Ouvidor Geral 14-09-2020

“NINGUÉM SE PERDE NA VOLTA!”

                O grande escritor José Américo de Almeida no seu romance A Bagaceira já dizia que “voltar é uma forma de renascer e ninguém se perde na volta”. Certíssimo estava o nosso escritor nordestino e mais certo ainda se vivesse os tempos que estamos vivendo com muitos morrendo e, se Deus quiser e Ele quer, com a grande maioria vivendo e aprendendo a reviver, não só na acepção da palavra, mas na realidade com que o mundo se nos apresenta agora.  Saber reviver será o nosso trunfo do hoje para construirmos o mundo do amanhã. O mundo do pós pandemia. O mundo que nos tira do medo e nos entrega a uma nova verdade. Porque ela existe, sim. Das cabeças pensantes do hoje à formação de um novo mundo, novos pensamentos, novas criações, novos planejamentos que surgirão e já estão surgindo porque esse novo normal que tanto queremos  certamente virá imbuído também de mentalidades mais abertas, tanto para os negócios quanto para os governos e para as famílias. Para a concepção de sociedade plural e não egoísta. Para a ocupação real de espaços necessários e não megalômanos. Para uma gestão mais justa de pessoas. Daí termos que nos preparar com a velocidade do raio para encararmos o fato de que já não somos os mesmos. De que estamos deixando cair as máscaras para o uso de outras mais palpáveis. De que ainda inconscientemente estamos nos dando conta de que o mundo ainda existe, que estamos nele, que estamos voltando e que precisamos nos cuidar para seguirmos a máxima do nosso escritor e não nos perdermos na volta.     

DESTACÔMETRO

                O destaque vai para um bom amigo e um grande profissional na sua área. Dario Arcanjo, o homem que transformou a antiga FITS na UNIT de hoje, um projeto de sucesso na área da educação. Dario é o seu Reitor em Alagoas.

PÍLULAS DO OUVIDOR

Com o artigo de cima quisemos mesmo alertar a todos e a nós mesmos que estamos tendo uma enorme oportunidade de renovação, de vislumbramos novos horizontes, de termos uma melhor perspectiva de vida profissional e familiar.

Esquecendo até os valores religiosos para que não sejam confundidos alhos com bugalhos essa oportunidade de mudança para melhor é viável, é palpável, é visível; e se a perdermos, aí sim estaremos em caminho inverso ao do futuro.

O trabalho “home office”, por exemplo é uma experiência que nos deixa boquiabertos do como dá certo. De como é viável. De como empresas e empregados, instituições e funcionários estão se dando bem com o método.

Não que ela, a prática, venha a ser estendida de um modo geral, mas ela demonstra que é possível ter rentabilidade, produtividades mesmo sem que precisemos estar eternamente presentes nas oito horas diárias. Algumas profissões e funções, claro!

Mas isto é apenas um exemplo porque o que imaginamos é que novos métodos e sistemas comerciais, industriais e institucionais tomarão conta de todos na busca pela eficiência e pela justiça social. Tenham a certeza disso.

É por isso, dentre outras coisas que essa nova safra de vereadores e, sobretudo de prefeitos que virão por aí com as eleições terão que ser examinados pela ótica do amanhã, pela visão da cada qual para uma administração moderna e decente.

A par de que as investigações do agora devem continuar e criar exemplos de punibilidade o que devemos buscar nesses candidatos é a sua capacidade de pensar pós pandemia. De traçar rumos sem retóricas, mas com idéias práticas.

E como vimos martelando há muitos anos, talvez tenha chegado a hora do cooperativismo, da fixação das famílias aos seus locais de origem e ao incentivo do trabalho cooperativo em suas casas ou em suas pequenas empresas.

Um projeto que tenho há mais de vinte anos e que sempre estará à disposição dos governantes para que seja alvo de incentivo e de planejamento das cidades que terão que desconstruir algumas idéias em favor de outras mais condizentes.

O querido amigo Ronaldo Lessa (foto), ex-prefeito de Maceió, ex-governador de Alagoas, um administrador ímpar e um político de primeira linha, às voltas agora com o volta ou não volta a ser candidato a prefeito da capital. Quem sabe?

ABRAÇOS IMPRESSOS

                 Os abraços vão com muito carinho para o velho amigo de muitos anos, Augusto Correia Lima, hoje, diretor da BAND Nordeste e para o representante aqui em Alagoas, meu também amigo Carlos André Ventura, o Cacau.

BARTPAPO de casa 23

Convidados:

DARIO ARCANJO – Reitor em Alagoas da UNIT

JORGE RIBA – sambista do Recife

GEORGE SANTORO – Secretário da Fazenda de Alagoas.

ARLINDO JUNIOR – sambista de São Paulo

MARCOS ALENCAR – Gerente de relacionamento empresarial SEBRAE.

CELSO RIBAS JUNIOR – Garagem do Coyothe

FLÁVIA SAOLLI -sambista do Rio de Janeiro.

coluna BARTPAPO

    Coluna BARTPAPO com Geraldo Câmara -Tribuna Independente-11-09-2020

SE TODOS FOSSEM IGUAIS A VOCÊ

            Mas não são. Vocês se lembram daquele velho ditado de que “dois bicudos não se beijam”? Pois é. Quando um teima de um lado se achando cheio de razão e o outro faz também com o mesmo pensamento dificilmente vão chegar a um lugar comum. A não ser que haja altruísmo, vontade de acertar, de não brigar e conseguir um acordo pacífico e civilizado. Pior ainda quando nem são dois bicudos, mas um de bico e o outro de garras afiadas. Aí é que a coisa pega porque os pensamentos não se cruzam e é preciso apelar para que o bom senso exista e que a educação supere a vontade de se esganarem.

           Todo esse princípio foi para chamar a atenção para o viver em comunidade, principalmente nos condomínios onde os desejos são heterogêneos, as visões são diferentes, os princípios também e que com o isolamento, com a quarentena, com a presença obrigatória de maneira bem avassalante, há que haver calma, controle, noção de coletivo e muita paciência de todos para que possam lidar com as diferenças exatamente quando os espíritos estão cansados, confinados e precisando de ares renovadores.

           Talvez os síndicos – coitados deles – precisem tentar algum tipo de ação preventiva ou até mesmo corretiva criando grupos virtuais, convidando psicólogos que tenham experiência na convivência grupal, criando gentilezas entre os vizinhos, troca de mimos alimentícios, por exemplo, tentar de tudo para que exista um convívio que os possam deixar preparados para eventuais embates por conta de barulho em excesso, por conta de obras, por conta de muita coisa que, para quem vive em condomínios esses sabem do que estamos falando.

            O fato é que ainda que tarde, mas antes assim do que nunca, sabemos de muitos desentendimentos, de muitos acirramentos de ânimos que podem ser evitados ou diminuídos se o conhecimento de cada qual for oportunizado. Num condomínio não existem ilhas. Existe privacidade até certo ponto, porque, queiramos ou não estamos juntos e necessitamos uns dos outros para que se possa ter uma vida melhor. Moradores e funcionários, se todos irmanados do propósito de vencer a pandemia, de vencer seus próprios desejos e repartir facilidades e dificuldades, sem dúvida evitarão incidentes indesejáveis e até criem vínculos inimagináveis.

            “Nem tudo são flores” diz o ditado popular, mas no caso em questão “Na vida seja como um girassol. Se posicione em direção à luz”.

ALERTAS DO DIA

  • Este é um alerta para os candidatos quando forem fazer seus discursos entusiasmados. Um candidato na Paraíba que já fora prefeito e referindo-se ao atual disse: “Eu, como prefeito roubei muito menos que esse aí”. Demais!
  • Quando uma vacina como a de Oxford suspende os testes e deixa em dúvida uma população mundial, estamos perdidos nas informações ou estamos em dúvida de quando vamos ter vacina?

PARE PRA PENSAR (do meu livro com o mesmo título)

Entre a coragem e a covardia existe uma indecisão, às vezes corajosa, às vezes covarde.  

Ouvidor Geral 07-09-2020

COMUNICAÇÃO DE GOVERNO É O USO DO ÓBVIO E DA VERDADE.

               O problema da comunicação governamental sempre foi a complicação do óbvio, a dificuldade do simples. Ela tem que ser exercida com base em um produto fantástico que se renova a cada dia com ações que são levadas a efeito pelo governo sabendo balanceá-las entre as positivas e as negativas. Negar o óbvio é um dos grandes erros. Assumir os erros é sinal de governo inteligente e transparente, neutralizando ações de oposição, minimizando efeitos e dando provas de decência e de uma “honestidade” que não tem necessidade de ser declarada. Por outro lado, o governo, queira ou não é um excelente produto publicitário e um dos baluartes desenvolvimentistas da atividade publicitária e jornalística não podendo prescindir da colaboração da maioria dos veículos que dele, governo, também precisam em um mercado pequeno como o é Alagoas. Seja através da criatividade, do rodízio ou da massificação planejada, as verbas governamentais que são de Alagoas podem e devem permanecer em Alagoas, com exceção do turismo e de certos institucionais que precisam romper as barreiras geográficas. Por outro lado, o diálogo, sempre o diálogo, entre a comunicação do governo e todos os agentes interessados, jamais pode ser diminuído ou prejudicado. Portas fechadas, jamais. A arte de se comunicar tem que partir de quem precisa conquistar a opinião pública em cada ato. O governo precisa. Mas a comunicação precisa ser constantemente envolvida e envolvente.  E tudo isto, vemos no governo de Alagoas, no equilíbrio do governador e na boa gestão de comunicação do secretário Ênio Lins. Aliás, tudo isto sentido principalmente agora, durante o período difícil que estamos vivendo.  

DESTACÔMETRO

              O destaque de hoje vai para o Diretor Técnico do SEBRAE, Vinicius Lages, ex-ministro do Turismo e que à frente dessa importante diretoria em Alagoas vem dando todo seu esforço e competência em prol do empreendedorismo em plena pandemia.

PÍLULAS DO OUVIDOR

O artigo de hoje, lá em cima, tem uma razão de ser porque sinceramente acho que o alagoano não tem o que reclamar da gama de informações verdadeiras que estão sendo fornecidas pelo governo do estado durante a crise pandêmica.

E o trabalho de comunicação em um período difícil como este, ainda mais acrescido do fato de estarmos em um ano eleitoral é ainda mais complicado e se não for cercado de muita seriedade não funciona.

É preciso que se entenda que uma Secretaria de Comunicação de Governo nessa hora precisa estar muito afinada com as fontes de informação que se não forem absolutamente fidedignas dão uma derrubada e criam problemas homéricos.

Acrescento ainda que neste caso específico igual trabalho vem sendo realizado também pela Comunicação da Prefeitura de Maceió, aliás muito bem dirigida pela profissional Eliane Aquino de muitas e boas realizações.

No entanto, no momento em que o estado está em queda de óbitos e de casos há algumas semanas, o cuidado agora terá que ser redobrado e onde entra a força da comunicação para tentar evitar o repique da pandemia por parte do povo.

Povo que continua ainda sem entender que ele é o principal agente positivo ou negativo. Ele tem que cumprir regras e fazer com que outros cumpram. A situação atual é confortável, mas ainda não totalmente confiável.

Outra: Quando Rodrigo Maia, o presidente da Câmara dos Deputados diz que acabou o diálogo com Paulo Guedes, com quem mais ele irá dialogar e principalmente numa hora como essa em que chega a Reforma Administrativa para apreciação?

Se pararmos para pensar o Guedes é o que manda e o que opina em matéria de economia e de administração. E aí? O Rodrigo vai dar uma de que? Vai falar com o presidente? Talvez desaprenda o pouco que acha que sabe.

E, na verdade, preparem-se para outros grandes embates em função de uma reforma administrativa que vai mexer com muita coisa e com muita gente, das simples às mais influentes neste grande barco que é o serviço público.

A função do gerontólogo é a de saber e poder lidar com idosos sobre vários níveis excluindo-se apenas o medicinal. Um dos mais conhecidos e lutadores do estado de Alagoas, sem dúvida alguma é o nosso amigo Francisco Silvestre (foto)

ABRAÇOS IMPRESSOS

               Os abraços impressos e de longe por conta da pandemia, mas de perto porque “longe é um lugar que não existe” vão para esse admirável cantor\compositor baiano com toques e mais toques alagoanos, Igbonan Rocha. Enorme colaborador do Bartpapo.

BARTPAPO de casa 22

Bartpapo feito de casa de número 22 apresentando

VINICIUS LAGES – Diretor Técnico do SEBRAE

LEANDRO AMORIM – baterista premiado

FRANCISCO SILVESTRE – gerontólogo

HUGO LEÃO e ZÉ RAMALHO – cantores e compositores paraibanos.

ALAN BASTOS – cantor e compositor alagoano.

IGBONAN ROCHA – cantor e compositor baiano radicado em Alagoas.