Ouvidor Geral 17-08-2020

    A GUERRA DAS VACINAS

                     Duas guerras em andamento: a primeira contra o desacerto médico-social em todo o mundo quando foi surpreendido pelo novo coranavírus e teve que enfrentá-lo sem saber como. A famosa história do inimigo oculto que tem uma poderosa arma e dela faz uso sem que tenha adversário para enfrentá-lo. Foi assim que tudo começou na China lá pelos idos de fevereiro. A segunda grande guerra é a de descobrir a arma verdadeira que acabe com o inimigo e o afaste de suas investidas mortais por onde passa ou onde coabita. E aí a disputa de vários países, de muitas instituições principalmente as científicas que querem ser as salvadoras da pátria, às vezes mais pela honra de descobrir a vacina salvadora à frente de países politicamente adversários do que pela graça de encontrar o remédio que vai encostar na parede e dar o “knockout”no inimigo comum. A Rússia, por exemplo, declarou que descobriu a vacina e que em dois meses estaria vacinando em massa. Imediatamente encontrou muitos países a declararem a ineficácia, a falta de testes definitivos e a afastarem sua validade já considerando que aquele país estava na corrida como um dia esteve na luta com os Estados Unidos por uma viagem à Lua. Na verdade esperamos que ninguém fique lunático e que as forças e os testes se unam além de que todos procurem encontrar aquilo que será o bem comum da humanidade. Uma vacina ou, quem sabe, muitas vacinas.          

DESTACÔMETRO

                    O destaque da semana vai para a Paz. Ou para quem prega a paz há muitos anos de maneiras as mais diversas. Um discurso permanente acompanhado de práticas pertinentes fazem de Maristela Pozitano a verdadeira representação da Paz à frente do Movpaz.

PÍLULAS DO OUVIDOR

Interessante como a pandemia vem modificando os hábitos em todos os países do mundo. Um deles é a utilização da bicicleta que, só no Brasil nos últimos meses teve um crescimento de utilização em cerca de 70%.

E essa utilização passa pelo divertimento, pela utilização na locomoção casa\trabalho e até em novas maneiras de ganhar dinheiro para os que só enxergavam o veículo de longe. Hoje no delivery vem substituindo a moto também.

Nessas questões de mudanças de hábitos gente que só se divertia fora de casa, nos bares, nos restaurantes, está descobrindo filmes, jogos de família, pesquisas pela internet e até desabrochando habilidades que não sabia ter.

E aí começa a verdadeira revolução social quando os hábitos familiares começam a ser modificados e a falta do que fazer cria novos afazeres, levando até para a cozinha os “machões” que não se imaginariam à beira de um fogão.

Quando em época de eleição a fila de gente que queria ser mesário nas eleições era grande. Ganhavam um dinheirinho e ainda obtinham um alvará de soltura do emprego. Hoje o TSE está fazendo campanha para que mesários se façam presentes.

Isto porque, o contato direto com o maquinário e com os eleitores nem sempre cuidadosos, com títulos de eleitor e outras coisas mais além da proximidade mais do que errada, tudo isto está afastando o desejo dos mesários.

Em Alagoas, graças a Deus, estamos em queda do número de mortes há três semanas o que pode ser um bom indício, mas também um motivo para que os cuidados sejam redobrados e que não se dêem sopa para a sorte.

Sorte, sim. Mas muita competência também dos que estão gerindo o sistema de saúde e de controle em nosso estado sob a batuta do governador Renan Filho. Ano político, mas mesmo assim a dureza nas ações se fazerem necessárias.

Depois da tempestade vem a calmaria e necessidade de mudanças. No trabalho enxergo o processo cooperativista como uma das maiores saídas para qualquer crise. E acho que planejamentos dessa espécie deverão ser impulsionados.  

  

Aliás. um trabalho bonito e permanente que sempre foi elogiado por jornalistas de todos os cantos é o da Jorgraf que rege os destinos do jornal Tribuna Independente. À frente na presidência da exitosa experiência José Paulo Gabriel (foto). Cooperativa!

ABRAÇOS IMPRESSOS

                        Os abraços impressos vão para uma competente “designer” e professora superior do assunto, Lua Bezerra, mas que teve a coragem de investir em ramo completamente diferente do seu e está à frente de um hotel para cães. Incríveis as voltas da vida!

Ouvidor Geral 10-08-2020

Toda cidade que se preza tem pelo menos um buraco, na rua principal. Desses buracos que incomodam e que as autoridades levam anos para tapar.

                   O BURACO (do meu livro O Mundo Real das Satiricrônicas)

Começou pequenininho, era aquele buraquinho que por ele não passava nem a bola de bilhar. De repente, olha o buraco a se espichar, na rua central, a mais central do lugar. Quando alguém reclamou e ligou para a Prefeitura, de lá responderam assim: “Tapa com esparadrapo que o buraco assim tem cura”. E o buraco foi crescendo, o pessoal desviando, o povo ainda tentando do buraco se livrar. Mas que buraco legal ! Ao cabo de uns bons três anos lá já tinha um coqueiral. E quando algum descuidado pelo buraco caía, no jornal sempre saía o drama do envolvido, claro, na coluna certa: a do desaparecido. E o buraco crescendo, crescendo, até que um dia afinal alguém resolveu fazer uma investigação e programou direitinho para lá uma excursão. Convocou a imprensa falada, escrita, televisada, deu entrevista de herói, disse que o povo se dói, e que no dia seguinte quando voltasse dalí, ralado, cheio de dor, se lançava candidato até pra vereador. E mergulhou, de cabeça, no buraco do horror. Mas que surpresa engraçada ele encontrou no buraco. Lá dentro tinha de tudo: muita rua asfaltada sem um buraco sequer, um povo ordeiro, pacífico respeitando, vejam só, os direitos da mulher e um grande supermercado bem no meio do buraco com uma grande sensação: os preços sempre marcados com custo abaixo do chão. Foi quando olhou o buraco com grande sofreguidão, viu uma estrada comprida e sem saber a direção foi caminhando, caminhando, caminhando e  foi grande o seu espanto, seu ardor, sua emoção. Descobriu que a Prefeitura não estava errada, não. Mas que obra grandiosa, meu Deus, quanta sensação! Aquele buraco grande que fora aberto no chão era a grande ligação entre o Brasil e o Japão!

DESTACÔMETRO

             O destaque vai para o vice-presidente do Conselho Federal de Medicina, o médico atuante Emmanuel Fortes. Alagoano de boa cepa tem levado o nome do nosso estado a todas as discussões, principalmente no momento pandêmico que vivemos.

PÍLULAS DO OUVIDOR

Os pais como eu, cheios de filhos por todos os cantos do Brasil e até do exterior e ainda por cima no meio de uma pandemia vão receber abraços pela internet mesmo porque a aproximação, ainda que com os filhos está proibida. É isso aí!

O comércio ficou ouriçado porque dentro da situação atual é a primeira data comemorativa que encontrou o comércio aberto. As pessoas também ficaram loucas para comprar o presente dos pais. As informações posteriores são boas.

Sem querer ser agoureiro, mas pés no chão estou preocupado com o relaxamento que as pessoas estão se permitindo depois da abertura de bares, restaurantes e comércio em Maceió.

Quatorze dias depois, ou seja, após o período de incubação os casos começam a subir e a aparecer de novo. O governador tem sido bastante criterioso e já avisou que, se necessário voltará à etapa anterior e fecha tudo de novo.

Não é o que se deseja até porque os empresários estão precisando recuperar o tempo e o dinheiro perdidos durante esses meses. A própria população estava ávida para a volta desses serviços, mas precisa colaborar e muito.

O Conselheiro Cícero Amélio do TCE AL que estava afastado de suas funções foi aposentado pelo governador Renan Filho. Aposentadoria não é sentença de culpa até porque nada em definitivo ficou definido no processo que estava sofrendo.

Agora começa outra luta surda de bastidores para que seja encontrado o conselheiro ou conselheira que substituirá  Amélio naquele Tribunal. Não posso e não devo fazer conjecturas a respeito. Vamos aguardar.

A partir de agora, quem assiste a programação da TV Cidadã pode participar ativamente enviando vídeos e fotos com denúncias e também de bons exemplos a serem compartilhados pelo “whats’app” 82 99606-1331. Continuamos inovando.

É o Repórter Cidadão que pode entrar a qualquer hora da programação levando sugestões, reclamações e contribuições em geral de todos os telespectadores com visão internacional através do sistema “streaming”

 

A querida amiga Betânia Barros (foto), secretária de turismo de Coqueiro Seco e titular da “MBtour” que vem transportando alagoanos para vários destinos  inclusive para a Europa destacou-se no último Bartpapo levado ao ar na BAND.

ABRAÇOS IMPRESSOS

            Abraços suspeitos, mas muito intensos vão para uma de minhas filhas, muito querida, Christianne Gabrielle. Formada em administração com pós em marketing vem exercitando há anos uma carreira brilhante principalmente voltada para o empreendedorismo. Beijos, filhota!.

coluna BARTPAPO

Coluna BARTPAPO com Geraldo Câmara– Tribuna Independente -31-07-2020

NÃO LAVEM AS MÃOS

                 Estranho que em plena pandemia digamos isso, uma vez que essa é a prática básica de combate ao assédio do coranavírus e da sua propagação entre a população. Mas devo acrescentar que o assunto em questão serviu apenas de mote para outros assuntos em que a sociedade, quando não atingida personalísticamente costuma virar as costas ao problema e simplesmente dizer “lavo minhas mãos”. Uma maneira de dizer “não me meto nisso”, “não é problema meu” e outras tantas expressões que mostram a acomodação de grande parte dos brasileiros. Ao “lavarem as mãos” estão se omitindo de participarem daquele problema ou daquela ação que pode vir a comprometê-los ou a lhes darem mais trabalho, dependendo da ótica apresentada.

               No entanto, vivemos uma época de renovação, de conjugação de esforços, de solidariedade mesmo, onde a omissão prejudica um todo do qual cada um de nós faz parte. Sabem aquela história dos que acham que o que é ruim só acontece com os outros? A pandemia está mostrando que não é bem assim porque está levando parentes, amigos próximos e quem sabe se muitos deles não lavavam suas mãos diante da tragédia?

              Na verdade nem queremos nos alongar muito no tema no que diz respeito à pandemia, mas estender a expressão “lavo minhas mãos” a toda uma ação de vida porque ela está presente diuturnamente na vida de cada um de nós. Viramos as costas aos assuntos mais comezinhos, mas também as viramos aos posicionamentos políticos, governamentais e sociais. Lavar as mãos tem sido um ato rotineiro, prático e fácil de enfrentar, ou, melhor dizendo, não enfrentar problemas dos pessoais aos coletivos colocando-se na acomodação dos que esperam pelos que não lavam para serem protegidos e beneficiados por eles.

             Então pensemos: quem sabe não possamos começar a praticar uma ação que não nos é familiar? Quem sabe não possamos começar a dividir responsabilidades para o bem comum? Quem sabe não possamos viver uma vida de trocas ao invés de uma vida unilateral? Quem sabe não possamos deixar que nossas mãos fiquem um pouco mais sujas por nos interessarmos mais pelas comunidades e pela cidadania?

            Aí, sim! Se o fizermos estaremos juntos construindo um mundo melhor e lavando nossas mãos apenas por higiene e por proteção. Nunca por desprezo aos problemas do mundo.

           Se vocês entenderam não lavem as mãos!

ALERTAS DO DIA

  • Estamos em campanha para eleições municipais visando prefeitos e vereadores. Muita gente colocando suas propostas e suas “propostas” nas Redes Sociais. E é aí que entra o cuidado para que você saiba escolher sem “lavar as mãos”.
  • Não prejudique os donos de bares e restaurantes que tanto precisam de seus negócios. Não se aglomerem, usem máscaras. Vocês podem fechá-los.

PARE PRA PENSAR (do nosso livro do mesmo nome)

A confiança em nós depositada é o investimento em nosso banco de vida.   

Ouvidor Geral 03-08-2020

O QUE É EXEMPLAR?

                  Difícil poder dizer nos dias de hoje o que é ser exemplar. Seja no mundo dos negócios, da política, da administração pública, seja no que seja a exemplaridade é difícil de ser encontrada com todas as suas características. Não só porque o mundo por si só está repleto de coisas e ações erradas como os exemplos para que se tenha a qualidade são os piores e mais variados. Desde as aulas de crime, de espertezas e outras coisas negativas que aparecem diuturnamente na televisão, através dos jornais, das novelas, dos documentários e filmes até as aulas práticas que nos são dadas pelos políticos de um modo geral, pela administração pública repleta de erros e, como não seria de esperar, até nas escolas e em parte de professores que não pregam o que deviam na formação de nossas crianças e jovens. Então onde ir buscar os bons exemplos para que possamos passá-los também adiante? Como justificarmos que as boas ações existem quando elas se mesclam com tantas más e que são largamente difundidas? O mundo está caminhando para um caos social da pior categoria e enquanto isso uma geração mais velha e que foi criada com outras características fica batendo pino diante do que se prega por aí a fora como  “educação”. E, então? Como ficamos? Ah…já sei. Não ficamos. Simplesmente.   

DESTACÔMETRO

                  O destaque vai para um excepcional empresário da alimentação, Nado Freire que, com seus restaurantes Bodega do Sertão e Janga dá um exemplo ao lado da esposa, Francineide e filhos de como administrar com categoria e exemplar dignidade para seus fregueses. Feliz volta!

PÍLULAS DO OUVIDOR

Vamos ver como ficamos com relação a futuras aberturas de repartições públicas, de escolas, sobretudo de escolas, passando para uma fase mais adiantada. Alagoas está se apresentando há duas semanas com queda em contágios e mortes.

No entanto é preciso que tudo seja avaliado cientificamente a partir dos dias de incubação que são quatorze e dia a dia numa medição altamente criteriosa que poderá definir uma extensão maior ou não dessa abertura.

Por exemplo, se a primeira parte aconteceu há 10 dias nada aconteceu ainda em termos de resultados porque ele só aparecerá a partir do décimo quinto dia e aí sucessivamente para que se possa então pensar em segunda fase.

Bem, esse é o meu matemático pensamento e acho que sou acompanhado por algumas pessoas já que matemática é ciência exata e que pode nos dar medições admiráveis para o caso em questão.

Portanto, qualquer coisa que fuja desse cálculo pode dar certo por sorte ou pode dar profundamente errado aumentando a taxa de contágio a cada minuto. Daí a preocupação em vermos novas aberturas sem consciência matemático-científica.

Temos que aplaudir o imenso esforço que estão fazendo os artistas em todo o Brasil para não se ausentarem em demasia do seu público fazendo através de “lives” aparições por todos os cantos do Brasil.

O que começou por iniciativa de alguns desses artistas com dificuldades técnicas e operacionais agora tem sido seguido até pelas grandes redes de televisão que estão transformando essas “lives” em programação de suas emissoras.

Casuisticamente ou não elas vieram em boa hora, estão divertindo os telespectadores e estão dando oportunidade aos participantes de ganharem e de continuarem aparecendo para o grande público.

E ainda para completar a volta dos “drive-in” famosos na década de cinqüenta com apresentação de filmes voltam agora com força total com grandes espaços acolhendo também shows com atrações as mais variadas. E todos seguros em seus automóveis.

  

Acompanho há mais de vinte anos a “performance” do consultor de negócios e empresário Sérgio Craveiro (foto) e que mesmo com essa avassaladora pandemia vem mostrando que dar a volta por cima também é uma questão de competência.

ABRAÇOS IMPRESSOS

              Os abraços impressos de hoje vão para um colega jornalista de ilibada reputação e que tem estilo e criatividade ao colocar seus pontos de vista para seus leitores e seguidores. Odilon Rios merece nosso abraço e nosso respeito.