Ouvidor Geral 27-04-2020

E AGORA, JOSÉ?

Na realidade ninguém mais se entende desde que o Mandetta deixou o Ministério da Saúde. Acabaram praticamente as coletivas de imprensa e o novo ministro só faz dizer que está observando o andamento das coisas para ver que providências haverá de tomar. Em contrapartida, o Sr. Coron está sabendo o que faz e cumprindo sua missão devastadora fazendo crescer em todos os cantos do Brasil a sua presença indesejável e mortal. O ministro vai em frente andando pra trás, os outros ministros ficam fazendo papéis de bonecos para uma plateia que já está sem entender nada e o diretor do espetáculo dando seus passeios e soltando suas piadas maléficas pensando que está agradando a população. O que nos parece é que, no país, com exceção dos médicos e de todos os envolvidos em saúde, a irresponsabilidade está grassando inclusive no seio da população que teima em não cumprir as metas de isolamento, decididamente a melhor forma para evitar a contaminação. E como se não bastasse ainda existem as outras brigas palacianas com o presidente fazendo questão de afirmar e reafirmar que é o dono da caneta e do poder desafiando a tudo e a todos. Onde vamos parar, ninguém sabe. Só perguntando: E agora, José?

DESTACÔMETRO

VANESSA

O destaque vai para ela, Vanessa Câmara que aniversariou no último 20 e apagou velinhas em plena quarentena somente comigo e com nosso caçula, João Marcelo. Uma festa e tanto!

PÍLULAS DO OUVIDOR

No momento que escrevíamos esta coluna ouvíamos o agora ex-ministro Sérgio Moro em entrevista coletiva informando do seu pedido de demissão e abrindo o verbo contando inclusive suas conversas com o presidente Bolsonaro.

Acho que acabam de brincar com um cidadão sério, um ministro que deixou uma carreira de vinte e três anos na magistratura para atender a um apelo, até popular, aceitando ficar à frente do importante Ministério da Justiça.

Seu pedido de demissão na última sexta-feira me pareceu absolutamente coerente com os seus princípios, os de um homem que não aceita mudança de palavra com quem quer que seja. E, por isto, detectou e não negou essa falta de palavra do presidente.

O que vai acontecer agora, em plena pandemia que já é uma enorme crise? Claro que crise institucional está a caminho e a demissão de Sérgio Moro pode ser insufladora para que essa crise seja ainda maior.

A denúncia pelo próprio Moro de que o presidente queria um delegado da Polícia Federal mais perto dele e a possibilidade de que ele, presidente, pudesse com tranquilidade consultar delegado e superintendentes é imoral.

Vamos ver quem será e como será o novo ministro que possivelmente seja mais um militar. Não tenho nada contra, mas percebe-se que os militares estão todos no ambiente do Planalto.

O que se apreende da crise que derrubou o Ministro da Justiça é que os métodos apregoados em campanha presidencial em 2018 já começam a mudar e mostrar que estar no poder muda os mesmo métodos e pessoas. Vamos ver no que vai dar!

E aí, aguardei as cinco horas da tarde para ouvir o patético presidente do Brasil querendo mudar todo um processo, sair de bonzinho e acusar o probo, agora ex-ministro de desleal com ele e com o país

Pelo andar da carruagem acho que vem muito mais por aí. E se eu quisesse dar uma de pitonisa diria que a crise ministerial vai chegar pertinho do Paulo Guedes que vai bater de frente com o Braga Neto e por aí vai. Esperem!

MARIA HELENA

Maria Helena Russo Lessa (foto), presidente da Rede Feminina de Combate ao Câncer. Uma batalhadora pelas causas sociais e por onde passou – Soprobem e Cruz Vermelha – só plantou o bem. 

ABRAÇOS IMPRESSOS

ANA DAISY DOREA

Os abraços impressos vão para outra figura feminina de enorme destaque e grande competência por anda. Ana Dayse (foto) foi reitora da UFAL e desde o princípio da administração Rui é a Secretária de Educação de Maceió. Uma força!

 

 

Tem quem queira

Estou falando de voltar no tempo e no espaço e sentir um outro tipo de isolamento. Sentir-se só, sem democracia, sem palavra livre, censurado, oprimido, espremido, tendo que medir pensamentos, palavras e obras.

Estou falando de um tempo passado, já passado a limpo e que alguns teimam em fazer voltar. E não são nem os protagonistas e nem os herdeiros daquele tempo que o desejam, mas alguns que ainda não entenderam que o futuro só se constrói com uma democracia plena, com os direitos individuais preservados, com a constituição debaixo do braço fazendo-se valer em cada ato da sociedade.

Fico triste ao ver um presidente eleito majoritariamente pelo povo, com todas as armas democráticas na mão estimular a reedição de “atos” de força e escancaradamente se colocar em apoio a manifestações que por aí buscam caminhos.

Fico triste ao ver que com toda a pujança da lei, com todas as possibilidades que a Carta Magna de 1988 nos deu ainda vejamos cidadãos a pensar em alternativas fora dela.

Que pena! Não mais “que pena” posso dizer. Porque, apesar de saber que tem quem queira não é isso que desejo de volta ao meu país.

Ouvidor Geral 20-04-2020

MENSAGEM DE UM MÉDICO

          Edécio Galindo Albuquerque – médico cardiologista

Nós estamos em guerra! Sou médico, e assim como outros profissionais essenciais nessa pandemia, vou ao fronte na medida incontida da minha vocação, aprendendo a lidar com medos e receios, principalmente ao retornar para casa. No entanto, realmente se engana quem pensa que essa luta é só da saúde. Estamos vivendo o que, em medicina, chamamos de síndrome. Quando um conjunto de fatores leva a um acometimento do organismo. Não um fator apenas, mas vários que se somam. Infelizmente o único remédio eficiente que temos, no momento, é amargo e doloroso, que é o isolamento social. O pior? Não sabemos a dose certa desse remédio e tentamos aprender com o erro dos outros países para administrá-lo. Afinal, independente das vertentes políticas ou da legitimidade de questionamentos, a verdade é que, infelizmente, o nosso Berço Esplêndido não possui uma redoma mágica que nos proteja e nos torne assim… tão diferentes do resto do mundo. Não sabemos quanto tempo de isolamento realmente teremos que vencer. Lembra do que falei sobre a síndrome? Pois bem, esse vírus nos trás vários outros problemas: depressão, saudade, insegurança, incerteza e graves problemas econômicos. Não se trata uma síndrome atacando apenas um dos problemas que estão sobre o tabuleiro de ameaças. Se combate as ameaças possíveis de serem combatidas. Utilizamos para isso a ciência, o bom senso, a razão e se nada disso for suficiente, lançamos mão da solidariedade, que é um valor incontestável da condição humana. Nesse momento todos podem ajudar. Uns no fronte e outros se redescobrindo, fazendo o que estiver ao seu alcance para preservar a vida. Isso significa também apoiarmos, dentro do possível, a manutenção de empregos e empresas, que contribuem para a sanidade social. Precisamos incentivar, dentro das nossas possibilidades e por meios oficiais, os serviços, os empreendedores pequenos ou grandes. Além disso o apoio psicológico é fundamental. Se por um lado alguns entram em depressão pela solidão, com medo, e carentes, por outro lado a aproximação obrigatória acaba por aflorar feridas escondidas, expondo chagas emocionais, até então, suportadas graças à benevolência da distância oferecida pela frágil maquiagem da rotina no dia a dia. Mas, apesar do isolamento social, todos podem ajudar e vamos superar tudo isso juntos. Após passarmos o período previsto como pico, vamos experimentar uma incógnita transição progressiva de saída do isolamento, pois estamos diante de uma “síndrome” desconhecida e a medicação possível NÃO TEM BULA. Humildemente estamos aprendendo, seja com a alegria da vida salva e a esperança na expectativa de novas drogas ou mesmo com as lágrimas da perda. Aprendendo caso a caso, vida a vida. Nisso tudo só tenho uma certeza:  VAMOS VENCER!

DESTACÔMETRO

EDÉCIO GALINDO ALBUQUERQUE

Nosso destaque vai para Edécio Galindo Albuquerque, meu médico cardiologista, um dos Chefes de Cardiologia no Veredas, uma figura humana fantástica. Pela primeira vez em quinze anos desta coluna fiz questão de colocar um artigo de outro autor (acima) no lugar do meu.

PÍLULAS DO OUVIDOR

E parte da novela chega ao fim com a esperada demissão do Mandetta e a chegada de Nelson Teich ao comando da saúde nessa hora profundamente difícil da vida do país. Como sempre temos que torcer para que dê certo.

Algo nunca visto na nossa república, pelo menos não divulgada, foi a posição adotada pelo presidente da república acintosamente contra o isolamento social e fazendo questão de demonstrar com aparições públicas inverossímeis.

O resultado disso é que o Henrique Mandetta sai do cargo endeusado pelo povo brasileiro com uma demonstração de dignidade e de respeito ao juramento de Hipócrates que após formado como médico fica devido à humanidade como um todo.

E tem mais: Não acredito que o novo ministro, também cientista num misto com empresário desautorize o fato de que o isolamento ainda se faz mister para que, depois, aí sim, possamos gradativamente enfrentar os problemas da economia.

Buscar soluções que levem, sobretudo o pequeno empresário, o trabalhador autônomo e tantos outros e outras a buscar seu alimento é absolutamente correto e justo. Com planejamento eficaz para que não prejudique o papel da ciência.

Mandetta deve reassumir seu mandato como deputado federal mas preconizo que será muito assediado por governos como os de São Paulo e Rio de Janeiro par aque continua sua missão em termos regionais.

E o apelo para que governadores, a exemplo do nosso Renan Filho, continuem traçando metas voltadas para a saúde do povo e as cumprindo com bons resultados como os que estamos tendo em Alagoas.

BART GERA  

Os meus telespectadores do Bartpapo, apesar do isolamento a que estou submetido, não ficam sem as opiniões e a versatilidade dos nossos convidados. Estou gravando em casa (foto) e recebendo o que há de melhor de grandes figuras.

ABRAÇOS IMPRESSOS

MARTA VARALLO

Presencial ou no isolamento, Marta Varallo, a Diretora de RH do Tribunal de Contas é um trator em todos os bons sentidos, para trabalhar e usando do amor que nós todos temos por aquela instituição. Meus abraços impressos, Martinha (assim pode).