coluna BARTPAPO

    Coluna BARTPAPO com Geraldo Câmara -Tribuna Independente-11-09-2020

SE TODOS FOSSEM IGUAIS A VOCÊ

            Mas não são. Vocês se lembram daquele velho ditado de que “dois bicudos não se beijam”? Pois é. Quando um teima de um lado se achando cheio de razão e o outro faz também com o mesmo pensamento dificilmente vão chegar a um lugar comum. A não ser que haja altruísmo, vontade de acertar, de não brigar e conseguir um acordo pacífico e civilizado. Pior ainda quando nem são dois bicudos, mas um de bico e o outro de garras afiadas. Aí é que a coisa pega porque os pensamentos não se cruzam e é preciso apelar para que o bom senso exista e que a educação supere a vontade de se esganarem.

           Todo esse princípio foi para chamar a atenção para o viver em comunidade, principalmente nos condomínios onde os desejos são heterogêneos, as visões são diferentes, os princípios também e que com o isolamento, com a quarentena, com a presença obrigatória de maneira bem avassalante, há que haver calma, controle, noção de coletivo e muita paciência de todos para que possam lidar com as diferenças exatamente quando os espíritos estão cansados, confinados e precisando de ares renovadores.

           Talvez os síndicos – coitados deles – precisem tentar algum tipo de ação preventiva ou até mesmo corretiva criando grupos virtuais, convidando psicólogos que tenham experiência na convivência grupal, criando gentilezas entre os vizinhos, troca de mimos alimentícios, por exemplo, tentar de tudo para que exista um convívio que os possam deixar preparados para eventuais embates por conta de barulho em excesso, por conta de obras, por conta de muita coisa que, para quem vive em condomínios esses sabem do que estamos falando.

            O fato é que ainda que tarde, mas antes assim do que nunca, sabemos de muitos desentendimentos, de muitos acirramentos de ânimos que podem ser evitados ou diminuídos se o conhecimento de cada qual for oportunizado. Num condomínio não existem ilhas. Existe privacidade até certo ponto, porque, queiramos ou não estamos juntos e necessitamos uns dos outros para que se possa ter uma vida melhor. Moradores e funcionários, se todos irmanados do propósito de vencer a pandemia, de vencer seus próprios desejos e repartir facilidades e dificuldades, sem dúvida evitarão incidentes indesejáveis e até criem vínculos inimagináveis.

            “Nem tudo são flores” diz o ditado popular, mas no caso em questão “Na vida seja como um girassol. Se posicione em direção à luz”.

ALERTAS DO DIA

  • Este é um alerta para os candidatos quando forem fazer seus discursos entusiasmados. Um candidato na Paraíba que já fora prefeito e referindo-se ao atual disse: “Eu, como prefeito roubei muito menos que esse aí”. Demais!
  • Quando uma vacina como a de Oxford suspende os testes e deixa em dúvida uma população mundial, estamos perdidos nas informações ou estamos em dúvida de quando vamos ter vacina?

PARE PRA PENSAR (do meu livro com o mesmo título)

Entre a coragem e a covardia existe uma indecisão, às vezes corajosa, às vezes covarde.  

Ouvidor Geral 07-09-2020

COMUNICAÇÃO DE GOVERNO É O USO DO ÓBVIO E DA VERDADE.

               O problema da comunicação governamental sempre foi a complicação do óbvio, a dificuldade do simples. Ela tem que ser exercida com base em um produto fantástico que se renova a cada dia com ações que são levadas a efeito pelo governo sabendo balanceá-las entre as positivas e as negativas. Negar o óbvio é um dos grandes erros. Assumir os erros é sinal de governo inteligente e transparente, neutralizando ações de oposição, minimizando efeitos e dando provas de decência e de uma “honestidade” que não tem necessidade de ser declarada. Por outro lado, o governo, queira ou não é um excelente produto publicitário e um dos baluartes desenvolvimentistas da atividade publicitária e jornalística não podendo prescindir da colaboração da maioria dos veículos que dele, governo, também precisam em um mercado pequeno como o é Alagoas. Seja através da criatividade, do rodízio ou da massificação planejada, as verbas governamentais que são de Alagoas podem e devem permanecer em Alagoas, com exceção do turismo e de certos institucionais que precisam romper as barreiras geográficas. Por outro lado, o diálogo, sempre o diálogo, entre a comunicação do governo e todos os agentes interessados, jamais pode ser diminuído ou prejudicado. Portas fechadas, jamais. A arte de se comunicar tem que partir de quem precisa conquistar a opinião pública em cada ato. O governo precisa. Mas a comunicação precisa ser constantemente envolvida e envolvente.  E tudo isto, vemos no governo de Alagoas, no equilíbrio do governador e na boa gestão de comunicação do secretário Ênio Lins. Aliás, tudo isto sentido principalmente agora, durante o período difícil que estamos vivendo.  

DESTACÔMETRO

              O destaque de hoje vai para o Diretor Técnico do SEBRAE, Vinicius Lages, ex-ministro do Turismo e que à frente dessa importante diretoria em Alagoas vem dando todo seu esforço e competência em prol do empreendedorismo em plena pandemia.

PÍLULAS DO OUVIDOR

O artigo de hoje, lá em cima, tem uma razão de ser porque sinceramente acho que o alagoano não tem o que reclamar da gama de informações verdadeiras que estão sendo fornecidas pelo governo do estado durante a crise pandêmica.

E o trabalho de comunicação em um período difícil como este, ainda mais acrescido do fato de estarmos em um ano eleitoral é ainda mais complicado e se não for cercado de muita seriedade não funciona.

É preciso que se entenda que uma Secretaria de Comunicação de Governo nessa hora precisa estar muito afinada com as fontes de informação que se não forem absolutamente fidedignas dão uma derrubada e criam problemas homéricos.

Acrescento ainda que neste caso específico igual trabalho vem sendo realizado também pela Comunicação da Prefeitura de Maceió, aliás muito bem dirigida pela profissional Eliane Aquino de muitas e boas realizações.

No entanto, no momento em que o estado está em queda de óbitos e de casos há algumas semanas, o cuidado agora terá que ser redobrado e onde entra a força da comunicação para tentar evitar o repique da pandemia por parte do povo.

Povo que continua ainda sem entender que ele é o principal agente positivo ou negativo. Ele tem que cumprir regras e fazer com que outros cumpram. A situação atual é confortável, mas ainda não totalmente confiável.

Outra: Quando Rodrigo Maia, o presidente da Câmara dos Deputados diz que acabou o diálogo com Paulo Guedes, com quem mais ele irá dialogar e principalmente numa hora como essa em que chega a Reforma Administrativa para apreciação?

Se pararmos para pensar o Guedes é o que manda e o que opina em matéria de economia e de administração. E aí? O Rodrigo vai dar uma de que? Vai falar com o presidente? Talvez desaprenda o pouco que acha que sabe.

E, na verdade, preparem-se para outros grandes embates em função de uma reforma administrativa que vai mexer com muita coisa e com muita gente, das simples às mais influentes neste grande barco que é o serviço público.

A função do gerontólogo é a de saber e poder lidar com idosos sobre vários níveis excluindo-se apenas o medicinal. Um dos mais conhecidos e lutadores do estado de Alagoas, sem dúvida alguma é o nosso amigo Francisco Silvestre (foto)

ABRAÇOS IMPRESSOS

               Os abraços impressos e de longe por conta da pandemia, mas de perto porque “longe é um lugar que não existe” vão para esse admirável cantor\compositor baiano com toques e mais toques alagoanos, Igbonan Rocha. Enorme colaborador do Bartpapo.

BARTPAPO de casa 22

Bartpapo feito de casa de número 22 apresentando

VINICIUS LAGES – Diretor Técnico do SEBRAE

LEANDRO AMORIM – baterista premiado

FRANCISCO SILVESTRE – gerontólogo

HUGO LEÃO e ZÉ RAMALHO – cantores e compositores paraibanos.

ALAN BASTOS – cantor e compositor alagoano.

IGBONAN ROCHA – cantor e compositor baiano radicado em Alagoas.

coluna BARTPAPO

Coluna BARTPAPO com Geraldo Câmara -Tribuna Independente-04-09-2020

 GERANDO TRABALHO

              Volto a um assunto que me persegue, no bom sentido, há décadas por sentir que pode ser fator de mudança nos sistemas de trabalho ora vigentes onde a preocupação maior é o emprego. Na realidade o povo brasileiro se preocupa muito mais com o chamado emprego de carteira assinada do que com a geração de trabalho que, na verdade, sem bem feita pode ser sensivelmente melhor para o ego e para o bolso do trabalhador. Após uma pandemia como essa e ainda durante ela os governos, estaduais e municipais, deveriam estar se preocupando em estabelecer métodos e sistemas que possam ser renovadores ainda que tenham o cunho de antigos. Dentro desse conceito sugerimos um caminho para a fixação das famílias aos seus lugares de origem e ou aos seus bairros quando inicialmente seria verificada a viabilidade através do estabelecimento de mapas vocacionais por regiões, por cidades ou até mesmo por bairros.

              Feito isto, parte-se para um grande projeto cooperativista em moldes modernos e avançados e absolutamente pertinentes e desde que haja um planejamento global e um incentivo real e programado pelos governos para que cada núcleo cooperativista tenha assistência técnica, crédito rotativo, indução de “marketing” apoio a lançamentos em várias áreas, inclusive as de exportação de produtos manufaturados e viáveis de consumo.

             Não seria nessas poucas linhas que iríamos esclarecer e mostrar todos os passos para que se alcancem os objetivos colimados. No entanto, a colocação de uma semente absolutamente frutífera na cabeça de cada qual haverá de gerar interrogações, questionamentos, volta ao passado antigo quando as cooperativas eram manipuladas e suas novas possibilidades hoje, quando as técnicas estão presentes e prontas para o incentivo a que nos referimos.

            Uma coisa é certa: O fomento ao cooperativismo programado e incentivado em áreas estudadas resulta em modificações que vão da transição de geração de emprego para a geração de trabalho e em desenvolvimento de economias locais jamais vistas em qualquer época. Sabe onde o bicho pega? Na politicagem que sempre está acima da verdadeira política pública. Lembrando apenas que o povo quer trabalho.

ALERTAS DO DIA

  • A CVC maior operadora de turismo do Brasil depois de passar o maior sufoco com essa pandemia anuncia que está preparada para resgatar todo o potencial turístico do país. Vem com toda a força.
  • Se você acessar ruralturdigital.com.br você vai ver algo de inusitado que é uma Feira Rural totalmente digital e que está sendo realizada pelo Canguru Park em Arapiraca. Vale a pensa conferir.
  • Vem aí o X Encontro Técnico e I Encontro Visual de Gestão de Pessoas dos Tribunais de Contas do Brasil. Os reflexos da pandemia na área de Gestão de Pessoas  das Instituições Públicas. Dias 8 e 9 de setembro. Alagoas sedia.

PARE PRA PENSAR ( do meu livro com o mesmo nome)

Não confunda modéstia com simplicidade. A primeira pode ser bastante falsa,

BARTPAPO de casa 20

Convidados do dia:

PAULA SARMENTO – diretora do MESP

WELTON ROBERTO – advogado criminalista

EDÉCIO GALINDO – cardiologista

THIAGO OMENA – médico de esportes

VALTENOR LEONCIO E JULIANA DOS ANJOS – produtor

apresentadora do Jornal Atricon

TEQUILA BOMB -musical