coluna BARTPAPO

Coluna BARTPAPO – Tribuna Independente – 10-06-2022 – Geraldo Câmara

DE PERNAS PRO AR

O Brasil está de pernas pro ar. Nada funciona como se espera de um país sério e as coisas vão ficando tão complicadas que nem de trapézio somos capazes de lidar com elas. Sinto asco do tempo em que vivíamos uma inflação catastrófica e que os preços subiam diariamente absolutamente sem controle e que precisávamos todas as noites aplicar nosso bendito dinheirinho em algo chamado de “over night” para que no dia seguinte ele não amanhecesse tão deteriorado. Os salários eram terrivelmente vilipendiados e as pessoas de pouca renda viviam em verdadeiro pânico.

É claro que não queremos isto para nós, de novo. É claro que esperamos que as coisas hoje sejam um pouco mais controladas, mas nos dá medo ao sentirmos que muitas delas começam a fugir do controle de autoridades que não conseguem, por exemplo, encontrar um caminho para a crise dos combustíveis. É é bom lembrar que eles, os combustíveis são um enorme fator de inflação, já que são os que propiciam o transporte de mercadorias, sobretudo agrícolas e fazem parte desse enorme sistema de distribuição. Ora, se o diesel, por exemplo, está nas alturas todas essas mercadorias tendem a subir.

E este assunto, a logística que envolve os alimentos rurais de primeira necessidade se deve muito ao fato de que o país é cortado e mal cortado por estradas de rodagem e foi abandonado no que diz respeito às vias férreas, absolutamente necessárias em um país de dimensões continentais como é o nosso. O saudoso Juscelino Kubitschek que foi o responsável pela fundação de Brasília, pela marcha para o oeste, pelo aproveitamento máximo do território nacional e que foi capaz de levar à frente seu projeto em apenas cinco anos – “50 anos em 5” – tinha como meta numa possível volta ao poder em 1965 a marcha real com o país todo entrecortado de vias férreas e vias navegáveis, o que, se tivesse sido feito estaríamos com uma outra feição e nem tão reféns do petróleo combustível. No entanto, a revolução chegou um ano antes, em 1964 e Juscelino não participou como nenhum outro de eleições presidenciais até porque elas não aconteceram.

Mas nem só de “pernas pro ar” estamos por conta dos combustíveis. Mas, de um modo geral e ainda até hoje por um desgoverno, por um labirinto que não leva a lugar algum, que não tem planejamento definido em nenhuma área, que não se encontra nos desígnios de um Brasil que precisa de autoridade e não de autoritarismo; que não quer ver briga entre poderes, mas a briga de poderes para um bem comum que é o futuro do Brasil.

Nos encontramos em pleno labirinto. Não sabemos qual o norte para o qual devamos caminhar ou, pelo menos nos orientar. A afirmação de que a educação está “absolutamente equilibrada” é de um desequilíbrio só. Estar com alunos na escola é um bom princípio, mas dar a ele um futuro promissor é o que mais preocupa porque este não é um lugar para privilegiados, mas para crianças e jovens que tenham o privilégio de aprender bem e com o foco no emprego, na atividade que vai lhes render para o resto da vida. Os canudos de advogados, por exemplo estão por aí e eles se batendo uns nos outros. E tantas outras profissões com as quais isso acontece por não haver um direcionamento profissional mais adequado, desde a infância.

Enfim, se formos enumerar e dissertar sobre os caminhos errados que insistimos em trilhar possivelmente estivéssemos escrevendo um livro e não um simples e modesto artigo. Na verdade, o que gostaríamos de saber é que uma nova elite política estivesse a caminho, mudando conceitos, acreditando no país e revolucionando no mais belo sentido da palavra, métodos e sistemas desse país tão rico. Só assim as futuras gerações escreveriam nossa história com mais prazer.

FOTONOTAS

Wendell Pedtrocelli–O atual capitão dos portos é o Comandante Wendell Petrocelli, um cidadão que você gosta desde o primeiro momento e se conquistar sua amizade pode ter certeza de que a terá para sempre. Gente boa com seus comandados e com a vida, Wendell navega nas águas tranquilas do relacionamento com uma disposição incrível e até diferente para os dias de hoje. Bem de família ele transforma seus amigos também em componentes dessa grande tropa que tem como comandante o seu entusiasmo, a vontade de servir e de participar ativamente do progresso e das conquistas de seu país. Conhecer e privar de sua amizade é estar em águas mansas.

Aninha Monteiro Adoruuuuuuuuu! É assim que Aninha se expressa junto aos amigos quando quer mostrar seu prazer por alguma coisa ou por alguma atitude. Da mansidão das Alagoas para o mundo, corajosamente Aninha se lançou a ele e foi conquistando vagarosa, mas firmemente os territórios que queria até se transformar em um ícone do colunismo social, inclusive presidindo a associação que congrega os colunistas sociais de todo o Brasil. Sua alegria permanece, seu amor pelos amigos cresce e assim essa irrequieta figura do jornalismo “society” vai mostrando que o Brasil é pequeno e que se der sopa ela vai muito, mas muito mais em frente.

PARE PRA PENSAR (do meu livro do mesmo nome)

O brasileiro comum é um eterno jogador de futebol. Dribla, avança, retrocede, defende, ataca e quando menos se espera faz gol e vence o jogo da vida.

ALERTAS DO DIA

  • Aos meus leitores, licença para que essa primeira nota não seja um alerta, mas um agradecimento pessoal que preciso fazer. Em todos esses meus anos de Alagoas tenho recebido as melhores deferências, prêmios, títulos de cidadania, troféus, todos deixando-me profundamente agradecido. Hoje, exatamente nesta sexta-feira, 10 de junho, estarei na Capitania dos Portos em solenidade festiva pela Batalha Naval do Riachuelo e recebendo das mãos de seu comandante, Wendell Petrocelli o título de “Tripulante Honorário”. Nem preciso dizer da minha alegria e da honra de que sou imbuído por tão grande presente.
  • Um poste na Rodovia 101 Sul, para ser mais exato no Loteamento Barra Mar Aprazível caiu e por lá ficou apesar de a Equatorial ter sido avisada antes da queda. Como nada aconteceu o poste caiu de vez e com ele levou mais dois. 72 horas depois ninguém esteve por lá e os moradores ainda pensando que a propaganda da Equatorial dizendo que está atenta a tudo era verdade. Nem sei se já resolveu ou não, mas que coisas como esta não podem acontecer, claro que não podem. Ficam o alerta e o protesto.
  • Alerta! O trânsito na cidade de Maceió tem duas características representadas por dois formigueiros. O primeiro deles é o número enorme de motos, principalmente de entregadores e que pensam que estão em território só deles fazendo as maiores peripécias entre os carros. Hoje representam um enorme perigo. O outro formigueiro é quando as aulas voltam ao normal e as formiguinhas saem para as escolas exatamente na hora do “rush”. Ou talvez o “rush” exista por conta delas. O fato é que quando elas não estão nas ruas o trânsito flui célere.
  • E a polêmica sobre o São João continua em Alagoas. Finalmente, o prefeito fez bem ou fez errado ao contratar certos artistas para animar a festa mais popular do nordeste e, claro, também aqui em Maceió? Sinceramente, acho que fica difícil avaliar porque quando o povo está se divertindo ele não quer saber se está dançando e cantando forró ou funk ou qualquer outro ritmo. A avaliação, em que pese o fator cultura local, tem que ser feita levando-se em consideração se a verba foi bem aplicada e se não prejudicou outras atividades básicas da administração municipal.

POR AÍ AFORA

# Às vésperas de uma Copa do Mundo que vai acontecer em novembro no Kwatar, o Brasil jogou com o Japão, que não tem tradição em futebol e ganhou por um mísero 1×0. E assim mesmo, com um penalty batido por Neymar. Apesar de ter sido o campeão nas prévias não podemos esquecer que então o Brasil jogava com os países da América do Sul. Com os europeus e, agora mostrando que com os asiáticos também, o buraco é bem mais embaixo e é preciso muita garra, muita vontade de vencer para entrar na Copa com o astral bastante alto. Caso contrário ficamos sujeitos a intempéries como o famoso 7×1 da Alemanha em 2018. Deus nos livre!

# Trigo a 600 dólares ou milho a 450 dólares por toneladas. As curvas de preços das matérias-primas agrícolas como trigo, cevada, milho, girassol, carne, leite, sobem. É certo que esses números permanecem virtuais, essas duas commodities agrícolas básicas atualmente negociando 20% abaixo desses níveis. Mas eles são um dos cenários negros evocados pelo relatório Cyclope e sua grande parte dedicada às matérias-primas agrícolas. Só em 2021, ou seja, antes dos efeitos da guerra na Ucrânia, “os preços mundiais dos alimentos aumentaram em média um terço em relação a 2020”. (Dados colhidos no Le Figaro) 

# De Portugal: “Todas as festas populares no país poderão traduzir-se num total de contágios diretos num mínimo de 350 mil, podendo atingir valores mais elevados se novas variantes entrarem em Portugal”, estima a análise de risco elaborada pelo grupo de trabalho que acompanha a evolução da Covid-19 em Portugal e que a agência Lusa, de lá teve acesso. O documento antecipa também que o número de contágios pelo coronavírus SARS-CoV-2 “produzidos sem máscara, com os níveis atuais são suscetíveis de infeção, em eventos como o Rock in Rio podendo atingir cerca de 40 mil no total“. Lá como aqui o perigo ainda conta.

ATÉ A PRÓXIMA

Amanhã, sábado é dia de “BARTPAPO com Geraldo Câmara”em modelo presencial. Na BAND, canal 38.1 aberto e NET, canais 18 e 518, das 9 às 10h da manhã. Em Arapiraca, canal 45.1. Assista também pelo Youtube no canal “Programas do Geraldo Câmara”. Fale conosco pelo geraldocamara@gmail.com ou pelo Whats’App 82 99977-4399.



GEOPOLÍTICA DA ENERGIA.

Geoberto Espírito Santo

“Em Economia, é fácil explicar o passado. Mais fácil ainda é predizer o futuro.

Difícil é entender o presente.” (Joelmir Beting)

Na Guerra Fria, quando os EUA e a antiga URSS disputavam o poder mundial, a
corrida armamentista era o motor da economia do planeta. Com a queda do Muro de
Berlim, quando Francis Fukuyama escreveu o “Fim da História e o Último Homem”, o
aquecimento global passou a exercer esse papel, e, no caso da energia, o uso das fontes
renováveis para combater os gases de efeito estufa decorrentes das atividades
antropogênicas. Essas fontes seriam a eólica e a solar e, como são intermitentes e sem
controle de entradas e saídas de operação, a estabilidade do sistema para funcionar 24
h/dia seria assegurada por acumuladores que armazenariam a energia produzida pelos
ventos e pelo sol num determinado período para injetar no sistema nas horas de suas
necessidades de sustentação. Por existir sol e vento na grande maioria do globo terrestre,
uma oferta descentralizada do “capitalismo verde” iria enfraquecer o domínio de países
autocráticos ricos em petróleo. Atualmente, nos países ricos, a comercialização
internacional de energia é de 46% com o petróleo, 24% de gás e apenas 4% de
eletricidade.
Para essa estratégia do negócio, os combustíveis fósseis, as nucleares e as
hidrelétricas passaram a ser demonizadas, mesmo essa última sendo uma fonte renovável
que gera a energia mais barata que conhecemos. Outras renováveis, como as pequenas
centrais hidrelétricas, biomassa, biocombustíveis, resíduos sólidos urbanos, biogás,
passaram à margem do marketing energético impulsionado pela ideologia verde e pelo
capitalismo climático. Agora, a nova fronteira tecnológica é o hidrogênio verde, desde
que seja produzido em eletrolisadores supridos por parques eólicas offshore e usinas
solares fotovoltaicas, deixando de lado o hidrogênio cinza (reforma do gás natural ou
gaseificação do carvão), azul (captura do carbono) e turquesa (quebra do metano por
pirólise). Como os acumuladores de grande porte não apresentaram viabilidade
econômica, a Agência Internacional de Energia (AIE) voltou a defender o uso das
hidrelétricas, inclusive as reversíveis, e das nucleares como base de sustentação do
sistema. Recentemente, a UE (União Europeia) solicitou que as nucleares e o gás natural,
o menos poluidor dos combustíveis fósseis, fossem considerados energia verde.
A demanda global de energia elétrica cresceu 1.500 TWh em 2021 e um
levantamento feito pela Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA, sigla em
inglês), diz que o mundo adicionou 257 GW de renováveis em 2021, aumentando o
estoque global dessas fontes para 9,1%. A capacidade global de geração renovável
totalizou 3.064 GW em 2021, representando 38% de toda a capacidade instalada. Na
geração, o relatório da think tank Ember diz que de toda a capacidade de energia elétrica
gerada no mundo em 2021, as fontes, eólica e solar, representaram 10%. Esse é um dado
muito importante para o planejamento, pois 38% da capacidade instalada mundial em
renováveis gera apenas 10% de energia elétrica. A pressão das mudanças climáticas
sobre as políticas públicas, regulação e investimento governamental/empresarial fez com
que os produtores de petróleo e gás, cujo tempo de maturação dos seus investimentos
beira os dez anos, colocassem o pé no freio das novas descobertas.

Criou-se uma demanda crescente precisando de energia de base para a sustentação
do sistema elétrico, sem resposta à altura dos acumuladores, num momento em que a
oferta de gás e carvão retrocedia. A geração a carvão cresceu 6%, a de gás natural 2% e a
nuclear 3,5%. As emissões de dióxido de carbono via geração de energia aumentaram 7%
e atingiram um recorde, após terem diminuído nos dois anos anteriores. Com a
volatilidade, os níveis de preços tiveram um aumento sem precedentes, apresentaram
todos os seus efeitos negativos, quase sempre caindo no bolso dos usuários finais. Na
Europa, no final de 2021, os preços médios da energia elétrica no atacado foram 400%
superiores à média de 2015-2020. Não exatamente com esses percentuais, mas aumentos
acentuados de preços também foram registrados no Japão e na Índia. Caso básico da
economia mundial é sair de um PIB atual de US$ 85,6 trilhões para US$ 169 trilhões em
2050, em que haveria uma perda acumulada de US$ 75 trilhões, o equivalente a 2,1% da
produção econômica mundial.
Em 2021, a Matriz Energética Europeia era composta por 34% de óleo, 25% de gás
natural, 12% de renováveis, 11% de carvão, 11% de energia nuclear e 7% de
hidroeletricidade. Talvez por ter pouca terra disponível e baixa incidência de ventos, a
Europa preferiu apostar no fornecimento de gás da Rússia ficando assim dependente de
Moscou para obter 40% do gás que consome, pois também é usado para aquecer no
inverno. É abastecida pelo gasoduto Nord Stream 1, que passa pela Ucrânia, podendo a
Rússia a qualquer momento fechar as torneiras e provocar uma explosão dos custos da
energia, pois a opção de curto prazo é aumentar o uso do carvão mineral. Vale lembrar
que a duplicação da ida do gás da Rússia para o continente europeu seria feita pelo Nord
Stream 2, que está concluído, mas sua certificação foi suspensa pela Alemanha no início
do conflito na Ucrânia. Completam a lista 46% das suas necessidades de carvão e 27%
das de petróleo, o que gerou no ano passado uma receita de 148 bilhões de euros para os
russos. A Finlândia e a Letônia dependem de mais de 90% do gás russo. A Rússia é o 2º
maior produtor mundial de gás e o 3º de petróleo.
A energia na vida moderna precisa ser abundante e acessível para a sociedade,
razão pela qual não pode ser planejada apenas em função das mudanças climáticas. A
questão do planejamento energético envolve vários ângulos: entre o físico e o político,
entre o social e o econômico, entre o técnico e o sistema de poder. Com foco apenas no
negócio da energia, o que está sendo feita é uma “substituição energética”, ao invés da
necessária “transição energética”. Não restam dúvidas que a questão da energia faz parte
da estratégia de Vladimir Putin para a recriação da URSS. (Valor Econômico, em 08/06/2022)

Ouvidor Geral 06-06-2022

Ouvidor Geral” para o jornal Primeira Edição de 06-06-2022 – Geraldo Câmara

UM PRODUTO CHAMADO TURISMO.

Produto mesmo, com conteúdo, com embalagem, como se fora construído para ser comercializado, com todo um processo de marketing que os bons produtos têm direito. É assim, antes de mais nada, que a conceituação de turismo deve ser encarada. Porque só assim também será possível admitir que a seriedade do produto está acima de tudo. Quando o dissemos na introdução de nosso livro “Turismo é para quem sabe. Quem sabe?”, de 2006 que era preciso mudar o caminho da comercialização do turismo, que não se poderia mais admitir que fossem programados destinos e roteiros sem que eles fossem realmente definidos como produto vendável e de atração para o consumidor final, nos referíamos exatamente a este aspecto. Então, obviamente, existem produtos e produtos. Consumíveis por públicos os mais diversos e colocados nas prateleiras certas para o consumidor certo. Caso contrário poder-se-ia cair no gravíssimo erro de se oferecer gato por lebre ou lebre por gato, o que, no final das contas, tem o mesmo efeito final que é o de frustrar e o de lesar o consumidor. No caso do turismo, ávido por prazer e não por aborrecimento. Passados 16 anos daquela publicação o ambiente é outro, a profissionalização chegou e os interesses de “trade” e governo parecem que estão bem mais afinados. Então, é não abrir mão do profissional e definitivamente aceitar que o turismo em Alagoas é a chave para o desenvolvimento do estado, como produto e não como brincadeira.

DESTACÔMETRO

O destaque da semana vai para Michelle Araújo, diretora de movimentação de pessoal do Tribunal de Contas de Alagoas e que explicou muito bem porque todas as aposentadorias de servidores públicos do estado e dos municípios precisam ser registrados pelo TCE-AL. Um show no Bartpapo na BAND e no Cidadã Informal, na programação local da Rádio Senado 105.5

PÍLULAS DO OUVIDOR

A possibilidade de o presidente Jair Bolsonaro pedir ao Congresso Nacional para decretar o estado de calamidade a poucos meses da eleição passou a ser defendida por uma ala do governo, que busca criar mecanismos para derrubar o preço dos combustíveis”. (Carta Capital).

A saúde eleitoral vai muito bem lá pelos lados da Paraíba porque o ministro Queiroga está impulsionando a candidatura do filho, Antônio Cristóvão a deputado federal colocando-o em todos os eventos de inaugurações federais naquele estado. Bom, né?

E a rainha Elizabeth II com 96 anos de idade comemora os 76 anos de reinado, o mais longo da Europa e comparecendo a todas as solenidades ao lado do filho Charles, possivelmente o futuro rei da Inglaterra. Isto se ela, a rainha não reinar ainda pelos próximos, sei lá, anos.

O Conselho Integrado de Políticas de Inclusão Social (Cipis) aprovou, por unanimidade, a execução do Auxílio-Chuvas, criado pelo Governo do Estado para beneficiar famílias afetadas pelos temporais que cairam nos municípios alagoanos, que tiveram Situação de Emergência decretada.

O IV Concurso de Monografia do Arquivo Público de Alagoas, com edital aberto tem como finalidade difundir o acervo do Arquivo, contribuir para a produção científica em Alagoas e consolidar o papel da instituição como espaço de preservação e construção de memória.

Mais uma operação foi realizada pelo GT Postos de Combustíveis, da Sefaz/AL. Desta vez, a diligência ocorreu na cidade de Maceió, com o intuito de verificar a regularidade na emissão de notas fiscais ao consumidor e controle dos estoques adquiridos e comercializados. E???

A Equatorial Alagoas realizou um “workshop” que teve como público-alvo as empresas de telecomunicações que atuam em Maceió e que utilizam os postes da Distribuidora de forma compartilhada. Um enrolado de fios e cabos. Inadmissível!

O objetivo foi orientar sobre o processo de reordenamento de cabos que está sendo traçado, para que não representem risco de segurança para a população e prejuízo ao fornecimento de energia elétrica. Esses postes são um terror para quem passa por baixo.

No apagar das luzes de quando escrevia essa coluna recebi a notícia de que vou ser agraciado pela Capitania dos Portos com o honroso título de “Tripulante Honorário”. Que prazer e que honra ! O evento acontecerá durante as festividades do 157anoversário da Batalha Naval do Riachuelo.

O grande Chico Elpídio (foto) continua cada vez melhor compondo e cantando para alegria de gregos e troianos. Recebi o Chico no mais recente Bartpapo, na BAND e até agora continuo recebendo mensagens de elogios ao grande artista.

ABRAÇOS IMPRESSOS

Simples, afável, orgulhoso de ter nascido no município de Junqueiro onde ora tem a honra de ser seu prefeito. A simplicidade de Leandro Silva encanta os que o conhecem e têm a certeza de que um homem digno está à frente dos destinos daquele belo município.

coluna BARTPAPO

Coluna BARTPAPO – Tribuna Independente – 03-06-2022 – Geraldo Câmara

LEITE DERRAMADO

Leite derramado em vários sentidos, assim tem sido a situação de chuvas, não só nas Alagoas, mas em todo o Brasil. Água por todos os lados, devastando com sua força por onde passa, criando desventuras e sofrimentos de famílias, muitas desabrigadas, muitas com perdas de seus mais próximos e em função das catástrofes que a chuva causa.

O que sempre nos vemà cabeça não é o porque as chuvas acontecem com tanta força e com tanta intensidade. Longe de nós duvidarmos das forças da natureza ou acharmos que ela vai ser mais leve com fulano ou beltrano. Não. Sabemos inclusive que o homem, o ser humano tem sido altamente responsável por uma mutação climática em função de mil problemas por ele criados, como, por exemplo, o desmatamento em grandes áreas, a excessiva formação de carbono e que é solto na atmosfera, além de muitos outros fatores humanos que agem em detrimento de uma vida mais saudável no planeta terra.

No entanto, existem coisa e ações das quais o homem não pode se furtar no dia a dia ou na periodicidade dos acontecimentos. E um deles é ditatoriar as prevenções que devem ser estimuladas para que, quando a chuva, os temporais, o que seja chegar a população ela esteja mais protegida ou pelo menos usufruindo de determinadas atitudes que minorem seu sofrimento.

Ora, vamos e venhamos que já sabemos de antemão que as chuvas torrenciais, os temporais devastadores chegam em determinadas épocas e ficamos aguardando que eles devastem, derrubem casas, deslisem encostas e matem gente como se não soubéssemos que isso aconteceria. Trabalhos de contenção de encostas, trabalhos de desassoreamento de rios e canais, trabalho de mudança de pessoas para habitações menos perigosas, tudo o que se pode fazer no período em que não temos chuva ou muito pouco, deve ser feito. No entanto, parece que as autoridades dormem em berço esplêndido e até gostam quando fenômenos como esses acontecem porque é quando o “trabalho” aparece com a defesa civil e o mágico decreto de calamidade também chega facilitando a vida e a burocracia de muitos.

Parece que estamos querendo colocar palha na fogueira e estamos mesmo. Quando estamos falando de vidas humanas precisamos abrir o jogo e falar de tudo. Nem tudo o que se pense que fica para o nosso Deus é possível, porque Ele nos dá tudo, nos dá as armas, mas quer também que façamos a nossa parte. E a nossa parte está nos que estudaram, nos que sabem o porque das chuvas, o período em que elas chegam, sabem tudo o que pode acontecer. Então por que não prevenir e ao contrário tendo que remediar? Não acho que seja um trabalho simples. Não. É hercúleo, pode durar anos. Pode ter que ser permanente, mas é preciso que seja planejado porque ninguém mais aguenta ver as catástrofes acontecendo e nada de se curar os motivos. Só as consequências?

Estamos mais uma vez em período eleitoral. Costumo dizer que todas as vezes os candidatos chegam aos palanques dizendo que suas prioridades são a educação, a saúde e segurança. Mas nunca vi algum deles chegar com planos reais e factíveis dizendo exatamente o que pretendem fazer com suas prioridades. Boa oportunidade essa de colocar a defesa civil, a proteção às pessoas em períodos de desastres naturais, tudo o que diz respeito ao assunto em projeto básico, mas que seja previsto para evoluir e chegar a bom termo durante suas administrações. Chega de ter medo das obras que não aparecem. Como o era com as de saneamento.

E chega, sobretudo de deixar para a população os restos de um leite inteiramente derramado.

FOTONOTAS

Miltinho Vasconcelos –O turismo de Alagoas já está devendo muito a esse jovem talentoso que herdando do pai a vocação hoteleira e pela ciência do turismo, de um modo geral tem exercitado seus conhecimentos mais do que nunca na presidência do Maceió Convention no qual põe em prática a necessidade que temos de fortalecer cada vez mais o marco de desenvolvimento econômico de nosso estado. Simpático, afável, sempre solícito para atender colegas, amigos e a todos, Miltinho, que na vida privada é hoteleiro de mancheia já está realmente dando aulas por aí afora. Que bom podermos acompanhar a trajetória de jovens como este.

Cacá Gouveia Este caraé um talento em matéria de simpatia para com os amigos e “outrens”. Cacá tem mostrado ao lado do seu eterno sorriso, a competência no exercício de determinados cargos. Assim foi no DETRAN, assim foi no Conselho de Segurança e assim será nos voos maiores que pretende dar. Família até debaixo d’água, Cacá leva muito a sério este papel não fosse filho do grande e educadíssimo médico Milton Hênio que o norteou na vida, sobretudo no que diz respeito a ser honesto com os outros, com a vida e consigo mesmo. Particularmente gosto muito dele e desejo sempre que alcance todos os seus objetivos com nota 10.

PARE PRA PENSAR (do meu livro do mesmo nome)

Em nosso trabalho devemos sempre olhar para a frente, mas sobretudo para os lados. As pessoas que nos cercam podem estar precisando do nosso olhar.

ALERTAS DO DIA

  • A Tribuna noticiou e comentou o assunto levantado pelo especialista Manoel Maia Nobre onde ele alerta para uma possível ruptura do sistema lagunar Mundaú – Manguaba caso persistam as chuvas no estado de Alagoas. Acho profundamente pertinente este aviso que foi dado pela Tribuna em primeira ágina e que vem ao encontro do artigo que escrevemos acima. O que nos perturba, continuo dizendo é o fato de que, se não acontecer nada fica o dito pelo não dito e aguardem-se novas chuvas para que as preocupações voltem. N~]ao é por aí. Alerta, gente!
  • Vão continuar insistindo? Não entendo como alguns municípios insistem em darem continuidade à programação junina apesar de toda a chuva, de todas previsões e de todas as recomendações para que não façam. Errar é humano, já sabemos. Mas persistir no erro é burrice mesmo. Temos tempo de sobra para diversão, para outros períodos juninos. O que não podemos e não devemos é brincar com a saúde e a vida dos munícipes. Por outro lado, existe a questão dos gastos. É preciso prever e prevenir também em relação a isto. Se houver uma necessidade a economia pode ser útil em assuntos mais graves.
  • Alerta! Para as verbas destinadas às festas juninas que foram canceladas em vários municípios e cujos prefeitos estão dizendo que elas serão destinadas às famílias vítimas da enchentes. Acho ótimo que isso aconteça, mas quero entender como é o processo para que tudo fique legal e que os prefeitos tenham como prestar contas dessas verbas de maneira absolutamente transparente. Como diz o velho ditado, “macaco que come banana não escorrega na casca”. É bom que se saiba tudo direitinho para evitar as escorregadas fatais.
  • Chuva e crime. É só o que se vê nos noticiários da televisão. E guerra, é claro! A situação é terrível e principalmente quando se vê pessoas – serão pessoas? – cometendo estupros e assassinatos de menores, menores mesmo, quase bebês. É nessa hora que o sangue sobe à cabeça e nos dá vontade de ver a pena de morte instalada no Brasil. Só para ver essa gente que nem parece ser gente, condenada e definitivamente tirada do seio da sociedade. Apesar de ser contra a pena de morte, o que eles estão praticando são sentenças de morte contra pobres e menores indefesos.

POR AÍ AFORA

# Quando era estagiário na maior agência de publicidade do mundo em Nova York, a DDB, um dia de intensa chuva fui tentar atravessar uma rua quando um carro passou e me molhou. Instintivamente soltei um pomposo “filho da…” e ouvi o carro freando e parando. De dentro salta um cara, mais ou menos da minha idade na época e grita em alto e bom som um estrondoso “puxa, há quanto tempo não ouço um filho da p… tão bonito”! Me pus a rir e o cidadão, brasileiro, me levou para dentro do seu carro, papo bom e acabei por ir almoçar em sua companhia. Tornou-se um bom amigo nessa época de solidão novaiorquina. Prova da pequenez do mundo.

# Os Estados Unidos disseram na última terça-feira que forneceriam à Ucrânia vários lançadores de foguetes montados em armaduras leves, reforçando significativamente as forças militares da Ucrânia. A próxima entrega de novas armas dos Estados Unidos à Ucrânia, incluindo vários lançadores de foguetes, “reforça o risco” de um confronto militar entre os Estados Unidos e a Rússia, alertou Moscou. Sinceramente não sei quem mais fala a verdade ou se joga com a credulidade do outro nessa terrível guerra que se estende e promete ir mais longe do que se pensa.

# O presidente dos EUA, Joe Biden, anunciou que enviará sistemas de mísseis mais avançados para a Ucrânia para atacar “alvos-chave” das forças russas invasoras. Ele escreveu sem fornecer mais detalhes no The New York Times: “Fornecemos aos ucranianos sistemas de mísseis e munição mais avançados que lhes permitirão atingir com mais precisão os principais alvos do campo de batalha na Ucrânia”. Ora, ora, Deus nos acuda! Ele, o Biden, pode estar absolutamente certo, mas isto me parece a abertura para uma guerra mundial e que não será nada boa para a humanidade.

ATÉ A PRÓXIMA

Amanhã, sábado é dia de “BARTPAPO com Geraldo Câmara”em modelo presencial. Na BAND, canal 38.1 aberto e NET, canais 18 e 518, das 9 às 10h da manhã. Em Arapiraca, canal 45.1. Assista também pelo Youtube no canal “Programas do Geraldo Câmara”. Fale conosco pelo geraldocamara@gmail.com ou pelo Whats’App 82 99977-4399.