Ouvidor Geral 05-07-2021

“Ouvidor Geral para o jornal Primeira Edição de 05-07-2021 – Geraldo Câmara

   E AINDA VAI ESCOLHER?

               Sou obrigado a reconhecer que somos um povinho difícil. Aliás, aquela famosa piada em que diziam a Deus que o Brasil tinha sido privilegiado por  Ele por sua natureza, por suas riquezas, por suas infindáveis belezas, Deus respondeu que sim mas afirmou: “Em contra-partida vejam o povinho que Eu coloquei lá”. Retrato perfeito para o que está acontecendo agora com a questão da vacinação. Todo mundo querendo vacina, reclamando que ela demorava e quando ela chega vemos a população ou parte dela recusando-se a tomar a segunda dose, querendo escolher a que vai tomar como se todos fossem “os reis da cocada preta”. Chegamos às raias da discussão sobre os efeitos dessa ou daquela vacina como se fôssemos os mais competentes cientistas do mundo. Que brasileiro é “metido” todos sabemos, mas assim também é demais. Que está tudo errado com as compras de vacinas nos seus prazos, nos seus planejamentos também sabemos. Mas, bolas, os caras que estão lá em cima, que mandam e desmandam também fazem parte desse “povinho” a que Deus se referiu. Portanto, melhor botar a viola no saco, deixar a coisa rolar, tomar sua vacina direitinho sem revoltas e aguardar por dias melhores que certamente chegarão.

DESTACÔMETRO

              O destaque vai para um filho muito competente, vereador Dinho, atualmente ocupando o cargo de Presidente da Câmara Municipal de João Pessoa. Acompanhei de perto algumas de suas ações e fiquei orgulhoso como seu pai Dois.

PÍLULAS DO OUVIDOR

O episódio Lázaro nos deixa a meditar em como as autoridades policiais montaram uma super operação para prender o assassino numa busca incessante durante vinte dias mostrando que quando quer faz.

E é óbvio que ficamos a nos perguntar como ficam os milhares de casos sem solução que acontecem Brasil a fora. Será que por trás da Operação Lázaro existe algo sombrio e escondido ou escondendo alguém que não pode aparecer?

O fato é que o dinheiro gasto foi assustador e a participação de quase trezentos policiais demonstrou que essa foi a operação mais grandiosa e custosa que já se teve notícia em nosso país. Como diria o Cid Moreira: Mistéééério!

Sempre fico impressionado quando trafego pelas estradas paraibanas. Desde sempre são as melhores do nordeste sob todos os pontos de vista, sejam elas federais ou estaduais. Mas sempre muito bem cuidadas.

Desta vez saí de Maceió rumo a João Pessoa, depois fui para a cidade de Bananeiras, no interior do estado e na volta o fiz por Campina Grande saindo em Caruaru e dali para Chã Grande. No trajeto em Pernambuco as estradas estão de dar dó.

A mania do brasileiro de inventar, criar, acatar coisas ruins é incrível. Agora estão dizendo que consumimos vacinas Astrazeneca vencidas. Se verdade ninguém sabe ao certo e também não é nenhum veneno. Mas o pânico se espalha e faz mal.

Muito parecido com as histórias de “fake news” que tomaram conta das Redes Sociais e são realmente muito perniciosas. O negócio é não dar bola para nenhuma notícia não comprovada caso contrário vira doença incurável.

O presidente da Academia Alagoana de Letras, Rostand Lanverly talvez esteja sendo o seu mais dinâmico presidente, criando, inventando e mostrando a AAL numa constante vitrine através de seus membros ilustres.

Escrevo essa coluna debaixo do friozinho delicioso do sítio de minha filha Alessandra e de meu genro Emerson. Uma região belíssima em Chã Grande a 7 km da famosa Gravatá. Adoro vir para aqui.

E dessa vez também para abraçar minha filhota querida, Alessandra (na foto ao lado do marido Emerson) pelo seu aniversário. Apesar do friozinho que já falei, o ambiente ficou quente com os abraços que também levamos até ela.      

ABRAÇOS IMPRESSOS

                  Os abraços impressos vão para a mais nova Farmacêutica da praça, cuja colação de grau se deu há duas semanas. Josete Santos Lima merecendo os nossos abraços e os recebendo ao lado do seu rebento, presidente de sua casa, Miguel Leôncio. Valtenor que se cuide porque os dois mandam.

Ouvidor Geral 28-06-2021

“Ouvidor  Geral” para o jornal Primeira Edição de 28-06-2021 – Geraldo Câmara

REDESCOBRINDO BANANEIRAS

               Bananeiras é uma cidade paraibana que fica em região montanhosa a 138 km de João Pessoa e a 75 km de Campina Grande. Absolutamente privilegiada pelo seu clima, aquele friozinho gostoso que só faz bem, Bananeiras me surpreendeu, após mais de 25 anos sem por lá estar. Além da cidade em si, gostosa e boa de se ver, os passeios pelas estradas e ruas da cidade vão descortinando paisagens encantadoras e a descoberta de condomínios como só se vê nos Estados Unidos e em alguns do sul do país. Um deles, imenso, abriga campo de golfe, casas muito bonitas e bem construídas, alamedas perfeitas e uma imensidão de contornos geográficos que expulsa a monotonia e nos aproxima do paraíso. Bananeiras, ah, tem bananeiras sim e você as encontra logo na entrada nos acostamentos da estrada pitoresca já se aproximando da cidade. E tem mais, muito mais para se descobrir como os engenhos com as melhores cachaças do estado, uma de suas vocações, incluindo algumas famosas que de há muito entraram no mercado nacional e até internacional. A volta a Bananeiras pela mão de meu filho Dinho proporcionou-me uma volta ao passado quando vivi na Paraíba, por ela me apaixonei e jamais a esqueci.

DESTACÔMETRO

                 O destaque vai para a garra e o profissionalismo do nosso secretário de segurança, Alfredo Gaspar que com competência vai colocando os criminosos bem afastados da sociedade alagoana.

PÍLULAS DO OUVIDOR

Não dá para entender essa coisa toda que está acontecendo em redor deste Lázaro, fugindo há quase quinze dias sem que todo o aparato de polícias estaduais e até federal consiga colocar a mão no bandido.

O que já se gastou nessa operação é algo assustador, mas como diziam os antigos “neca de pitibiriba” do louco e desvairado Lázaro. Daqui a pouco começam a prender e até já começaram os que o viram rondando as madrugadas. E nada dele.

Mais um São João, mais um mês de junho sem as famosas festas, sem as quadrilhas, sem as meninas de fitinha em inocentes bailes de interior e nem mesmo as grandes farras dos que sempre puderam exercitá-las.

Claro que não somos inocentes e sabemos que algumas aglomerações escaparam por esse mundo de meu Deus com as festas clandestinas em muitos pontos do Brasil. O que é uma pena porque é melhor perder uma festa do que a vida.

Saiu uma primeira pesquisa do tipo “se as eleições fossem hoje”. Cheguei a pensar que fosse “fake” até que o Jornal Nacional a divulgou dando conta de que Lula estaria com 49% dos votos e Bolsonaro com 23%. Em sendo real, a guerra já começou.

Aliás, com esse prognóstico ou com qualquer outro já se sabe que o que vem daqui para frente será uma guerra de radicais com enorme perigo para a independência do eleitor comum. Não se pode admitir uma eleição com excesso de ânimos.

Enquanto as eleições eram um acontecimento cívico e patriótico para o nosso país tudo corria bem e quem perdesse respeitaria o direito do ganhador. Hoje não sabemos realmente o que poderá acontecer e com qualquer resultado.

Enquanto isso a pandemia cresce, as vacinas chegam lentamente e não na proporção do que necessitamos fazendo com que os casos aumentem, os hospitais lotem e o vírus fique ganhando as batalhas no dia a dia.

A juíza Fátima Pirauá (foto), sempre presente e de olho aberto para os problemas mais sérios da sociedade, principalmente os que envolvem a criança e o adolescente. Este é só um dos trabalhos dignificantes de Fátima.  

ABRAÇOS IMPRESSOS

                  Meus abraços, completando o que disse no artigo principal vão para a cidade de Bananeiras, seus habitantes e até para os homens e mulheres que conduzem a Paraíba, a maioria com suas casas naquele paraíso. Na foto um destaque de um dos condomínios de lá.

Ouvidor Geral 21-06-2021

“Ouvidor Geral” para o jornal Primeira Edição de 21-06-2021 – Geraldo Câmara

                                            LÁZARO, O PSICOPATA

                 Quando escrevia essa coluna corria ainda a polícia de vários estados e até a federal atrás de um louco, psicopata solto pelos matos de Goiás, assaltando, fazendo reféns, tocando fogo em casas e fugindo, sempre fugindo como se fosse algum protagonista de um daqueles filmes de terror que o cinema adora produzir. Sinceramente, nunca ouvi nada parecido e com tanto tempo sem conseguir ser pego, a não ser quando se divulgava a dificuldade de prender Lampião e seu bando nos idos de 1937 quando finalmente foi morto. O Lázaro está parecendo exatamente um  cangaceiro daquela época com a diferença de que o bando não saía matando gente inocente e até praticava alguns atos humanos nas suas investidas. O fato é que, o Brasil que está sofrendo coma pandemia ainda tem que se ver enfrentando gente louca como essa. O cara some, é visto, não é mais, como disse um verdadeiro roteiro de filme e a torcida – ainda bem – pedindo para que ele seja preso antes que faça mais vítimas e mais estragos em lugares antes pacatos como os que por onde ele anda. Quase uma semana passada e, espero que quando você esteja nos lendo já tenhamos chegado a um bom final com o bandido preso – ou morto – e as pessoas que por aquela região vivem fiquem em paz.  DESTACÔMETRO

                  O destaque da semana vai para Franklin Cardoso de Barros, diretor de gabinete da presidência do TCE-AL. Um braço direito na administração do presidente Otávio Lessa e um belo companheiro de trabalho.

PÍLULAS DO OUVIDOR

Com tanto louco solto por aí ainda tem gente que defende o armamento da população como maneira de se defender do crime. Pode ser para se defender, para praticar o crime e para causar mais problemas de matanças no país.

Estou ansiosamente aguardando minha próxima conta de luz, o que deve acontecer nos próximos dias. É a famosa “visita da velha senhora” que insiste em se valorizar e infernizar a vida de milhares de pessoas em todo o Brasil

É. Reclamar ao bispo? Não funciona mais. Faz parte do que até parece um complô composto por vilões incríveis como a luz, a gasolina, o gás de cozinha e por aí vai. Mas o pior é que, ao contrário de outros casos onde podemos recorrer por exemplo, ao Procon, nesses temos que engolir calados e seja o que Deus quiser.

Alertas, gente! Infelizmente continuam aparecendo os casos de gente que se diz “esperta” furando a fila da vacina contra o coronavírus. Não é possível que isto aconteça e o brasileiro se cale. Denunciem, por favor.

O Ministério da Saúde criou uma Câmara Técnica Nacional para discutir e implementar as ações do programa Hearts no Brasil. A iniciativa internacional e tem a coordenação da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).

O assunto busca integrar os sistemas de saúde, aprimorar o atendimento, a prevenção e controle das doenças cardiovasculares na atenção primária, ou seja, na porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS).

O Fórum Permanente de Cultura Popular e do Artesanato Alagoano inicia no próximo dia 24 o “Circuito365 de Cultura!” Serão mais de 60 horas de lives pelo instagram com retransmissão em rádios e no canal oficial no Youtube com mais de 30 entrevistados.

Quatorze jovens moradores do Vergel do Lago concluíram o curso de formação de eletricista e, agora, estão prontos para contribuir com o desenvolvimento social e econômico da comunidade. Jogada da Equatorial.

Mozart Amaral (foto) é desde o princípio do governo Renan filho o secretário de Transportes e Desenvolvimento Urbano e não é sem propósito que o governo atual está dando um show na construção e remodelação de estradas no estado. Aí, grande Mozart!

ABRAÇOS IMPRESSOS

                 Os abraços impressos vão para um empresário de primeira linha, aliás “top” de linha, pintando com imensa qualidade os desejos de bom gosto de todos. Luiz é o presidente da Casas Jardim e para ele mando os nossos abraços impressos da semana.  

BARTPAPO de casa 57

Convidados:

Valtenor Leôncio – jornalista

Garagem do Coyothe – Celso ribas Jr.

Sandra Ferreira – enfermeira

Ricardo Coimbra – analista do SEBRAE

Ana Íris – poetisa

Geraldo Cardoso – cantor

Ouvidor Geral 14-06-2021

“Ouvidor Geral” para o jornal Primeira Edição de 14-06-2021 – Geraldo Câmara

EU VI BRASÍLIA EM 1959

No ano de 1959 as obras de Brasília estavam em plena efervescência. Juscelino e seu governo não pensavam noutra coisa senão na inauguração da nova capital que deveria ocorrer no ano seguinte. Eu tinha exatamente 21 anos e vibrava com aquele presidente que estava fazendo uma revolução em nosso país. Apareceu uma oportunidade ímpar, via meu pai, para que eu conhecesse a nova cidade antes de inaugurar. Não me fiz de rogado e num avião do Loyd Aéreo Brasileiro saí pela manhã e ao sobrevoar a nova cidade o susto já foi grande. O maior canteiro de obras que já havia visto; o maior conglomerado de máquinas e operários; o maior, o maior, tudo o maior. E, então, numa comitiva fomos conhecer os prédios públicos que estavam sendo construídos, alguns já prontos, como o Alvorada e o Planalto. Fiquei entusiasmado e absolutamente admirador de duas figuras incríveis: Lúcio Costa, o urbanista de Brasília que um dia tive a honra de conhecer e Oscar Niemeyer que, infelizmente, nunca pude cumprimentar em minha vida apesar de durante um longo tempo ter frequentado alguns dos mesmos ambientes e personalidades que ele. Que pena! Há alguns anos se foi um dos maiores homens desse país aos 105 anos e não pude apertar-lhe a mão uma única vez sequer. Meus respeitos a esse incrível brasileiro, Oscar Niemeyer, que soube levar sua longevidade com a devida honra, com trabalho até o último momento e só não o fez mais porque Deus devia estar precisando dele lá por cima. E os desejos de que bons quadros como ele dêem seus conhecimentos a esse país com muitos anos de vida.

DESTACÔMETRO

             O destaque vai para o médico veterinário Maurício Aquino que, em boa hora no Bartpapo do último sábado na BAND fez uma bela apresentação de como funcionam os Planos de Saúde Animal. Uma grande saída para os cuidados redobrados com seu “pet”.

PÍLULAS DO OUVIDOR

Lamentável o falecimento, último sábado do ex vice-presidente da república, Marco Maciel. Uma figura fantástica que, independente da bagagem cultural conseguiu dar dignidade a todos os cargos que ocupou.

Fernando Henrique de quem ele foi o vice sempre disse que era um achado fora de série um vice como aquele. Trabalhou por dois mandatos com uma fidelidade canina, mas deixando gravada a sua trajetória no Brasil.

Na década de 90 tive a honra de recebê-lo em minha casa de João Pessoa e de gravar um Bartpapo com ele. Entrevista essa que há poucos meses exibi aqui em Maceió dentro do quadro do Bartpapo “Memórias”.

Por conta de um neto que joga pelo Botafogo do Rio de Janeiro – Kayan – tenho assistido alguns jogos do Sub-17 no Brasileirão. Impressionante como tem gente boa nessa nova geração. Aula de futebol para os grupos mais avançados.

Marcos Sampaio, o Marcão do cinema é um lutador pela 7ª Arte principalmente aqui em Maceió com o seu Cine Arte Pajuçara. Uma beleza de casa que, juntamente com o teatro e com exposições fazem sucesso. Breve reaberto.

E as brigas na CPI continuam a todo o vapor. De um lado o relator Renan Calheiros e do outro os convidados para deporem. Uns vão lá e defendem o presidente discretamente. Até agora não vi nenhuma defesa totalmente aberta.

Estamos num mês de junho absolutamente atípico por conta da pandemia. Nada de fogueiras nas ruas, nada de festas e nem de bandeirolas. Afastaram os Santos Antônio, João e Pedro e deram uma folga para eles.

O Dia dos Namorados que aconteceu neste último sábado foi comemorado com os restaurantes fechados, nada de baladas, nada de nada a não ser os agarradinhos dentro de casa como manda o figurino.

Por isso, Vanessa e eu (foto) não deixamos de comemorar o nosso dia. Dentro de casa, sim, mas com muito amor dentro de nossos corações. Um amor que vem de longe, mas cuja chama não se apaga nunca. Graças a Deus.

ABRAÇOS IMPRESSOS

                  Pense num jornalista que gosta do que faz e que o faz com competência critério e honestidade. Privo com ele diariamente e falo de cátedra. Valtenor Leôncio, nossos abraços impressos pelo justo recebimento do prêmio Odete Pacheco.