coluna BARTPAPO

Coluna BARTPAPO com Geraldo Câmara -Tribuna Independente -23-04-2021

A FILOSOFIA DO NADA

              Uma palavrinha de quatro letras que pode não querer dizer nada e de repente pode querer dizer tudo. “No que você está pensando neste momento”? Em nada. Quantas vezes você já se viu dando essa resposta para não dizer ou não poder dizer o tudo que você estava pensando naquele momento! “O que você vai fazer neste fim de semana”? Nada…não sei… sei lá… Mas sabe sim. O nada apenas refletiu a indecisão ou a vontade de não revelar o que você está querendo ou pensando em fazer.

              Nada do que você imagine neste momento em que lê esta loucura que eu estou escrevendo vai conseguir fazer com que você acerte qual foi minha intenção ao colocá-los assim diante do nada. Mas eu lhes digo que a intenção foi exatamente a de tentar fazer com que o nada que tanto usamos seja o reflexo do tudo que precisamos pensar e refletir para a criação de um mundo melhor. Melhor para o próprio mundo, melhor para o mundo de cada um. Sair do nada com consciência é sair para a vida. Quantas vezes dizemos que “viemos do nada” – uma grande mentira porque viemos sempre de grandes histórias – e ainda acrescentamos que “vamos para o nada”, outra grande mentira porque estaremos colocando apenas um ponto, um pontinho de nada, na vida que construímos,

               Pensem um pouco e vejamos que cada realização, que cada proeza, que cada vitória que alcançamos veio de um nada. Ou pelo menos de um suposto nada. Suposto porque estamos acostumados a enxergar o tudo à distância, mas que até o enxergar do que virá acontecer nos embalamos com o “nada acontece”, com o “nada dá certo”, “nada chega pra mim” e uma sequência de nadas que nada importará no final das contas quando tivermos alcançado o objetivo colimado. No entanto, quando nos acostumarmos a sentir que o nada sempre pode ser o começo do tudo talvez entendamos essa filosofia louca que pode nos tirar desse nada imperceptível e impalpável para para um tudo que nos rodeie, que seja visto e tocado como o milagre da vida.

               Nada é pouco. Tudo é muito. A tradução deste tudo é que nos leva à verdadeira concepção da vida e nos faz imaginar que é de cada nada que ela nos dá que faremos crescer os “tudos” que nos rodeiam. Tudo, para uns, material. Para outros, simplesmente espiritual. Buscar no nada uma filosofia de vida, de crescimento e de vitória sempre nos levará bem além do nada que conhecemos.

ALERTAS DO DIA

  • A lei sancionada pelo governador Renan Filho obrigando o uso de máscaras em lugares e em estabelecimentos públicos é muito boa e bem vinda. Resta saber se, mesmo com multa a população vai respeitar como deve.
  • A propósito de governador ele acaba de beneficiar os servidores do estado com 4.50 % de reposição salarial em função dos índices da inflação. Esperamos que seja bem aceito e que entendam a dificuldade de um ato como esse nessa hora.
  • Sou contra greves que prejudiquem a sociedade como um todo. Se coloca em risco a saúde das pessoas mais ainda. A do Hospital Sanatório poderia ser feita de algum outro modo, mas sem paralisação cheio de pacientes.

PARE PRA PENSAR

Se você não está pensando em nada pense em tudo para sair desse nada que é tudo.            

A ilusão digital

Geoberto Espírito Santo

GES Consultoria, Engenharia e Serviços

“A tecnologia digital é a arte de criar necessidades desnecessárias
que se tornam absolutamente imprescindíveis.” (Juliano Bastide)

Mesmo antes da pandemia, a transformação digital já tinha virado uma mantra.
Agora, parece que a digitalização é quem vai salvar os negócios. Antes da pandemia, algo
como 67% das organizações brasileiras não permitiam trabalho remoto e parece que a
sobrevivência fica sinalizando que todas devem implantar esse processo. Esse índice é um
sinal que as empresas brasileiras estão despreparadas para a condução do processo digital.
Sem nenhum planejamento, o olhar apenas nos seus pontos positivos certamente vai leva-
las a cair nas armadilhas dos problemas que podem surgir no caminho e, fatalmente,
perderão tempo, dinheiro e talentos. Vocês já devem ter visto alguma entrevista na TV de
executivos do INSS. Como é fácil resolver problemas pelos meios digitais. Vão lá no site e
sigam os passos que eles dizem para fazer e vejam se conseguem algum sucesso.
Precisamos ter muito cuidado porque a solução tecnológica pode nos trazer uma ilusão
muito perigosa de que, sozinha, a tecnologia resolverá todos os nossos problemas, como
vemos em vários discursos vazios que pregam a transformação digital.
Acreditar cegamente nos dados é deixar de lado a individualidade, a sensibilidade e
a criatividade do ser humano. De certa forma, já no século 19, durante a 1ª Revolução
Industrial, o movimento positivista dizia que apenas pela racionalidade se poderia acessar
a verdade. Portanto, essa crença de colocarem agora a tecnologia como a salvação da
humanidade, vem de tempos idos. Quando usamos os smartphones e acessamos
aplicativos deixamos rastros digitais em que os algoritmos passam a memorizar nossos
dados pessoais, endereços, contatos, compras, gostos, hábitos e indicadores de saúde.
Numa visão futurista bem ampla, vivemos num mundo em que os biólogos estão
procurando decifrar de que maneira funciona nosso corpo, o cérebro principalmente, e os
cientistas da Inteligência Artificial nos passando um inigualável poder no processamento
de dados. Certamente que no encontro dessas duas vertentes vão poder compreender
nossos sentimentos e assim monitorá-los melhor que cada um de nós.
Pandemia do Covid à parte, o dia a dia segue na projeção de um caminho em que
vamos ter um ótimo serviço de saúde e remédios super adequados, mas ao mesmo tempo
estar sempre doentes porque haverá alguma coisa desconforme em nosso corpo que será
detectado pelos algoritmos. E aí? Algum seguro-saúde nos vai aceitar, se vamos estar
sempre doentes? Será que nossa empresa nos vai demitir porque não quer correr o risco de
ter um empregado que vai trabalhar doente? Essas e outras perguntas de igual teor vão
passar a ser feitas e nesse momento não temos respostas que, no tempo, novas soluções já
deverão ter sido gestadas.
A igualdade é um dos bens universais em nome da qual, tanto os governos
democráticos como os ditatoriais, investem em saúde e educação porque precisam de
trabalhadores saudáveis para atuar em suas linhas de produção e de soldados leais para
defenderam a sua pátria, os seus territórios. Temos hoje a globalização que busca uma
unificação econômica mundial, mas que ao mesmo tempo também pode se dividir em
castas biológicas. Atualmente, 1% da população mais rica do planeta Terra detém metade
da riqueza mundial e os 100 indivíduos mais ricos possuem mais dinheiro do que 4 bilhões
de pessoas mais pobres. No Brasil, a tecnologia digital tem sido uma forma de aumentar

essa desigualdade. Em torno de 70% dos alunos da rede pública não têm acesso aos meios
digitais, ou por questões financeiras, ou porque essas escolas não possuem acesso à
internet, e, quando possuem, é um serviço de baixa qualidade. Nessa pandemia, uma
solução foram as aulas não-presenciais, mas quando fomos observar, em nenhuma
Unidade da Federação foi feita a extensão desses serviços para a rede pública escolar. Esse
é um cenário em que a bioengenharia e inteligência artificial vão retirar da maioria dos
humanos não só o valor econômico, mas também a força política das massas, quando
poderemos ser governados pela boa vontade de uma pequena elite, sejam eles presidentes
ou ditadores.
Os avanços da tecnologia da informação são palpáveis e a capacidade de lidar com
dados é espantosa. Pela internet as pessoas fazem negócios, conversam com amigos,
compartilham fotos, buscam a outra cara metade, namoram, implantam fatos sem
compromisso com a verdade e distorcem a informação correta para atingir objetivos
inconfessáveis. Não resta a menor dúvida que as formas de nos comunicar são incontáveis,
mas a maioria não consegue transformar informações em ações efetivamente produtivas.
Precisamos entender que os dados chegam até um certo ponto e, à partir daí, só o
pensamento crítico humano pode manuseá-los de maneira criteriosa. Um exemplo disso é
o perfil Twitter para Tay, criado em 2016 pela Microsoft. O somatório das conversas com
os usuários iria criando seu próprio conteúdo. Começou como todos os seres humanos,
muito bonzinhos. Mas em 24 horas, teve que ser deletado porque a Inteligência Artificial
havia corrompido o perfil de Tay que a tornou racista, homofóbica e defensora do
nazismo. Cada dia aparece uma inovação, e isso é realmente uma revolução, que aos
poucos vai minando a nossa privacidade e nos deixando escravos do celular. Sem medo de
errar, podemos afirmar que nem toda inovação se traduz em aumento de produtividade.
Existe uma métrica chamada Produtividade Total dos Fatores (PTF), cujo objetivo é
isolar o peso da inovação no crescimento da economia e nela podemos verificar que várias
atividades têm impactos econômicos diretos e outras não. Quando vamos observar com
lupa, vemos que o reflexo na vida dos consumidores é muito pequeno e,
consequentemente, de pouca relevância na produtividade geral da economia. Colocar
dados nas nuvens significa melhorar a produtividade das empresas porque transfere seus
custos para os consumidores e um robô utiliza nosso tempo para fazer propaganda de seus
serviços, que, na grande maioria deles, nem sempre estamos interessados.
Para fazer um pagamento nesses aplicativos, é uma beleza: rápido e eficiente.
Tentem cancelar um cartão de crédito ou uma linha telefônica: você liga e um robô
automaticamente vai pedindo seus dados, armazenando e mostrando tudo que os bancos,
ou as empresas de serviços, oferecem, menos aquela opção de cancelamento. Depois de
uns 25 minutos ou mais, ainda tem uma musiquinha chata para você ouvir até que
consegue falar com outro ser humano. Esse vai identificar o que você realmente deseja,
oferecer um monte de vantagens para não cancelar o serviço e com a sua negação diz que
vai passar para a pessoa certa no tratamento do assunto. A ligação cai e você tem que
repetir tudo.
Certamente que esse procedimento abusivo de quem oferece o serviço merece uma
legislação tipo “freio de arrumação” porque os consumidores perdem muito tempo,
deixam de produzir em outras situações e, portanto, ficam posicionados em posturas
menos relevantes quando se fala na ampliação da produtividade geral da economia.

Geoberto Espírito Santo
GES Consultoria, Engenharia e Serviços

Ouvidor Geral 19-04-2021

“Ouvidor Geral” para o jornal Primeira Edição de 19-04-2021 – Geraldo Câmara

O PARAQUEDAS.

 (do meu livro Por Causos da Vida)

              Corria o ano de 1976. Três homens de comunicação haviam sido convidados especiais para I Congresso Mundial de Comunicação, na cidade de Acapulco, no México: Walter Clark, o todo-poderoso da Globo; José de Almeida Castro, superintendente da Rede Tupi de Televisão e eu, que, na época, era Diretor de Relações Internacionais do Grupo Kalinka Anstalt e viajava pelo mundo com um projeto denominado de “Sistemas Bloisi de Comunicação Bilateral”. Nada mais do que a TV Interativa de hoje e inventada por um brasileiro, Albertone Bloisi, da Bahia. Era domingo e era folga. Fui à praia e lá vi uma movimentação de pessoas que estavam testando um novo divertimento, lançado há apenas três meses. Nada mais do que o paraquedas que é puxado por um barco ou por um carro, fazendo a pessoa flutuar no espaço a altura de um edifício de trinta andares. Nos meus 38 anos animei-me a experimentar a aventura. Paguei dez dólares e entrei na fila. Via as pessoas colocando o paraquedas e levantando vôo, algo fascinante, principalmente para um brasileiro que ainda não conhecia aquilo. Senti-me realmente em Acapulco, vivendo as maravilhas daquele lugar paradisíaco. De repente, as pessoas na fila começaram a conversar, emitindo opiniões acerca do novo brinquedo. Um mais falante ousou dizer que, “semana passada uma moça estava no paraquedas quando a corda que o amarrava ao barco soltou-se e o vento o arrastou até as árvores do morro que circunda Acapulco, deixando a aventureira presa em uma árvore, ferida, por mais de cinco horas, até que chegasse o socorro”. O relato foi o suficiente para que outra mulher dissesse que “ela deu muita sorte porque dois meses antes um homem bateu no paredão de um hotel da orla e morreu”. Foi pena ter ouvido tudo aquilo. Perdi meus dez dólares, saí da fila com o rabo entre as pernas e deixei de ser um dos primeiros brasileiros a conhecer o novo invento. Vocês não fariam o mesmo?

DESTACÔMETRO

                     O destaque da semana vai para o grande cantor e músico Geraldo Cardoso que fez uma homenagem ao grande Agnaldo Timóteo com os dois cantando uma versão espetacular visando o momento de pandemia. Pareciam advinhar!

PÍLULAS DO OUVIDOR

Pense numa pessoa que pode muita coisa. É só querer e escolher. Estou falando do presidente da Assembléia Legislativa, Marcelo Vitor, que será peça preciosa em 2022, quando teremos eleições em diversos níveis.

Marcelo poderá ser governador interino para eleger o governador-tampão, poderá ser governador-tampão e se reeleger governador. Pode ser deputado federal e fazer seu sucessor na AL. E ainda pode ocupar a vaga aberta no TCE-AL como Conselheiro. O tempo dirá.

O fato é que a figura do deputado Marcelo Vítor se impôs no cenário político como uma das principais peças do xadrez que acontecerá em 2022. E, sem dúvida, por sua brilhante atuação na AL e pelo seu poder de liderança, as peças são manobráveis. Por ele.

Quinta e sexta-feira foram marcadas por intensas chuvas por todo o estado, mas sobretudo no litoral. Maceió viu suas ruas alagarem, carros submersos, casas inundadas mostrando a hora de uma revolução em saneamento.

Temos certeza de que o prefeito JHC está pensando seriamente nisso e a imagem dele vendo a retirada de lixo no Salgadinho mostra a sua preocupação. Se entender e acho que entende que obra debaixo da terra também aparece, tudo se resolve.

Claro que também sabemos que obras de saneamento envolvem os poderes federal, estadual e municipal, mas também sabemos que com a harmonização política se pode chegar a um bom termo onde a sociedade saia ganhando.  

A logística de vacinação está acontecendo de maneira absolutamente correta em Maceió. Vários pontos de vacinação, aglomeração zero e as pessoas sendo vacinadas por equipes absolutamente bem treinadas.

O problema é que por ineficácia do governo federal que demorou a tentar acordar – ainda não acordou de fato e de direito – as vacinas não chegam a tempo hábil, as vacinações são suspensas e todo o belo trabalho de governo e municípios vai por água abaixo.

Minha querida amiga Weldja Miranda (foto) esteve em completa solidão durante a pandemia. E ainda está. Mas inspirou-se e escreveu um fabuloso livro com o título de “Vai Passar” Vale a pena ligar para 9 9901-8912, comprar o livro e se deliciar. Eu li e fiquei em “estado de graça”.

ABRAÇOS IMPRESSOS

                   Os abraços impressos vão para o amigo e Secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Rafael Brito pela excelente idéia plantada através da Desenvolve com os empréstimos ao setor produtivo. Em boa hora chegando, Rafael.  

coluna BARTPAPO

Coluna BARTPAPO com Geraldo Câmara -Tribuna Independente -16-04-2021..

TEMPO DE CRIAR

                Na década de 60, década de ouro para a publicidade mundial e em especial a brasileira que vivia seus melhores momentos, trabalhava em São Paulo na Alcântara Machado Publicidade, exatamente na área de criação, quando me foi apresentada a oportunidade de um curso de seis meses na Bufalo State College, a mais importante universidade do mundo para assuntos de criatividade. Fui e fiz o curso completo apesar de em determinados momentos ter vontade de correr com o frio de menos 31 graus. Mas não corri e aprendi muito. E apliquei na vida tudo o que aprendi.

                Naquela época, a criação era a alma da propaganda. As agências se digladiavam por melhores campanhas, por obterem os prêmios mais cobiçados do Brasil e que foram surgindo pouco a pouco como o “Colunistas”, vários outros até surgir o desejado “Profissionais do Ano” do Grupo Globo. E isso, sem dúvida propiciou um mercado mais promissor, mais combativo e profundamente mais criativo.

                Todo esse preâmbulo para dizer o quão é importante a detecção do tempo de criar, apesar de que filosoficamente não há tempo determinado para tal. Ele se mostra, nós o entendemos, buscamos o significado e a hora se apresenta como num passe de mágica. Olhos abertos, percepção à mostra e chegamos à crise que atualmente vivemos com a pandemia para aproveitarmos o ensinamento – não me lembro de quem – que criativamente dizia tire o S da criSe e crie.

                 Em todos os setores dessa louca pandemia há lugar para a criatividade, para a mudança de comportamento, seja social seja do labor. O “Home Office” foi uma tirada do S. A acentuação do delivery, a mesma coisa. Os grandes magazines vendendo e entregando em casa até comida seguiram os mesmo passos. As máscaras têm salvo a vida produtiva de muita gente. E se formos dar largas à imaginação, se procurarmos os “buracos de mercado” e eles são muitos, sem dúvida vamos acelerar os nosso neurônios que trabalhando mais haverão de mostrar muito mais imaginação criativa.

                 Por isso conclamo a todos para que deixem de lado o enfado, a tristeza, a acomodação e se provoquem. Façam em si mesmos a descoberta da criatividade, da mágica do inventar e obviamente do se reinventar. E aí, sim, cada de nós estará contribuindo para a saída dessa crise usando a cabeça para pensar positivo. E lembrando sempre o que nossos pais e avós diziam: “Mente vazia, casa do diabo”.

ALERTAS DO DIA

  • Há poucos dias assisti a um filme baseado na vida real denominado de “O mago da mentira”. Interpretado pelo sensacional Robert de Niro que viveu na tela a aventura financeira de Bernie Maydoff.  Com sua “pirâmide”, Maydoff  conseguiu ganhar 150 anos de prisão. O Bernie faleceu última quarta. 
  • Hora de ajudar o nosso estado a acertar no alvo com essa pandemia. Vacinas chegando, estrutura de vacinação em ponto de bala, leitos disponíveis e o imenso medo de que a coisa desande. É por isso que nossa participação usando máscaras, não aglomerando e se precavendo é totalmente importante.

PARE PRA PENSAR

Pessoas de visão são como os morcegos. Enxergam muito além do que os olhos vêem.

BARTPAPO de casa 50.

Convidados:

Rafael Brito – Secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo

Garagem do Coyothe – Celso Ribas Jr.

Weldja Miranda – empresária do entretenimento e escritora.

Camila Nascimento – analista do Sebrae

Ione Brandão – monitora financeira

Geraldo Cardoso e Agnaldo Timóteo – cantores.