ENERGIA NA TRANSIÇÃO

Geoberto Espírito Santo
GES Consultoria, Engenharia e Serviços

O setor elétrico atual não é mais aquele do GTD (Geração, Transmissão, Distribuição),
totalmente concebido, planejado, regulado e tarifado pelo governo. Certamente que foi
vitorioso para aquele cenário, mas sem sentido ficar fazendo comparações com o atual
porque o sucesso do passado não garante o sucesso do futuro. Quando a União perdeu a
sua capacidade de investimento para manter a expansão e abriu o setor para a iniciativa
privada, passaram a existir uma diversidade mercadológica com contratos a serem
cumpridos e, caso contrário, poderão recorrer ao Judiciário certamente mostrando o que é
pior para o investidor: a perda de credibilidade e a insegurança jurídica.
Estamos agora num outro cenário com o mercado regulado, mercado livre,
autoprodutor, geração distribuída, fontes renováveis, garantia física, leilões de capacidade e
de disponibilidade, contratos legados, preço de liquidação de diferenças, empresas
comercializadoras, preço horário, resposta da demanda, comercializadores varejistas,
agregadores de demanda, consultores de energia, separação entre lastro e energia, tarifa
locacional, portabilidade elétrica, smart grids, veículos elétricos, supridor de última
instância, operação descentralizada, serviços ancilares distribuídos, geração offshore,
eficiência energética, armazenamento, segurança energética, modernização de uma forma
geral.
Nos termos da Constituição de 1988, é de competência da União legislar sobre as
instalações e serviços de energia elétrica e isso é feito através de pessoas. Essa nova
dinâmica vai exigir do novo governo e dos novos/antigos integrantes do Congresso Nacional
a superação de grandes desafios, visão prospectiva e bom senso para poder melhor analisar
e decidir o que cabe a cada um dos entes envolvidos na legislação, regulação de mercado e
execução de qualidade que venham a permitir o desenvolvimento do setor de forma
sustentável e sustentada.
O coordenador executivo do grupo de trabalho de Minas e Energia da equipe de
transição de governo disse que o atual governo federal está deixando uma conta de
aproximadamente R$ 500 bilhões para os consumidores pagarem nos próximos anos: Conta
Covid – empréstimo bancário para fazer face aos compromissos das distribuidoras de
energia elétrica = R$ 23 bilhões; Conta Escassez Hídrica – empréstimo bancário para
pagamento adicional de uso das térmicas = R$ 6,5 bilhões; Contratação emergencial de
térmicas – através de um Procedimento Competitivo Simplificado (PCS) foram contratadas
térmicas para suprir um possível déficit de energia durante a crise hídrica = R$ 39 bilhões;
Térmicas a gás na Lei de Privatização da Eletrobras – foi colocado um dispositivo que obriga
a contratação de termelétricas inflexíveis em lugares distantes do mercado, onde também
não existe gás natural = R$ 368 bilhões; Reserva de mercado para PCHs – também na Lei de
Privatização da Eletrobrás está a obrigação de contratação de PCHs, considerada uma
reserva de mercado = R$ 55 bilhões. A avaliação ainda se queixa sobre a perda de quase
todo o pessoal da EPE (Empresa de Pesquisa Energética), responsável pelo planejamento
energético do país.
Ao participar de um evento ao final de 2022, o então ministro de Minas e Energia,
Adolfo Sachsida, disse, em tom de despedida, que o setor elétrico brasileiro é um grande

“puxadinho”, fazendo alusões às várias judicializações por conta das disputas por
manutenção ou retirada de subsídios. “Toda semana eu cumpro agenda do STF, no STJ ou
no Tribunal Regional. As causas são de um bilhão, dois bilhões, cinco bilhões, oito bilhões.
Não dá para as coisas serem assim. Não dá para brigar e toda hora ir ao Congresso pedir um
puxadinho”. Continuando sua fala, completou: “É o puxadinho da eólica, da solar, da PCH,
dos grandes, dos autoprodutores, das distribuidoras, é o puxadinho do A, o puxadinho do B.
Vai quebrar todo mundo daqui a dez anos e isso me preocupa. Com esse grande movimento
da transição energética que está acontecendo no mundo, a guerra na Ucrânia, a
insegurança do Leste Asiático e do Leste Europeu, tem uma montanha de investimento
procurando um lugar e esse lugar é o Brasil”.
É claro que são citações isoladas, típicas das mudanças de governo, que realmente
são problemas, mas não representam o todo do setor, que é ainda mais complicado.
Considerando que é muito vago o plano de governo exposto pela chapa eleita durante a
campanha presidencial, redações que dizem tudo mas não dizem nada, é necessário que
seja feito um amplo debate para as ações que deverão ser implementadas no que se refere
a: i) o compromisso com a sustentabilidade social, ambiental, econômica e com o
enfrentamento das mudanças climáticas que passará pela mudança do padrão de produção
e consumo de energia no país para combater a crise climática; (ii) a defesa da soberania e
da segurança energética do país, com ampliação da oferta de energia, aprofundamento e
diversificação da matriz, com expansão das fontes limpas e renováveis a preços compatíveis
com a realidade brasileira. É de vital importância a definição dos novos nomes que vão
compor o Ministério de Minas e Energia (MME), valendo destacar que vários diretores da
Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) iniciaram recentemente seus mandatos e
assim, o órgão não deverá ser diretamente impactado com a mudança do governo.
A modernização do setor elétrico, com o mercado livre até para os consumidores
residenciais de baixa tensão, precisa de políticas que venham a assegurar a expansão com
fontes renováveis, sendo a maioria intermitentes, mas que possam garantir o suprimento e
a segurança energética sem impactar a modicidade tarifária. Essa “portabilidade elétrica”
vai demandar novas formas de leilões e de contratações de capacidade de forma que venha
a separar o que é potência e o que é energia, requerendo otimizar os recursos na alocação
de riscos e custos entre os agentes de interesse e os consumidores.
Sendo o Brasil um país de dimensões continentais em que as melhores oportunidades
de geração poderão estar distantes dos maiores mercados, será de extrema relevância a
capacidade de transporte do setor de transmissão e quem vai pagar a conta desses vultosos
investimentos. É bem provável que as diretrizes para a modernização do setor constantes
no PL 414/2021 venham a ser votadas nesse 1º semestre de 2023, mas precisa ser melhor
discutido e concluído com equilíbrio e buscando a restrição de subsídios desnecessários.
Sendo o setor elétrico de relevância inconteste para o desenvolvimento econômico e
social do país, ainda mais agora que o mundo tende a um processo de eletrificação na pauta
da transição energética, que, para ser justa, precisa ser tratada como prioridade pelos
governantes, com transparência nos debates que devem sempre anteceder à tomada de
decisões. Essa é a forma de ampliar a previsibilidade, a estabilidade regulatória e a

segurança jurídica, tão necessárias para a atração dos investimentos que deverão ser de
grande monta.

COLUNA BARTPAPO

Tribuna hoje

BARTPAPO COM GERALDO CÂMARA

ENTRE MORTOS E FERIDOS

Bartpapo com Geraldo Câmara06 de janeiro de 2023

   

Sem dúvida salvam-se todos. Porque somos acima de tudo brasileiros e sabemos viver com galhardia em todas as ocasiões, resolvendo problemas, situações as mais diversas, sempre em busca de saídas, as melhores que possamos ter. Pelo menos, basicamente este é o comportamento que devemos ter diante das dificuldades, por mais extremas que pareçam ser. Deus nos deu o poder de raciocínio para que possamos saber definir situações diferentes, problemas diversos em busca de soluções que sejam compatíveis com o bem viver. Se não soubermos aproveitar este dom então como se diz no jargão popular “a coisa pega”.

Tivemos no ano que passou e ainda com resquícios do anterior a ele um montão de problemas, prioritariamente os de saúde com a questão da Covid. Se soubemos enfrentar? Acho que não, porque 700 mil brasileiros foram vitimados diante de vai e vem de decisões, indecisões, vacinas ou não, cloroquinas e outras discussões que acabaram por levar a um enorme atraso no combate à doença. Acusar fulano ou beltrano por isso, acho que nem vale a pena porque as coisas acabaram por serem estabelecidas e o povo brasileiro se adaptando a uma rotina de vacinação que é o verdadeiro caminho. A última notícia diz que a terceira onda do vírus já está terminando, o que é uma bela notícia.

Tivemos a pior das crises que foi a que criou a dissenção entre brasileiros e que ainda continua apesar de alguns dos males terem sido alijados. Na idade que tenho onde a sabedoria chega a ser maior do que a ignorância, depois de ter vivido todos os períodos da nova república, de ter conhecido os governos de Getúlio Vargas, ditatorial e democrático, de ter passado por todos os regimes de mando neste país, por todas as crises políticas que envolveram renúncias, “impeachments”, suicídios, discussões acaloradas, por todas as crises existenciais entre povo e poder, jamais tinha visto uma guerra, quase campal onde os personagens eram o próprio povo, acirrado e dividido irracionalmente. Uma divisão que derrubou costumes familiares, que provocou brigas as mais diversas, que separou irmãos, filhos e pais numa conjuntura suicida sob o aspecto da nobre constituição do seio familiar.

Tenho a certeza de que o Natal e o Ano Novo de agora foi completamente diferente e como já vinha sendo há quatro anos. O acirramento durante o período eleitoral levou às raias do irracional. Ou “se era” ou “se não era”. O “se não era” não aceito pelo lado oposto criou raízes profundas de negatividade e aí a expansão foi grande e as divisões andavam por todos os lados, assim como no ambiente de trabalho, nos bares e restaurantes, nos polos de diversão, por todos os lugares haviam as dissenções infelizes e que vinham e ainda vão marcar por muito tempo.

Buscarmos no passado as diversas convulsões sofridas por este país é buscar também soluções para o que ocorre nos dias de hoje. Tentar entender as posições de acada um sem agredi-las é o melhor caminho para a busca de contingências diferenciadas conviverem sob o mesmo teto azul deste Brasil. Irmãos até brigam, mas se entendem. Motivos, os mais diversos, mas em sua grande maioria, se entendem e buscam em coisas comuns a base da compreensão. E, irmãos somos todos nós, brasileiros, que desejamos sempre o melhor para o solo pátrio.

Não estou aqui para filosofar, nem para ser o dono da verdade, mas em busca de conciliação. Muita gente nos lê e se entender que nas nossas entrelinhas o que vale é o desejo de paz, pelo menos irão refletir. Não pedimos mais do que isso. Vamos manter nossas convicções, mas vamos deixá-las para defendê-las com a dignidade que sempre nos foi favorável. Transformar diferenças em vitórias. Lutar sempre, juntos, por um Brasil cada vez melhor. Só assim, entre mortos e feridos salvar-se-ão todos.

FOTONOTAS



RENAN FILHO
 – Cantado e decantado em verso e prosa como um governador de excelente qualidade, tanto que se elegeu com folga senador de Alagoas, Renan Filho agora é guindado a ministro dos Transportes do Governo Lula. Grande oportunidade em sua meteórica, porém bem fundamentada carreira. Conversava ainda há pouco com uns amigos e dizia que, se Juscelino Kubitschek, o grande estadista que fez Brasília em cinco anos tivesse sido eleito mais uma vez, seu projeto seria o de cruzar este país com ferrovias e hidrovias. E aí, leio com satisfação que o primeiro ato do novo ministro foi criar a Secretaria de Ferrovias. Que tenha o apoio de todos e fará a grande obra desta nova administração. Mas, por que não Ferrovias e Hidrovias?

MOZART AMARAL – Aí chega uma outra notícia de que o segundo homem do Ministério dos Transportes, ou quem sabe, titular da Secretaria criada seria o nosso querido amigo Mozart Amaral, o homem que, no governo de Renan Filho cuidou da estruturação da malha viária no estado de Alagoas. Se isto acontecer, será mais um tento a ser lavrado pelo novo ministro que, com olhos de lince sabe do que Mozart será capaz de fazer para ajudá-lo também a ser um ainda melhor ministro. Mozart é fiel, competentíssimo, amigo de seus amigos. Tive a honra de conhecê-lo de perto e tenho certeza de que a representatividade da competência alagoana estará assegurada pela dupla Renan Filho / Mozart Amaral.

PARE PRA PENSAR (do meu livro do mesmo nome)


A imaginação nos leva a lugares nunca dantes visitados. Aproveite o mais completo turismo da humanidade.

ALERTAS DO DIA


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 Impressionante o que o povo do mundo inteiro demonstrou de amor por um ídolo esportivo como o fez com Pelé, verdadeiro rei. Deveríamos tirar grandes lições deste fato, imaginar que o Brasil não deveria ter fronteiras principalmente em segmentos como o esporte, música, ciência e tantos outros mais. Para isso é preciso que os governos despertem e entendam que verbas precisam ser priorizadas, que a assistência social precisa prevalecer, que a educação tem que ser a chave de tudo e para tudo. O Brasil é um país composto de gente absolutamente inteligente capaz de aprender tudo e ensinar muitas e muitas vezes. Portanto, governo que entra, alerta para isso e vamos em frente.

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 O Tribunal de Contas de Alagoas viveu uma manhã sensacional quando houve a transmissão de cargo de presidente do Conselheiro Otávio Lessa para o Conselheiro Fernando Toledo. E por que foi sensacional? Porque não houve disputa. Houve consenso. Por que houve consenso? Porque havia harmonia. Tanta que todo o corpo diretivo daquela instituição foi eleito por absoluta unanimidade. Isto só leva a um futuro brilhante para um Tribunal que vem vivendo modificações profundas em seu “plano estratégico”, em suas ações fundamentadas e também em obras de pedra e cal que serão alicerce para grandes administrações.

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 Quando falei aí na nota anterior de obras de pedra e cal é porque o Tribunal em três meses estará inaugurando um prédio anexo que vai abrigar a nova Escola de Contas, indispensável para a capacitação e qualificação dos gestores, principalmente os municipais. Uma Escola que, um dia, em seu projeto de extensão se tornará também uma faculdade reconhecida pelo MEC, de gestão pública. Alerta, portanto, para tanta coisa que vem surgindo que podem fazer a grande diferença para o futuro deste estado. Sem dúvida alguma. E outra obra em continuação será o Memorial do Tribunal que irá preservar a memória do que foi e criar a memória do futuro.

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 O governo Paulo Dantas está começando a botar as unhas de fora, no bom sentido das coisas e criando objetivamente o planejamento para os próximos quatro anos. Primeiramente dando continuidade a tudo o que de bom vionha acontecendo na administração anterior e em segundo com seu secretariado de primeira linha, a também pensar na evolução das coisas da maneira como eles pensam. Com a tranquilidade de ter em continuação um George Santoro como Secretário da Fazenda, os projetos podem acontecer e sair do papel sem o risco de afundarem em falta de ajuste fiscal. Bom caminho, portanto, vem trilhando o novo, dinâmico e sertanejo governador de Alagoas.

POR AÍ AFORA

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 Reis, presidentes, primeiros-ministros, estadistas de todo o mundo estiveram agora no Brasil para a solenidade de posse do eleito Luiz Inácio Lula da Silva. Parecia haver uma necessidade de aproximação do Brasil com o resto mundo como se estivesse saindo de um jejum de quatro anos. Principalmente no que diz respeito aos países do Mercosul estávamos isolados nas decisões tão importantes para o continente. Os dirigentes pareciam ávidos do encontro com o nosso novo presidente, possivelmente na primeira tentativa de abrir fronteiras para o comércio, para o turismo, para tudo que esses países juntos podem oferecer ao resto mundo. Esperamos não ter decepções.

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 Parece que saiu pela culatra o tiro que fez com que houvesse uma grande interrogação sobre quem passaria a faixa ao novo presidente Lula. Uma tradição que simboliza a democracia, a alternância justa de poder. No entanto, já que o ex-presidente se recusou a fazê- lo aconteceu um lampejo de criatividade nos organizadores que surpreenderam o mundo colocando minorias representativas do povo, juntas, unidas, subindo a rampa do Planalto com o presidente eleito e a faixa sendo colocada no seu peito por uma humilde cozinheira. Que fantástico golpe de “marketing”, de humildade, de respeito para com o povo! Sem nenhum tipo de conotação política, temos que tirar o chapéu.

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 Um outro acontecimento que marcou o século 21 foi a renúncia do Papa Bento XVI em fevereiro de 2013, aos 85 anos, deixando o mundo moderno estupefato por nunca ter visto um Papa renunciar. Dez anos depois, o Papa veio a falecer e foi sepultado ontem no Vaticano sob as vistas do Papa Francisco que o substituiu. Um acontecimento inédito até porque quando um Papa morria havia uma enorme movimentação para a eleição do novo Papa que às vezes durava muitos dias. Até que a fumaça branca antológica saisse pela pequena chaminé do Vaticano anunciando a todo o mundo que “habemus papa”.

ATÉ A PRÓXIMA


Amanhã, sábado é dia de “BARTPAPO com Geraldo Câmara”. Na BAND, canal 38.1 aberto; NET CLARO, canais 18 e 518; BRISANETE, canal 14; VIVO, canal 519. Das 9 às 10h da manhã. Assista e inscreva-se também pelo Youtube no canal “Programas do Geraldo Câmara”. Fale conosco pelo geraldocamara@gmail.com ou pelo Whats’App 82 99977-4399

BARTPAPO COM GERALDO CÂMARA

Ouvidor Geral 02-01-2023

Ouvidor Geral” para o jornal Primeira Edição de 02-01-2023 – Geraldo Câmara

ANO NOVO QUASE VELHO

É sempre assim. Quando acordamos estamos no fim de um ano começando outro e outro e outro… Nos pegando fazendo promessas, projetos e planos os mais variados, sejam familiares, de negócios, de empregos, sempre de novas realizações e de muita fé. Mas, façamos o seguinte: vamos pensar no que pensamos o ano que passou e imaginar se fizemos tudo o que queríamos. Vamos imaginar as promessas que fizemos e não cumprimos, os pactos de amizade que não resistiram e, com isto, vamos tentar de novo mas de maneira diferente. Ao envés de pensarmos em futuro pensemos em passado. Pensemos no que não fizemos porque não quisemos. Ainda é tempo. Só uma mudança de calendário. Só o acréscimo de uma vontade inabalável de corrigir nossos erros, nossos desacertos, nossas incoerências com a vida, com os nossos semelhantes, com nosso trabalho, com nossa família. Por que fazer planos para o futuro se o passado ficou para trás sem que o cumpríssemos como deveríamos ter feito? Então, gente, vamos mudar os planos. A hora é de revisão de tudo o que fomos e que não deveríamos ter sido. Mas também de reforço a tudo o que fizemos de certo. O Ano Novo é um símbolo. Apenas um símbolo. Porque o que passamos foi mais um dia. Um dia que prometeremos não deixar passar em branco. Mas passar a limpo. Feliz Dia Novo!

DESTACÔMETRO

O destaque daqui do Ouvidor vai para a cantora alagoana Tanny Dely que recebeu no último dia 27 o prêmio “Cantora Destaque 2022” pelo Instituto Artístico do Rio de Janeiro onde está morando há cerca de um ano. Tanny em breve estará conosco no Bartpapo pare receber os aplausos alagoanos.

PILULAS DO OUVIDOR

Edson Arantes do Nascimento morreu. Mas só ele, porque o Pelé, o Rei Pelé, este realmente e sem exageros não morrerá na lembrança que todos têm do jogador incrível que foi e que em três Copas ajudou o Brasil a conquistar três títulos mundiais.

Sinceramente, sempre soube que ele era profundamente conhecido fora do Brasil, mas com sua morte fica definitivamente provado que ele era o personagem mais conhecido de todo o mundo superando até a figura carismática do Papa.

Sua morte, no Brasil, tirou dos noticiários a ênfase que se estava dando à posse do novo presidente Lula que, como notícia, percentualmente, está perdendo muito para o que se tem exposto e falado de Pelé. Não só no Brasil, mas no mundo todo.

Sem querer manchar sua biografia, para mim, a única coisa que não foi boa em sua vida foi o fato do não reconhecimento de paternidade da filha que, inclusive, veio a falecer há alguns anos sem esse reconhecimento. Deve ter tido suas razões. Ou não.

Nesta segunda-feira, ocorre a transmissão de cargo no Tribunal de Contas do Estado de Alagoas quando, após dois mandatos, Otávio Lessa passa a missão ao não menos competente Conselheiro Fernando Toledo.

Fernando já foi prefeito de Cajueiro, deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa além de estar como Conselheiro há alguns bons pares de anos. Sem dúvida, merece o posto e, tenho certeza, irá cumprir sua missão com grandiosidade.

A outra notícia que marcou o fim de 2012 foi a morte esperada do Papa Emérito, Bento XVI. Alemão de nascimento foi o primeiro daquele país a ser Papa e o primeiro também a renunciar, neste caso dando lugar ao Papa Francisco.

Sem muitas surpresas, o Presidente Lula já emplacou seu ministério e, com muita competência pelo que parece. Inclusive com o nosso Senador Renan Filho alçado a Ministro dos Transportes, importantíssimo para o desenvolvimento do país.

Cícero Almeida (foto), enquanto prefeito recebeu a visita do Rei Pelé que esteve inclusive no estádio que leva o seu nome. Com a morte do atleta, o acervo de fotos de Cícero cresce em prestígio e até mesmo em honraria. Valeu, amigo, pela foto.

ABRAÇOS IMPRESSOS

Os abraços impressos vão para uma jornalista, assessora de imprensa, mas sobretudo amiga dos que a querem bem, como eu. Rafa, Rafinha, Rafafá, escolha qualquer nome, mas sempre estará falando de uma pessoa notável e querida.

Ouvidor Geral 19-12-2022

Ouvidor Geral” para o jornal Primeira Edição de 19-12-2022 – Geraldo Câmara

QUE NATAL QUEREMOS?

Boa pergunta. Que Natal queremos com tanta coisa que vem acontecendo em nosso país e mesmo no mundo? Acho, sinceramente, que se ainda não temos tudo o que queremos, temos tudo o que podemos. Temos um país rico de possibilidades, um povo inteligente que, se quiser, aproveita da melhor maneira possível essa possibilidades; temos grandes perspectivas de avançarmos em rumos os mais diversos, alguns em andamento, alguns em treinamento, muitos em paralisações por bobeiras administrativas, políticas e funcionais, mas temos acima de tudo ainda uma frase que ficou famosa durante determinado tempo: “temos fé no Brasil”. O que desejamos neste Natal é que as pessoas recomponham suas forças, restaurem o poder familiar, essa composição emocional que tanto faz falta quando falta. O que desejamos é que a dissenção acabe. Que as pessoas não se coloquem mais em trincheiras de verdades. Ou de mentiras, sei lá! O que gostaríamos era de não ver um país dividido como se em guerra estivesse. Pode até ser dividido em ideias, em defesa delas, mas não em guerras pessoais que separam famílias, que isolam pais de filhos rebeldes e que longe de criar o tema de pátria amada cria o de pátria desalmada que vê seus filhos em beligerância por temas nem sempre convincentes. O que gostaríamos neste Natal é que o Cristo nos desse o poder de reflexão e que nos permitisse discutir questões sem pegarmos em armas. De verdade ou verbais.

DESTACÔMETRO

O destaque vai para a nova Conselheira do Tribunal de Contas, Renata Calheiros que estará ocupando a vaga deixada pela aposentadoria de Cícero Amélio. No seu discurso de posse pudemos apreender o equilíbrio que, com certeza terá durante seu novo cargo naquela corte de contas.

PÍLULAS DO OUVIDOR

A recepção à chegada da nova Conselheira Renata Calheiros foi de muita simpatia e de muita empatia por parte de todos que a receberam na última sexta-feira. Ela que se mostrou profundamente simpática ressaltou bem o fato de agora serem três mulheres conselheiras.

A vaga de Cícero Amélio estava vaga a pelo menos quatro anos, mas agora finalmente foi bem preenchida e a Renata recebeu 24 dos 26 votos que aconteceram na Assembleia Legislativa de Alagoas, o que lhe dá bastante prestígio.

A título mais de curiosidade, uma funcionária comissionada do TCE-AL também se candidatou. A advogada Kezia Sayonara obteve os outros dois votos que naturalmente entrarão para o seu currículo de profissional competente e ousada.

Acabou a Copa do Mundo, o Brasil já havia saído há tempo e, agora, só temos mais é que trabalhar para engrandecer o Brasil em todos os setores. Um novo desafio virá pela frente a partir de 1o de janeiro com a volta de Lula no comando do país.

Estamos acompanhando “paripassu” a composição do novo ministério e o que está no parecendo é que há uma busca pelo equilíbrio nas escolhas. Por exemplo, o Ministro das Relações Exteriores é embaixador de carreira no Itamaraty. Isto é muito bom.

Tudo indica também que Renan Filho com toda a sua competência para administrar e gostando muito mais do executivo deverá ocupar a pasta de Minas e Energia deixando o pai Renan no Senado. Renan Filho será bom na equipe ministerial.

Aliás, também tudo indica que o poderio político e de articulação de Renan pai, sem dúvida poderá fazê-lo líder do governo no Senado, o que seria uma excelente e inteligente escolha por parte de Lula. Vamos esperar para ver por onde vai andar a carruagem.

Por outro lado, estamos pedindo para que entre um pouco de juízo nas cabeças dessas pessoas que encabeçam movimentos anti constitucionalistas e que estão nas ruas esperando por sei lá o que. Voltem para suas casas e trabalhem para o “bem de todos e felicidade geral da nação”.

O Coral “Cantos e Contas” (foto) do Tribunal de Contas do Estado, apresentou-se no hall daquela instituição no último dia 16-12 sob a batuta do maestro Gustavo Lima e composto por servidores daquela casa. Nessa apresentação tive a honra de ouvir uma de minhas músicas na interpretação deste fantástico grupo.

ABRAÇOS IMPRESSOS

Hoje os abraços vão para esta verdadeira dupla de dirigentes. Os presidentes do Tribunal de Contas, Otávio Lessa que passa a partir de 1o de janeiro a vice-presidente e Fernando Toledo que assume a presidência no mesmo dia. A união e o entendimento de ambos dever ser notada e anotada.