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Ouvidor Geral 20-04-2020

MENSAGEM DE UM MÉDICO

          Edécio Galindo Albuquerque – médico cardiologista

Nós estamos em guerra! Sou médico, e assim como outros profissionais essenciais nessa pandemia, vou ao fronte na medida incontida da minha vocação, aprendendo a lidar com medos e receios, principalmente ao retornar para casa. No entanto, realmente se engana quem pensa que essa luta é só da saúde. Estamos vivendo o que, em medicina, chamamos de síndrome. Quando um conjunto de fatores leva a um acometimento do organismo. Não um fator apenas, mas vários que se somam. Infelizmente o único remédio eficiente que temos, no momento, é amargo e doloroso, que é o isolamento social. O pior? Não sabemos a dose certa desse remédio e tentamos aprender com o erro dos outros países para administrá-lo. Afinal, independente das vertentes políticas ou da legitimidade de questionamentos, a verdade é que, infelizmente, o nosso Berço Esplêndido não possui uma redoma mágica que nos proteja e nos torne assim… tão diferentes do resto do mundo. Não sabemos quanto tempo de isolamento realmente teremos que vencer. Lembra do que falei sobre a síndrome? Pois bem, esse vírus nos trás vários outros problemas: depressão, saudade, insegurança, incerteza e graves problemas econômicos. Não se trata uma síndrome atacando apenas um dos problemas que estão sobre o tabuleiro de ameaças. Se combate as ameaças possíveis de serem combatidas. Utilizamos para isso a ciência, o bom senso, a razão e se nada disso for suficiente, lançamos mão da solidariedade, que é um valor incontestável da condição humana. Nesse momento todos podem ajudar. Uns no fronte e outros se redescobrindo, fazendo o que estiver ao seu alcance para preservar a vida. Isso significa também apoiarmos, dentro do possível, a manutenção de empregos e empresas, que contribuem para a sanidade social. Precisamos incentivar, dentro das nossas possibilidades e por meios oficiais, os serviços, os empreendedores pequenos ou grandes. Além disso o apoio psicológico é fundamental. Se por um lado alguns entram em depressão pela solidão, com medo, e carentes, por outro lado a aproximação obrigatória acaba por aflorar feridas escondidas, expondo chagas emocionais, até então, suportadas graças à benevolência da distância oferecida pela frágil maquiagem da rotina no dia a dia. Mas, apesar do isolamento social, todos podem ajudar e vamos superar tudo isso juntos. Após passarmos o período previsto como pico, vamos experimentar uma incógnita transição progressiva de saída do isolamento, pois estamos diante de uma “síndrome” desconhecida e a medicação possível NÃO TEM BULA. Humildemente estamos aprendendo, seja com a alegria da vida salva e a esperança na expectativa de novas drogas ou mesmo com as lágrimas da perda. Aprendendo caso a caso, vida a vida. Nisso tudo só tenho uma certeza:  VAMOS VENCER!

DESTACÔMETRO

EDÉCIO GALINDO ALBUQUERQUE

Nosso destaque vai para Edécio Galindo Albuquerque, meu médico cardiologista, um dos Chefes de Cardiologia no Veredas, uma figura humana fantástica. Pela primeira vez em quinze anos desta coluna fiz questão de colocar um artigo de outro autor (acima) no lugar do meu.

PÍLULAS DO OUVIDOR

E parte da novela chega ao fim com a esperada demissão do Mandetta e a chegada de Nelson Teich ao comando da saúde nessa hora profundamente difícil da vida do país. Como sempre temos que torcer para que dê certo.

Algo nunca visto na nossa república, pelo menos não divulgada, foi a posição adotada pelo presidente da república acintosamente contra o isolamento social e fazendo questão de demonstrar com aparições públicas inverossímeis.

O resultado disso é que o Henrique Mandetta sai do cargo endeusado pelo povo brasileiro com uma demonstração de dignidade e de respeito ao juramento de Hipócrates que após formado como médico fica devido à humanidade como um todo.

E tem mais: Não acredito que o novo ministro, também cientista num misto com empresário desautorize o fato de que o isolamento ainda se faz mister para que, depois, aí sim, possamos gradativamente enfrentar os problemas da economia.

Buscar soluções que levem, sobretudo o pequeno empresário, o trabalhador autônomo e tantos outros e outras a buscar seu alimento é absolutamente correto e justo. Com planejamento eficaz para que não prejudique o papel da ciência.

Mandetta deve reassumir seu mandato como deputado federal mas preconizo que será muito assediado por governos como os de São Paulo e Rio de Janeiro par aque continua sua missão em termos regionais.

E o apelo para que governadores, a exemplo do nosso Renan Filho, continuem traçando metas voltadas para a saúde do povo e as cumprindo com bons resultados como os que estamos tendo em Alagoas.

BART GERA  

Os meus telespectadores do Bartpapo, apesar do isolamento a que estou submetido, não ficam sem as opiniões e a versatilidade dos nossos convidados. Estou gravando em casa (foto) e recebendo o que há de melhor de grandes figuras.

ABRAÇOS IMPRESSOS

MARTA VARALLO

Presencial ou no isolamento, Marta Varallo, a Diretora de RH do Tribunal de Contas é um trator em todos os bons sentidos, para trabalhar e usando do amor que nós todos temos por aquela instituição. Meus abraços impressos, Martinha (assim pode).

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