país. Vem com toda a força.
  • Se você acessar ruralturdigital.com.br você vai ver algo de inusitado que é uma Feira Rural totalmente digital e que está sendo realizada pelo Canguru Park em Arapiraca. Vale a pensa conferir.
  • Vem aí o X Encontro Técnico e I Encontro Visual de Gestão de Pessoas dos Tribunais de Contas do Brasil. Os reflexos da pandemia na área de Gestão de Pessoas  das Instituições Públicas. Dias 8 e 9 de setembro. Alagoas sedia.

PARE PRA PENSAR ( do meu livro com o mesmo nome)

Não confunda modéstia com simplicidade. A primeira pode ser bastante falsa,

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Coluna BARTPAPO com Geraldo Câmara– Tribuna Independente -17-07-2020

ATÉ A ALEGRIA TEM MEDIDA

                          A entrada de Maceió na faixa amarela, aliás o nome diz, amarela é sinal também de atenção, precisa ser muito bem chegada e melhor ainda recebida já que o povo está trancado sem diversão e praticamente sem comércio desde março deste ano. A pandemia provocou uma situação inusitada fazendo com que brasileiros e falando de nós maceioenses, vivêssemos uma experiência inédita como eu gosto de brincar: “trancados em prisão domiciliar sem tornozeleira”. O sem tornozeleira demonstra a necessidade que todos temos em exercer a responsabilidade total sabendo como sair porque ao fazê-lo sem todas as precauções estaremos dando margem a que esse terrível intruso meta-se onde não é chamado.

            A introdução foi para nos referirmos ao fato de que, com tantas coisas já abertas e funcionando ainda que com protocolos os mais exigentes, os bares e restaurantes também abrirão nesta segunda-feira próxima e aí pode residir o maior perigo uma vez que eles, meninas dos olhos de tantos, sobretudo dos jovens, devem ter suas novas regras e protocolos sanitários absolutamente respeitados. As pequenas ou grandes aglomerações podem começar por aí e neste caso os proprietários dos estabelecimentos devem estar bastante instruídos para não permitirem que seus clientes rompam a barreira do que pode e do que não pode. Se isto não acontecer e os resultados começarem a se mostrar negativos, sem dúvida o governo retroagirá em sua decisão prejudicando gregos e troianos.

           Aqui fica como exemplo a chamada de atenção para esta fase amarela dos bares e restaurantes porque eles estavam ansiosos por voltarem a uma vida quase normal como irá acontecer. Claro que seus espaços serão diminuídos, que seus clientes deverão ser em número menor, que seus faturamentos não serão os mesmos, mas tudo fará parte de um recomeço profundamente importante para a economia local e para a subsistência de um grande número de trabalhadores que não pediram para parar.

           E então aqui fica nossa mensagem de estímulo e de alerta. Aos empresários do setor para que cumpram a lei e agradeçam por estarem reabrindo. Aos consumidores que freqüentem dentro das novas regras e ajudem a salvar vidas e ao mesmo tempo a permitir que todos trabalhem dentro da maior segurança e tranqüilidade. Lembrando sempre que, sobretudo nesta época, até a alegria tem regras e medidas.    

ALERTAS DO DIA

  • Assisti a uma “webinar” com Otávio Lessa, presidente do TCE-AL, Rafael Brito, Secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo e outros.   A reunião entusiasmou pela visão holística dos debatedores.
  • E por falar no neologismo “webinar” que nada mais é do que uma reunião “on line” em cima de vários temas de interesse há que se tomar cuidado também com os arremedos que infestam a internet com essa fantasia.
  • Muito feliz em estar escrevendo neste jornal quando ele completa 13 anos de sua retomada pelos jornalistas em formato de cooperativa. Eu sou um aficionado.

PARE PRA PENSAR

Saber ceder com justiça nas questões pessoais é mostrar altruísmo na relação.