O meu piano

Minha primeira professora me batia os dedos

Com uma varinha idiota, por enganos ledos,

Achando que com isto eu aprendia.

Insistia em me fazer exercitar a rapidez de um Hannon

Mas, na verdade, eu queria tocar como um Valdir Calmon

E despejar no piano toda a minha ouvidoria.

E de tanto fazer para ela as mais irritantes caretas,

Minha mãe resolveu dispensá-la por todas essas mutretas

Que propositadamente eu fazia.

E aí, tornei-me um pianista livre, dono de mim e do meu piano

Usando o meu ouvido sensivelmente, como era meu plano

Dele transbordando a minha fantasia.

E os dedos corriam céleres, sem fiscais, pelas teclas de marfim

Buscando mostrar a todo o mundo o que era melhor pra mim.

Encontrando a música, elaborando sons.

Até porque, nem por sombra eu pretendia ser um grande pianista.

Na verdade eu desejava curtir a minha alma de artista,

O piano e eu, afinados, nos mesmos tons.

O jovem e o trabalho em Alagoas

Geraldo conversa com representantes de ações em educação e trabalho no Estado de Alagoas.

Participantes:

PAULO PARAÍZO | Vice-presidente da Comissão de Defesa da Criança e do Adolescente OAB Alagoas

IRIS MEDEIROS | Gerência Executiva SENAI-AL

SANDRO DINIS | Assessor de Educação Profissional do SENAC-AL

ADRIANA BARRETO | Coordenadora do Programa “Vira Vida” SESI-AL

DULCIANE LEITE | Auditora-fiscal do MTE-AL

FABIANA PORTO | Supervisora do CIEE-AL

ISRAEL LESSA | Superintendente Regional do Trabalho em Alagoas (SRTE/AL)

RICARDO LESSA | Secretário do Trabalho Abastecimento e Economia Solidária (SEMTABES)

Do Bolsa-Família ao Bolsa-Trabalho

Um país como este, de imensas extensões territoriais, de enormes diferenças intelectuais e sociais e obviamente com grandes distorções, campeão de IDHs baixos, sem dúvida teria que ir buscar guarda-chuvas em soluções assistencialistas e o vem fazendo com a inclusão, cada vez maior , das proteções federais, a exemplo do “bolsa-família” que um dia já foi ”bolsa-escola” e, que, numa análise mais profunda é o instrumento de compra de votos mais perfeito e mais oficial que existe, burlando a lei de uma maneira consensual e vertiginosamente ascendente. Ignorar que o povo sofrido deste país precisava de algo como as bolsas para que saíssem do estado de miséria declarada seria ignorar o sofrimento de quem, sem ferramentas e sem orientação, passou por várias gerações coronelistas, daquelas que não tinham a menor intenção de diminuir a miséria, de acabar com a seca ou de erradicar o analfabetismo, todos a serviço do voto que as mantinham oligárquicas e poderosas.

Se os programas sociais dos governos, quer federais, quer estaduais ou municipais, precisam passar por este tipo de assistencialismo, também gostaria de contestar, dizendo que, melhor do que o peixe é melhor o anzol; melhor do que o dinheiro dado é o dinheiro conquistado e trabalhado, ainda que para isto, o governo incentive o povo a ganha-lo, com honestidade e, sobretudo, com o suor do próprio rosto.

Tenham a certeza os meus leitores de que o povo não quer esmola. Absolutamente não deseja ganhar sem que tenha contribuído para o ganho. Se ao povo for dado o prazer de trabalhar, se a ele for dada a oportunidade de produzir e de receber pela sua produção, então este país terá alcançado a verdadeira conquista da igualdade, da distribuição de renda mais efetiva e mais justa.

Nossa proposta está justamente na modificação do assistencialismo praticado através do bolsa-família para o estímulo e o incentivo que podem ser dados através da criação do bolsa-trabalho, uma espécie de financiamento da pequena produção para ser aplicado na  criação de micro negócios familiares ou, e isto é o maior objetivo, na capitalização de cooperativas de produção criadas a partir do mapeamento vocacional do país, de cada estado, de cada município.

O Bolsa-trabalho seria exatamente o anzol; o instrumento para que se chegue ao peixe sem vergonha, sem esmolarização do sistema, deixando que cada um consiga implementar sua personalidade em um trabalho, por mais simples que ele seja.

Gostaria de lembrar o fator multiplicador que ocorreria quando a dação do Bolsa-Trabalho estivesse atada à concretização de um trabalho efetivo e que viesse por associativismo ou por cooperativismo. O envolvimento familiar, o envolvimento comunitário, principalmente em estados pobres como é o nosso de Alagoas, sem dúvidas, daria lugar a um novo tipo de produtividade que transformaria a chamada economia informal na aceleração e formalização de um crescimento absolutamente palpável e com fixação maior do homem ao seu local de origem.

Que não estejamos ligados, nós enquanto estado de Alagoas, às ações  federais para podermos colocar em prática o nosso projeto de incentivo à geração de trabalho e não mais somente à geração de emprego. Porque, a partir de projetos estaduais e municipais também podemos chegar à liberação de verbas capazes de nos fazer criar o nosso Bolsa-Trabalho e servirmos de exemplo para toda a federação.

Na verdade, precisamos, enquanto brasileiros e em especial alagoanos, levantarmos bandeiras de mudanças que sejam significativas para a transformação das empoeiradas noções que se tem dos deveres do estado. Deveres que vão muito além do terrível assistencialismo e que precisam urgentemente romper barreiras e preconceitos e criar novos conceitos na área social.

DUAS HONRARIAS RECEBIDAS NAS ALAGOAS

TÍTULO DE CIDADÃO MACEIOENSE PROPOSTO PELA ENTÃO VEREADORA, ROSINHA DA ADEFAL E DE CIDADÃO ALAGOANO PROPOSTO PELO DEPUTADO RONALDO MEDEIROS.

CIDADÃO MACEIOENSE

 

TV E INTERNET, ESCOLAS DE CRIME ?

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Imagem: Site Conta Mais

É com a TV e com a INTERNET que está a inteligência do crime neste país. É exatamente com elas que os grandes golpes são ensinados a milhões de pessoas que a assistem e que se dividem em bons e maus alunos. Vejam as novelas brasileiras e elogiem seus autores e diretores que dão um banho de tecnologia para mostrar o que há de pior no crime. Em todas elas, ninguém respeita ninguém, a sociedade que nelas é mostrada é absolutamente podre e as idas e vindas de um grupo de assassinos mostrando-nos a todos como praticar a criminalidade, é de estarrecer ao mais criativo dos criminosos. Filho planeja matar pai, mãe mata marido, grandes roubos são planejados nas telinhas. Ah…mas isto é estória, é romance, é para dar audiência. Claro, muito justo. Assim como os noticiários que nos mostram, detalhe por detalhe os crimes e falcatruas do país e fora dele. É uma audiência que está ajudando a mudar o caráter do brasileiro comum, principalmente daquele que não tem onde cair morto e aprende, também com a TV e com a INTERNET, o caminho das drogas, do ganho fácil, do assassinato, do golpe, do roubo de galinhas ao imenso roubo do dinheiro público. Nada contra a TV ou a Internet, até porque faço parte delas. Mas temos que reconhecer que o mundo está apodrecendo e a comunicação pode, se quiser, ajudar a reverter o quadro. Continuar lendo “TV E INTERNET, ESCOLAS DE CRIME ?”