Finalmente pensaram educação. Pensaram na educação básica que, como o nome está dizendo é o começo de tudo, a base para que haja continuidade e os alunos cheguem a topos maiores com conhecimento de causa. A manutenção do FUNDEB que estava com seus dias contados até o final deste ano foi um passo importante para que as coisas comecem a mudar de figura. Isto porque, além de tornar o Fundo como permanente aumentou as participações de todos incluindo a União que gradativamente vai chegar a 23% até 2023. O importante também é que a aplicação do Fundo vem bem definida visando às construções e manutenções de escolas e chega graças a Deus à valorização do professor, não só em termos salariais, mas e, sobretudo no que diz respeito à sua capacitação e qualificação em períodos ditos como necessários e aceitáveis. O nosso “será?” no título deste artigo tem uma razão de ser exatamente no conteúdo e na definição do que se pode e do que se deve fazer com os recursos do Fundo. É exatamente aí que nossa dúvida vai pairar até que se prove o contrário. Até que se veja que a vergonha na cara chegou para determinados administradores que vierem a gerir as verbas exatamente como está escrito no papel que gerou a lei. E como até agora pouca gente de bem administra o dinheiro do povo ficará a nossa dúvida para provocar e ver se coisa vai funcionar. Tomara! Nossas crianças merecem o melhor.
DESTACÔMETRO
O destaque de hoje vai para um jovem empresário do ramo de seguros que vem fazendo um carreira muito bem construída e alicerçada e seguindo o exemplo do pai, o saudoso Luiz Carlos Barreto Góes.
PÍLULAS DO OUVIDOR
E na última quinta-feira, para gáudio de todos os alagoanos o ministro Humberto Martins do Superior Tribunal de Justiça, tomou posse como presidente daquela instituição. Humberto está fazendo uma carreira brilhante que começou com o pé direito em Maceió.
À sua posse que foi dividida entre um pequeno presencial e um grande número de pessoas via internet teve a presença em sua mesa de várias personalidades a exemplo do presidente Jair Bolsonaro que lá estava…ah sem máscara.
Dentre outras presenças ilustres lá estavam os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre e da Câmara, Rodrigo Maia, além do governador do Distrito Federal e do estado de Alagoas, Renan Filho.
A ministra Laurita Vaz que já foi presidente do STJ fez o discurso em nome de seus pares e deixou bem clara a sua admiração profissional e pessoal pelo novo presidente empossado a quem definiu como íntegro de caráter e de religiosidade.
E aí vieram alguns pronunciamentos definindo o nosso Humberto Martins dentro do maior respeito para com todos. Não sei se por protocolo ou por outro motivo Bolsonaro entrou mudo e saiu calado.
Mais bomba e, agora, até um governador que já foi juiz e que era a esperança do Rio de Janeiro foi afastado por corrupção e envolvimento de sua mulher como advogada. Não dá pra saber mais em quem confiar.
E nessa história entram o presidente da Assembléia, o vice-governador e etc, etc, numa demonstração de que ninguém tem mais peso nem medida quando quer meter a mão no dinheiro do povo.
Pior da história é que tudo foi feito na aquisição de medicamentos e instrumentos para atender aos pacientes da pandemia. Ou seja, não importa se estão prejudicando a quem quer que seja. O importante é roubar e roubar.
Temos que reiterar os parabéns ao governador Renan Filho que vem implementando um trabalho muito sério para conter a pandemia no estado de Alagoas. E, sem dúvida está tendo sucesso vendo o vírus retroagir dia a dia.
Geoberto 2001
Geoberto 2020
Geoberto Espírito Santo, um dos maiores “experts” em energia aqui em dois flagrantes. O primeiro numa entrevista no nosso Bartpapo em 2001 e o segundo nos dias atuais quando continua deitando falação no nosso programa.
ABRAÇOS IMPRESSOS
Os abraços impressos de hoje vão para um velho amigo de muitos papos & bartpapos. Sandro Marroquim, um excelente empresário, investidor no mercado imobiliário e sócio da Aprimore Brasil – desenvolvimento humano.
Quem diria que os tempos políticos modernos iam nos mostrar coisas que décadas de presidências nunca nos mostraram. Tivemos alguns presidentes que eram irreverentes e até excêntricos como Jânio Quadros que se utilizava de “bilhetinhos” para chamar a atenção de seus subordinados. Que proibia o uso de biquinis nas praias e que, enfim era um tanto diferente. Tivemos um General, o João Figueiredo que chegava a ser meio grosso, mas ainda educadamente grosso. Por gostar de cavalos o povo ainda brincava dizendo que ele gostava de dar coices. Mas tudo isso ainda dentro do respeito que a dignidade do cargo impunha e eles respeitavam.
Agora estamos diante de um presidente que não respeita limites, que age como se fosse um imperador, dos mais inaccessíveis romanos que usavam da força dos gestos e das palavras para ameaçar seus súditos. Como não estamos na Roma antiga e não somos mais obrigados a abaixar as cabeças para os pseudo-líderes, constatamos e contestamos as atitudes do nosso atual presidente que, ao invés de buscar para si as aprovações da sociedade consegue afastá-la criando problemas de governo e de estado.
O senhor Jair contabiliza ameaças, as mais grosseiras, a gente do povo, a políticos e sobretudo a jornalistas e emissoras das mais diferentes áreas. Na última investida o fez contra um jornalista que simplesmente perguntou a ele sobre depósitos não explicados na conta da primeira-dama nos idos anos de 2011 quando ele era deputado federal e seu filho um estadual suspeito de plantar o esquema conhecido como “rachadinhas”. Isto foi o suficiente para que o referido presidente ameaçasse o profissional de imprensa que estava no cumprimento de seus deveres profissionais com um “encho sua cara de porradas”. E, similares têm sido tantas as grosserias que não daria para relatá-las aqui.
Enfim, senhor Jair, um dia o senhor será um homem comum. E tantos outros homens comuns estarão cruzando no seu caminho. E apesar do nome, nenhum outro “Messias” fará o milagre de o defender.
ALERTAS DO DIA
O excesso de pré-candidatos à prefeitura de Maceió acaba por prejudicar as possibilidades da escolha sensata por parte dos eleitores e até por atrapalhar a “performance” dos que tenham reais possibilidades de vencer.
As televisões estão mostrando que o trânsito em Maceió está cada vez mais intenso e complicado, ainda que estejamos com meia quarentena. Imaginem os senhores quando as aulas voltarem ao normal.
Uma das maiores fontes de renda de pessoas que estavam em situação de risco e de baixa produtividade foi a de confecção de máscaras. Uma espécie de supercooperativa espontânea e informal foi sendo montada em todo o país.
Um novo risco do “coronavírus” e que vem sendo apontado em alguns lugares do mundo é a possibilidade da re-infecção, o que era descartado. Para que se tome mais cuidado. Principalmente os que já passaram pelo susto.
PARE PRA PENSAR
Com o dever cumprido durma em paz. E acorde logo para continuar cumprindo.
Meu coração sangra e a minha alma está combalida. A cada dia que passa o sofrimento aumenta porque a indignação se agiganta. Primeiro, fizeram-nos assinar um Termo de Posse e um Termo de Entrega de Chaves. Relutei muito, mas eu estava naquela situação de “se correr o bicho pega, se ficar o bicho come”, e fomos orientados pelos nossos advogados a assinar os tais termos. O infeliz desse acordo extrajudicial foi feito entre o Ministério Público e a Braskem, ou seja, foi unilateral, pois, nem moradores nem empreendedores dos quatro bairros afetados (as vítimas da tragédia) tomaram parte, e ele só beneficiou à Braskem. Resumindo: o imóvel não é mais nosso. E o que é pior, não sabemos quando nem quanto receberemos de indenização. Fomos expulsos da nossa propriedade sem nenhuma garantia. Há poucos dias, a perplexidade tomou conta de todos nós, pois chegou ao nosso conhecimento um vídeo de divulgação (não sei se vazou ou se foi exposto propositadamente) falando de um Plano de Ações Estratégicas para os quatro bairros afetados pela mineradora Braskem. Nesse Plano tem ciclovia, parque e até o VLT funcionando. Isso é uma piada? Ora, se nós tivemos de abandonar ( alguns ainda estão resistindo) os nossos bairros, a nossa história, os nossos patrimônios porque existe um perigo iminente de um desastre de grandes proporções ou mesmo de um sinkhole (desabamento repentino em forma de pia, ou seja, afunilado) alertado pela CPRM, como criaram esse Plano de Ações? De quem foi essa ideia estapafúrdia? E como a Prefeitura entrou nisso? Não sei se esse plano é algo oficial, mas, até agora, ninguém desmentiu. Sei que vi comentários de muita gente desavisada, de uma certa forma festejando o tal Plano de Estratégias. Que maravilha, não? Já estou ouvindo os diálogos: “Vamos fazer um passeio de bicicleta, passando por aquele maravilhoso pulmão verde, orgulho da nossa cidade?” Ou, então: “Vamos de VLT? É mais rápido e não precisa pegar a Avenida Fernandes Lima!”
São absurdos em cima de absurdos. Sinto, hoje, que nós não somos só as vítimas dessa catástrofe, mas os palhaços de um circo de horror, criado pela ganância e a soberba de uns poucos que ajudam a denegrir a nossa história. Não merecemos tamanho descaso. Cuidem primeiro das indenizações! Depois, inventem suas fantasias. A não ser que… As minhas ideias estão alvoroçadas e a imaginação fertilizada por conjecturas que me levam a calar, por enquanto. Afinal, “em boca fechada não entra mosca”.