coluna BARTPAPO

Coluna BARTPAPO com Geraldo Câmara -Tribuna Independente–1908-2022

O PODER DA PALAVRA

O português é uma língua fantástica, cheia de sobressaltos, repleta de armadilhas e quem não a conhece bem, sem dúvida, cai nos seus traiçoeiros percalços. Mas, vamos ao título deste artigo que diz “O poder da Palavra”. Numa simples inversão, se escrevêssemos “A palavra do Poder” todo sentido do que desejávamos dizer estaria mudado em questão de segundos. Nada a ver com semântica, no entanto porque na verdade queremos deixar claro que o poder da palavra é altamente significativo e se estende por todas as oportunidades que tenhamos na vida de usá-la como poderosa arma de consentimento, de conexão e de poder consentido. Já na palavra do poder, a submissão fica arraigada, o comprometimento é total e as pessoas até se deixam escravizar por quem a tem.

Esta semana tive a oportunidade pela terceira vez de ser paraninfo de uma turma de oratória do competente Instituto Carlos Conce e a cada palavra que ouvia dos formandos me convencia de que a mutação do ser humano pode estar, sim, no uso correto da palavra, mas também no seu uso não muito dedicado ao bem. O estudo da oratória, da persuasão, da maneira mágica do falar precisa ser acompanhado sempre de um assessoramento quase subliminar da personalidade daquele que vai utilizá-la e como vai em todos os momentos da vida. Grandes líderes para o bem usaram a palavra para deixarem suas mensagens de paz e de amor e Luther King foi um deles. Em contrapartida Hitler, com o uso da palavra foi o carnificeiro maior da humanidade no século XIX.

Estamos entrando, ou melhor, já entramos no período de campanha eleitoral onde, sem dúvida, a palavra terá um peso fantástico para que o povo tenha um melhor conhecimento dos candidatos que irão se apresentar em comícios, em horários gratuitos da TV, em reuniões fechadas e etc, etc, etc. É aí que mora o perigo quando a palavra for bem usada para convencer o eleitor de intenções, de propósitos e de propostas que não serão cumpridos, já que fica difícil às vezes discernir entre a verdade e a mentira. É onde deve entrar a pesquisa, a peneira, a vontade de saber quem é o portador que está ali dizendo que vai fazer, acontecer, tudo o que você tanto quer para a sua cidade para o seu país. Pesquisar é o caminho. Ser mais inteligente do que o mentiroso leva você a uma verdade absolutamente importante para o seu próprio futuro.

Mas no entanto, o exercício do ouvir, do ler, do pesquisar sempre haverá de levar o leitor a possibilidade de análise, de saber como distinguir o que é bom de ser ouvido e o que não é. O exercício da oitiva é fantástico. Mas ouvir inteligentemente analisando cada palavra, sabendo que quem fala transmite o que pensa e tende a entrar no mais recôndito do seu cérebro.

Voltando ao curso de oratória que paraninfei, enquanto esperava a minha vez de falar admirava cada um dos formandos que subia ao púlpito para mostrar seu aprendizado, seu aproveitamento. E verificava que ali existiam pessoas de experiências diferentes, mas todas conscientes de que a palavra pensada e bem concatenada passaria a fazer parte do seu contexto de vida, o tiraria da solidão verbal para uma postura muito mais dinâmica, social e profissional. E é quando os sonhos vão sendo adquiridos e traduzidos por um poder que todos podem ter e utilizar de maneira positiva e socialmente condizente.

A palavra é forte. A palavra é a arma dos inteligentes, dos que não adotam o fogo, mas o cérebro. A palavra é o caminho que leva ao sucesso, que traduz seus pensamentos, suas ideias, tudo aquilo que se tinha guardado, humildemente, medrosamente. A palavra tem poder, sim. De transformação, de conquista. De saber.

FOTONOTAS

CARLITO LIMA–Este sabe viver. Sabe pensar, sabe escrever. Este tem histórias e estórias para contar, vividas e assistidas. As do Velho Capita fizeram presença e ainda fazem aqui e alhures. E entre tantos livros e tantos causos, Carlito resolveu ingressar no mundo do romance e em função disso não fez por menos e partiu para uma trilogia. O primeiro foi Mundaú, o segundo foi Manguaba que eu tive honra de prefaciar. E, finalmente agora Carlito lançou o terceiro com o título de Jequiá. Prefaciado pelo grande Cacá Diegues. Lançado semana passada na sede da Academia Alagoana de Letras, breve singra o Atlântico e o lança em Portugal. Carlito, aqui na minha coluna para que eu diga do meu respeito e admiração por você.

ALBERTO ABREU E LUCIANA LAMENHA – Um casal querido que, depois de alguns anos resolveu consagrar pelas leis e pela fé do matrimônio a união que já existia e que gerara bons frutos. Ela, uma filha de coração; ele o genro adotado. Ele, Alberto exercendo suas funções de Conselheiro Substituto do Tribunal de Contas de Alagoas com total competência. Ela, advogada, hoje lotada na Procuradoria Geral do Estado. Mas o mais importante no momento é saber do amor de um para o outro, da maneira simples e preciosa que se vivenciam no dia a dia e na criação da Antonella e de Valentina. Amanhã, sábado, 20 de agosto recebem as bênçãos do casamento e o aval de uma união muito linda. Vanessa e eu amamos vocês e estamos orgulhosos em sermos padrinhos.

PARE PRA PENSAR (do meu livro do mesmo nome)

O subversivo de ontem é o legalista de hoje e possivelmente o subversivo de amanhã. Tudo é possível.

ALERTAS DO DIA

* Seria interessante que todos nós, cidadãos brasileiros soubéssemos como funciona na íntegra o processo eleitoral, além da inócua discussão em torno da validade ou não da urna eletrônica. Por exemplo, o que eram as coligações e como funcionavam; como são as atuais Federações, como e por que surgiram; e, sobretudo, como são analisados, computados e contados os votos válidos. Digo isto, porque a população não sabe com quantos votos se elege um deputado, por exemplo. Como é feito este cálculo que elege um que tem menos votos que outro. Ainda é assim? Ou será que mudou? Tudo isto é super importante para a educação eleitoral do povo brasileiro.

POR AÍ AFORA

# “Nos anos que se seguiram ao término da União Soviética, em 1991, o PIB da Rússia caiu praticamente todos os anos até 2000. A transição para uma economia de mercado através da liberalização econômica produziu uma inflação galopante, um aumento da taxa de desemprego e em salários atrasados, tendo provocado um empobrecimento geral da população. A criminalidade também aumentou com a instabilidade social. Gradualmente, a liberalização dos preços ajudou o governo a resolver o problema da escassez de bens de consumo geral e muitas empresas ocidentais instalaram-se nas principais cidades russas”. Do jornalista português Jorge Costa Oliveira.

#No Reino Unido, os preços dos alimentos aumentaram significativamente, principalmente dos produtos ligados à panificação, laticínios, carnes e legumes e os preços de outros itens básicos, como escovas de dentes e desodorizantes, também subiram. O custo das matérias-primas e mercadorias que saem das fábricas continuou a crescer impulsionado pelo preço dos metais e dos alimentos. O Banco da Inglaterra elevou as taxas de juros de 1,25% para 1,75% para controlar a inflação e alertou que pode chegar aos 13% antes do final do ano, antecipando que o Reino Unido pode entrar em recessão no último trimestre deste ano e que a crise possa continuar no próximo ano.


# Faltam poucos meses para a Copa do Mundo e o gerente do Estádio Al Janoub o mostrou a um grupo de repórteres com orgulho e alegria. O local com ar condicionado e que sediará sete jogos, incluindo o jogo de abertura da campeã França contra a Austrália em 22 de novembro. Alguém, do Reino Unido disse que, para um britânico que visita o Catar pela primeira vez, parece o elefante na sala. Este torneio foi implacavelmente condenado por grupos de direitos humanos. Estranho, não é? Se os estádios fossem desequipados seriam melhores? Direitos Humanos, por que?

ATÉ A PRÓXIMA

Amanhã, sábado é dia de “BARTPAPO com Geraldo Câmara”. Na BAND, canal 38.1 aberto e NET, canais 18 e 518, BRISANETE, canal 14, VIVO, canal 519, das 9 às 10h da manhã. Assista também pelo Youtube no canal “Programas do Geraldo Câmara”. Fale conosco pelo geraldocamara@gmail.com ou pelo Whats’App 82 99977-4399

Ouvidor Geral 15-08-2022

Ouvidor Geral” para o jornal Primeira Edição em 15-08-2022 – Geraldo Câmara

CARTA ABERTA AOS MEUS FILHOS

Dia dos Pais de 2022

Meus queridos filhos e filhas. E estou falando de todos. Daqueles de cujo meu sêmen frutificaram e geraram e daqueles cujo sangue da emoção e do coração está em minhas veias pulsando por igual. Hoje é Dia dos Pais, mas não sei porque não foi criado o Dia dos Filhos. Os pais é que são produto desses filhos que, sempre de forma diferente, estão em nossas vidas e em nossa formação. Talvez por isso, por estarem multiplicadamente nos enchendo de amor, um amor diferente que transige, que perdoa, que educa, que entende e até entende quando eles, os filhos, começam a inverter papéis a querer nos dar as mesmas lições que um dia nós ministramos. Os meus filhos, 13 ao todo, têm sido a minha alegria, minha tristeza por algumas perdas reais, mas a minha melhor realização de vida e sempre agradecendo a Deus por deles não poder ou não querer reclamar. Deslises, quem não os teve? Problemas, quem não os tem? Divergências? Humano e positivo porque a discussão leva à luz. Personalidades? Diferentes sim e por isso a demonstração de que a criação de vida é absolutamente heterogênea. Deus me deu a ventura de ter vocês, dois que Ele levou e os outros por aí vivendo a vida, mas dificilmente esquecendo o velho. E é aí que entra o maior prêmio divino. Quando ainda posso dizer, gritar, espernear, falar, discutir porque são vocês, meus filhos, os maiores produtos da vida extensa que ainda tenho. São vocês a minha preocupação, a minha admiração, a minha vontade de ainda viver, de produzir, de criar, e mostrar a vocês próprios que desistir não faz parte do meu vocabulário e espero que não faça de nenhum de vocês. Lembram? “No fim dá certo”. Uma frase que me acompanha ainda e que dá forças para que vençamos os obstáculos. Fazer com que os neurônios funcionem sem parar, a todo o instante é a seiva que fortalece a vida, que transpõe problemas e que encontra soluções. Quando eu me for possivelmente não tenha o que deixar, mas tenho a certeza de que deixarei a força, a vontade de vencer, a garra para o trabalho, a lição do nunca desistir. Não queria deixar de dizer alguma coisa neste Dia dos Pais. Não queria deixar de dizer o quanto eu os amo e quanto agradeço a Deus por este presente de vida que são vocês. Cada qual com independência, problemas, amores diferentes. Mas, cada um ocupando o lugar, igualzinho no coração deste velho. Esta carta é só uma sacudidela. Mais uma mexida de espírito em cada um de nós, E aí incluam-se todos os que nos dizem respeito como minha mulher, meus netos e bisnetos, noras, genros, afins. Muitos – que bom! – formando essa enorme família que é a construção de uma frutífera árvore genealógica.

Beijos de pai. Sempre pai,

Geraldo.

DESTACÔMETRO

Se me permitem existem glórias passageiras na vida de um homem, de um profissional como completar 30 anos com o mesmo programa de televisão no ar, ininterruptamente. Certamente é uma marca. Por isso, licença para destacar hoje a marca de 30 anos do “Bartpapo com Geraldo Câmara”.

PÍLULAS DO OUVIDOR

Que fantástico pode dizer que tenho vivido do rádio de válvula ao fabuloso e revolucionário 5G. O milagre da vida, do progresso e da ciência. E em breve alguém estará dizendo que era do tempo do 5G e, e, e! Porque hoje é revolucionário e amanhã será história também.

Que me perdoem os políticos, mas esposa de prefeito ser sua vice é um absurdo. Vejam agora que Cristina Gonçalves assume o lugar do marido, prefeito afastado de Rio Largo com uma série de acusações. Fica suspeito, não é?

Como dominar o equilíbrio entre a emoção e a razão? Como estabelecer domínio sobre coisas que sabe ou vai saber enquanto administradora do município e guardar para não comprometer mais ainda o prefeito marido? E que não é Perfeito?

Fantástico o ato de leitura das cartas em prol da democracia realizado pela Faculdade de Direito da USP. Um movimento singular, novo e perfeito para o momento em que vivemos e que foi ao ar pelo Jornal Nacional durante 30 minutos. Algo inédito dada a credibilidade.

Credibilidade e necessidade de que o povo brasileiro sorva um pouco mais de constituição, já que vivemos clima de ameaças constantes, inclusive com os ataques à urna eletrônica deixando dúvidas que não podem, não devem existir. E não existem.

Assunto interessante que vou levar ao ar em um de nossos programas e que foi levantado por Otávio Lessa: A questão de como se calcula o número de votos que um candidato deve ter levando em consideração federações, partido, enfim, pouca gente sabe disso.

Amanhã, terça-feira, vou ter a honra, a convite do fantástico professor de oratória Carlos Conce de paraninfar mais uma turma do Instituto que leva o seu nome. Eu que já o fiz em outras ocasiões devo dizer que me enebria estar diante daqueles formandos em seu melhor momento.

Vem aí, nos dias 1 e 2 de setembro o XIII Educontas, um encontro incrível das Escolas de Contas de todos os tribunais do Brasil. O de Alagoas terá o prazer de sediar o evento, ao mesmo tempo em que se prepara para ter uma fantástica sede que está em fase de construção.

Carmem Lúcia Dantas (foto) recebeu o Prêmio Caetés instituído pelo Portal História muito bem conduzido por Ediberto Ticianelli. Pense numa escolha fantástica para quem tem cultura no sangue e na alma. Exemplos a serem seguidos Brasil afora.

ABRAÇOS IMPRESSOS

Nossos abraços impressos vão para uma pessoa fantástica que faz parte de nosso círculo de amigos, que eu gosto de graça e que faz falta no mundo em que vivemos. Rogério Pinheiro, ex-reitor da UFAL. Rogério, põe a cabeça de fora!

coluna BARTPAPO

Coluna BARTPAPO com Geraldo Câmara -Tribuna Independente–1208-2022

HORA PARA PENSAR

Graças a Deus o povo brasileiro é super inteligente. O que talvez determinadas pessoas não tenham é a disposição para pensar. Pensar em sua volta, pensar na sua vida, pensar na dos outros, pensar no mundo, pensar, pensar, pensar… Dizem os entendidos que o fazer sem pensar é um problema que pode se tornar um problemaço e causar consequências incríveis, às vezes por uma pequena besteira que se comete porque não se deu ao trabalho de simplesmente pensar.

Dizem alguns que pensar demais atrapalha, mas não é verdade se você tiver método, até para pensar. Se você se der ao trabalho de, da primeira vez que for fazer algo, pensar e chegar a conclusões depois de todas as avaliações possíveis, normalmente dará certo e você quando tiver que realizar aquela ação de novo, terá pensado, pesado e chegado à conclusão de sua valia ou não.

Dou tanto valor ao pensar que até tenho um livro só de meus pensamentos a que dei o nome “Pare pra Pensar”. E, quando de vez em quando o folheio ou escolho um pensamento para colocar nesta coluna de jornal o faço pensando naquilo e reforçando para mim mesmo o que pensei em outras épocas.

E por falar em outras épocas, vejam que estamos na hora de pensar. Em política. Porque o momento é de se colocar os neurônios em ordem e fazê-los trabalhar ao máximo. É chegada a hora mais importante de nossa capacidade de raciocinar, de voltar no tempo e no espaço, de analisar o nosso Brasil, momento a momento, de revisar histórias e estórias. É hora de compararmos vultos que fizeram glórias e fracassos em nosso país e de trazermos exemplos, se necessários, para que possamos ser ajudados na hora em que estaremos para decidir mais uma vez o futuro de nosso estado e de nosso país. E talvez seja essa a hora mais importante porque seremos condutores de futuro, responsáveis também por decisões que definirão, bem ou mal, como será o mundo de nossos filhos, de nossos netos e por aí em diante.

Eleição, campanha eleitoral são um grande rodízio de gente, de ideias, de argumentos, de bem e de mal. No entanto, se cada um de nós formos responsáveis por pensar em cada candidato, em ajudar os nossos semelhantes a pensarem conosco ou a sós, só assim já estaremos exercitando um grande trabalho democrático. Alguns haverão de dizer que de nada adiantará. Pode ser que não adiante, não dê resultado no agora que está aos nossos olhos. Mas, tenho a certeza de que, como as sementes brotam, os pensamentos bons e de pés no chão brotam também. Crescem e multiplicam-se frutificando ideias e posições.

A cada palavra que ouvirmos nos dias de hoje, que envolva política eleitoral, deveremos estar atentos. De toda palavra algo de bom ou de ruim sairá. Saber, pensando, separar o joio do trigo é um exercício difícil, mas válido e que sempre vai gerar possibilidade de diminuição dos erros do passado. Se alguém “pensa, existe”, como diria o filósofo e se existe está aqui para pensar e para fazer o melhor por si e por seus semelhantes.

Não existe melhor hora para defendermos ideias e posições do que a que vivemos no momento. Se conseguirmos desviar as vistas do radicalismo, aceitarmos ouvir novas posições, chegaremos a qualquer lugar bem pensado, ainda que dentro do próprio debate entre dois. Na política eleitoral quanto mais opções, melhor. Quanto mais ideias a serem discutidas com prós e contras, melhor ainda. Importante é que se pense e que se chegue a conclusões bem discutidas e bem pensadas.

Vamos à campanha eleitoral! Pensando muito!

FOTONOTAS

CÉSAR MIOLA –O presidente da Atricon – Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil e conselheiro do TC do rio Grande do Sul, altamente dinâmico não deixa para amanhã o que pode fazer hoje. Eu o conheci através do exercício de nossas funções profissionais, mas confesso que fiquei seu admirador desde o primeiro encontro. Até porque, Miola é um profundo estudioso dos problemas de educação de nosso país e não deixa por menos quando o assunto é este. Tivemos alguns encontros e vamos ter outro agora quando da realização do XIII Educontas e que vai ser sediado por Alagoas. Uma coisa é certa: a competência e o carisma de César Miola ficam gravados por onde passa.

LIARA NOGUEIRA – Pense numa figura encantadora e você estará vendo Liara. Uma simpatia exuberante que se lhe aparece logo que sorri. Uma impecável jornalista que exerce suas funções com maestria, com muita garra e competência. Assim o foi quando estava secretária-adjunta de comunicação no governo Ronaldo Lessa; assim o foi quando âncora vitoriosa nos jornais da Gazeta, assim o é à frente do jornal matutino da Rádio Nova Brasil onde vem mostrando sua vontade de sempre fazer o melhor, neste caso ao lado da também competente Thaís Cavalcante. Liara é uma figura doce com quem convivemos, minha mulher e eu, por muito tempo. Mas a vida vai criando hiatos que sempre são preenchidos pelo coração.

PARE PRA PENSAR (do meu livro do mesmo nome)

Quem entra pela porta da frente precisa sair por ela. A de traz pode ter cães à espreita.

ALERTAS DO DIA

* Alerta grande, mas sem pânico, deveremos ter em relação ao primeiro caso de “varíola dos macacos” registrado em Alagoas. O infectologista Fernando Maia, nos disse que apesar de ser uma doença altamente desagradável e que causa aquelas feridas em todo o corpo e muita dor, ela dificilmente é letal. O cuidado que precisamos ter está exatamente no contágio dela que é muito alto e que se pega através das gotículas que se exala quando as pessoas falam. Essas gotículas ficam suspensas no ar e é aí que mora o perigo. Lembro-me bem de quando criança e que a vacina era aplicada com a ponta de uma caneta cortando um pouco a pele e umedecida na vacina. O alerta é para que se tenha cuidado, mas sem traumas.

POR AÍ AFORA

# Donald Trump que está sendo alvo de investigações em função do episódio de ataque ao Capitólio disse que “estes são dias negros para a nossa nação, quando a minha bela casa de Mar-a-Lago em Palm Beach, Florida, está atualmente cercada, invadida e ocupada por um grande grupo de agentes do FBI” Afirmou o ex-presidente num comunicado publicado na sua rede social Truth. Trump, que não estava em casa durante a operação do FBI, acrescentou: “Esta é uma conduta inapropriada e persecutória com a utilização do sistema de Justiça como uma arma e um ataque dos democratas da esquerda radical que desesperadamente não querem que eu concorra às presidenciais de 2024”.

#A meta para reduzir voluntariamente 15% do consumo de gás na União Europeia entrou na última terça-feira em vigor até a primavera de 2023, visando aumentar o armazenamento nos Estados-Membros e criar uma “almofada” perante eventual rutura no fornecimento russo.A entrada em vigor do regulamento, publicado na segunda-feira no Jornal Oficial da UE, surge na sequência do acordo político alcançado no final de julho em Bruxelas, ocasião na qual os 27 chegaram a um compromisso com vista à redução até março de 2023.

# O uso do cartão de crédito quando se está no exterior é um problema que, imagino, seja insuportável em caso de perda ou de clonagem. Digo isto, porque fui vítima de uma clonagem, já que o cartão estava em meu poder, no Brasil. Fizeram três compras durante a madrugada enquanto eu dormia e aí, no dia seguinte, tomei um susto e fui tratar de cancelar o cartão, notificar que aquelas compras não eram minhas – um total de três – e pedir a segunda via. Um inferno usar a via telefônica para conseguir o que eu queria. Horas aguardando e com soluções pela metade. Aí fiquei imaginando o que seria se eu estivesse no exterior, por aí afora. Acordem nossos bancos!

ATÉ A PRÓXIMA

Amanhã, sábado é dia de “BARTPAPO com Geraldo Câmara”. Na BAND, canal 38.1 aberto e NET, canais 18 e 518, BRISANETE, canal 14, VIVO, canal 519, das 9 às 10h da manhã. Assista também pelo Youtube no canal “Programas do Geraldo Câmara”. Fale conosco pelo geraldocamara@gmail.com ou pelo Whats’App 82 99977-4399

TRANSIÇÃO ENERGÉTICA JUSTA.

Geoberto Espírito Santo
GES Consultoria, Engenharia e Serviços

O Banco Mundial mostra que a arrecadação de títulos soberanos verdes passou de
US$ 41 bilhões, aproximadamente R$ 215 bilhões. Esses títulos são emitidos pelos países
com o objetivo de arrecadar fundos para incentivar o uso de energia renovável ou para
cumprir metas de redução de carbono na transição energética. Em aproximadamente 60%
dos países de alta renda (EUA, Japão, Dinamarca…) existem instrumentos financeiros
públicos endereçados à sustentabilidade. Nos países de renda média alta (Brasil, China,
Peru…) esse percentual cai para 25% e para 10% em países de renda média baixa (Filipinas,
Índia, Senegal…). Naqueles de renda baixa, como Etiópia, Nigéria e Haiti, não se fala nisso.
Visualizando os títulos verdes de dívida emitidos em 2021, maior parte pelo setor
privado da Europa, atingiram US$ 621 bilhões ou R$ 3,25 trilhões. Para os “títulos sociais”,
com a finalidade de comprar casas, financiar a agricultura, melhorar os serviços de saúde e
acesso à água potável, foram levantados US$ 206 bilhões ou R$ 1 trilhão. Mas é preciso
que fique bem claro que a emissão desses títulos de renda fixa não é caridade, são emitidos
pelos governos ou por players do setor privado e estão expostos aos fatores de risco e
sujeitos a taxas de retorno diferentes.
A Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA, sigla em inglês), realizou
um estudo sobre a importância de incluir as comunidades locais na transição energética e
chegou à conclusão que elas são um poderoso acelerador. Além de gerar desenvolvimento
socioeconômico local, a inclusão de comunidades nos projetos de energia limpa também
permite uma maior autonomia na gestão dos recursos, tanto energéticos, como financeiros.
Cita experiências que existem no mundo e uma condição crucial para a sua implantação são
os ambientes políticos estáveis e não discriminatórios. Além do enfoque da transição
energética justa, rumo a uma matriz mais limpa, os desafios envolvem também um mercado
de trabalho e até mesmo a busca pela segurança.
E o que seria uma transição energética justa no Brasil? Justa do ponto de vista de
quem? Da oferta ou de quem consome energia? Tudo começa nessa definição, que não
existe consenso, ainda mais se formos compor com alguns elementos que estão comumente
a ela associados. Na era dos 5G, alguns formuladores pregam que a transição energética no
Brasil é composta por 5Ds: Descarbonização, Descentralização, Digitação, Desenho de
mercado e Democratização.
Descarbonização se refere às mudanças climáticas, podem aumentar sua frequência e
assim vai afetar com maior magnitude as camadas mais vulneráveis da sociedade.
Certamente que a descarbonização das matrizes elétrica e energética é muito benéfica para o
mundo em geral, principalmente para os mais ricos, mas há de se convir que leva perdas
para grupos sociais, cidades e, talvez, até para regiões inteiras. Nesses primeiros anos,
talvez décadas, painéis solares nas residências, carros elétricos, hidrogênio verde produzido
com energia eólica offshore, não vai ser acessível para a população mais pobre. Portanto,
apenas a descarbonização da matriz energética será insuficiente, mesmo que envolva outros
Ds, como a descentralização e um maior grau de digitalização.
Descentralização com eólicas e solares para comunidades pequenas e distantes dos
centros de carga, só com recursos do governo, nesse caso de nossos impostos.
Historicamente, seus modos de vida estão atrelados a atividades baseadas em fontes fósseis,

como é o caso da lenha, do carvão e do botijão de gás. É óbvio que vão encontrar inúmeras
dificuldades de fazer uma acelerada adaptação para uma economia de baixo carbono. Para
esse caso, serão necessárias alternativas produtivas associadas a fontes de energia de baixa
emissão e que possam oferecer uma melhoria na renda e na qualidade de vida dessas
populações.
Na digitalização, presente em quase todas as atividades econômicas e sociais, com
tendência para a entrada exponencial de novas tecnologias de informação e comunicação,
cada vez mais irá causar uma crescente dependência da energia no modo de vida das
pessoas. E quem mais sofrerá com a tecnologia são os mais velhos e os mais pobres, que
dificilmente poderão acompanhar essa expansão tão rápida e cara. Consequentemente, o
fosso social vai ampliando as discrepâncias que existem em nossa sociedade,
principalmente se uma grande parcela da população não tiver acesso à energia barata e de
qualidade, condição fundamental para a melhoria da sua situação econômica e do seu
padrão de vida.
No desenho de mercado, não podemos deixar de considerar que a desigualdade de
acesso à energia está relacionada com a desigualdade socioeconômica, às vezes até pela
discriminação étnico-racial, disparidade de gênero, quase sem renda e mobilidade social
inexistente, fatores que determinam a falta de oportunidades de acesso às instâncias
decisórias. Da solução faz parte a regulação, a capacitação, para fazer com que as
comunidades passem a compreender questões técnicas, financeiras e políticas, e até
comecem a desenvolver iniciativas com o próprio negócio.
Democratização agora é um nome que cabe em qualquer lugar, mas sempre muito
distante daquilo que foi idealizado pelos filósofos gregos. Aqui, nesse caso da transição
energética, por democratização definiu-se o acesso amplo e módico à energia, de forma
inclusiva e participativa, dando maior prioridade à questão social no aproveitamento dos
recursos energéticos. Nem mesmo com os parlamentares que elegem, essas comunidades
participam dessas definições. Discurso afiado, palavras envolventes, propaganda milionária,
mas quais são as ações, metas, recursos, como acompanhar resultados?
Portanto, uma transição energética para ser justa no Brasil, não pode ficar apenas
sendo indutora de mudanças nas matrizes elétrica e energética, na direção de uma economia
de baixo carbono. É preciso que sejam dadas proteções as camadas mais vulneráveis da
sociedade, não só para ampliar o acesso desses grupos à energia, mas somente com
educação, capacitação profissional e criação de oportunidades é que poderemos erradicar a
pobreza e combater a gritante desigualdade existente nesse nosso país. (11/08/2022)
Geoberto Espírito Santo
GES Consultoria, Engenharia e Serviços

Bartpapo 30-07-2022

CONVIDADOS

MARÇAL ARANHA – diretor técnico da Escola de Contas do TCE-AL

MARISTELA POSITANO – diretora do MOVPAZ em Alagoas

ALFREDO GAZZANEO – engenheiro e diretor do Serestas da Pitangunha