Ouvidor Geral 28-09-2020

PRA LÁ DE MARRAKESH!

                  Pois é, usando o termo a brincadeira e aceitando que Marrakesh sempre foi um sinal de longe, de terra perdida acho que o Brasil está exatamente assim. Sabendo que precisa encontrar um caminho, que está mais ou menos perdido no labirinto, mas que também tem a consciência de que tudo pode ser resolvido saindo do emaranhado de regras, de perdas e de soluções. E não estamos falando de crise sanitária que, obviamente nos abalou, mas de crise existencial do povo brasileiro que achou que havia se achado, que havia encontrado uma liderança e se vê à frente de uma série de “pseudos”, de um monte de interrogações. O governo ainda não conseguiu planejar. Algo simples. O governo ainda não sabe qual é a sua marca, o seu propósito, a sua maneira de ser para tirar o país de um perigoso pré. Se o pré não for tratado com a eficiência que merece o que será do pós? O que vimos até agora foi uma enorme colcha de retalhos com decisões que vão e vem, com falta de conhecimento e de estratégias e sobretudo, como já o dissemos sem um planejamento real. O Ministro de Economia teria carta branca para fazer o que achasse mais correto. No entanto, ultimamente apenas diz que a última palavra é do presidente. Quase que como já tirando o corpo fora desse tremendo impasse de ordens e contra-ordens, de MPs que se sucedem e que são anuladas também sem o menor cálculo de nada. Um governo que mostra instabilidade emocional, além da terrível instabilidade de governança, sem dúvida, que me perdoem os seus adeptos, nada contra, mas está bem pra lá de Marrakesh. Passou direto sem olhar.

DESTACÔMETRO

                 O destaque vai para o diretor-presidente do DETRAN-AL, Adrualdo Catão  que tem sido de grande dedicação na condução do órgão de trânsito. No momento está debruçado sobre o novo código que já tramitou no Congresso e aguarda sanção ou veto do presidente.

PÍLULAS DO OUVIDOR

Nossos sentimentos pelo falecimento do grande músico e líder de todos, Zailton Sarmento que nos deixou na última quinta-feira, 24, por conta de uma complicação após ter sofrido com a Covid 19. Um abraço enlutado em toda a família.

As eleições estão se aproximando e é hora de colocarmos as barbas de molho quanto a propostas sem princípios e sem fundamentos que já estão aparecendo sobretudo entre os candidatos a vereador. Difícil separar o joio do trigo.

Em relação a prefeitos fica difícil também, mas é mais fácil a análise de propostas, de coligações, de quem se junta comn quem e outras pérolas que fazem a dificuldade de uma eleição. Ou de uma votação. Votar não é fácil, não!

Outro aspecto que precisa ser muito discutido é a forma de votação, o manuseio de teclas e teclados. Sabemos que o TER está bastante preocupado em criar padrões, mas é preciso insistir que a pandemia ainda não acabou.

Estou fazendo essa coluna e assistindo um musical pela TV Cidadã e que está apresentando gênios como Agnaldo Timóteo e o saudoso Cauby Peixoto. Já não se fazem músicas como antigamente. O romance sempre foi a tônica.

E a propósito de Cauby houve uma época em sua vida que ele desapareceu dizendo que talvez fosse morar em Las Vegas. E foi. Em um famoso cabaré daquela cidade nos anos 50 ele se apresentava com o nome de Ron Coby.

Nos dias 08 e 09 de outubro como já noticiei aqui, Alagoas vai sediar virtualmente o Encontro de Gestão de Pessoas dos Tribunais de Contas do Brasil. Não fosse a pandemia seria presencial. Vamos prestigiar porque vai valer a pena.  

O Brasil alcançou mais de 4 milhões de pessoas recuperadas da Covid-19, representando 86,4% do total de casos da doença. Paralelamente a isso, os casos de hospitalizações e de pacientes em acompanhamento apresentaram estabilidade, com forte tendência de redução.

 Foi lançada a Campanha Nacional de Incentivo à Doação, que este ano traz o slogan “Doe órgãos. A vida precisa continuar”. A campanha tem como objetivo a importância da doação para salvar a vida de muitas pessoas que aguardam por um transplante.

 

E por falar em dedicação e deixando a minha parte de lado é bom reconhecer o trabalho hercúleo do presidente do Tribunal de Contas, Otávio Lessa (foto) que, em plena pandemia e com o corpo de servidores e demais conselheiros fez crescer o TCE-AL em todos os pontos e níveis.

ABRAÇOS IMPRESSOS

                    Os abraços impressos vão para uma jovem batalhadora, Flávia Gomes de Barros que à frente da comunicação do TRE-AL tem exercido um trabalho muito bem feito, inclusive praticamente como porta-voz junto à imprensa de um modo geral. Parabéns, Flavinha.

BARTPAPO de casa 25

Convidados:

Otávio Lessa – presidente do TCE-AL

Celso Ribas Jr com Garagem do Coyothe

Adrualdo Catão – presidente do DETRAN AL

Fafá Rocha e Isaura Jatobá – Prêmio Selma Bandeira

Flávia Gomes de Barros – Dir. Comunicação do TRE-AL

Aline Palhares – cantora.

coluna BARTPAPO

Coluna BARTPAPO com Geraldo Câmara -Tribuna Independente-25-09-2020

 ONDE ESTOU NOS 70 ANOS DA TV?

            Desde os tempos ousados de 1950 quando um paraibano da cepa chamado Assis Chateaubriand trouxe a primeira emissora de televisão para o Brasil parece que meus olhos brilharam já naquele momento de ainda menino. Mas, 10 anos depois eu já estava trabalhando nela. Nos idos de 1960 estreava na TV Rio a então melhor emissora de televisão do Rio de Janeiro que eu costumo dizer que era a Globo da época com a diferença de que ao invés das novelas, os humorísticos e shows musicais eram a coqueluche. Independente da formação de “marketing” e publicidade com extensão para o jornalismo, o produzir, o dirigir e o atuar passaram a ser também os meus anseios. E o fiz com muito gosto e muita garra até os dias de hoje quando já tenho 60 anos de televisão além de todas as outras atividades no mundo dos negócios e da administração pública.

             Mas aqui se fala de TV. Na TV Rio minha convivência com grandes nomes, dentre eles Chico Anisio e Carlos Manga quando pude escrever programas como o Chico Anísio Show, acabaram por me levar para São Paulo onde fiz televisão a rodo na TV Tupi e na TV Record produzindo, dirigindo e apresentando grandes programas na época, alguns feitos para o grande J.Silvestre. Enfim, aí pela vida afora vieram as viagens e estadas no exterior, um programa na TV de Buenos Ayres, o primeiro do Mercosul com o título de “Em Tiempo de Portuñol”, um ano como jurado do saudoso Flávio Cavalcante e a chegada pelas televisões do nordeste onde há vinte e oito anos produzo e apresento o Bartpapo com Geraldo Câmara.

           O Bartpapo e o Almoçando com a Notícia, casos à parte nasceram em João Pessoa em 1992 e seguiram ininterruptamente até os dias de hoje passando paralelamente por Natal e em Maceió desde 1997. Vale dizer que na somatória de convidados que recebo com muito prazer e honra, de todas as categorias, profissões e paixões já somo nada mais nada menos do que 27 mil convidados do Bartpapo e do Almoçando. Uma honra!

          Não tive aqui a pretensão de fazer currículo até porque o que fazemos o nosso público já sabe. Na verdade quis mostrar que uma paixão de vida pode ter seguimento bastante produtivo quando as boas idéias surgem. E também para ressaltar com muito orgulho de que, agora aos 82 anos absolutamente ativos completo 60 anos de televisão dentro dos 70 anos da TV brasileira.

ALERTAS DO DIA

  • O governador do estado, Renan Filho acaba de colocar todo o estado na chamada Zona Azul da Pandemia o que representa mais liberdade para a volta à normalidade. E é aí que ronda o perigo. É preciso saber fazer uso dessa liberdade para não se incorrer no erro de perdê-la
  • Pois é! Administrador que brinca com fogo nos dias de hoje acaba se queimando com força. É o caso do governador do Rio de Janeiro que já viu a autorização para a votação de sua saída do governo ser aprovada por unanimidade. Se o júri misto aprovar a medida, tchau Witzel.

PARE PRA PENSAR

Pensar sem agir ou agir sem pensar são dois caminhos que não levam a nada.

Ouvidor Geral 21-09-2020

“Ouvidor Geral” para o jornal Primeira Edição de 21-09-2020 – Geraldo Câmara                      

QUEM DISSE QUE SOU VELHO?

                Vocês me perdoem o tema, mas vão acabar por entender. No último 17 de setembro foi meu aniversário. 82 anos de uma vida bem vivida, saudável, agradável, intensa como acho que deve ser a vida de todos. Uma vida sem ódios, sem rancores com muito amor pra dividir, com muita experiência para passar adiante, mas, sobretudo com aquelas pitadas de aprendizado, aprendendo e estudando sempre pra não ficar pra trás. Trabalhando ininterruptamente nos últimos sessenta e quatro anos, acompanhando fases históricas de nosso Brasil, fazendo publicidade, jornalismo, rádio, televisão, entrevistando os assuntos internacionais e nacionais no Brasil e no exterior, mas sempre ativando os neurônios, fator preponderante para a mente fresca e aberta que tenho e que, se Deus assim o permitir, terei para o que me restar de vida, que espero ainda longa. Tudo isso foi para dizer o quanto defendo a proteção do idoso que não pode ser chamado de velho se ele próprio admitir, como eu, que a vida foi feita para ser vivida em toda a sua plenitude e que a idade contribui e muito para uma experiência capaz de transformar vidas, de discutir possibilidades, de fazer a união de passado com o presente para a construção de futuro melhor.Tudo isso foi para reafirmar e principalmente às autoridades desse país que a renovação de pessoas, de costumes, de trabalho é absolutamente sadia, mas ainda mais sadia será a aproximação de duas ou mais gerações sem a imposição de uma sobre a outra, mas numa salutar troca de experiências exemplificativas com a modernidade delas próprias. “Uma idéia nova não existe. O que existe é uma nova conjugação de velhos elementos” e é por aí que os velhos e os novos se coexistem, se aproveitam e criam melhores perspectivas para a vida no mundo. Aos novos, olhar para frente e buscar no atrás mais uma somatória para os bons caminhos. Aos idosos, olhar para frente com a perspectiva dos novos para que juntos, sem pieguices, ordenada e inovadoramente possam abrir os caminhos de uma sempre e constante nova era.

  • Este artigo foi publicado originalmente no jornal Tribuna Independente e reprisado aqui e nas Redes Sociais a pedidos.

DESTACÔMETRO

          O destaque vai para este cara que já foi prefeito de Maceió por duas vezes e que parece estar se perguntando: “Ser ou não ser” de novo? De qualquer forma, sendo ou não sendo merece o nosso destaque. Cícero Almeida.

PÍLULAS DO OUVIDOR

A repetição deste artigo principal que rodou também pelas Redes Sociais se deve a sua enorme repercussão, com as pessoas ligando as coisas nessa epidemia e verificando que os idosos estão aqui para serem úteis e não para móveis e utensílios.

A propósito do tema, a promotora Marluce Falcão que é altamente persistente em defender os idosos sob todos os aspectos, incluindo os jurídicos, merece todo o respeito dos idosos até por ter entendido que a causa é boa e proveitosa.

Temos tido notícias de que os assaltos estão aumentando nas grandes cidades de maneira assustadora. Infelizmente, até porque essa não é a solução para os apertos financeiros provocados pela pandemia e o desemprego também em massa.

No entanto é preciso que a sociedade produtiva esteja atenta para que o mais rápido possível consiga minorar os efeitos financeiros da crise e possa voltar à empregabilidade com mais afinco.

Essa questão do atendimento do INSS vai deixar marcas profundas em quem está precisando dos seus serviços. Falta de planejamento ou sei lá de que, mas o povo, sobretudo os doentes e idosos precisam ser mais bem assistidos.

O uso da máscara tem provocado também muita confusão quando as lojas e outros estabelecimentos exigem e encontram pessoas teimosas e recalcitrantes. Já houveram casos de violência por parte dos “desmascarados”.

Esse insistente povo à parte que insiste em não tomar cuidados contra a Covid19 não consegue também entender que o problema não é só dele, mas de toda a comunidade que ele freqüenta.

Começou em larga escala o abuso do comércio, sobretudo o de alimentos. Os preços estão subindo como se estivéssemos em época de inflação. Os supermercados sobem tudo todo o dia. Daqui a pouco vão voltar as famosas maquinetas remarcadoras de preços.

Então, fica a pergunta: Onde está o governo que não está de olhos atentos para isso. O poder de compra das pessoas, principalmente das mais necessitadas está diminuindo assustadoramente. É bom ver antes que vire moda.

A Cruz Vermelha Alagoas tem uma nova vice-presidente, Helenice Moraes (foto). Advogada, Doutora em direito pela PUC RS, vários pós e a graduação pela UFAL. Helenice está dando tudo de si pela boa causa daquela instituição.

ABRAÇOS IMPRESSOS

               Meus abraços impressos vão para um homem de bem, advogado, mas sobretudo o maratonista de Alagoas. O negócio é correr e nessa pandemia, Djalma Melo está correndo 10 km em 1 hora. E diz que vai baixar o tempo. Gente boa demais que deu show no Bartpapo, último sábado.