Ouvidor Geral 08-06-2020

DEPOIS DA TEMPESTADE O BRASIL

            Conhecer o Brasil antes de se espraiar pelo mundo, sem dúvida deve ser o melhor conselho que se possa dar ao turista que, após pandemia, deseja aprontar as malas e sair por aí. O dinheiro é nosso e é o que temos sem precisarmos de câmbios, flutuações de moedas e outras coisas mais. E o país é uma maravilha distribuída em milhões de metros quadrados que podem dar oportunidade em todas as áreas da diversão e do conhecimento seja por sua enorme quantidade de arte popular e convencional, seja pelas belezas naturais que se dividem entre praias paradisíacas, pantanais, serras, cachoeiras e cascatas surpreendentes, além de cidades modernas e tecnologicamente apreciáveis. O Brasil é uma verdadeira enciclopédia mesclada por uma miscigenação fantástica mostrando culturas que vão dos índios aos negros, à enormes  concentrações de todas as nacionalidades; imigrantes incríveis que trouxeram pedaços de seus países e de seus costumes para aqui e nos ensinam até hoje parte de suas culturas e de suas raízes absolutamente entranhadas e mescladas com a maior parte dos brasileiros.Talvez seja este o país mais miscigenado do mundo e uma das maiores oportunidades de se conhecer todas as vidas e todos os climas da terra. Por isso, sempre digo, eu que muito andei pelo mundo, muito andei por este outro mundo que é o Brasil. Aproveite-o. Do calor intenso ao cortante frio; da seca à neve; das praias aos pântanos.  O Brasil é nosso! E depois da tempestade sempre virá a bonança de nosso imenso país.

DESTACÔMETRO

Marcos Rodrigues, o Tchola dá show diariamente em seus programas de rádio. Tem uma verve bastante interessante, um vozeirão, inteligência para os comentários e por essa e outras coisas é o nosso destaque de hoje.

PÍLULAS DO OUVIDOR

O caso do menino que caiu do 9º andar depois que a patroa de sua mãe deixou que ele subisse em um elevador está sendo alvo de muitas especulações para saber se a mulher teve ou não culpa na tragédia. Descuido ou fatalidade. Crime?

Os manifestos anti-racistas nos Estados Unidos em função da morte do homem negro pelas mãos, digo pelos pés do estúpido policial remetem ao assassinato de Luther King. Já acontecem há dez dias e prometem desdobramentos.

Tem chovido bastante em Maceió. Até com alguns temporais e com direito a raios e trovoadas. Mas muita gente está tão trancada que só percebe quando o trovão é muito forte .

Falar em trancado quem não está usando o carro que fica parado na garagem não esqueça de ligar de três em três dias, de 10 a 15 minutos. Ele precisa ter o motor aquecido. Outro problema é a gasolina que os entendidos dizem que estraga. Será?

O prédio do Tribunal de Contas de Alagoas acaba de instalar em seu telhado 79 placas arco-voltáicas – energia solar – que vão contribuir para uma enorme economia para aquela instituição. Sem custo por conta de convênio.

Sinceramente, acho completamente prematura a idéia de se promover as aberturas sociais, ainda que moderadamente. Os maiores especialistas dizem que o Brasil está em curva ascendente e longe de atingir o pico. E aí? Abrir?

O pior desses momentos que estamos vivendo são as diferentes opiniões de gente que sabe, de gente que como eu, não entende nada de endemias, pandemias e outras coisas mais. No entanto, sabendo ouvir e tendo bom senso até podemos opinar.

Temos que tirar o chapéu para o governo Renan Filho que, com sua eficiente equipe tem tido um comportamento exemplar na administração dessa enorme crise sanitária que nos abala a todos. O respeito à vida tem sido a tônica por aqui.

É incrível como o planeta rapidamente está mudando em termos de poluição, por exemplo. Com a paralisação da frota aérea, com a diminuição de carros na rua, a redução de carbono na atmosfera está sendo drástica.

Ronaldo Cunha Lima (foto) foi governador da Paraíba. Uma grande figura, um poeta excepcional e um dos melhores humores que conheci na política brasileira. Matando saudades (in memorian) o coloquei no Bartpapo último sábado em entrevista num Bartpapo comigo em 1993.

ABRAÇOS IMPRESSOS

                 Celso Ribas Jr. Celsinho. Esse cara é uma pândega! Um bom humor constante, uma inteligência ímpar e agora, dentre outros afazeres está mandando muito bem no seu canal do YouTube “Garagem do Coyothe”. Um abração, amigo!

BOLETO DA CONTA COVID.

Geoberto Espírito Santo

GES Consultoria, Engenharia e Serviços

“Toda vez que o governo diz que o assunto é complexo, vou logo tirando meu talão e passando o cheque.”                                                                                                                                            (Flávio Rangel)

O setor elétrico brasileiro atual foi estruturado levando em consideração dois ambientes de contratação: o Ambiente de Contratação Regulado (ACR) e o Ambiente de Contratação Livre (ACL). Atualmente, o ACL corresponde a 30% do mercado do ACR. O projeto de modernização do setor caminha para que, em 2026, esteja implantada a portabilidade no setor elétrico, ou seja, todos os consumidores estejam livres para escolher o seu fornecedor, como é hoje na telefonia.

No ACR, as distribuidorasinformam ao MME (Ministério de Minas e Energia) as suas demandas com 5 anos de antecedência, a EPE (Empresa de Pesquisa Energética) calcula os montantes totais a serem contratados e a ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) realiza os leilões de geração e das linhas de transmissão. Contratos são assinados com os geradores e transmissores de energia que buscam os investimentos levando em consideração que o pagamento da energia vendida está assegurado pelas distribuidoras. As tarifas praticadas pelas distribuidoras levam em conta essa compra de energia, seu transporte e os custos do serviço prestado, incluindo uma taxa de remuneração regulatória (WACC) de 7,32%esão homologadas pela ANEEL.

Do faturamento das distribuidoras, em média, elas pagam 34% para a geração, 7% para a transmissão e recolhem para o governo federal 9% de PIS/COFINS e 8% de encargos setoriais e para os governos estaduais 22% de ICMS. Os 20% restantes da conta de luz é a parte que lhes cabe para remunerar os investimentos e quitar as despesas pelo serviço prestado. A fatura de energia elétrica, se não for o melhor, é um dos mais eficazes instrumentos de arrecadação pois 99,98% dos domicílios existentes no Brasil recebem a conta de luz. O recolhimento para os governos é sobre o faturado, e não sobre o arrecadado, razão pela qual a inadimplência tem um peso dobrado nessa conta, porque além de não recebertotalmente a sua parte, tem que recolher impostos sobre um valor não realizado.

Os efeitos dantescos do coronavírus na saúde e na economia, fizeram governos estaduaissancionar legislação suspendendo cortes de energia elétrica sem levar em consideração que, conforme Art. 22 da Constituição Federal, compete exclusivamente a União legislar sobre energia elétrica. O governo federal enviou ao Congresso a MP 950, de 08/04/2020, que, dentre outras ações, o Tesouro Nacional libera R$ 900 milhões que somados aos R$ 300 milhões da CDE (Conta de Desenvolvimento Energético) parasubsidiar100% das contas de luz de10 milhões de consumidores de baixa renda por 90 dias. Posteriormente esse benefício foi estendido para todos aqueles inscritos no Cadastro Único do Governo, que em 2019 eram 28 milhões, decisão que nos faz concluir que esses recursos não serão suficientes.

Fica claro que as distribuidoras são pilares de sustentação do atual modelo do setor elétrico e que serão as mais impactadas pelos efeitos da Covid-19, com a queda no consumo, crescimento dos níveis de inadimplência, aumento da sobrecontratação e rompimento de contratos, o que poderia gerar uma situação de interrupção dos compromissos de sustentação da cadeia produtiva do setor. Nessa MP 950, o governo também autoriza um empréstimo bancário para socorro às distribuidoras, que, na prática, também sinaliza que não haverá outros recursos do Tesouro Nacional para o setor, ou seja, a solução deve ser via consumidor (tarifas), e não via contribuinte (impostos).

Com as medidas de isolamento tomadas por causa do coronavírus, o consumo de energia elétricadespencou tanto no mercado livre (ACL) comono mercado regulado (ACR). No ACL, são feitos acertos bilaterais por conta e risco dos investidores, que combinam os preços e assinam contratos de venda com seus consumidores finais. Quando se pensa em flexibilidade do mercado, ou os consumidores consomem mais do que o contratado, ou consomem menos. Com essa pandemia, apareceu uma situação inusitada: redução de consumo simultânea de todos os consumidores, usando ao mesmo tempo todas as cláusulas contratuais de flexibilidade. No início da crise sanitária, os comercializadores de energia elétrica estimavam que a queda no mercado livre fosse de 10% e, nesse caso, o prejuízo seria de uns R$ 200 milhões em 2020. Entretanto, a redução do mercado está beirando 20%, com um prejuízo projetado de R$ 5 bilhões nesse ano. A orientação da ANEEL é que, sendo contratos bilaterais, assim sejam resolvidos, sempre procurando evitar a judicialização, um processo demorado e que causa insegurança no mercado.

No mercado regulado (ACR), apesar do consumo residencial ter aumentadoporque as pessoas estão sendo estimuladas a ficar em casa, desde abril o sistema de geração vem apresentando uma redução de 20% e projeta-se 10% no final do ano.Nas distribuidoras, a inadimplência saiu de 3% para 13% e a sobrecontratação está prevista para 14% ao final de 2020, isso sem contar com o aumento dos “gatos”, que é uma característica dessas situações. Pelas regras da sobrecontratação, até 5% podem ser incluídos no reajuste tarifário do ano seguinte, mas o que ultrapassar esse percentual deve ser assumido pelos acionistas das empresas. O sistema elétrico brasileiro é complexo, com 9 mil usinas geradoras, 167 GW de potência instalada e 142 mil quilômetros de linhas de transmissão, além das redes de distribuição de 61 concessionárias que atendem aos 27 unidades da federação e o Distrito Federal, composto por milhares de equipamentos que garantem a produção, o transporte e a distribuição segura de energia ao consumidor final.

As MPs têm força de lei e seus efeitos começam logo após a publicação. O grande problema é que oconteúdo dessa MP 950,principalmente em tempos de eleições, estimula uma série de “bondades”, tendo recebido dos parlamentares 180 emendas quevamos dividi-lasem três blocos: a) 1/3 busca ampliar o benefício do desconto tarifário aos consumidores, quase sempre sem apontar de onde viriam os recursos; b) 1/3 busca proteger os consumidores dos efeitos financeiros das medidas, indicando como fontes de recursos um aumento dos aportes da União, utilização de dividendos devidos pela Eletrobras à União, utilização dos recursos de P&D (Pesquisa & Desenvolvimento) e PEE (Programa da Eficiência Energética), utilização da taxa de fiscalização da ANEEL, uso da Reserva Global de Reversão (RGR) e multas, sempre procurando excluir o encargo de um empréstimo ou excluir os consumidores dos descontos e das operações de crédito; c) 1/3 bastante pulverizado nos mais diversos benefícios, como a suspenção do corte de fornecimento, postergação da fatura, congelamento tarifário, suspenção da tarifa de religação e retorno dos subsídios para o setor rural.

O MME e a ANEEL trabalharam incessantemente para fechar em maio a regulamentação daMP 950. Esse tipo de empréstimo já foi feito com a Conta ACR 2014 e, se esse agora tivesse as mesmas regras, o aumento de tarifa seria significativo. Vale salientar que, naquela oportunidade, foram feitos três empréstimos, fruto da imprecisão do montante a ser financiado que era necessário para cobrir o desequilíbrio financeiro das distribuidoras, que somados deram R$ 34 bilhões, sendo que R$ 12,8 bilhões foram de juros. Houve uma seca prolongada, não tinha geração hídrica para suprir o mercado, que foi feito com mais térmicas, resultando em 2015 num “tarifaço” de 50% e numa grande migração de consumidores para o mercado livre, deixando seus custos para quem permaneceu no mercado regulado.

Nesse empréstimo agora, o objetivo é utilizar encargos setoriais que não deverão ser utilizados por causa da queda na demanda, procurando contratar os recursos estritamente necessários e alocar corretamente os custos de operação com o objetivo de poupar, ao máximo, os consumidores finais, pois seus orçamentos já estão bastante pressionados por causa da pandemia do coronavírus. Em 18/05/2020, foi publicado numa edição extra do DOU (Diário Oficial da União), o tão esperado Decreto 10.350 que regulamenta a MP 950, criando a CONTA-COVID destinada ao setor elétrico para enfrentamento do estado de calamidade pública reconhecido pelo Decreto Legislativo nº 6, de 20/03/2020. 

O empréstimo da CONTA-COVID deve ficar em torno de R$ 16,1 bilhões, será uma operação de mercado estruturada sob a forma sindicalizada e sob o comando do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), envolvendo bancos públicos e privados. Vai ser tomado pela CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) em nome das distribuidoras, terá um custo equivalente ao Certificado de Depósito Interbancário (CDI), mais a remuneração das instituições financeiras participantes e lastreado por ativos tarifários, considerados pelo mercado financeiro de baixo risco e alta atratividade.O governo federal isentou essa Conta da incidência do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

A regulamentação do Decreto foi feita pela ANEEL e colocada em Consulta Pública,de 27/05 a 01/06, recebeu 404 contribuições. A minuta define os critérios de gestão da Conta e estabelece os limites para a captação dos recursos pelas distribuidoras, que devem estar fundamentados pelas perdas de arrecadação e mercado de cada concessionária, com o detalhamento dos custos que podem ser cobertos e o fluxo operacional dos repasses. Do ponto de vista do consumidor, a CONTA-COVID foi organizada para que sejam evitados reajustes maiores das tarifas, como o dos preços da energia de Itaipu que épaga em dólares, a alta remuneração das políticas públicas do setor, que são repassadas via CDE (Conta de Desenvolvimento Energético), e o repasse dos custos de novas instalações do sistema de transmissão. Sem a CONTA-COVID, essas despesas seriam incluídas nos próximos reajustes tarifárias para serem pagas em 12 meses e que agora vão ser em 60 meses. A redução média estimada nas tarifas será de 2,28% em 2020 e de 2,85% em 2021. À partir de julho/2020, a Equatorial Alagoas terá 9,85% de reajuste na tarifa.

A formatação da CONTA-COVID avança, mas dez organizações lançaram um manifesto argumentando que, da maneira como o Governo Federal, via MME, o Congresso Nacional e a ANEEL estão reagindo a essa crise, tanto poderá sedimentar as bases para um setor elétrico resiliente e sustentável, como aprofundar ainda mais seus problemas estruturais. No que se refere a resiliência do setor elétrico, lembra que ela depende da aprovação do PLS 232/2016, que reúne as medidas cruciais para a modernização do setor e busca equacionamento para uma série de problemas estruturais. Pede a urgente reavaliação da sobreposição de subsídios e encargos setoriais que oneram a conta do consumidor final. Argumenta que esse empréstimo bilionário,sendo pago pelos consumidores de energia elétrica, será necessário que os mesmos tenham um acesso fácil e transparente às informações do Gabinete de Monitoramento da Situação Elétrica (GMSE) da ANEEL e das demais medidas que forem relativas ao tema.

Geoberto Espírito Santo

GES Consultoria, Engenharia e Serviços

Ouvidor Geral 01-06-2020

AS FERAS ESTÃO JOGANDO

                    Sinceramente não sei onde vamos parar. As “feras” estão soltas, principalmente para os lados de Brasília e a cada dia mais acirradas buscando não sei o que, sei lá se sei ou sei lá se alguém sabe! A turma do Planalto, inquieta com os arroubos do líder parte em busca de soluções, de apaziguamento ou não parte para coisa alguma porque na verdade perdeu o rumo e os caminhos. Os outros lados, porque agora não é mais o outro lado, mas muitos lados, também ficam buscando o equilíbrio, mas o xadrez que estão jogando nem mostra como fazerem os peões, os bispos, cavalos e torres se manterem vivos, nem conseguem dizer se as brancas ou as pretas vão chegar a xeque mate. O jogo deveria ser ou ter uma lógica onde o bem comum fosse o objetivo, onde as conquistas fossem para todos e os lances praticados chegassem a um bom termo que facilitasse a vida não só dos jogadores, mas, sobretudo dos que assistem ao jogo sem entenderem os movimentos, os truques, as manhas, as técnicas e até a matemática. E esse é o problema. Se ninguém à volta entende, dentre eles, jogadores do hoje com as vistas para o amanhã, existem os falastrões, os que pensam que entendem ou que estão no jogo, mas que acabam morrendo à míngua sem compreenderem por onde se perderam suas estratégias. Quem souber o fim, me avise, porque sinceramente estou perdido num tabuleiro invisível cercado de pedras por todos os lados e sem saber se o rei cai ou não cai. Ou se reina para o sempre e todo, huum! E rodeado de muitas feras.

DESTACÔMETRO

                    O destaque vai para a produtiva e competente promotora de Direitos Humanos, Marluce Falcão à frente de dois projetos incríveis, um visando o ensinamento de cidadania e o que é corrupção à infância e outro voltado para o idoso. Sucesso!

PÍLULAS DO OUVIDOR

O trabalho que a promotora Marluce Falcão está realizando na busca dos interesses da cidadania e na questão do apoio aos idosos é muito bem feito e, sem dúvida será alvo de muitos comentários da imprensa e da sociedade.

Não vou entrar em detalhes ainda porque vamos aguardar algumas finalizações, mas posso dizer aos meus leitores que o trabalho de Marluce está sendo apoiado não só pelo Ministério, mas também por muitas outras instituições.

E aqui já posso adiantar que estará fazendo parceria com o nosso Tribunal de Contas e, claro, com a TV Cidadã e a Rádio Senado\Cidadã para que cheguem as idéias mais rapidamente à sociedade.

Dentre outras instituições estão o Governo do Estado e a Prefeitura de Maceió através de algumas de suas secretarias, principalmente as de Educação e de Ação Social, além da UFAL, OAB e muitas outras que oportunamente vou detalhar.

Aliás, bom lembrar que estamos em quarentena, mas em plena execução de trabalhos em “home office” e foi exatamente assim, usando os métodos de reunião virtual que, nesta sexta, Marluce Falcão nos reuniu e éramos 27 nas telinhas de nosso computadores.

Isto é para dizer que estamos em quarentena, mas não de férias. Vamos continuar torcendo para que tudo acabe bem, que a pandemia seja controlada; vamos continuar ficando em casa, mas produzindo sem “desculpas pra boi dormir”.

E, mudando de assunto, aguardamos com ansiedade essa insistência com que alguns governos e prefeituras querem abrir o comércio indiscriminadamente. Não se pode bobear porque o danado do vírus ainda não chegou ao pico.

E mesmo quando chegar ao pico teremos que saber fazer as aberturas gradativamente, ainda que estejamos na fase do prejuízo, da queda de PIB. E aí sim venceremos o inimigo, ganharemos batalha por batalha e a guerra.

    

O ex senador e ex vice-presidente da república Marco Maciel (foto) hoje residindo no Recife concedeu-me entrevista em um dos primeiros Bartpapo em 1992. Interessante foi o assunto voltado para o impeachment de Collor e novo governo de Itamar Franco.

ABRAÇOS IMPRESSOS

                    Os abraços vão para o jornalista e meu diretor-adjunto na Diretoria de Comunicação do Tribunal e na TV Cidadã, Valtenor Leôncio, pela maravilhosa entrevista que fez à distância com o Presidente do Tribunal de Contas da União, Ministro José Múcio, aliás nascido em Pernambuco. 

Ouvidor Geral 25-05-2020

E NÃO HÁ FALTA DE DECORO PRESIDENCIAL?

É engraçado como este país está controverso, cheio de falhas de interpretações e outras coisas mais. Por toma lá dá cá um deputado é exposto à investigação por falta de decoro parlamentar e isso acontece porque o parlamento não é lugar para besteiróis e, por conseguinte, a medida é correta. Há que se manter a dignidade do cargo e da casa.

Já no âmbito do Planalto, da casa do presidente, da rua do presidente, porque ele acaba achando que tudo é dele, ninguém se importa com o que ele fala ou diz acabando por espalhar falta de decoro por todos os cantos do país.

A última foi a piada idiota que fez diante das câmeras dizendo que a direita toma “cloroquina” e a esquerda toma “tubaína”. Ora, meus amigos, isto é papel de um presidente da república? Essas e outras piadinhas de mau gosto não se constituirão em uma tremenda falta de decoro? Além de criar rachaduras ainda mais inconseqüentes no seio da população porque acirra os ânimos, as discussões e até essa questão da cloroquina que precisa ser discutida por médicos e cientistas, mas não por leigos, ainda que dentre eles esteja o presidente da república.

Enquanto isso estamos perdendo a batalha contra o vírus, mas acreditando ainda que Deus nos ajudará a vencer outras batalhas e no final, a guerra. Ainda que tenhamos gente que deveria ser séria, mas que prefere brincar com assunto para lá de sério.

DESTACÔMETRO

J.SILVER

O destaque vai para o amigo e jornalista James Silver, sem dúvida um vencedor em diversas áreas da comunicação e da moda e que agora continua seu trabalho em “home office” para que as coisas não parem.

PÍLULAS DO OUVIDOR

A propósito de cloroquina, o general que está comandando a saúde e que já colocou mais 13 militares na área, também já soltou um protocolo achando que os médicos vão respeitar. Eu acho que não…

Mas “para dizer que não falei de flores” vamos aculturar (é aculturar mesmo) um pouco a coluna de hoje lembrando que a atriz já foi devidamente despedida da secretaria da cultura e parece que agora vem um ator. Nada contra, mas chega de representações!

No acordar, levantar, olhar o mundo de outras paredes, nada mais que paredes e nesgas de céu até parece que estamos em outro mundo. Imaginem se não existissem  televisão, internet, aparelhos de som e panelaços dos vizinhos!

Ah…precisamos acrescentar que também super importante é o ambiente familiar, o bem estar entre a família que habita o mesmo lugar; a paciência, a criatividade, a vontade de mudar, de criar, de inventar e passar o tempo com amor.

Gostaria de saber como ficarão os trabalhos dos analistas no pós-pandemia tendo que lidar com as cabeças que ficaram vazias e com as que se encheram de más notícias da manhã à noite através dos meios de comunicação.

O presidente Jair Bolsonaro assinou o decreto que coloca o Turismo como um dos setores prioridade do Programa de Parcerias de Investimentos da Presidência da República. Publicado no DO com o aval de Paulo Guedes, ministro da Economia.

Geoberto Espírito Santo mandou uma mensagem do Barack Obama que se encaixa direitinho com a fase que vivemos: “A mudança não virá se esperarmos por outras pessoas ou por outros tempos. Nós somos a mudança que procuramos.”

E, sinceramente acredito que muita coisa vai mudar neste mundo. Acho que o espírito de solidariedade mais manifestado em função dessa pandemia deva ser estendido vida a fora porque as lições estão sendo muito duras para a humanidade.

Em reunião, o secretário de turismo de Maceió, Jair Galvão e o presidente da ABRASEL, Thiago Falcão chegaram a um acordo para o estabelecimento de um protocolo de comportamento de bares e restaurantes após a pandemia.

JESSIER QUIRINO

Exercitando a memória, nessa fase em que fazemos o Bartpapo de casa apresentamos várias personalidades atuais e com assuntos do agora, mas voltamos ao passado também. Jessier Quirino (foto) em 2009 e em entrevista exclusiva.

ABRAÇOS IMPRESSOS

PAULO POETA

Os abraços impressos vão para o querido amigo e fantástico homem da cultura, Paulo Poeta, na foto quando declamava poesias de Jorge de Lima no Bartpapo da BAND.

Ouvidor Geral 18-05-2020

O GOVERNADOR NÃO É ADIVINHO…MAS…

Nem se falava em epidemia, muito menos em pandemia quando o governador Renan Filho propôs a construção de 3 hospitais no estado de Alagoas. Um deles já inaugurado e funcionando muito bem é o Hospital da Mulher, o segundo em plena crise de leitos se agravando é o Hospital Metropolitano e cuja inauguração se deu antes do previsto e com todos os equipamentos necessários para fazer frente à crise de saúde que o estado vive. As ordens de Renan filho eram para que se apressasse com responsabilidade a construção, finalização e equipagem do hospital para que realmente dissesse para o que veio. O título desse artigo é bem claro quando diz que o governador não é adivinho, mas mostrou seu comprometimento com a saúde do alagoano e a vontade de acertar e de cumprir com suas promessas de campanha. Não tenho nenhuma procuração do governador, mas tenho um acerto jornalístico com a sociedade procurando sempre ser verdadeiro e justo com os meus princípios e que, acho, norteiam a minha noção do bom jornalismo. Por isto, estou chamando a atenção para este caso que ainda vai esperar que Renan filho inaugure o terceiro hospital prometido. Acho que vai acontecer, sem ser adivinho, claro!

DESTACÔMETRO

GIGI ACIOLLY

O destaque vai para essa fantástica jornalista e colunista social, Gigi Aciolly que tem demonstrado sua garra e capacidade não só profissionalmente, mas em sua vida privada. Parabéns, Gigi!

PÍLULAS DO OUVIDOR

Há que se prestar muito atenção em tudo o que sai na imprensa, mas sobretudo nas Redes Sociais em relação à pandemia. Notícias ruins exageradas e em grande quantidade são passíveis de serem portadoras de males psíquicos.

Estamos vivendo uma verdadeira lavagem cerebral, principalmente nos noticiários televisivos que só falam da pandemia, das mortes, dos sepultamentos e paralelamente das ridículas crises do governo. Ou criadas pelo governo.

Então, as pessoas discutem como acabar com o vírus e aí os médicos da internet estão mandando receitas a toda hora e outras discutem como acabar com o governo ou com os adversários dele. Precisamos mudar de assunto.Ou de assuntos.

Um bom tema seria procurarmos saber quais são as empresas, as pequenas mesmo, os micro-empreendedores e tantos outros brasileiros que estão conseguindo driblar a crise econômica com suas idéias factíveis. São muitos.

A famosa tese de que em “crise” tiramos o “s” e sugerimos que crie é uma verdade, sim. E, como em cabeça vazia só entra porcaria ou como diziam os mais antigos. “cabeça vazia, casa do diabo” crie muito e afaste o dito cujo.

Agora, nós os apartamentistas, sem espaço para circular, precisamos criar também novas formas de exercício, evitar ao máximo o sedentarismo porque os males do corpo começam a aparecer. Já estou cheio de dor na coluna…é para lascar!

Também pudera! Meus exercícios são com os dedos – esses estão bons – escrevendo muito minhas colunas, meus livros, minhas obrigações para com o TCE AL. E, para distrair um pouco, eles, os dedos, ainda tocam um pianinho para variar.

A propósito de economia outro dia brinquei dizendo que estou economizando na gasolina e gastando no álcool. Mas, as estatísticas já informam que o aumento na venda de bebidas é uma realidade e os “deliverys” não param.

Outro segmento que está se dando bem é o dos mercadinhos dos bairros. Muita gente evitando os supermercados e pedindo o que quer porque eles, os pequenos entregam numa boa. De vez em quando erram, mas consertam e vão crescendo.

NIVALDO BARBOSA JR  

Nivaldo Barbosa Junior (foto) tem demonstrado uma enorme força de trabalho à frente da nossa OAB AL e, sobretudo durante essa fase de epidemia que vivemos está à frente de reivindicações necessárias à segurança da população.

ABRAÇOS IMPRESSOS

SILVIO CAMELO

O deputado que quer trabalhar não o faz com grandes alardes. O faz com convicção e com vontade de zelar pelo mandato que lhe foi confiado. Silvio Camelo é exatamente assim, não fosse a criação fantástica que teve de seus pais.