MAIOR DO MUNDO

Geoberto Espírito Santo

Atualmente, a hidrelétrica de Itaipu, com 14.000 MW (megawatts) é a maior do
Brasil e a terceira maior do mundo, superada pela usina de Três Gargantas (22.500 MW)
e pela usina de Baihetan (16.000 MW), ambas na China. No trecho inferior do Rio
Yarlung Tsangpo, no sudeste do Tibete, os chineses começaram a construir a que será a
maior do mundo. Nesse rio existe um desnível extremo e o curso d´água despenca cerca
de 2.000 metros em um desfiladeiro de aproximadamente 50 km e a China deu início a
construção de uma hidrelétrica que deverá formar uma cadeia de 5 barragens em
cascata na região de Nyingchi e terá a capacidade de 70 GW. Assim, vai consolidar a
China como a protagonista global em mega infraestruturas de energia que, inclusive,
poderá redesenhar o mapa estratégico e diplomático da Ásia.
Esse é um cenário que cria um dos maiores potenciais hidrelétricos do mundo,
razão pela qual o interesse da China na construção dessa usina. Seu custo estimado é de
1,2 bilhão de yuans (cerca de US$ 167 bilhões ou R$ 933 bilhões) e para o
desenvolvimento desse megaprojeto foi criada a China Yajiang Group, com o objetivo
específico de tirar a usina do papel, coordenar e explorar esse enorme potencial de
geração de energia que existe nesse rio. A meta chinesa é transformar esse trecho do
Rio Yarlung Tsangpo em um polo de geração que poderá alimentar, não só a região
autônoma do Tibete, como fornecer energia aos centros industrias do leste chinês,
fazendo assim a integração dessa produção à rede nacional de transmissão.
Estrategicamente, esse projeto se enquadra perfeitamente na política chinesa de
ampliar a participação de energia renovável em sua matriz energética, reduzir o uso de
combustíveis fósseis e sustentar seus planos de reativação econômica através de
grandes obras de infraestrutura. Ou seja, a construção da maior hidrelétrica do planeta
no Tibete pretende ser um pilar da transição energética e da segurança no suprimento
de energia elétrica na China. Com uma capacidade instalada de 70 GW terá uma
produção anual de cerca de 300 bilhões de kWh com energia de base e assim vai reduzir
a demanda por térmicas a carvão e servir de apoio ao crescimento industrial. Um
investimento de US$ 167 bilhões será um grande gerador de empregos e vai promover
o desenvolvimento da infraestrutura e o fortalecimento da região do Tibete, que não
está integrada com os grandes polos chineses. Do ponto de vista energético, essa usina
reforça o peso da China como potência mundial de energia renovável e, pela sua
magnitude, ajuda a projetar Pequim em se posicionar na liderança de projetos de
“energia limpa”.
Mas esse local no Tibete é reconhecido pelos ecologistas como uma área de alta
sensibilidade ambiental e de grande biodiversidade. Os especialistas apontam os
seguintes riscos: a) perda de habitats de espécies endêmicas e ameaçadas, por causa do
alagamento de áreas naturais e fragmentação de ambientes; b) alteração drástica do
fluxo natural do rio, o que vai afetar a fauna aquática e os processos ecológicos ao longo
de dezenas de quilômetros; c) poderão haver mudanças microclimáticas e impactos
acumulativos sobre florestas, solos e reservas naturais da região. ‘

Em síntese, possui ecossistemas de altitude e espécies endêmicas já adaptadas a
condições muito específicas de fluxo, temperatura e qualidade da água, ou seja, eles
dizem que alterar o curso do Rio Yarlung Tsangpo para viabilizar a construção da maior
hidrelétrica do mundo poderá provocar impactos irreversíveis. Embora o discurso oficial
seja a busca de “energia limpa”, a escala desse empreendimento exige planos robustos
de mitigação ambiental que ainda não foram nem detalhados, nem divulgados na
mesma proporção que foi feita a da construção da usina.
Uma obra desse porte, a ser construída numa região montanhosa e remota do
Tibete, requer desafios logísticos de grande porte. A construção de barragens em
cascata vai precisar de soluções sofisticadas de engenharia para poder vencer o declive
do terreno, o volume de água e a estabilidade das estruturas. Transporte de
equipamentos pesados, insumos e pessoal requer a abertura e adaptação de estradas,
pontes, túneis e apoio de base em áreas de difícil acesso e clima rigoroso. Em paralelo
com essas obras civis será necessário a construção de linhas de transmissão para
transportar essa potência de 70 GW até os centros consumidores, atravessando longas
distâncias. Tudo isso requer um planejamento muito detalhado em todas essas etapas
para que o cronograma de execução da obra seja cumprido sem atrasos, custos
adicionais e riscos operacionais.
Esse projeto tem gerado críticas ambientais e tensões com a Índia, haja vista que
esse Rio Yarlung Tsangpo atravessa uma área sensível de disputa territorial entre os dois
países, muito especialmente na região de Arunachal Pradesh. A Índia está preocupada
porque qualquer alteração significativa no fluxo do rio poderá influir no abastecimento
de água para o território indiano, o que certamente trará reflexos negativos na
agricultura, no consumo humano e também na sua geração de energia elétrica.
A China está ciente desses problemas, mas até o presente momento não divulgou
detalhes técnicos das gestões que irá promover para os cenários de cheia, seca ou
operação máxima da usina. Nova Delhi também está preocupada com essa falta de
transparência de Pequim, o que coloca esse projeto no centro do tabuleiro diplomático,
que por sinal já está bastante intenso por disputas de fronteira e desconfiança mútua.
Para a Índia, a construção dessa maior hidrelétrica do planeta no Tibete vai dominar um
trecho crucial do Rio Yarlung Tsangpo e assim fará a China ter mais capacidade de
influência sobre os recursos hídricos, que são considerados estratégicos para a
segurança nacional indiana.
Essa obra é mais uma que serve para a gente desconstruir o mito de “energia
limpa”. Não existe energia limpa, seja ela hidrelétrica, eólica ou solar, se nessa avaliação
não olharmos somente o momento da geração. É claro que todas as formas de energia
podem ser aproveitadas para o desenvolvimento da sociedade, que não vive sem ela,
mas precisa ficar sabendo que nenhuma delas está isenta de produzir impactos
negativos no meio ambiente natural, razão pela qual é preciso um planejamento muito
bem feito para que seu desenvolvimento cause os menores impactos possíveis no meio
em que vivemos.

Geoberto Espírito Santo

Personal Energy da GES Consultoria, Engenharia e Serviços

Eletromodernização

Geoberto Espírito Santo

O prazo final para a aprovação do relatório sobre a MP 1.304/2025 era 7 de
novembro de 2025, mas, de forma surpreendente, sem maiores debates, foi aprovado na
Câmara e no Senado no dia 30/10/2025 e seguiu para a sanção do Presidente da
República. O presidente da Comissão Mista que construiu esse documento de 30 páginas,
que será convertido em lei, foi o deputado Fernando Coelho Filho e o relator o senador
Eduardo Braga, ambos ex-ministros de Minas e Energia.
No dia 28/10/2025, Braga leu o Relatório Inicial da MP 1.304/2025 na Comissão
Mista (Câmara-Senado) propondo diversas alterações em várias leis relacionadas ao setor
elétrico, ao mercado de gás natural e à geração distribuída (GD). Houveram debates
como ser possível equilibrar a modernização do setor elétrico com a manutenção dos
incentivos às fontes renováveis. Essa MP trata de assuntos muito polêmicos e estabelece
mudanças em diferentes questões do setor elétrico que, de forma suscinta, citaremos em
seguida.
MERCADO LIVRE – Todos os consumidores vão poder escolher o seu fornecedor
por tipo de fonte ou pelo preço mais vantajoso ofertado, uma liberdade semelhante ao
que existe na telefonia. Estará aberto a todos os consumidores da indústria e comércio a
partir de agosto/2026 e para os demais consumidores a partir de dezembro/2027. Fim do
desconto de 50% no fio para os consumidores que migrarem para o mercado livre após
aprovação da MP, mas o benefício será mantido para quem já está.
SUPRIDOR DE ÚLTIMA INSTÂNCIA. Irá fornecer o uso do fio a comercializadores e
energia para os que optarem continuar no mercado cativo. Para tal precisa dos seguintes
requisitos: a) elaboração e execução de um plano de comunicação para orientar a
população sobre o funcionamento do mercado livre; b) definição das tarifas aplicáveis
aos ambientes livre e regulado; c) regulamentação do supridor de última instância; d)
criação de um contrato padrão de fornecimento e de um preço de referência; e)
definição das regras do encargo de sobrecontratação, a ser pago por todos os
consumidores de energia.
LIMITAÇÃO DOS SUBSÍDIOS – Será criado um teto para limitar o crescimento da
CDE (Conta de Desenvolvimento Energético), fundo que abriga os mais variados subsídios
que existem no setor elétrico brasileiro. Para 2025 deve chegar aos R$ 50 bilhões, que
são pagos hoje só pelos consumidores cativos. O texto cria limites para despesas que não
tem limite de custeamento, como: programa Luz Para Todos, Tarifa Social de Energia
Elétrica (TSEE), Conta de Consumo de Combustíveis (CCC), custos de administração da
CDE, da CCC, da RGR (Reserva Global de Reversão) e de pequenas distribuidoras, que são
administrados pela CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica).
ARMAZENAMENTO DE ENERGIA – Prevê a regulamentação do armazenamento de
energia e cria incentivos para o armazenamento em baterias em 4 níveis: parques
centralizados, subestações de alta tensão, redes de baixa tensão e GD residencial e
comercial. Já contará com os efeitos da Reforma Tributária, com desoneração do IPI,
PIS/Pasep e Cofins na compra no mercado interno e importação de materiais para esses
sistemas. A ANEEL fará a regulação e fiscalização desse mercado no Brasil, estabelecendo

os requisitos de capacidade, flexibilidade e controle do armazenamento, fixando as
condições gerais de contratação do acesso e uso da transmissão e da distribuição.
CORTES DE GERAÇÃO – O texto avança sobre medidas para tentar conter o
crescimento dos cortes de geração forçada em usinas eólicas e solares, uma situação
complexa, causadora de problemas técnicos e de preços, conhecida como curtailment.
Há momentos em que é preciso parar de produzir para equilibrar oferta e demanda e as
usinas mais afetadas são as eólicas e solares. Não está previsto ressarcimento para esses
casos, pois o parecer de acesso ao sistema de transmissão foi dado “com restrição” e
sabiam que seus contratos e fornecimento de energia no mercado livre são por sua conta
e risco. A proposta cria um mecanismo de compensação para essas empresas desde
01/09/2023 até a aprovação da MP. Deverão existir regras para o futuro, mas ainda não
estão definidas.
CONTRATAÇÃO DE TÉRMICAS – Estabelece a contratação de térmicas a gás natural,
mesmo em locais onde não existe nem gás nem gasodutos. Esse foi um “jabuti” que
apareceu na lei de privatização da Eletrobras e não constava da proposta original do
governo. Estabelece a contratação de 4.250 MW de usinas a gás natural, que devem
funcionar ininterruptamente pela metade do seu tempo de operação, em contratos de
20 anos. O relatório também prorroga a compra de energia de usinas movidas a carvão
mineral nacional até 31/12/2040, daquelas que tinham contratos em vigor até 12/2022.
LEILÕES DE RESERVA DE CAPACIDADE – Deverão ser realizados leilões de reserva de
capacidade para garantir a segurança do sistema elétrico, assegurando potência para
suprir a demanda nos momentos de instabilidade ou necessidade do Sistema Interligado
Nacional (SIN). A contratação das usinas térmicas na condição de inflexíveis não poderão
ser desligadas em determinados momentos, não só por condições técnicas como
contratuais, o que, certamente, tende a aumentar o custo total da operação do sistema.
RECURSOS PARA P&D e EFICIÊNCIA ENERGÉTICA – Todos os comercializadores de
energia deverão destinar anualmente 0,5% de sua receita operacional líquida a pesquisa
e desenvolvimento e mais 0,5% para programas de eficiência energética.
MUDANÇA DE NOME DA CCEE – A CCEE (Câmara de Comercialização de Energia
Elétrica) passará a se chamar Câmara de Comercialização de Energia (CCE) pois terá suas
atribuições ampliadas. A CCE vai poder atuar em outros mercados de energia, além de
prestar serviços pela gestão de garantias de contratos, registro e certificação de energia.
Após forte pressão, o relator fez ajustes e retirou do texto a cobrança de R$ 20,00
a cada 100 kWh compensados no sistema de microgeração junto à carga. Vale salientar
que essa isenção não é extensiva à minigeração nem ao autoconsumo remoto, fato que
continua sendo alvo de críticas de entidades e profissionais do setor solar. Por outro lado,
o texto aprovado beneficiou termelétricas a carvão e biomassa, mas não haverá
contratação compulsória de usinas a gás natural. A Comissão Mista aprovou o relatório
com 22 votos favoráveis e 2 contrários.
A proposta seguiu para votação no plenário da Câmara, sendo aprovada por 233
votos a favor e 148 contra. O Senado confirmou o mesmo sem modificações, aprovando

o texto como lei de conversão, encerrando assim sua tramitação do Congresso Nacional.
A MP 1.304/2025 encontra-se no Palácio do Planalto no aguardo da sanção presidencial.

Geoberto Espírito Santo
Personal Energy da GES Consult

coluna BARTPAPO

SE TODOS FOSSEM IGUAIS A VOCÊ

Geraldo Câmara em17 de outubro de 2025

Você até pode ser exemplo, mas não deve ser modelo para uma clonagem, principalmente se ela o for de princípios, de caráter, de personalidade. Você é único e sempre o será, ainda que ao seu lado exista um gêmeo. A política, nem toda, tenta clonar seus líderes e colocá-los diante de você como o exemplo, o molde, a forma que você deve usar para transformar-se em ideias, pensamentos e até objetivos. Certas religiões fazem o mesmo. Utilizam métodos hipnóticos e verdadeiras lavagens cerebrais para convencê-lo a segui-las cegamente, sem que você tenha tempo, ao menos, de pensar no que é melhor para si próprio. Baseados nisto, buscamos “compreender” as atitudes de certos políticos que, moldados em modelos anteriores e que fizeram suas cabeças, tentam empregar os mesmos métodos quando buscam nos intimidar, nos convencer ou nos fazer entender que suas tramoias, corrupções e desacertos morais são os caminhos certos; ou que não fizeram nada daquilo. Na verdade, dizem eles, tudo não passa de armadilhas políticas de seus adversários que não aceitam o seu sucesso junto ao povo que os elegeu. Afinal, eles sempre estiveram ao lado do povo nas suas mais recônditas reivindicações; sempre estiveram ao lado da verdade e jamais cederam às pressões dos corruptos de plantão que, ao tentarem suborná-los, verificaram que ali, neles, residia a honestidade e os princípios morais mais eloquentes. E, então, nos perguntamos: como compreender essas atitudes se elas nunca fizeram parte de nossa enciclopédia? Se elas nunca foram ensinadas em casa ou na escola? Seríamos nós, seres de outros planetas ou estivemos fora dos ensinamentos que só são ministrados a determinados privilegiados, como eles? A política é boa e necessária. Fazemos política a todo o momento, a todo o instante. O que enxovalha os políticos é a má condução. Ao invés de se pensar no bem comum, no coletivo, pensa-se nos anos de mandato, no que se pode aproveitar em benefício próprio ou o que se pode deixar passar de pai para filho, ainda que coisas ruins façam parte da herança. Porque, ao político mau, tanto se lhe faz se ao filho irá passar lições amorais ou não. A ele importa passar os caminhos da corrupção para que as gerações futuras saibam como se locupletarem do dinheiro, dos impostos, do que pertence ao povo. E aí, voltamos ao princípio deste artigo quando falamos que nos querem clonar. Que nos querem passar que devemos pensar como eles e, numa sucessão de fatos e convencimentos, convencermos também a nossos filhos e aos que estão ao nosso redor de que eles, os políticos, estão certos. Que, errados estamos nós enquanto pensarmos na coletividade e esquecermos nossas pequenas repúblicas familiares. Que mais equivocados estaremos se acharmos que, um dia, tudo poderá mudar no nosso Brasil. Este é o ponto onde temos de nos enfrentar a nós mesmos. Onde temos de deixar as tentações de lado e acreditar que ainda podemos transmitir o bom e o correto, dentro de casa, fora de casa, nas ruas, nos negócios, nas amizades que temos, em tudo, por tudo e para todos. Este é o momento em que temos de acreditar que existam bons políticos; crer que voto não pode e não deve ser vendido e que os nossos representantes precisam ter a nossa cara e não nós a cara deles. Orgulharmo-nos de sermos cidadãos honestos e decentes é o primeiro passo. Transmitir este orgulho é o segundo passo. E, finalmente, combater os maus políticos, insisto em que existem os bons, arrastá-los de onde estão a lesar o nosso patrimônio, passa a ser também o papel de toda uma sociedade que, devidamente constituída, pode e deve ser a incontestável líder da revirada nacional. No mais, continuar a escutar as baboseiras dos acusados de hoje, dos corruptos do sempre e dos maus políticos do amanhã, será se deixar conduzir e ao país, ao mar de lama que não merecemos.

FOTONOTAS

SILVIO CAMELO – Pense num cara que eu gosto bem antes de ele ser vereador, quanto mais deputado. Sílvio sempre foi um cidadão do bem, daqueles que nos cativam logo de cara e nos deixam carregar este sentimento para o resto da vida. Oriundo de uma família altamente religiosa e trabalhadora, essa é uma herança viva que Silvio carrega com muita honra e galhardia. Seu filho já começa a traçar caminhos idênticos ao do pai, o que demonstra que sua força de caráter emerge e transcende o seu próprio patrimônio. Grande abraço, amigo Sílvio. Orgulho-me de ser seu amigo.  

LEAN ARAÚJO – Quem não gostar de Lean está por fora de tudo. Gente do bem, cumpridor de suas promessas de vida, um guerreiro no que faz, levando com muita tenacidade sua missão, pela segunda vez, de Procurador Geral de Justiça. Em princípios do século fizemos um trabalho juntos, o que muito me honrou. Titularizei um programa de televisão, cujo nome era “Cidadania é Direito” e sempre me senti gratificado por essa oportunidade, mostrando na televisão a missão do Ministério Público, graças à fantástica visão de Lean Araújo. Por isso rendo ao meu amigo, sempre as minhas homenagens.

PARE PRA PENSAR

“Nunca troque o certo pelo duvidoso”. O problema é que, hoje em dia, até o que parece certo é profundamente duvidoso.

ALERTAS DO DIA

* Arapiraca está com notícias realmente boas já que a implantação de cerca de 12km de linha do VLT chegará em breve naquela cidade. Muito bom porque o VLT é um meio de transporte coletivo de altíssima qualidade e que cumpre o papel de transportar a população com bastante eficiência. Além do mais existe a compensação financeira, já que é um transporte com a característica de popular e, portanto, buscando preços absolutamente accessíveis. Acho que o prefeito Luciano Barbosa teve uma feliz ideia e vai ver os frutos do seu trabalho.

* E o Brasil, a famosa Seleção Brasileira, levou uma cacetada do Japão que não tem descrição. Depois de estar ganhando por 2×0 ver uma virada daquelas foi de desanimar qualquer torcedor. Quem assistiu ao jogo viu a cara desanimada e “virada no cão” do famoso Ancelotti, o técnico milionário de nossa seleção. Ele estava bufando pelos poros por talvez não acreditar em derrota tão feia. Já disse e repito. O jgo do Brasil ão é mais aquele que incendiava os estádios, que fazia o brasileiro vibrar. É preciso muito gás para volta a jogar como antes. Agora é só enganação.

Continuam, Brasil a fora as estúpidas notícias da mistura do metanol em bebidas. As piores são as que nos chegam de mortes, de casos aumentando e sem vermos uma solução que seja rápida para conter o avanço desse crime sem precedentes no país. Num país, onde se bebe e é uma realidade, como ficarão as coisas? Mas aí se pergunta também quais serão as atitudes a serem tomadas.? Como é que vai se adivinhar que essa ou aquela bebida não está com metanol? O brasileiro tem coisas que só ele entende e pratica, essa é uma delas que vai entrar no rol dos crimes absurdos. Solução e punição é o que esperamos.

* Essa dita parada da BRASKEM, esta notícia que diz que ela decidiu fechar a planta do Pontal da Barra é uma besteira que ninguém deve acreditar, até porque ela própria já declarou que vai parar a produção dos componentes químicos – cloro e soda – para transformar aquele local em armazenamento de matéria-prima que passa a ser importada e não produzida. Na minha opinião, essa declaração é uma espécie de tapada dos olhos porque tudo o que existe ali, aquele patrimônio fantástico não vai ser desprezado para apenas operações de armazenamento. Poderá ser por um tempo. Depois a produção volta, claro!

POR AÍ AFORA

# Sou obrigado a reconhecer que o presidente Trump que, aliás, continuo achando muito doido, conseguiu um cessar fogo na Faixa de Gaza, conseguiu sossegar o facho do Primeiro Ministro de Israel e a coisa está andando com troca de reféns e et e tal e coisa. No entanto, acho que é preciso ficar de olho muito aberto porque a guerra virtual e de desejos beligerantes, essa não acabou. Basta uma besteirinha fora de prumo e tudo volta a acontecer naquelas bandas. E isso não será muito bom para ninguém, nem mesmo para o auto-intitulado “Nobel da Paz”

# Agora, quero ver até que ponto ele consegue interferir na vontade férrea do Pútin que quer porque quer a Ucrânia de volta e não abre mão dos seus propósitos. Prometeu que ia conversar, conversou. Mas vejam se ele saiu de seu trono majestoso e conversou com quem mais interessa, que é o Zelensky. Não moveu uma palha e não moverá. Seus propósitos são muito grandes e ele não está nem aí para os “ufanos” do Trump. Ele sempre achará que é maior e com isso a guerra continuará com as tapeações de uma suposta possibilidade de paz.

# E o Papa Leão XIV recebeu no Vaticano o presidente Lula devidamente acompanhado do eterno sorriso da Primeira Dama, Janja da Silva. Não sabemos se houve alguma manifestação por parte dela, junto ao Papa, mas o sorriso permanente aconteceu. Brincadeiras à parte, a missão de Lula junto ao Papa é muito importante na hora em que ele tem conversado com líderes de todo o mundo e conseguido boas medalhas para o Brasil. Importante, sem dúvida, é isto.

Amanhã, sábado é dia de “BARTPAPO com Geraldo Câmara”. Na BAND, canal 38.1 aberto; NET CLARO, canais 18 e 518; BRISANETE, canal 14; VIVO, canal 519. Das 9 às 10h da manhã. Assista e inscreva-se também pelo Youtube no canal “Programas do Geraldo Câmara”. Fale conosco pelo geraldocamara@gmail.com ou pelo Whats’App 82 99977-4399

Bartpapo com Geraldo Câmara

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Jornalista, apresentador do programa Bartpapo na Band Maceió e Diretor de Comunicação do Tribunal de Contas de Alagoas

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coluna BARTPAPO

Bartpapo com Geraldo Câmara

BUSCANDO SOLUÇÕES

Bartpapo com Geraldo Câmara26 de setembro de 2025

   

As relações conflituosas nunca são as melhores. A experiência nos indica sempre que a conversa ao invés da briga sempre será melhor nas relações sejam elas de caráter institucional, comercial ou pessoal.

A abertura para o clássico “acordo” é o princípio da inteligência que deve gerir as relações humanas, seja no trabalho, na vida pessoal ou até mesmo em responsabilidades que estejam diretamente ligadas a decisões de ordem coletiva. No entanto, não sei se do ser humano ou não, normalmente a atração pelas demandas, pelas brigas, pelas discussões acabam por serem muito mais visíveis do que as que levam a conciliações e, obviamente a melhores caminhos na vida.

No que diz respeito a relações puramente pessoais, as coisas parecem que começam no berço, no seio das famílias, algumas profundamente inseridas no contexto da paz, outras visivelmente carregadas de sentimentos que levam a revoltas, muitas vezes sem propósito e daí a uma belicosidade familiar profundamente desgastante. Isto se deve a reações assistidas durante a infância que vão num crescendo, que resultam em separações litigiosas e que acabam por manchar visivelmente o contexto familiar e a criação de meninos e meninas que entram vida afora com aquelas máculas que se transformam com o tempo também em comportamentos não muito apropriados. Daí para a disseminação durante a vida daqueles exemplos fixados na mente não custa muito e os atos bons ou ruins acabam sendo também seus próprios atos, ou melhor, seus impróprios atos perante a vida.

O ser humano parece ter se acostumado, em alguns casos, mais à guerra do que à paz. Resultados de exemplos, de relatos, de machismos exagerados, o fato é que psicologicamente o fato existe e é preciso ser tratado à luz da própria psicologia, mas sobretudo à luz dos bons e produtivos exemplos em que a pacificidade é maior do que a batalha sem lucros. Então, buscar transformar atitudes, criar um poder de análise maior do que suas próprias reações negativas é um caminho que deve evitar curvas e atalhos e chegar ao ponto final com sucesso. Digo isto, pensando no respirar três vezes, no pensar antes de agir, em pequenas fórmulas que buscam o poder da conciliação.

Conciliação. Bela palavra, bela ação que em boa hora foi encontrada pela própria justiça e que quando praticada mostra exatamente a busca de soluções para o impasse entre partes que, se na hora da aflição não conseguiram o intento, sob a tranquilidade de um ambiente favorável podem perfeitamente conciliar e encontrar soluções para o que pensavam não ter.

Mas é neste momento que deixamos de lado os comentários sobre os desacertos de lados opostos e nos colocamos frente com o espelho buscando onde estamos irritados e descontentes com nós mesmos. Onde está residindo a causa do nosso sentimento de perda ou de derrota mesmo e que pode vir de qualquer coisa. De dentro do coração ferido, de amizades não reconhecidas, de dívidas contraídas, de tudo. E aí não pensamos, não temos o poder do discernimento, da busca pelas soluções. Normalmente nos desesperamos, ficamos cegos, não temos equilíbrio suficiente para enfrentarmos o problema. E seja qual for sempre permite o enfrentamento.

Sincero, pacífico, buscando o que mais desejamos naquele momento que é a solução. O país, nós enquanto seres humanos, todos, vivemos buscando exatamente soluções para que possamos viver melhor e em paz. Que venham!

FOTONOTAS

MILTON HÊNIO – Mescle uma alma boa e generosa com a figura fantástica de um pediatra que faz história até hoje neste estado de Alagoas. Milton Hênio, incrivel em sua profissão, por ele já passaram milhares de crianças cujos pais ficaram eternamente agradecidos ao Doutor Hênio por sua atenção, por seu carinho com seus meninos e meninas. Semana passada Milton foi agraciado pela Assembleia Legislativa com sua mais alta condecoração, a Comenda Tavares Bastos. É uma homenagem e tanto mas tantas quantas vierem ainda serão poucas diante da grandeza de Milton Hênio. Orgulho-me de ser seu amigo.


 GEOBERTO ESPÍRITO SANTO – Este é meu amigo até debaixo d’água e é daqueles que sabem conservar uma amizade sob todos os aspectos. Engenheiro eletricista de primeira linha, sabe tudo sob o assunto energia, já foi presidente da Algás, é top no Clube de Engenharia e além de tudo escreve maravilhosamente, artigos que volta e meia estou colocando, com muita honra, no meu blog. Casado muito bem com Mádala, formam um casal que nos conduz a sempre bons momentos. Privar da amizade de Geoberto é ter certeza na relação. Abração, amigo!

PARE PRA PENSAR

As decisões rápidas nem sempre são as melhores. No entanto, parando pra pensar tudo pode levar a melhores resultados.

ALERTAS DO DIA

* Essa questão do IA, Inteligência Artificial está se tornando também um problema muito grande quando, por exemplo as pessoas criam o que chamam de “avatar” de alguém e fazem o que querem com suas imagens, seja com fotos, seja com movimento de qualquer espécie. Os desavisados, o público em geral que entra nas Redes Sociais não tem a menor noção do que é falso e do que é verdadeiro. Então o prejuízo para o retratado desta maneira é muito grande. A solução é uma regulamentação que obrigue os autores a colocarem o símbolo da IA em todas essas falsas criações.

* Sinceramente, acho uma vergonha o brasileiro estar tendo que discutir essa questão da “PEC da Blindagem” ou como já está sendo alcunhada de “PEC da Bandidagem”. Porque, vamos e venhamos é vergonhoso ver que os parlamentares querem estar à vontade para fazerem o que quiserem e só poderem ser processados, seja lá qual for o motivo, com votação plenária e com ampla maioria. Pelo que sabemos eles são feitos de carne e osso e costumam ter a mesma compleição física dos meros mortais. Por que cargas d’água precisam de um tratamento diferenciado? A gente sabe, né?

* Quero até entender melhor, conversar com as pessoas que de fato estão por dentro do assunto, mas desde que aqui cheguei e já se vão quase trinta anos mantenho uma imagem fabulosa dessa instituição privada de ensino que é o CESMAC. Pelo que sei também sempre foi muito bem administrada pela FEJAL que, agora, noticia-se o seu fechamento e sua consequente retirada como mantenedora do CESMAC. E anuncia-se que ficará sob a administração da Prefeitura de Maceió. Que me desculpem os prefeituranos, mas será que terão tutano para gerir um CESMAC?

* Um erro não justifica outro, sempre o soubemos, mas essa questão em torno do mandato do deputado Paulão é questionável demais. Encontra-se um erro na eleição do vereador Catunda e, por consequência atinge um deputado federal. Melhor não entender, melhor não entrar no fio da meada porque senão todo mundo vai se enrolar. Não sou defensor do deputado, nem tenho conhecimentos com ele, mas não tolero injustiças, ainda que elas estejam sendo cometidas por caminhos certos da atual Lei Eleitoral. Vamos aguardar os acontecimentos.

POR AÍ AFORA

# Os presidentes Lula e Donald Trump vão ficar mesmo nos abraços de bastidores, sem testemunha ocular da história. Segundo o Itamaraty, o já famoso encontro entre os dois líderes irá acontecer na próxima semana, mas por vídeo conferência, já que, segundo a Casa Branca a agenda de Trump está lotada e não há como um encontro cara a cara como era o desejável. Aliás, nem sei se esse testa a testa virtual chegará a acontecer. Vamos esperar.

# O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, associou o autismo às vacinas infantis e também ao uso do popular analgésico Tylenol (cujo princípio ativo é o Paracetamol) por mulheres grávidas e crianças, alegações que não são respaldadas por décadas de ciência. Em uma extraordinária coletiva de imprensa na Casa Branca, o presidente republicano deu conselhos médicos a mulheres grávidas e pais de crianças pequenas, dizendo-lhes repetidamente para não usar ou administrar o analgésico de venda livre. Será também o “doutor” do mundo?

# A desaprovação ao governo do presidente argentino Javier Milei alcançou em setembro o maior nível desde o início de seu mandato, segundo levantamento da AtlasIntel em parceria com a Bloomberg. De acordo com os dados, 54% maioria dos argentinos rejeita o desempenho de Milei como presidente, refletindo a crise econômica e os escândalos de corrupção envolvendo a irmã do presidente, Karina Milei. Pois é, nosso mundo é um “escândalo”, seja onde for.

Amanhã, sábado é dia de “BARTPAPO com Geraldo Câmara”. Na BAND, canal 38.1 aberto; NET CLARO, canais 18 e 518; BRISANETE, canal 14; VIVO, canal 519. Das 9 às 10h da manhã. Assista e inscreva-se também pelo Youtube no canal “Programas do Geraldo Câmara”. Fale conosco pelo geraldocamara@gmail.com ou pelo Whats’App 82 99977-4399

Artigo do Geoberto Espírito Santo

FALTA COM EXCESSO

O sistema elétrico brasileiro atravessa por um momento paradoxal. Temos energia
em excesso e corremos o risco de um racionamento por falta de potência. Isso sem falar
numa confusão generalizada sobre preços no mercado livre e tarifas no mercado cativo
das distribuidoras de eletricidade, motivada por subsídios que hoje já não são
necessários. As fontes renováveis (eólica e solar) já possuem viabilidade econômica para
andar sem as muletas do governo e as políticas públicas não devem ser custeadas pelos
consumidores de energia (via tarifas) e sim, pelo Tesouro Nacional (via impostos dos
contribuintes). A Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), guarda-chuva que abriga
todos os subsídios das políticas públicas, vai chegar a R$ 50 bilhões ao final do ano, que
devia ser custeada pelo Tesouro Nacional.
Na matriz elétrica brasileira temos uma potência total instalada de 249 GW,
somatório de todas as fontes (hidro, biomassa, eólica, solar, gás natural, carvão, nuclear),
incluindo os 43 GW da fonte solar na geração distribuída que não é controlada pelo ONS
(Operador Nacional do Sistema Elétrico). Não se deve confundir potência instalada com
energia gerada, porque os rendimentos das máquinas e equipamentos são diferentes: as
grandes hidrelétricas, em média, têm um rendimento de 65% da sua potência instalada;
gás natural (57%), carvão mineral (34%); eólica (35%); solar centralizada (21%), solar
distribuída (16%) e nuclear (33%).
A tese do aquecimento global e das mudanças climáticas têm pressionado os
governos por uma transição energética baseada em fontes eólicas e solar e o governo
brasileiro, para alavancar a maior participação dessas renováveis nas matrizes elétrica e
energética criou várias maneiras de subsidiar suas viabilidades econômicas. Visando não
perder os subsídios com uma possível mudança na legislação, os investidores solares
solicitaram conecção à Rede Básica de transmissão citando que iriam atender demanda
do mercado livre, sabedores que é um ambiente de comercialização por sua conta e
risco. Devido ao baixo crescimento do nosso PIB isso não aconteceu e o mercado livre,
que tem 80% da potência solar instalada para essa finalidade, está retirando mais
consumidores do mercado cativo do que atendendo a novos consumidores.
De uma demanda por energia de 80 GWmed, as fontes eólicas e solar juntas
representam 38% desse total consumido, cerca de 30 GWmed. O restante está sendo
suprido por 36 GWmed das hidrelétricas e 14 GWmed por térmicas. Nosso sistema tem
muita energia sobrando, principalmente a solar, que a partir das 18:00h não gera mais e
a participação das eólicas nesse horário é baixa. Temos muita energia durante o dia,
quando a carga é baixa, e estão sendo feito cortes de geração por falta de demanda ou
por sobrecarga na interligação Nordeste (geração) – Sudeste (mercado). Mas, ao
anoitecer, na hora da ponta do sistema repentinamente falta potência, situação que
passou a ser conhecida como a “curva do pato” (vácuo entre o dorso e o pescoço). Em
2024, essa diferença entre carga global e carga líquida chegou a 18 GW, volume que em
2029 poderá chegar a 37 GW, formando uma “rampa” de difícil escalada porque será

necessário ter máquinas de partida rápida no sistema, características das usinas
hidrelétricas e térmicas.
Estamos no “período seco” (maio a novembro) e normalmente não chove no
Sul/Sudeste, região na qual se encontra 70% do armazenamento nos reservatórios das
hidrelétricas. O ONS está preocupado com a segurança do sistema, com a perda das
condições de confiabilidade em 2026. Acompanha as projeções meteorológicas sobre
qual será o volume de chuvas no período úmido (dezembro a maio), que deve encher os
reservatórios das hidrelétricas, ou se teremos uma seca, como já aconteceu em
2001/2002. O alerta está também com as térmicas conectadas ao SIN (Sistema
Interligado Nacional) pois 5 GW delas estão com contratos vencidos, outras tantas
prestes a se vencer e/ou não foram dimensionadas para atendimento da ponta do
sistema. Diante desse cenário, desde agosto a ANEEL (Agência Nacional de Energia
Elétrica) acionou as bandeiras tarifárias, no nível vermelha 2.
Temos atualmente 28 emergências consideradas críticas no sistema elétrico
brasileiro e se não tivermos no curto prazo um Leilão de Reserva de Capacidade na
Forma de Potência (LRCap), teremos riscos de instabilidade no sistema. Esse leilão estava
previsto para junho de 2025 e a EPE (Empresa de Pesquisa Energética) tinha registrado o
interesse de 327 projetos que totalizavam cerca 74 GW. Entretanto, foi cancelado pelo
MME (Ministério de Minas e Energia) motivado pela judicialização de suas regras, quando
foram questionadas a precificação dos lances e a nova fórmula para cálculo do preço da
energia a ser adquirida na hora da ponta.
A questão energética tem vários ângulos (técnicos, econômicos, sociais, ambientais
e políticos) e não pode ser planejado com a visão em apenas um deles. Na situação em
que estamos, as térmicas é que dão segurança ao sistema e são contratadas de forma
complementar, justamente para cobrir esse momento em que acontece a grande
intermitência na geração das fontes solar e eólica. A pressão dessas renováveis em
participar do LRCap é grande citando o preço baixo e a visão ambiental como
importantes na matriz, mas não possuem os elementos de segurança como a inércia e os
controles robustos de tensão e frequência. O principal erro a ser evitado é incluir nesse
tipo de leilão as fontes intermitentes porque não oferecem a confiabilidade exigida pela
segurança energética. Nesse caso, se contratadas, só iriam agravar a situação.
Todas as fontes podem ter espaço na matriz elétrica brasileira, mas no caso de um
LRCap, que não é um leilão convencional de energia, o foco deve ser a segurança do
sistema que é oferecido pelas hidrelétricas e pelas térmicas. O MME já publicou as
Consultas Públicas nº 194/2025 e 195/2025 sobre LRCap previsto para março de 2026,
em duas etapas, quando só poderão participar hidrelétricas e usinas movidas a gás e
diesel B15. Na primeira etapa serão os projetos hidrelétricos (de preferência com a
ampliação de usinas existentes) com contrato de 10 anos, carvão mineral de usinas já
existentes com contrato de 3 anos e gás natural com contrato de 15 anos. Na segunda
etapa, uma semana após, para as usinas a biodiesel, com contrato de 3 anos e
suprimento imediato.

Geoberto Espírito Santo
GES Consultoria, Engenharia e Serviços