Coluna BARTPAPO 08-05-2020 Tribuna Independente

E QUANDO AS MÁSCARAS CAÍREM?

Agora elas são materiais, palpáveis, descartáveis umas, laváveis outras; brancas, azuis, estampadas, quase virando moda obrigatória em todo o Brasil. Mas, sinceramente, não estou preocupado com elas que são representativas de um tempo que quando acabar dele não mais desejarei lembrar.

Estou preocupado, isso sim, com as máscaras que são usadas desde sempre por gente que nos conduz ou que pelo menos pensa conduzir os destinos do Brasil e de sua gente, agora tão sofrida. Fica difícil em nosso país saber quem não as usa. Quem não mascara a sua própria vida para usufruir de benesses que, talvez com a cara limpa não conseguisse alcançar.

Escolha o lugar, as posições, as situações, façam retrospectiva de suas próprias vidas e vejam quantos usaram máscara diante você. Quantos usaram encenações carnavalescas para alcançar objetivos os mais diversos. Desde os mais inocentes até os mais perigosos e perniciosos para e na sociedade.

Infelizmente vivemos um “baile de máscaras”. Sobretudo nos salões palacianos onde as “performances” são habituais e os mascarados dão volteios e mais volteios para conseguirem alcançar o primeiro prêmio neste baile da vida.

Enquanto isso o condutor da orquestra sai pelas ruas e, ungido pela vaidade que o levou até lá tenta detectar em cada mascarado de rua a sua própria imagem, o seu desejo incontido de subir no carro alegórico, acenar para a multidão e gritar em alto e bom som: “Eu apoio vocês”. E ao fazê-lo deixa cair sua própria máscara mostrando a todos o que ele quer.

E assim  será com todos os que neste momento tão doloroso para o Brasil e para o mundo tentam locupletarem-se da ingenuidade de tantos.

Tenham a certeza: Todas as falsas máscaras haverão de cair. Decente e corretamente. É só esperar e ver o fim do baile.

ALERTAS DO DIA

  • Dez milhões de brasileiros ainda não se vacinaram contra a gripe apesar de toda a campanha feita pelo governo. É bom se vacinar, sim, porque ajuda muito na hora de definir se é gripe ou Covid 19.
  • A Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei de socorro financeiro aos estados e municípios que propõe  uma ajuda fixa de R$ 60 bilhões  em quatro meses e exige contrapartida das unidades da federação, que é o congelamento de salário de servidores por um ano e meio.
  • Se cuidem os que gostam de infringir a lei porque as medidas de quase “lockdown” impostas no decreto do governador Renan Filho estão prevendo penalidades que poderão ir até a prisão.

PARE PRA PENSAR

Quando se dá um passo à frente é bom se lembrar do passo atrás. Foi ele que impulsionou o passo à frente. 

Ouvidor Geral 11-05-2020

E POR QUE NÃO MUDAR AS ELEIÇÕES?

O calendário das eleições é previsto na Constituição Brasileira, portanto para se pensar em mudar a data ou as datas de suas realizações será preciso uma PEC que assim o determine. No entanto, principalmente agora que o país após a pandemia irá enfrentar uma crise econômica queira ou não queira, o adiamento poderia ser previsível e até salutar para o presente e para o futuro. E, como até para adiar por dois meses há que se mexer na Constituição por que não se pensar em uma fórmula mais plausível que seria a de unificação das eleições em 2022? Não apenas para o processo atual, mas para que ficasse em definitivo como eleições gerais unindo todos de uma vez só. Sim, mas argumentam alguns que os atuais prefeitos e vereadores teriam seus mandatos prolongados por mais dois anos. E daí? (expressão na moda) Muito mais barato para os cofres públicos e até oportunidade para que em dois anos possam os prefeitos principalmente se refazer dos tumultos econômicos provocados pela pandemia. Particularmente sempre fui a favor das eleições gerais e unificadas. E se há uma oportunidade ímpar para que isso aconteça, quem sabe é chegada a hora? Mas como os meandros e os subterrâneos da política constituem-se em enorme mistério, talvez nem Sherlock Holmes desvende aquelas cabeças pensantes que a conduzem. Pensantes?

DESTACÔMETRO

RAFAEL BRITO

O destaque da semana vai para o dinâmico Rafael Brito, Secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo de Alagoas que volta gradativamente às lides depois de passar pelo susto do Covid19. Ainda bem, amigo! Precisamos muito de você.

PÍLULAS DO OUVIDOR

Que as coisas vão voltar ao normal tenho certeza. Que o caminho percorrido foi doloroso e o a percorrer ainda o será não tenho dúvida. Mas não podemos jogar fora o que já fizemos. Continuar a luta, em casa, na medida do possível levará à vitória.

Que a outra luta para recuperar a economia do país será imensa também não tenho a menor expectativa do contrário. Essa precisa ser planejada com cuidado para não ceifar mais vidas e saber mudar conceitos sem teimosias.

Mudar conceitos é saber, por exemplo, que o mercado consumidor mudou e que vai mudar ainda mais. Saber que os investimentos no país terão que ser reformulados e que a política de comércio exterior também mudará.

Não poderemos nos esquecer que a pandemia é mundial e que, tanto nós no Brasil quanto os outros países, todos sofreremos modificações de mercado nas nossas políticas de importações e exportações e a guerra estará exatamente aí.

Na política interna da recuperação de empregos acho que deveremos pensar num efetivo planejamento de associativismo integrado, cooperativismo planejado, fixação das famílias aos seus lugares de origem estimulando a economia criativa.

Para isso será preciso que o governo tenha a conscientização dessa necessidade, que trace um mapa vocacional do país valendo-se dos valores e habilidades de cada região e de cada município buscando estimuladores de renda cooperativa.

Esperar às vezes pelo federal poderá ser traduzido em “emperrar”. Por isso o plano em questão é tão versátil que qualquer município poderá fazê-lo ou qualquer estado de per si.

Isto sim poderá e deverá ser pensado ainda durante esses períodos de quarentena porque adiantará a questão da empregabilidade ou da manutenção de renda básica para essas famílias.

Tenho publicado este plano em livro e o tenho discutido há mais de vinte anos. Só que agora, o fator mais importante da empregabilidade talvez o resgate como uma solução que não será emergencial, mas como política definitiva da dignidade do ser humano.

HUMBERTO MARTINS

O querido e festejado alagoano, Humberto Martins (foto) que por aqui já foi Procurador Geral do Estado e Desembargador assume agora as difíceis funções de presidente do STJ, o Superior Tribunal de Justiça do país. Parabéns, amigo!

 

ABRAÇOS IMPRESSOS

LUCIANO BARBOSA

O meu abraço fraterno vai para o vice-governador Luciano Barbosa que já driblou a Covid19, graças a Deus! E, através dele abraço a todos os que estão conseguindo superar esse terrível mal, incluindo-se o próprio governador Renan Filho.

Ouvidor Geral 04-05-2020

CEM ANOS DEPOIS

“Abrigados em trincheiras, os soldados enfrentavam, além de um inimigo sem rosto, chuvas, lama, piolhos e ratos. Eram vitimados por doenças como a tifo e a febre quintana, quando não caíam mortos por tiros e gases venenosos. Parece bem ruim, não é mesmo? Era. Mas a situação naquela Europa transformada em campo de batalha da Primeira Grande Guerra Mundial pioraria ainda mais em 1918. Tropas inteiras griparam-se, mas as dores de cabeça, a febre e a falta de ar eram muito. graves e, em poucos dias, o doente morria incapaz de respirar e com o pulmões cheios de líquido”

Fonte: Fundação Oswaldo Cruz.

Pois bem! Hoje só não temos a guerra, mas o relato da terrível “gripe espanhola” nos dá bem a noção do que estamos passando, do perigo que nos ronda ainda que sabendo que estamos cem anos à frente e que toda uma tecnologia da saúde pode nos ajudar. Só que as estatísticas demonstram que os sistemas vão falir e não vão agüentar. Única solução realmente é o isolamento social, coisa que, em plena guerra em 1918 não se podia fazer. Sou absolutamente a favor do “fique em casa”, pelo menos estaremos contribuindo para barrar o avanço deste terrível vírus.

DESTACÔMETRO

RUI PALMEIRA

O destaque vai para o prefeito Rui Palmeira, agora afinado com o governo do estado e buscando soluções para que Maceió não entre em colapso no seu sistema de saúde. Tarefa hercúlea!

PÍLULAS DO OUVIDOR

E as brigas continuam. Os que acham que são os “reis da cocada preta” querem brigar até com cientistas, com gente renomada que está vendo o que pode acontecer com as vítimas dessa terrível doença.

O novo Ministro da Justiça que tem um assustador olhar vampiresco ainda não disse para o que veio. Aliás, ele ainda não disse nada a não ser de que está examinando os dados e vendo onde a coisa vai dar. Observando. Nós também.

Enquanto o Mandetta deixava a sociedade a par de todos os passos oficiais e não oficiais, esclarecedores quando ao andamento da questão, o cidadão que foi pinçado para ser ministro nos deixa inteiramente ignorantes.

A sorte ainda é que temos jornais e telejornais que pesquisam mundialmente, que vão atrás dos dados, que nos informam também que a coisa está ficando feia, mas o governo diz muito pouco a não ser das brigas presidenciais.

O fato e esse é inegável é que o “coronavírus” avança célere, infecta mais gente a cada dia e provoca mortes em cima de mortes provocando o colapso também do sistema funerário que não esperava pro tal tragédia.

Em Alagoas, a cúpula do governo foi infectada. Seus principais membros estão com positivo para Covid19, mostrando que todos temos que ter cuidados e que esse danado atinge a todos nós de maniera bsolutamente indiscriminada.

O Ministério da Saúde, em parceria com o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, lançou o Plano Nacional de Contingência para o cuidado às Pessoas Idosas em Situação de Extrema Vulnerabilidade Social. Bom! Mas será?

E o Senador Rodrigo Cunha disse: “Uma das contribuições que o Legislativo pode dar neste momento de pandemia é aprimorar os instrumentos de fiscalização e governança dos gastos públicos direcionados ao enfrentamento da emergência sanitária gerada pelo coronavírus”. Assim esperamos.

GEORGE SANTORO

Já vamos para o quinto Bartpapo diretamente de casa e usando os sistemas “on line” para que os nossos convidados também sem sair de casa estejam conosco. Na foto, a presença esclarecedora de George Santoro, o Secretário da Fazenda de AL.

ABRAÇOS IMPRESSOS

EMANUEL COSTA

Quem pensava que a Lei Seca ia parar porque o movimento de carros diminuiu e as ruas eram para quem quisesse, inclusive para os alcoolizados, se deu mal. Quem sabe e recebe nossos abraços é o seu Coordenador, Emanuel Costa.