coluna BARTPAPO

Coluna BARTPAPO com Geraldo Câmara -Tribuna Independente -07-05-2021

AGORA ENROLOU TUDO

                 Está difícil desenrolar o Brasil. Mais de um ano enfrentando essa terrível pandemia, mais de um ano agüentando o disse-me-disse de ministro que entra, de ministro que sai, de receita para curar aviada por quem não entende nada de medicina mas entende de mandar, uma confusão sem limite no quadro nacional e para completar uma CPI que se servir para alguma coisa, pelo menos vai tumultuar o meio de campo e competir com as novelas da Globo. Só não vai conseguir chegar nem perto em matéria de mediocridade, hoje necessária, do BBB 21 que extrapolou todos índices de audiência e deu a uma ex-ilustre desconhecida um número de votos três vezes superior à população brasileira.

                 “Ora direis ouvir estrelas” como diria o poeta tentando romantizar o cenário que mais dramático do que está não pode ficar. Ou pode. Senão vejamos: As vacinas, as poderosas vacinas estão rareando – tomara que não – mas estão demorando a chegar no limite que se esperava dentro do panorama caótico. A economia está indo para o brejo porque com a doença crescendo é preciso ficar em casa, e é preciso fechar as lojas, os bares, os restaurantes, museus, academias e por aí vai. Mas não porque se queira, mas porque sem vacinar em massa o bichinho não nos deixa em paz e só tende a se espalhar cada vez mais.

                  As autoridades que não estão diretamente envolvidas nas compras dos insumos quebram suas cabeças para protegerem suas populações onde quer que elas estejam. Vide o caso do nosso governador Renan Filho que, equilibrado que fora antes da pandemia, visionário até com a construção de hospitais e agora com a administração da crise deixa que Alagoas seja apontado como exemplo para todo o Brasil, apesar de não conseguir fazer milagres sem que o produto chegue. No entanto, mesmo assim, por conta da infra-estrutura, da organização e da metodologia empregadas tem feito sim o milagre do empenho com uma equipe altamente concentrada e focada no que deve ser feito para minorar o sofrimento da população.

                   Em 80 por cento do país as coisas estão realmente muito enroladas. A ciência briga com a política numa disputa como nunca se viu. Insana e impensável. Os “donos da bola” nem correm no campo. Deixam a bola rolar e quem sabe estejam pensando em um novo projeto de diminuição forçada da população para também, quem sabe, resolverem a tão sonhada reforma da previdência com um nada sonhado holocausto brasileiro.

ALERTAS DO DIA

  • A reforma do secretariado em Alagoas saiu. Alguns sendo remanejados, outros sendo nomeados pela primeira vez para a equipe do governador que muito bem sabe onde põe os pés.
  • Dentre eles vamos ressaltar a nomeação de Rafael Brito que sai da pasta do Desenvolvimento Econômico e Turismo para a dificílima e importantíssima Secretaria de Estado da Educação. É bom que se diga que o “trade” turístico está de olhos abertos porque estava absolutamente afinado com o agora ex-secretário.

PARE PRA PENSAR    

Ex-ministro que bota a boca no mundo ou engole mosca ou degusta votos

BARTPAPO de casa 52

Convidados:

Cíntia Silver – grente SEBRAE Penedo

Marcos Davi – médico oncologista e membro da AAL

Garagem do Coyothe

Edson Maia Nobre – médico especialista em dependência química.

Washington Spínola – cantor paraibano

coluna BARTPAPO

Coluna BARTPAPO com Geraldo Câmara -Tribuna Independente -30-04-2021

A DESORDEM SE FAZ PRESENTE

               Que pena! Um país tão bonito, tão rico em belezas naturais – muitas ameaçadas – um país tão jovem com apenas 521 anos e já tão depreciado por outros do mundo pelo descaso com que é tratado por seus próprios filhos. Um país que despreza a saúde de seu povo e que em plena pandemia se vê arriscado a não poder vacinar a tempo e salvar da morte muito mais gente do que se poderia supor. Eu havia prometido a mim mesmo como colunista que iria gradativamente me abstendo de falar sobre o assunto até porque precisamos de renovação, de ar fluido, de vida. Mas não posso me calar nem me omitir quando vejo a desordem que está acontecendo na mais importante ação do momento que é a vacinação da população.

               O governo central, como o fez desde o começo, o faz com desdém, com gozação, com ironia para com a vida, como se o indesejado visitante viral devesse ser tratado com pompas reais, já que estava começando a fazer controle de mortalidade. Quem sabe, diminuindo a população em tempo hábil de pensar em reforma previdenciária mórbida.

               Como estamos vendo vários estados brasileiros suspenderam a vacinação, desorganizaram a segunda dose e se formos atrás dos “porquês” vamos encontrá-los na falta de atitude do próprio presidente; na concepção de que estávamos tratando de uma “gripezinha” e de que, já que ele deve ser médico, o tratamentozinho com cloroquina teria evitado a catástrofe que estamos vivendo. Dá tristeza sabermos que temos o maior sistema de saúde e de vacinação do mundo com uma logística absolutamente perfeita e que já poderia ter vacinado metade da população, mas que não pode fazê-lo diante do nada. Diante da desejada vacina que está chegando gota a gota.

              Confiram cada palavra do que estamos dizendo, voltem no tempo e no espaço, vejam cada desobediência científica praticada; cada mau exemplo demonstrado; façam uma retrospectiva desde março de 2020 e ainda agradeçam ao Deus que é brasileiro porque a tragédia ainda poderia estar maior.

              Verifiquem e pesquisem que em todos os países civilizados a ciência está desatada da política no que diz respeito a decisões de saúde pública. Aqui ficamos infelizmente à mercê de um “achismo” desrespeitoso e autoritário nos leva a desconfiar que estão dando adeus à tão desejada democracia. Esperemos e vejamos no que vai dar.

ALERTAS DO DIA

  • Eu particularmente prefiro ter os olhos apertadinhos do que os neurônios. Em plena pandemia, em plena necessidade de vacinas e insumos vai o ilustre ministro da Fazenda, Paulo Guedes dizer que a China fez o vírus. Quer brincar?
  • Outra do próprio: resolveu agora dizer que a culpa é dos velhos, é da população que acha que tem que viver mais de 100 anos e por isso está acabando com o sistema de saúde do país. Saí de perto…
  • O governador flexibilizou as providências para conter o vírus no estado de Alagoas. Sinceramente espero que o povo entenda, colabore e faça a sua parte.

  PARE PRA PENSAR

Antigamente dizíamos que a China era o fim do mundo. Agora ela diz de nós.

Ouvidor Geral 03-05-2021

“Ouvidor Geral” para o jornal Primeira Edição de 03-05-2021 – Geraldo Câmara

A LOUCA CIRANDA DOS PREÇOS

                 Não vamos procurar pó de mico em macaco alheio porque os culpados da coceira que está nos atormentando com a alta dos preços em todos os níveis é  simplesmente assustadora. Eu não ia tocar neste assunto até que as coisas ficassem insustentáveis. Ficaram. Neste sábado chega a notícia de que o gás natural já tão usado em residências, em indústrias, em restaurantes, em veículos teve a exorbitante e inacreditável subida de 39 por cento. Fiquei sem acreditar. No entanto, na medida em que os preços da gasolina e do diesel sobem lá vem o gás na rasteira ou na dianteira da escalada dos preços. Pelo jeito não temos ministro da economia, não temos ministro de nada. Temos povo doente e ainda reclamando de fome porque os vestais da república não entendem nada, absolutamente nada de povo. O mesmo povo que está aí vacinado devagar, com o produto faltando na hora da segunda dose, sem trabalho, sem renda, A culpa é do governo também. Porque não acreditou no vírus. Levou para o lado da gripezinha e foi incapaz de preparar o país para essa tremenda pandemia. E ainda goza em cima da população deixando crescer preços que são de sua responsabilidade e não apenas de mercado. O gás natural está aí para provar que povo e nada é a mesma coisa.  

DESTACÔMETRO

                 O destaque vai para um homem de bem. Dedicado e perseverante em suas idéias avança sempre no rumo certo. Daniel Bernardes, o diretor-geral do Tribunal de Contas. Mas, sobretudo o amigo. 

PÍLULAS DO OUVIDOR

Por incrível que pareça a ciranda da eleição de 2022 já começou e os institutos de pesquisa estão sendo provocados e demonstrando trabalho desde já. Quando você imagina que a coisa vai para um lado, tortuosamente já está para outro.

No entanto, é preciso que a população de um modo geral não se deixe levar pelos números que são apresentados agora porque serão muito mais especulativos do que reais. Já sabemos que eleição se vence na urna. Então!

A pandemia também traz coisas que vão mudar a vida do brasileiro em vários sentidos. Uma delas é a questão do trabalho “Home Office” que sem dúvida alguma não deverá mais deixar de existir e é um grande filão no setor trabalho.

Eu, particularmente gosto de estar presente, olho no olho, na discussão no local de trabalho. Mas há quem não possa, até por alguma deficiência. E também no caso atual e no futuro será a grande ferramenta econômica das empresas.

Os estoques de sangue da Santa Casa e de vários outros hospitais estão críticos. O povo que estava acostumado a doações e mesmo os que não estavam precisam chegar porque o momento é muito difícil e não pode faltar sangue. É vida!

A nova Lei de Licitações extinguiu duas modalidades que já estavam em desuso, a tomada de preços e o convite. Porém criou uma nova modalidade, o Diálogo Competitivo.

Segundo o art. 32 da nova lei, o diálogo competitivo será utilizado para licitações que envolvam inovações tecnológicas ou técnica, com o intuito de desenvolver uma ou mais alternativas capazes de atender às suas necessidades.

Isto em casos que envolvam especificações que a Administração não consegue definir objetivamente, devendo os licitantes apresentar proposta final após o encerramento dos diálogos.

A prática de inversão de fases estabelecida na modalidade pregão passa a ser a regra geral, conforme art. 17 da Lei. Desta forma, primeiro serão realizadas as propostas de preço e seu julgamento, para passar para a fase de habilitação.

O secretário de estado da educação, Fábio Guedes (foto) pensa grande e com todo o suporte que traz em sua bagagem incluindo a experiência da FAPEAL, há de fazer um belo trabalho na educação apesar da pandemia.

ABRAÇOS IMPRESSOS

                  Os abraços impressos vão para um casal amigo com quem nos relacionamos desde a época em que aqui chegamos. Ailma e Geraldo Nunes sempre uma alegria a cada vez que nos encontramos. A pandemia tem mantido distância.

Ouvidor Geral 26-04-2021

“Ouvidor Geral” para o jornal Primeira Edição de 26-04-2021 – Geraldo Câmara

            Existe coisa mais complicada e humorística do que bolsa de mulher, principalmente aquelas enormes, às vezes maiores que a própria dona ?

BOLSA DE MULHER

(do meu livro O mundo real das Satiricrônicas)

            Ou a mulher deixa de andar na moda ou então, comigo, roda. Querem sentir o meu drama? Entrei num ônibus lotado e lá fui eu, pendurado, oprimido, espremido, quando a madame entrou com uma bolsa xadrez que tinha mais ou menos um metro e meio por três… ou seis. Uma bolsa dessas da moda, em vime ou em pelica, em formato de caixote ou de cuíca. E tome eu a levar bolsada. Bolsada no cotovelo, na cara, no tornozelo, bolsada aqui pela nuca, na barriga, aqui no queixo…Ela então abriu a bolsa, o motorista freou, eu meti o pé, houve aquele remelexo, eu caí dentro da bolsa e ela trancou o fecho. Pensei que ia morrer sufocado, asfixiado, mas nada disso. A bolsa tinha ar-condicionado, tinha piscina, tinha praia, tinha um bar executivo do lado. Resolvi sentar pra descansar e então fazer um estudo detalhado, um exame de tudo o que havia alí naquela bolsa de madame. Está tudo aqui anotado: Havia rímel, pó de arroz, batom, caderninho de endereços marrom, peruca loura, um balangandã, óculos pretos, chicletes de hortelã, um telefone celular, um retrato do Lulalá, umas moedas, um guarda sol maior que um paraquedas, uma imagem de Santa Terezinha, um sanduíche de galinha, quatro tapetes, oito sabonetes, um pacote de camisinha, uma conta por pagar, a tornozeleira do Tafarel, um pote de mel, cinco bombons de chocolate, três abacates, além de uma pecinha duplicada, ultrapassada e superada que elas usavam, com todo o respeito,cobrindo o peito. Bem, mudando de assunto: Agora que eu fugi da bolsa-monumento, Agora que escapei da bolsa apartamento, vou lhes dizer: De hoje pra frente, eu juro solenemente… A mulher pode ser loura ou morena, pode ser pobretona ou soçaite, pode ser brasileira ou chilena, seja russa, holandeza ou romena, do Haití, do Hawai, do Nordeste, do Flamengo ou de Inhaúma…eu não quero nenhuma… enquanto não usar bolsa pequena.

DESTACÔMETRO

                     O destaque vai para o meu destaque diário, de todas as horas, de toda uma vida. Vanessa, a que aniversariou no último dia 20 e recebeu mensagens de carinho de muita, muita gente querida. Merecido.

PÍLULAS DO OUVIDOR

Sempre digo e repito que sou contra determinado tipo de greves. Não sou contra greves, deixando claro! Mas as que prejudicam a sociedade como um todo, as que fazem com que a população seja comprometida em seus direitos, sou contra.

Escrevi isto por conta da greve dos funcionários do Hospital Sanatório. Deve até ser justa porque funcionários da saúde que estão se entregando nessa pandemia não podem ser castigados. No entanto, deixar os doentes e entrar em greve, nunca!

O governador Renan Filho estava super certo quando resolveu sancionar a lei para o uso de máscaras em todos os lugares públicos abertos ou fechados. A pandemia não está aí para brincadeira e o mínimo que o alagoano tem a fazer é usar máscara e respeitar o distanciamento.

Muito se discute sobre preservação de patrimônio histórico e cultural das cidades e aí se vai adentrando para os bairros e todos os locais que compõem uma cidade. Não se pode deixar de pensar nisso sob pena de a memória se acabar.

Com essa “coisa” que aconteceu com os bairros do Pinheiro, Bebedouro, Mutange, Bom Parto e Farol existe um Termo de Acordo Sócio-Ambiental firmado com a Brasken e o Ministério Público Federal para preservação do patrimônio Histórico daqueles bairros. Esperamos que seja levado à sério.

Nada é pouco. Tudo é muito. A tradução deste muito é que nos leva à verdadeira concepção da vida e nos faz imaginar que é de cada nada que ela nos dá que faremos crescer os “tudos” que nos rodeiam.

Os cortes no Orçamento de 2021 vão prejudicar muita gente e muito planejamento estrutural neste país. Aliás, um orçamento que só agora, passados cinco meses, está em vias de ser aprovado. Um absurdo!

As especulações acerca das eleições do próximo ano são tantas que já deve ter candidato frustrado de outras eras pensando em voltar às atividades, colocar o caminhão na rua e gritar “estou vivo”! É de se pensar em tais figuras!

Sempre tive independência para fazer meus comentários, sejam os que forem, dentro das regras permissíveis para um bom jornalismo. Fico à vontade para dizer que Renan Calheiros (foto) é um dos maiores articuladores do país. E está de volta.

ABRAÇOS IMPRESSOS

                     Pense num cara que eu gosto de graça. Pense num cara correto, competente e amigo dos seus amigos. Agora pense em Orlando Castro, hoje à frente do Planejamento do Tribunal de Contas do Estado. Um abraço bem forte, amigo!