Convidados:
Daniel Salgueiro – tributarista
Pauline Reis – analista do SEBRAE
Garagem do Coyothe – encontro de antigos
Geoberto Espírito Santo – engenheiro eletricista
Marcello Agrelli – professor de matemática
Gil Gabriel – cantor de Curitiba
Convidados:
Daniel Salgueiro – tributarista
Pauline Reis – analista do SEBRAE
Garagem do Coyothe – encontro de antigos
Geoberto Espírito Santo – engenheiro eletricista
Marcello Agrelli – professor de matemática
Gil Gabriel – cantor de Curitiba
“Ouvidor Geral” para o jornal Primeira Edição de 31-05-2021 – Geraldo Câmara
O PAÍS ESTÁ JOGANDO NO ESCANTEIO
Sabe aquela falta no futebol que faz com que o outro time chute do ângulo do adversário para dentro da área dando oportunidade de gol ? Pois é exatamente assimque o Brasil está jogando cheio de oportunidades de mostrar jogo de sucesso, cercado de muita gente que enxerga e de um monte de cegos querendo atrapalhar. Quando pensa em pontuar nas relações com seus adversários de outros países o faz de maneira tão estabanada que normalmente sai de campo machucado para não mais entrar no jogo. Quando se pensa que o jogo vai melhorar e que a oportunidade de gol surge com alguma marcação de penalty, nosso país chuta errado por cima do gol e a bola desaparece no meio da multidão que tanto espera por um acerto. O Brasil está em campo no momento contando com o desrespeito de gregos e troianos sem entender que também nessa contenda a dignidade precisa estar em campo para que se chegue a um resultado satisfatório. Os técnicos estão completamente jogados às traças insistindo que estão com a bola mas não estão nem com a de pingue-pongue. Aliás, é bom lembrar que a China é campeã mundial desse esporte e o Brasil não está nem um pouco treinado. Por conseqüência vai continuar recebendo a bolinha na cara. Será?
DESTACÔMETRO

O destaque vai para a educadora de primeira linha, Ruth Freitas que tem uma espetacular visão da educação a nível macro e que precisa ser acompanhada através de seus livros e de suas idéias.
PÍLULAS DO OUVIDOR
É uma pena termos que estar falando nessa pandemia toda a semana. Mas, a coisa está tão feia e tão séria que não dá para deixar de lado. Um estado como o de Alagoas, tão bem organizado no assunto não poderia estar passando por isto.
No entanto, parece que a terceira onda veio com força pegando a todos quase que de surpresa. Imaginem, se o governador não tivesse equipado o estado com tantos hospitais! Em outros tempos estaríamos em calamidade total.
E aí parece que quando a coisa está feia os perdedores de plantão ficam a espalhar boatos e “fakes” piorando o que já está ruim e deixando a sociedade mais aflita do que já está. Isso é um crime, gente!
Vi, por exemplo, alguém colocar no ar um depoimento de um suposto médico de fora afirmando que todos os vacinados vão morrer daqui a dois anos. Além de charlatão ainda temos que agüentar o visionário palhaço.
Não sei até que ponto a CPI da Covid não deva se meter também no meio dessas coisas que só servem para atrapalhar a vida e a cabeça das pessoas. Investigar Blogs e Sites que difundem notícias ardilosas e maldosas como essa acima.
Em boa hora, o governo do estado está preparando para abrir os concursos públicos em vários segmentos. Existem órgãos, como o Tribunal de Constas que só estão perdendo seus funcionários por aposentadoria e sem fazer substituições.
Por menos que possa parecer aos leigos, esse problema é muito sério porque vai criando vazios na administração ou excesso de trabalho com certa mão de obra. Esse tipo de coisa só acrescenta problemas. E só o concurso público resolve.
Gente, a turma do governo está começando a andar se equilibrando na corda bamba. Vejam o caso do Ministro Salles, do Meio Ambiente. Parece que encontraram o pulo do gato que o ministro dá para aumentar seu patrimônio.

Depois que o Conselheiro Rodrigo Cavalcante assumiu a Escola de Contas do TCE-AL e colocou na direção técnica a competente advogada Kézia Rodrigues (foto) aquela importante escola vem se demonstrando de grande valia para a sociedade alagoana.
ABRAÇOS IMPRESSOS

Os abraços não são para mim mesmo, na foto, mas para uma época bem vivida quando eu estava jurado do conhecido Programa Flávio Cavalcante. Corria o ano de 1979 e ao final todos assistimos e lamentamos o fechamento da Rede Tupi de Televisão. Uma pena!
Geoberto Espírito Santo
O conceito de net zero está engatinhando, mas já impulsiona mudanças públicas. Estudo
realizado pela Energy and Climate Intelligence Unit (ECTU) em conjunto com a Oxford Net
Zero mostrou que 61% dos países, 9% das regiões e estados dos maiores países emissores e
13% das cidades com mais de 500 mil habitantes já definiram quando vão alcançar metas de
emissão zero. Até que ponto essas metas zero de emissões líquidas atendem aos critérios que
foram estabelecidos na campanha Race to Zero, da ONU (Organização das Nações Unidas) é
a questão, mas 20% dessas metas já atingem essa “linha de partida”. Especialistas estão
preocupados com a falta de transparência de como os países e as empresas vão usar as
compensações das emissões para atingir os seus objetivos e fazem um alerta para o risco de
greenwashing, que é o descasamento entre o discurso verde e as práticas. Um dos veículos
utilizados nas projeções de governos e empresas para chegarem à emissão zero de carbono
num horizonte definido é o hidrogênio. Esse gás é o elemento químico mais abundante no
universo, é três vezes mais poderoso que a gasolina e tem outra grande vantagem: é uma
fonte de energia limpa, pois no seu processo libera água (H 2 O) em forma de vapor e não
produz o dióxido de carbono (CO 2 ).
Há muitos anos existem tecnologias para a sua produção, mas é pouco utilizado por ser
muito perigoso e inflamável, razão pela qual seu transporte/armazenamento seguro é o
desafio. Na Terra só existe combinado com outros elementos como água, junto com o
oxigênio, e com o carbono para formar hidrocarbonetos, como o gás, carvão e petróleo. Para
separá-lo, existem vários processos de extração, mas requisita muita energia, razão pela qual
é caro: eletrólise, reforma e vapor de hidrocarbonetos, oxidação parcial de óleos pesados,
oxidação parcial do carvão, termoquímica, hidrólise a altas temperaturas e eletrólise
fotovoltaica. Anos atrás, começou a ser produzido com as chamadas fontes renováveis de
energia, utilizando um eletrolisador, que usa a corrente elétrica para dividir a água em
hidrogênio e oxigênio. Por isso está sendo chamado agora de hidrogênio verde, 100%
sustentável, mas muito mais caro que o hidrogênio tradicional.
O hidrogênio verde é de 2 a 3 vezes mais caro que o hidrogênio azul, produzido a
partir de combustíveis fósseis em combinação com a captura e armazenamento de carbono.
Esse custo é determinado pelo preço da eletricidade, investimento no eletrolisador e pelas
horas em que está em operação. Uma combinação de custos decrescentes das energias solar e
eólica, a economia de escala nos eletrolisadores e um melhor desempenho nas horas em que
esteja em funcionamento poderão fazer com que, até 2030, o hidrogênio verde se torne
competitivo em relação ao hidrogênio azul, segundo a Agência Internacional de Energia
Renovável (IRENA, sigla em inglês).
O gás hidrogênio pode ser utilizado de imediato ou estocado, quando o uso do
elemento ou composto químico equivale à parte de descarga do sistema de armazenamento.
Do ponto de vista do armazenamento, o gás hidrogênio é excelente, pois apresenta a maior
densidade de energia por unidade de volume. Seu grande problema é a inflamabilidade e a
sua baixa densidade torna o transporte e a estocagem caros e perigosos, ou seja, são grandes
barreiras para o seu uso. O gás hidrogênio só é liquefeito em temperaturas criogênicas
extremamente baixas, inferiores a – 240 °C, e assim, na temperatura ambiente estará sempre
na sua forma gasosa e, requerendo elevadas pressões de armazenamento.
O Brasil pode ser um beneficiário do preço da eletricidade renovável, pois tem uma
das matrizes energéticas mais renováveis do mundo, principalmente a matriz elétrica,
podendo assim tornar-se uma potência não só na produção como na exportação do
combustível renovável. Em nosso país já existem estudos e iniciativas postas em andamento.
Com a utilização de R$ 42,28 milhões oriundos da Chamada Pública 21/2016 de P &
D da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica), Furnas Centrais Elétricas iniciou
recentemente a produção de hidrogênio verde, combinando a água do reservatório da usina
de Itumbiara com o auxílio de uma usina solar fotovoltaica de 1 MWp que está com 800
kWp em terra e 200 kWp flutuante.
A Fortescue Future Industries e a Porto de Açu Operações assinaram um Memorando
de Entendimentos para o desenvolvimento de projetos industriais baseados no hidrogênio
verde. A Fortescue é uma subsidiária da mineradora australiana de mesmo nome e a Porto de
Açu, é controlada pela Prumo. Seria instalada uma planta de 300 MW de hidrogênio verde no
Porto de Açu, Rio de Janeiro, com um potencial de produção de 250 mil toneladas de amônia
verde por ano. A produção usará projetos de energia solar que ainda vão ser desenvolvidos
no local e a energia eólica offshore na costa do Rio de Janeiro e do Espírito Santo. Esse
combustível irá impulsionar a industrialização sustentável do Porto, que inclui a produção de
aço verde, fertilizantes, produtos químicos, combustíveis e outros produtos industrias
manufaturados.
A Thyssenkrupp publicou seu Plano Nacional de Hidrogênio, citando as
oportunidades da empresa no Brasil e na Alemanha. Vai investir 2 bilhões de euros em
parcerias com países que queiram desenvolver o H2 verde para que a Alemanha possa
importar o insumo e fazer a substituição na sua matriz energética, objetivando a
descarbonização da indústria alemã. No Brasil, a pretensão é importar plantas de energia
verde que alimentam eletrolisadores que transformem a energia em vários produtos, como
por exemplo o metanol e a amônia.
A Eletrobras, o CEPEL (Centro de Pesquisas de Energia Elétrica) e a Siemens Energy,
firmaram um acordo para chegar ao domínio do ciclo tecnológico completo do hidrogênio
verde. O CEPEL vai estudar a produção de hidrogênio verde por meio de eletrólise e a
Siemens Energy está trabalhando na criação de eletrolisadores baseados na tecnologia PEM
(Membrana de Troca de Prótons).
O Complexo Industrial e Portuário do Pecém, no Ceará, identificou uma área propícia
para a produção de hidrogênio com uma capacidade de 5 GW e instalação de um hub de
hidrogênio verde. Estudos preliminares citam que é possível produzir aproximadamente 900
mil toneladas de H2V por ano. A unidade de eletrólise ficará no Porto de Pecém e será
aproveitada a geração solar e eólica onshore e offshore. O Governo do Ceará pretende
transformar a região em um hub de exportação de combustível.
Alagoas é o único estado do Nordeste que não tem usina eólica ou solar fornecendo
eletricidade para o SIN (Sistema Interligado Nacional), nem para o mercado regulado, nem
para o mercado livre. Será que não temos nem vento, nem radiação solar? O que está
faltando? Planejamento? Incentivos governamentais? Incentivos fiscais? Infraestrutura?
Logística? Investidores? Marco Regulatório? Exageradas exigências para o licenciamento
ambiental? A nova fronteira de desenvolvimento tecnológico da energia são as eólicas
offshore, quando fabricantes mundiais de aerogeradores estão em parceria com os maiores
produtores de petróleo e gás para gerar energia de fonte renovável no mar. Será que temos
alguma chance de ter um hub de hidrogênio verde?
Geoberto Espírito Santo
GES Consultoria, Engenharia e
Convidados:
Kézia Rodrigues – advogada em direito públlico
Paulo Bezerra – diretor da Vigilância Sanitária
Garagem do Coyothe – caminhões na trilha
Amanda Pinto – analista do SEBRAE
Ruth Freitas – educadora
Alan Bastos – cantor
Coluna BARTPAPO com Geraldo Câmara -Tribuna Independente -28-05-2021
BRASIL QUER SOLUÇÃO NACIONAL
O título acima foi o mesmo utilizado por este jornalista em 1969 para um artigo-denúncia publicado corajosamente, modéstia à parte, na Revista Mar, órgão oficial do Clube Naval e que tinha bastante índice de leitura e tudo que ali era publicado ficava durante algum tempo circulando nas cabeças pensantes do país.
O artigo tratava de uma denúncia que eu fazia, comprovada em todos os sentidos, como não podia deixar de ser e que mostrava a ocupação da Amazônia ostensivamente pelos americanos naquela região. Dentre elas, que foram muitas, uma mostrava que toda a margem do rio Negro já estava ocupada pelos americanos que compraram e também invadiram terras naquele espaço com o intuito óbvio de por ali se estabelecerem como o fizeram. Outra falava sobra a questão de uma empresa de mineração importantíssima, a ICOMI que, sob a fachada de brasileira tinha por trás mais de 51 por cento de capital estrangeiro representado pela empresa americana Betleem Steel e já de há muito explorando nossas riquezas de modo absolutamente aviltante.Lembrando que na época o capital estrangeiro não podia ser maior do que 49 por cento.
E por aí em diante o artigo se desenvolvia e chegava a algo absolutamente diferente, inusitado porque não dizer cômico. Uma empresa de chatas – embarcações planas que resistem a todos os mares – ficava na Amazônia aguardando a época de chuvas quando as margens dos rios se deslocavam e se transformavam em verdadeiras ilhas flutuantes. Ai, então, as chatas que eram rebocadoras levavam essas ilhas até um determinado ponto fora das águas brasileiras, as desmanchavam e levavam o produto bruto para Miami. Lá, esse produto bruto que era constituído de “húmus puro” era transformado em fertilizantes e vendido, pasmem vocês, para ninguém mais ninguém menos do que para o Brasil. Evidente que o lucro era uma estupidez e nossas riquezas roubadas colaborando para tal.
As denúncias foram recebidas com surpresa por alguns e por outros que não as aceitavam apesar das provas porque o governo era militar e o Clube Naval dirigido por um almirante. O resultado disso é que o almirante foi afastado da presidência do Clube e este jornalista devidamente demitido. Tempos depois tudo aquilo foi comprovado, mas ficou o dito pelo não dito e como não interessava a persistência da mancha negra, as chatas sumiram, a Bethleem Steel deixou o país, as terras devem continuar de americanos até hoje e vamos em frente que atrás vem gente.
ALERTAS DO DIA
Felizes os que podem se orgulhar do lugar onde vivem e dele tiram seus frutos