coluna BARTPAPO

Coluna BARTPAPO – Tribuna Independente – 03-06-2022 – Geraldo Câmara

LEITE DERRAMADO

Leite derramado em vários sentidos, assim tem sido a situação de chuvas, não só nas Alagoas, mas em todo o Brasil. Água por todos os lados, devastando com sua força por onde passa, criando desventuras e sofrimentos de famílias, muitas desabrigadas, muitas com perdas de seus mais próximos e em função das catástrofes que a chuva causa.

O que sempre nos vemà cabeça não é o porque as chuvas acontecem com tanta força e com tanta intensidade. Longe de nós duvidarmos das forças da natureza ou acharmos que ela vai ser mais leve com fulano ou beltrano. Não. Sabemos inclusive que o homem, o ser humano tem sido altamente responsável por uma mutação climática em função de mil problemas por ele criados, como, por exemplo, o desmatamento em grandes áreas, a excessiva formação de carbono e que é solto na atmosfera, além de muitos outros fatores humanos que agem em detrimento de uma vida mais saudável no planeta terra.

No entanto, existem coisa e ações das quais o homem não pode se furtar no dia a dia ou na periodicidade dos acontecimentos. E um deles é ditatoriar as prevenções que devem ser estimuladas para que, quando a chuva, os temporais, o que seja chegar a população ela esteja mais protegida ou pelo menos usufruindo de determinadas atitudes que minorem seu sofrimento.

Ora, vamos e venhamos que já sabemos de antemão que as chuvas torrenciais, os temporais devastadores chegam em determinadas épocas e ficamos aguardando que eles devastem, derrubem casas, deslisem encostas e matem gente como se não soubéssemos que isso aconteceria. Trabalhos de contenção de encostas, trabalhos de desassoreamento de rios e canais, trabalho de mudança de pessoas para habitações menos perigosas, tudo o que se pode fazer no período em que não temos chuva ou muito pouco, deve ser feito. No entanto, parece que as autoridades dormem em berço esplêndido e até gostam quando fenômenos como esses acontecem porque é quando o “trabalho” aparece com a defesa civil e o mágico decreto de calamidade também chega facilitando a vida e a burocracia de muitos.

Parece que estamos querendo colocar palha na fogueira e estamos mesmo. Quando estamos falando de vidas humanas precisamos abrir o jogo e falar de tudo. Nem tudo o que se pense que fica para o nosso Deus é possível, porque Ele nos dá tudo, nos dá as armas, mas quer também que façamos a nossa parte. E a nossa parte está nos que estudaram, nos que sabem o porque das chuvas, o período em que elas chegam, sabem tudo o que pode acontecer. Então por que não prevenir e ao contrário tendo que remediar? Não acho que seja um trabalho simples. Não. É hercúleo, pode durar anos. Pode ter que ser permanente, mas é preciso que seja planejado porque ninguém mais aguenta ver as catástrofes acontecendo e nada de se curar os motivos. Só as consequências?

Estamos mais uma vez em período eleitoral. Costumo dizer que todas as vezes os candidatos chegam aos palanques dizendo que suas prioridades são a educação, a saúde e segurança. Mas nunca vi algum deles chegar com planos reais e factíveis dizendo exatamente o que pretendem fazer com suas prioridades. Boa oportunidade essa de colocar a defesa civil, a proteção às pessoas em períodos de desastres naturais, tudo o que diz respeito ao assunto em projeto básico, mas que seja previsto para evoluir e chegar a bom termo durante suas administrações. Chega de ter medo das obras que não aparecem. Como o era com as de saneamento.

E chega, sobretudo de deixar para a população os restos de um leite inteiramente derramado.

FOTONOTAS

Miltinho Vasconcelos –O turismo de Alagoas já está devendo muito a esse jovem talentoso que herdando do pai a vocação hoteleira e pela ciência do turismo, de um modo geral tem exercitado seus conhecimentos mais do que nunca na presidência do Maceió Convention no qual põe em prática a necessidade que temos de fortalecer cada vez mais o marco de desenvolvimento econômico de nosso estado. Simpático, afável, sempre solícito para atender colegas, amigos e a todos, Miltinho, que na vida privada é hoteleiro de mancheia já está realmente dando aulas por aí afora. Que bom podermos acompanhar a trajetória de jovens como este.

Cacá Gouveia Este caraé um talento em matéria de simpatia para com os amigos e “outrens”. Cacá tem mostrado ao lado do seu eterno sorriso, a competência no exercício de determinados cargos. Assim foi no DETRAN, assim foi no Conselho de Segurança e assim será nos voos maiores que pretende dar. Família até debaixo d’água, Cacá leva muito a sério este papel não fosse filho do grande e educadíssimo médico Milton Hênio que o norteou na vida, sobretudo no que diz respeito a ser honesto com os outros, com a vida e consigo mesmo. Particularmente gosto muito dele e desejo sempre que alcance todos os seus objetivos com nota 10.

PARE PRA PENSAR (do meu livro do mesmo nome)

Em nosso trabalho devemos sempre olhar para a frente, mas sobretudo para os lados. As pessoas que nos cercam podem estar precisando do nosso olhar.

ALERTAS DO DIA

  • A Tribuna noticiou e comentou o assunto levantado pelo especialista Manoel Maia Nobre onde ele alerta para uma possível ruptura do sistema lagunar Mundaú – Manguaba caso persistam as chuvas no estado de Alagoas. Acho profundamente pertinente este aviso que foi dado pela Tribuna em primeira ágina e que vem ao encontro do artigo que escrevemos acima. O que nos perturba, continuo dizendo é o fato de que, se não acontecer nada fica o dito pelo não dito e aguardem-se novas chuvas para que as preocupações voltem. N~]ao é por aí. Alerta, gente!
  • Vão continuar insistindo? Não entendo como alguns municípios insistem em darem continuidade à programação junina apesar de toda a chuva, de todas previsões e de todas as recomendações para que não façam. Errar é humano, já sabemos. Mas persistir no erro é burrice mesmo. Temos tempo de sobra para diversão, para outros períodos juninos. O que não podemos e não devemos é brincar com a saúde e a vida dos munícipes. Por outro lado, existe a questão dos gastos. É preciso prever e prevenir também em relação a isto. Se houver uma necessidade a economia pode ser útil em assuntos mais graves.
  • Alerta! Para as verbas destinadas às festas juninas que foram canceladas em vários municípios e cujos prefeitos estão dizendo que elas serão destinadas às famílias vítimas da enchentes. Acho ótimo que isso aconteça, mas quero entender como é o processo para que tudo fique legal e que os prefeitos tenham como prestar contas dessas verbas de maneira absolutamente transparente. Como diz o velho ditado, “macaco que come banana não escorrega na casca”. É bom que se saiba tudo direitinho para evitar as escorregadas fatais.
  • Chuva e crime. É só o que se vê nos noticiários da televisão. E guerra, é claro! A situação é terrível e principalmente quando se vê pessoas – serão pessoas? – cometendo estupros e assassinatos de menores, menores mesmo, quase bebês. É nessa hora que o sangue sobe à cabeça e nos dá vontade de ver a pena de morte instalada no Brasil. Só para ver essa gente que nem parece ser gente, condenada e definitivamente tirada do seio da sociedade. Apesar de ser contra a pena de morte, o que eles estão praticando são sentenças de morte contra pobres e menores indefesos.

POR AÍ AFORA

# Quando era estagiário na maior agência de publicidade do mundo em Nova York, a DDB, um dia de intensa chuva fui tentar atravessar uma rua quando um carro passou e me molhou. Instintivamente soltei um pomposo “filho da…” e ouvi o carro freando e parando. De dentro salta um cara, mais ou menos da minha idade na época e grita em alto e bom som um estrondoso “puxa, há quanto tempo não ouço um filho da p… tão bonito”! Me pus a rir e o cidadão, brasileiro, me levou para dentro do seu carro, papo bom e acabei por ir almoçar em sua companhia. Tornou-se um bom amigo nessa época de solidão novaiorquina. Prova da pequenez do mundo.

# Os Estados Unidos disseram na última terça-feira que forneceriam à Ucrânia vários lançadores de foguetes montados em armaduras leves, reforçando significativamente as forças militares da Ucrânia. A próxima entrega de novas armas dos Estados Unidos à Ucrânia, incluindo vários lançadores de foguetes, “reforça o risco” de um confronto militar entre os Estados Unidos e a Rússia, alertou Moscou. Sinceramente não sei quem mais fala a verdade ou se joga com a credulidade do outro nessa terrível guerra que se estende e promete ir mais longe do que se pensa.

# O presidente dos EUA, Joe Biden, anunciou que enviará sistemas de mísseis mais avançados para a Ucrânia para atacar “alvos-chave” das forças russas invasoras. Ele escreveu sem fornecer mais detalhes no The New York Times: “Fornecemos aos ucranianos sistemas de mísseis e munição mais avançados que lhes permitirão atingir com mais precisão os principais alvos do campo de batalha na Ucrânia”. Ora, ora, Deus nos acuda! Ele, o Biden, pode estar absolutamente certo, mas isto me parece a abertura para uma guerra mundial e que não será nada boa para a humanidade.

ATÉ A PRÓXIMA

Amanhã, sábado é dia de “BARTPAPO com Geraldo Câmara”em modelo presencial. Na BAND, canal 38.1 aberto e NET, canais 18 e 518, das 9 às 10h da manhã. Em Arapiraca, canal 45.1. Assista também pelo Youtube no canal “Programas do Geraldo Câmara”. Fale conosco pelo geraldocamara@gmail.com ou pelo Whats’App 82 99977-4399.



BARTPAPO – presencial – 04-06-2022

CONVIDADOS:

MICHELLE ARAÚJO – diretora da DIMOPE (TCE-AL)

LEANDRO SILVA – prefeito de Junqueiro.

CHICO ELPÍDIO – compositor e cantor

Ouvidor Geral 30-05-2022

0uvidor Geral” para o jornal Primeira Edição de 30-05-2022 – Geraldo Câmara

PENSAR É TRABALHAR

Gosto de pensar e adoro trabalhar. Quem pensa trabalha com muito mais eficiência, com melhores resultados. Do pensar nasce o criar; e a humanidade, repleta de problemas, precisa de criações advindas do poder do pensamento.

Existe uma história, verídica, de alguém que foi visitar uma grande indústria nos Estados Unidos e ao fim da visita deparou-se com uma enorme sala, onde uma pessoa dormitava em uma das poltronas alheio a tudo o que se passava ao seu redor. O visitante, surpreso, porque o trabalho na indústria era intenso, perguntou quem era e ouviu a resposta:

“Aquele é um dos melhores salários desta indústria”.

“E o que ele faz?”

“Ora, ele pensa!”.

O mundo, do jeito que está, quase não se permite mais pensadores. Gente que possa chamar a atenção para os caminhos do futuro, com os pés no chão. Gente que possa planejar o que faz e o que os outros à sua volta possam fazer. A busca incessante pelo lucro acaba gerando prejuízos porque o trabalho a ser realizado e a maneira de realizá-lo não foram devidamente pensados. É necessário que se tenha um pouco de tempo na vida para pensar, para criar, para inovar e para avaliar o que existe no mundo processando as modificações que são imperativas.

Um grande criador americano, John Liston, em uma palestra proferida no I Congresso de Comunicação em Acapulco, do qual fui um dos convidados especiais em 1976, disse a frase que sempre me perseguiu, no bom sentido: “Uma ideia nova não existe. O que existe é uma nova combinação de velhos elementos”. Mas, dizemos nós, ela só poderá existir, se pensarmos o mundo; se pensarmos a vida; se pensarmos as coisas mais simples que nos cercam; se pensarmos os buracos de mercado e se buscarmos nas nossas mentes o preenchimento desses buracos.

Os governos, por exemplo, no afã de mostrarem trabalho pouco param para pensar. Os dirigentes das instituições públicas, afogados na burocracia exagerada e cerceados pelas ameaças de corrupção, pouco ou quase nada pensam e, ao invés de estarem prestando serviços à nação, acabam por lançarem ao lixo seus anos de administração. Isto porque, os hábitos de pensar, de discutir, de criar, foram por água abaixo no que se chama modernidade administrativa.

Vamos pensar, gente!

Vamos lançar sementes que realmente gerem frutos.

Pensando.

DESTACÔMETRO

O destaque vai para o vereador Dinho Dowsley, presidente da Câmara de João Pessoa e presidente do CONALEC – Conselho Nacional do Poder Legislativo Municipal das Capitais e que vai fazer acontecer O II Encontro em João Pessoa nos dias 8, 9 e 10 de junho com palestra especial do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco.

PÍLULAS DO OUVIDOR

Ainda sobre o CONALEC, a Câmara de Maceió se faz representar na sua diretoria através de Galba Novaes Neto, seu presidente e que na entidade nacional ocupa cargo de relevância na diretoria. Naturalmente deverá se fazer presente ao evento de tão larga importância.

A programação local da Rádio Senado continua de vento em popa com o programa “Cidadã Informal” que esta semana levou o presidente e o vice-presidente do TCE-AL, Otávio Lessa e Fernando Toledo além do ambientalista Alder Flores e a Superintendente da Cultura Tereza Machado.

Isto sem contar que a música alagoana também está em alta com o programa “Discografia Alagoana” levada ao ar com inteligência e conhecimento por Ademir Brandão. No programa comenta e apresenta compositores(as) e cantores(as) com suas músicas.

Lembro-me que a inauguração do Aterro Sanitário de Maceió no governo de Cícero Almeida foi considerado um enorme avanço e que o lixão condenado foi entregue a uma empresa para que o tratasse no espaço de vinte anos. Já lá se vão doze e com chorume e portões abertos precisa ser fiscalizado em todos os sentidos. Atenção, IMA.

As chuvas, esta semana, atrapalharam as gravações do Bartpapo e fomos obrigados a levar ao ar uma reprise, ainda bem que de primeira categoria com a presença do agora pré-candidato ao Senado, Ronaldo Lessa.

A Secretaria de Estado de Prevenção à Violência (Seprev) publicou, nesta sexta-feira (27), no Diário Oficial do Estado, o Edital de Chamamento Público para credenciamento de comunidades acolhedoras que tenham interesse em participar da Rede Acolhe.

A Defesa Civil Estadual informa que 3.572 pessoas foram afetadas pelas intensas chuvas que atingem o estado em 33 municípios alagoanos. De acordo com a Defesa Civil Estadual, até a sexta-feira haviam 1.752 pessoas desabrigadas e 1.820 desalojadas.

A equipe da TV Cidadã e neste caso específico constituída por Valtenor Leôncio, Juliana dos Anjos e Fábio Novaes esteve em São Paulo cobrindo evento nacional para o Jornal Atricon. Tremendo sucesso como acontece todas as vezes que sai para trabalhos semelhantes.

O Conselheiro do Rio Grande do Sul, César Miola (foto) e que também é o presidente da ATRICON- Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil esteve em Maceió e inaugurou conosco a programação local da Rádio Senado no programa “Cidadã Informal” apresentado por Geraldo Câmara e Valtenor Leôncio.

ABRAÇOS IMPRESSOS

Conheci Luiza Barreiros logo que cheguei aqui e que comecei a escrever minha coluna em O Jornal. Luiza já era uma das pessoas mais vibrantes e interessadas no que fazia e com muito gosto. Claro que cresceu e a sua nomeação para a Secretaria do Governo não foi de graça. Foi muito justa. Meus abraços, Luiza.

coluna BARTPAPO -27-05-2022

Coluna BARTPAPO – Tribuna Independente – 27-05-2022 – Geraldo Câmara

CARA OU COROA

Assim é a vida quase o tempo todo. Cara ou Coroa, cara ou coroa. Nem sempre se acerta nem sempre se erra e na média o equilíbrio faz com que nossa vida colha os melhores ou piores resultados dependendo da maneira como agimos. Mas, dirão os leitores, essa história de cara ou coroa é uma questão de sorte, de jogo mesmo. E aí vem a grande pergunta: E a vida não é e sempre foi um grande jogo? E não somos nós os jogadores que nos permitimos perder ou ganhar dependendo da situação em que nos encontremos? Claro que sim.

Agora mesmo, neste grande jogo que é a política vamos vendo jogadores que se defrontam em terrenos completamente inóspitos, mas que se jogam, dizem, sem medo de errar. Será sem medo de errar ou sem medo de perder? Não sei. Perguntem ao Dória, por exemplo. Jogou a primeira vez, acertou bonito, saiu de prefeito para governador em dois anos e, agora, perdeu feio tentando repetir a jogada anterior. Se na primeira deu coroa e o empossou, na segunda ele quebrou a cara como se diz no jargão popular. E daí? Daí o jogador se levanta ou não e se prepara para outras competições.

Pois é, falei o jogador, porque na política todos são jogadores, todos estão no cara ou coroa. Uns mais atentos, mais espertos, mais em dia no jogar da moeda e muitos outros querendo e não conseguindo acertar na mega sena da política.

Existem os que entendem o andar da carruagem e não ficam jogando moedinhas ao leo. Esperam a oportunidade real, a de mais pé no chão, a de mais probabilidade. O caso mais famoso de jogo político foi o do presidente Jânio Quadros que queria força, muita força. Queria um enorme apoio popular e jogou o seu próprio mandato. Renunciou e ficou em um avião estrategicamente colocado em Cumbica aguardando sair dali e voltar para o Planalto por vontade e exigência do povo. Errou feio. Apostou na cara e deu coroa.

Existem os que podem e às vezes até devem entrar no cara ou coroa porque a situação permite, porque não perdem nada e agora mesmo vemos o caso do Senador Rodrigo Cunha que se candidatou ao governo de Alagoas e está simplesmente apostando. Se ganhar ótimo! Assume como governador. Se perder ótimo também porque fica mais quatro anos na confortável posição de Senador da República.

O cara ou coroa na política é exatamente assim. Um jogo de tática ou sem nenhuma e que para alguns acabam dando certo. Lembro-me do candidato ao governo de Téo Vilela, Júlio César, colocado de ultima hora para tapar um buraco e que claramente não tinha a menor possibilidade de ganho. No entanto locupletou-se da oportunidade e mais à frente foi vereador em Palmeira dos Índios e está no seu segundo mandato como prefeito daquela cidade. Apostou na cara e ganhou a coroa.

Agora, neste momento, quantos estão apostando suas vidas no lançar da moeda? Quantos estão gastando moedas de verdade na certeza de que vão buscá-las de volta em malas disfarçadas ou até mesmo em aviões rumo à Suíça?

Quantos estão pensando realmente em realizar, em somar, em fazer o que deve ser feito para um reconhecimento futuro? Possivelmente não sejam muitos mas a esses devemos baixar as cabeças e render-lhes homenagens porque é deles que o Brasil precisa. Não estamos atrás de jogadores, mas de administradores reais; de gente que se importe com gente e que faça brilhante o futuro desse país. Não estamos procurando primeira, segunda ou terceira via de nada, mas de uma via que represente o sonho de todos os que querem ver o Brasil “gigante pela própria natureza”, mas sem dormir em berço esplêndido.

FOTONOTAS

Abílio Lopes-Pense num cirurgião que tem a cabeça no lugar e aí você reconhece Abílio Lopes. Acho até que é por isso que ele é cirurgião de cabeça e pescoço, mas, acima de tudo um cara fantástico, um ser humano ótimo para se ter como amigo e, claro, se precisar, como médico. Abílio é daqueles estudiosos que não fazem por menos e vivem procurando saber mais, sobretudo no que diz respeito à sua área de atuação. E, por isto é altamente respeitado como profissional e muito ouvido por seus pares. Ao lado de sua Margareth, também médica e anestesista formando os dois uma bela dupla

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Joaldo Cavalcante-Conheço Joaldo há uns 25 anos. Sempre de bem com a vida, sempre bem humorado e sempre levando a sério tudo o que trata. O homem de comunicação que vai um pouco mais além de sua rotina profissional, estende seus conhecimentos através dos livros que nos fazem também acompanhar com ele certas e importantes evoluções. Pense num cidadão do bem e que traça como estratégia de vida o caminhar sem atropelar. Nem a ninguém nem a si próprio. Joaldo volta agora ao top da comunicação no estado e acho que quem está de parabéns é o governador que o escolheu.

PARE PRA PENSAR (do meu livro do mesmo nome)

Às vezes nem tão próximos estão os nossos próximos. Fazê-los chegar mais ou vice-versa é um ato de amor familiar absolutamente saudável.

ALERTAS DO DIA

  • Depois dessa pandemia, ou quase depois porque ainda não sabemos como fica, a Prefeitura de Maceió faz o são João da cidade e, talvez na euforia de procurar dar o melhor de si acabou por fazer algo nem tão encantador ao contratar artistas de fora e caríssimos. Alguns que muito pouco ou nada têm a ver com as festas juninas. Tudo bem, a Prefeitura tem consciência de como está empregando os 10 milhões (informação não confirmada). No entanto, os artistas locais, ligados a essas festas e que ainda estão pagando o pão que o diabo amassou ficaram por fora do evento e da possibilidade de recuperarem seus prejuízos. Alerta, porque não entendi.
  • A programação local da Rádio Senado está acontecendo como o previsto, uma coisa de cada vez e o programa Cidadã Informal na cabeça de linha já em sua segunda apresentação, todas as quintas-feiras ou todas as vezes que precisar entrar em caráter extraordinário. A programação musical também já foi iniciada com música brasileira e nela inserida também o “Discografia Alagoana” comandada pelo Ademir Brandão, um “expert” no assunto. Em fase de implementação virá um programa de comentários esportivos, especificamente de futebol local nacional. Sintonize 105.5 Rádio Senado e a partir das 9horas, sempre local.
  • Criado no Estado do Rio o selo “Mais Segurança Alimentar”, para reconhecer os municípios fluminenses com políticas de segurança alimentar e nutricional. A ideia me pareceu basteante interessante e, talvez sirva para que o governador Paulo Dantas também atente para este assunto do mais alto interesse para a saúde de todos os alagoanos. Todos os estabelecimentos devidamente vistoriados e que realmente comprovem a sua segurança no fornecimento de alimentos poderão vir a receber o selo que comprova a eficiência daquelas casa e dão segurança a quem as frequenta. Bela ideia! Belo alerta“
  • Até 2025, o estado de Alagoas precisará qualificar 58 mil pessoas em ocupações industriais, sendo 13 mil em formação inicial – para repor inativos e preencher novas vagas; e 45 mil em formação continuada, para trabalhadores que devem se atualizar. Isso significa que, da necessidade de formação nos próximos quatro anos, 77% serão em aperfeiçoamento. As ocupações industriais são aquelas que requerem conhecimentos tipicamente relacionados à produção industrial, mas estão presentes também em outros setores da economia”. Este alerta foi repassado pela Federação das Indústrias de Alagoas.

POR AÍ AFORA

# Pesquisadores da Universidade do Kentucky, nos EUA dizem ser possível criar um exame de sangue para prevenir o Alzheimer. Suas pesquisas avaliaram o sangue coletado de pessoas que tinham Alzheimer, comparando-se com os cérebros desses indivíduos, analisados depois de sua morte. Para simplificar, a ideia é que algumas alterações de proteínas no sangue correspondem a alterações também no cérebro. Certo. Apesar de realmente ser uma notícia muito boa, é aqui que vem aquele detalhe: esse é um exame experimental, e ainda não temos acesso a ele. Então, o que fazer para saber se tem risco de Alzheimer ou não? Nada.

# Incrível como um monumento construído em 1939 continua sendo a grande atração da cidade de Bruxelas, capital da Bélgica Estou falando do “Atomium” cujo erguimento foi feito para a realização da Feira Mundial realizada naquela cidade. Quando você chega e vê aquela construção moderníssima e que você pode percorrer por dentro não acredita que foi construída antes da II Guerra Mundial. Ponto estratégico para turistas que lá vão fotografar a modernidade da antiga construção. E apreciar o bom gosto dos belgas.

# Em uma rara entrevista conjunta, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e sua esposa, Olena Zelensky, afirmaram que a invasão da Rússia separou sua família, bem como outras milhares em todo o país. A primeira-dama ucraniana precisou passar os últimos dois meses e meio longe do marido, mas confirmou que permanece firme ao lado do mandatário, mesmo em um momento tão delicado no país. “Nossa família está destruída, como qualquer família ucraniana, mas ninguém tira meu marido de mim. Nem mesmo a guerra”.

ATÉ A PRÓXIMA

Amanhã, sábado é dia de “BARTPAPO com Geraldo Câmara”em modelo presencial. Na BAND, canal 38.1 aberto e NET, canais 18 e 518, das 9 às 10h da manhã. Em Arapiraca, canal 45.1. Assista também pelo Youtube no canal “Programas do Geraldo Câmara”. Fale conosco pelo geraldocamara@gmail.com ou pelo Whats’App 82 99977-4399.



Bandeiras e Tarifas

Geoberto Espírito Santo

GES Consultoria, Engenharia e Serviços

Sem informação, a tarifa de energia elétrica não baixa não.” (Geoberto Espírito Santo)

A comercialização de energia elétrica no Brasil é feita em dois ambientes: o Ambiente de Contratação Regulado (ACR) e o Ambiente de Contratação Livre (ACL). No ACR estão os consumidores cativos das distribuidoras, regidos por tarifas definidas pela ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica). No ACL não existem tarifas, os preços são negociados bilateralmente entre geradores, ou comercializadores, com seus consumidores. Portanto, quando se fala em tarifas, nos referimos aos consumidores cativos das distribuidoras. Não devemos confundir tarifa com preço da eletricidade que cai no nosso bolso, pois esse é composto de tarifas, bandeiras, encargos, tributos e Cosip (Contribuição para Custeio do Serviço de Iluminação Pública).

Utilizando a Paridade do Poder de Compra (PPC), as tarifas de energia elétrica no Brasil são a 2ª mais cara do mundo, perdendo apenas para a Alemanha, e estão na pauta do dia motivadas por duas informações divulgadas quase ao mesmo tempo. Uma, que a melhoria nos reservatórios das hidrelétricas iria possibilitar o uso da bandeira verde até dezembro, que poderia resultar numa economia de 20% na conta de luz. A outra, que a ANEEL havia anunciado um reajuste nas tarifas de 20%, em média, e que assim ficariam elas por elas.

Uma coisa independe da outra. A tarifa de energia elétrica é calculada levando em consideração duas parcelas: A Parcela A, que representa os custos que a distribuidora não gerencia, como a compra de energia nos leilões, custos de conexão com o sistema de transmissão, encargos setoriais e tributos, fixados em leis e decretos. A Parcela B são os custos que podem ser gerenciados: pessoal, operacionais, receitas irrecuperáveis, cota de depreciação e taxa de remuneração de capital de 7,32% fixada pelas regras do WACC (Cálculo do Custo Médio Ponderado de Capital), quando se leva em conta o investimento e o risco do negócio. Bandeiras tarifárias é um sistema que foi criado em 2015 com a finalidade de sinalizar ao consumidor, por meio da tarifa, os custos da geração de energia elétrica. São identificadas por cores, para indicar a situação dos reservatórios das hidrelétricas. A bandeira verde significa que não haverá necessidade de utilizar geração térmica adicional à planejada pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Na adoção da bandeira amarela, para cada 100 kWh consumidos temos um acréscimo de R$ 1,874. Na bandeira vermelha, Patamar 1, temos R$ 3,971 para cada 100 kWh e no Patamar 2 é de R$ 9,492 para cada 100 kWh.

Em 2021 esses valores não foram suficientes para compensar o custo da geração térmica decorrente da crise hídrica. Foi criada a “bandeira de escassez hídrica” com R$ 14,20 por cada 100 kWh consumidos, com previsão para ser encerrada em 30/04/2022. Os valores arrecadados não foram suficientes para cobrir os custos, porque além da geração térmica, importamos energia da Argentina e do Uruguai. O término da “bandeira de escassez hídrica” foi antecipado para 15 de abril de 2022 e foi anunciado que haveria uma redução de 20% na conta de luz. Informação truncada, porque uma redução de 20% na conta bandeiras significa apenas uma redução de 6% na fatura total de eletricidade.

Num Contrato de Concessão, está previsto que todos os anos haverá um reajuste tarifário e a cada 5 anos uma revisão tarifária nas distribuidoras. Para a Equatorial Alagoas o reajuste é a partir de maio e homologado em 19,88% pela ANEEL. Na realidade esse valor é uma média de 19,24% para os consumidores de alta tensão (AT), de 20,13% para os de baixa tensão (BT), sendo de 19,86% para os residenciais. Cada segmento tem uma tarifa diferente: em AT, grandes indústrias e grande comércio, temos tarifa para demanda e para o consumo convencional, verde e azul; em BT, além da residencial, tem o comercial, rural, irrigação, poder público, iluminação pública, baixa renda e a tarifa branca. Outras distribuidoras já tiveram seu reajuste homologado: Celpe (18,98%); Coelba (21,13%); Enel Ceará (24,88%); Light (14,68%); CPFL Paulista (14,97%); Enel Rio (16,86%).

Se os reservatórios estão cheios e vamos ter bandeira verde (sem custo adicional) até o final do ano, por que esse aumento tão grande nas tarifas? As distribuidoras projetam seu mercado e adquirem nos leilões, com 5 anos de antecedência, a energia que vão vender. Contratos também são firmados para o transporte pelas linhas de transmissão. Com o amparo contratual, geradoras e transmissoras iniciam suas obras para entregar a energia no prazo determinado fechando assim um ciclo econômico-financeiro sustentado.

Na pandemia, indústrias, comércio e serviços fecharam suas portas, o consumo caiu e aumentou a inadimplência. Como honrar esses contratos se o mercado não foi concretizado por uma causa fortuita? Foi feito um empréstimo bancário de R$ 14,5 bilhões, para ser pago em 5 anos e assim, já começamos a pagar também juros bancários num ano com a SELIC em dois dígitos. No ano passado tivemos uma hidrologia muito ruim, na qual o custo das térmicas foi de R$ 28,5 bilhões e o risco hidrológico de R$ 27,5 bilhões, incluindo aí a importação de energia da Argentina e do Uruguai. Novo empréstimo de R$ 5,3 bilhões foi tomado por conta da queda de faturamento com a escassez hídrica, podendo ter ainda uma outra tranche pois foi autorizado R$ 10,6 bilhões, pagável também em 5 anos.

A CDE (Conta de Desenvolvimento Energético) para 2022 será de R$ 32,3 bilhões e nela vamos pagar R$ 11,9 bilhões da CCC (Conta de Consumo de Combustível) usado nas regiões isoladas do Norte e rateada para os outros consumidores. Nela temos R$ 11,7 bilhões de subsídios concedidos aos consumidores do mercado livre (35% do total) e da geração solar fotovoltaica (10 GW de potência instalada) e R$ 5,4 bilhões para reduzir a conta dos consumidores de baixa renda, que sendo uma política pública deveria ser paga pela União, mas está sendo pelos consumidores do mercado regulado. Com o receio de não ter geração para atendimento a demanda, foi feito um Leilão Emergencial ao final do ano passado, que podia ter esperado mais um pouco porque os reservatórios apresentaram uma sensível melhoria no armazenamento, ou seja, essas usinas não deverão operar esse ano, mais deverá ser pago R$ 14 bilhões pela disponibilidade, investimento parado, mas pronto para operar.

Na lei de privatização da Eletrobras, a construção de gasodutos em áreas inóspitas, a reserva de mercado para pequenas centrais hidrelétricas e a desnecessária renovação dos contratos do Proinfa (Programa de Incentivos às Fontes Alternativas de Energia Elétrica) poderá colocar mais uns R$ 100 bilhões na nossa tarifa nos próximos anos. Essa é uma discussão mais ampla, certamente como parte integrante da queda do ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque. E ainda temos a Cosip, que em Maceió, para quem a paga, corresponde a mais ou menos 11% da fatura de energia elétrica do consumidor residencial. Com informação, o desinformado vai pressionar para não pagar mais para outros economizarem. Subsídios devem ser pagos pela União, via impostos, e não pela tarifa.