Ouvidor Geral 18-10-2021

“Ouvidor Geral” para o jornal Primeira Edição de 18-10-2021 – Geraldo Câmara

                                      GATOS EMBAIXO DOS TELHADOS

             Claro que procuramos entender determinadas ações do governo no que diz respeito à administração de serviços públicos, ainda que realizados por concessionárias, como é o caso da distribuição de energia. No entanto, por mais motivos que se nos apresentem, fica difícil entender um aumento abrupto de muitos por cento nas nossas contas domésticas ou de baixa tensão e de e outros tantos nas de alta tensão.  Posto que o governo estabelece metas para a inflação e a deste ano está na faixa dos 10,5%, o que já é muito alto, como admitir que o aumento de energia venha corresponder a muitas vezes mais? Se a infraestrutura do país não cuidou de uma mudança ou de uma progressiva mudança na matriz energética, que o faça vagarosamente, mas que o faça, mas não às custas de um aumento que, na maioria dos casos vai representar mais de 20% do valor do salário mínimo.  Em outros casos muito mais. O fato é que, Alagoas, por exemplo, que tem uma matriz energética razoavelmente boa, não pode ser penalizada com este aumento excessivo da noite para o dia. O que vai acontecer – e pode escrever – é que os famosos gatos vão miar por baixo de muitos telhados, cujas famílias não vão suportar a extorsão e vão encontrar no velho hábito a solução, ainda que criminosa, como luz no final do túnel. Quem viver verá. Mas o que se vê mesmo é uma total inércia por parte do governo federal que não dá a menor bola para a população, de um modo geral. Toma decisões as mais estapafúrdias e o resto que se dane. Então, não venham reclamar se os gatos miarem demais. Sem conselho, gente! Até porque sou contra tudo o que for ilegal.

DESTACÔMETRO (in memoriam)

                   O destaque (póstumo) vai para a ex primeira dama do estado, Sra. Liége Tavares, viúva do ex governador José Tavares. O passamento aconteceu neste sábado 17, mas ela ficará na memória de quantos a conheceram pela sua elegância, dignidade e generosidade. Nossos abraços a todos os filhos e em especial à minha amiga e colega, Salete Tavares.

PÍLULAS DO OUVIDOR

Em alusão ao Outubro Rosa, a Secretaria de Estado de Prevenção à Violência por meio da Casa de Direitos de Maceió, realizou, um evento dedicado exclusivamente às mulheres do bairro do Jacintinho. A iniciativa foi denominada de “Dia Dela”.

No Dia do Eletricista, a Equatorial conta as histórias de duas mulheres que inspiram e transformam vidas por meio da energia elétrica. Elas se destacam na profissão e são exemplos de representatividade, força, independência e coragem. Meg Aviz e Daniele Prado.

A Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (Fiea), o Sebrae e a Embrapa promovem nesta terça-feira, 19, workshop com o tema “A viabilidade da Eucaliptocultura em Alagoas”.

Durante o evento, totalmente on-line, serão apresentados os resultados de experimentos feitos para avaliar o potencial desta cultura em Alagoas. As inscrições podem ser feitas no endereço www.fiea.com.br/eucaliptocultura,

Estão abertas até hoje, 18 de outubro, as inscrições gratuitas para o V Edital de Incentivo à Produção Audiovisual em Alagoas – Prêmio Cacá Diegues. O edital do Governo de Alagoas é através da Secult. Regulamento e documentos www.cultura.al.gov.br

Serão selecionados projetos para a produção de obras audiovisuais brasileiras independentes nos formatos de Longa-Metragem, Telefilme, Obra Seriada, Curta-Metragem e Projeto de Cursos de Formação. 

“A distribuição gratuita de absorventes por meio do Estado é uma discussão sobre a garantia dos direitos das nossas mulheres e meninas”, disse a vereadora Teca Nelma após Bolsonaro vetar o projeto que previa a oferta gratuita desse item.

O reitor da Uncisal, Henrique Costa, anunciou que as instituições públicas de ensino superior de Alagoas firmaram acordo para ofertar o Programa de Mobilidade Acadêmica. O acordo de cooperação vai permitir que estudantes da Uncisal, Uneal, Ifal e Ufal possam cursar disciplinas em quaisquer das IES públicas de Alagoas.

Aninha Monteiro (foto), colunista conhecida em Alagoas e em todo o Brasil é também a presidente da FEBRACCOS que é a Federação Brasileira de Comunicadores e Colunistas Sociais. Além de pela simpatia, Aninha se destaca pelo dinamismo e garra no que faz.

ABRAÇOS IMPRESSOS

                      Os abraços impressos vão para o cantor Igbonan Rocha que atravessou toda a pandemia levando através de “lives” a sua música para todos os que nele apreciam a sua musicalidade e simpatia. Abraços, portanto, amigo Igbonan.      

TRÊS MEDIDAS

Geoberto Espírito Santo

GES Consultoria, Engenharia e Serviços

“Pensar é o trabalho mais difícil que existe. Talvez por isso tão poucos se dediquem a ele.” (Henry Ford)

          Começo fazendo a pergunta se a atual crise hídrica é cíclica ou se é produto de uma mudança de regime pluviométrico de longo prazo. Fazendo a ressalva que não sou negacionista, coloco em dúvida a segunda opção porque tivemos um racionamento de energia elétrica no Nordeste em 1978/1979, um no Brasil em 2001 e agora a ameaça de outro em 2021. Nosso sistema é planejado com um risco de déficit de 5%, ou seja, um risco de um racionamento a cada 20 anos. É um ciclo que se repete, muito embora a hidrologia não possa ser totalmente responsabilizada por essas três ocorrências de falta de produto.

          Essa não é a pior crise hidrológica na maioria dos reservatórios do país, mas sim na Região Sudeste, que tem 70% da capacidade de armazenamento para geração de energia elétrica e muito especificamente na Região Hidrográfica do Paraná. Vale lembrar que, em 2014, houve uma crise hídrica na cidade de São Paulo, quando a queda média das afluências foi de 25%, tendo se recuperado nos anos seguintes. Segundo a ANA (Agência Nacional de Água e Saneamento Básico), não é um caso de falta de água para o consumo humano, mas, para os usos não consultivos, com impactos na vida nacional que ocorreram por conta da paralização da hidrovia Tietê-Paraná, na área de turismo e lazer, além da geração de energia. O conceito de uso múltiplo dos rios sempre vai ser conflituoso, mas a prioridade para o uso da água deve ser sempre para aquilo que for de maior relevância para o país como um todo e, no balanço das relevâncias, na atual conjuntura, a prioridade é a geração de energia elétrica.

          O modelo do setor elétrico é construído na contratação de garantia física, ou seja, quanto da potência instalada de uma fonte vai, realmente, gerar energia elétrica. Uma hidrelétrica, geralmente, tem uma concessão de 30 anos e, é claro, que uma garantia física contratada considerando um determinado volume de água deve ser revista quando muda a hidraulicidade. Normalmente, deve ser revisto entre 4 ou 5 anos e o investidor remunerado na garantia física que não pode mais entregar por causa de condições que não são de sua responsabilidade. Outra questão que envolve diretamente o cálculo da garantia física é a água que é retirada para irrigação, indústria, consumo humano e animal, sem registro, sem controle, inclusive utilizando energia incentivada, que, se feita a montante da usina, vai diminuir a água turbinável e reduzir a GSF (Garantia Física do Sistema).

          É bom lembrar que térmicas de ciclo aberto consomem muita água para resfriar as máquinas, sem retorno, e um exemplo sempre citado é o das usinas do Complexo Portuário de Pecém, no Ceará, autorizada a captar um volume diário de 70 milhões de m3 do Castanhão, que daria para abastecer uma cidade de 600 mil habitantes. A inserção de fontes intermitentes, como eólica e solar, sejam endereçadas para o mercado regulado, mercado livre e/ou geração distribuída, que funcionam apenas 8 horas, sem baterias para acumulação, as 16 horas restantes do dia vão ser abastecidas por hidrelétricas ou por térmicas. Existem outros argumentos muito mais técnicos, certamente imperceptíveis para o grande público, fazem com que o Brasil tenha 175 GW instalados em sua matriz elétrica para atender a uma demanda de 70 GWmédios, investimento adicional que é repassado para o consumidor via tarifa, a 2ª mais alta do mundo.

Nem parece que estamos com dificuldades para o atendimento da demanda de energia elétrica no curto prazo. Com grande dependência da hidroeletricidade para funcionar como lastro do sistema, para assegurar um modelo 24 x 7 (24 horas por dia nos 7 dias da semana), a aposta em São Pedro não deu certo e a expectativa da volta das chuvas no Sudeste é para início de novembro. Recentemente houve uma pequena melhoria na ENA (Energia Natural Afluente), mas até lá a capacidade de armazenamento total pode chegar entre 10% e 15%, o que significa uma dificuldade operacional muito grande para manter o sistema em pé. O governo adota a postura de não fazer alarde e a população não está nem aí para a economia de energia, pois afinal de contas está saindo de uma pandemia e quer mesmo é tirar a diferença do que não pode fazer por mais de uma ano.

          Na situação em que estamos, as medidas contra a crise hídrica no curto prazo são: rezar para chover, maximizar a geração de todas as formas e racionalizar o uso da água; no futuro, investir em mais hidrelétricas com reservatórios, inclusive em usinas reversíveis, em nucleares na base e térmicas, tanto flexíveis como inflexíveis, ditadas pelo planejamento da expansão do sistema. A defesa das hidrelétricas é sustentada nos seguintes números: na China, existem 47 mil reservatórios, sendo que 23 mil são de hidrelétricas; na Alemanha, existem 7,3 mil hidrelétricas; e na Noruega, que se abastece com 94% de hídricas, utiliza o óleo e o gás para gerar divisas com exportação. É preciso acelerar a realização dos leilões para contratação de lastro, separado da energia, pois não é possível continuar investindo em fontes intermitentes sem energia de base, com todos os consumidores pagando pelo lastro e, pela energia, somente aqueles que realmente a utilizam.

          Nos últimos tempos houve um desbalanceamento entre a construção de térmicas e das renováveis de alta variabilidade. A situação não está pior porque, por recomendação do ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), o governo autorizou o despacho térmico fora da ordem de mérito desde outubro do ano passado, que teria permitido economizar cerca de 53 GW em armazenamento hídrico. Ordem de mérito para o ONS é, para atendimento da demanda, colocar para operar primeiro as usinas mais baratas, que são as hidrelétricas.

          Dentre as medidas para evitarmos um novo racionamento de energia elétrica neste ano está a redução de consumo e, nesse caso, os melhores resultados são alcançados com a redução da demanda no segmento industrial na hora do pico do sistema. O MME (Ministério de Minas e Energia) publicou no DOU (Diário Oficial da União) a Portaria Normativa nº 22/GM/MME/2021 estabelecendo as diretrizes para que as indústrias que estão conectadas ao SIN (Sistema Interligado Nacional) apresentarem suas ofertas de Redução Voluntária de Demanda de Energia Elétrica (RVD). A ideia é permitir que o setor industrial e os grandes consumidores de energia elétrica façam uma redução voluntária da sua demanda nos momentos de alto consumo do sistema. Com isso, o governo espera estimular à indústria para diminuir a pressão sobre o SIN nesse contexto de escassez hídrica, situação que impõe grandes desafios operacionais no atendimento à demanda e por isso é cabível esse tipo de medida.

          Para as unidades consumidoras do Grupo B das classes de consumo residencial, industrial, comercial, serviços e outras atividades, rural e serviço público do mercado regulado, o MME instituiu o Programa de Incentivo à Redução Voluntária do Consumo de Energia Elétrica. O consumidor que reduzir seu consumo, nos meses de setembro a dezembro de 2021, entre 10% e 20% em relação à média do que foi consumido nos mesmos meses de 2020, receberá um bônus de R$ 50 para cada 100 kWh, que será calculado pela ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) e pago automaticamente, na fatura de janeiro de 2022. Com ele, espera-se reduzir a demanda em 914 MWmed, o que representa 1,41% do consumo do SIN. Esse bônus deve custar cerca de R$ 339 milhões por mês, que serão custeados pelos Encargos de Serviço do Sistema (ESS).                                                                

GES Consultoria, Engenharia e Serviços

BARTPAPO de casa 68

Convidados:

Rostand Lanverly – pres. da AAL

Bruno Palagani e Andrey Vieira

Ilan Oliveira – diretor da Solution

Garagem do Coyothe

Cacau Brasil – poeta, compositor e cantor.

Ouvidor Geral 11-10-2021

“Ouvidor Geral” para o jornal Primeira Edição de 11-10-2021 – Geraldo Câmara

                                             ESTAMOS PERPLEXOS

                    Mas, por que perplexos? Porque tivemos tempo para ler, ver noticiários, entrevistas e, sobretudo, para pensar. Viajamos de férias dentro de nosso país e   descobrimos que a luta por um mundo melhor continua inócua. Pelo mundo afora a violência não escolhe mais porta, nem janela, nem calçada. Chega, não vê cor nem coração. Não vê idade, nem sexo, nem mais nada. Simplesmente chega como se fora prevista para mudar a face do mundo. Banalizada de tal modo a vida chegamos a nos surpreender com as notícias que já precisam ser bem diferentes para que nos abalem. Antigamente, uma agressão física era uma monstruosidade, um crime contra a pessoa era um fato que nos assustava por dias. Hoje, banais, não nos sentimos bem com isso, porque verificamos que, enquanto sociedade vamos aceitando a criminalidade como algo já comum em nossas vidas, em nossas cidades, em nossos caminhos. Queríamos ter lido menos, ter visto menos ou dormido mais. Precisamos reagir. Ficarmos perplexos não basta. Simplesmente culpar autoridades é pouco. Precisamos participar a todo o custo. Pregando ideias e ações, cobrando planos e estratégias porque, meus amigos, estamos lamentavelmente em guerra. E devemos nos sentir a todos, convocados para tentarmos minimizar um estado de coisas que nem a pandemia abalou. O mundo muda a cada instante. Se por um lado para melhor, por esse lado, da criminalidade, para muito pior.

DESTACÔMETRO

                O destaque vai para a jornalista de mancheia, Juliana dos Anjos, que brilha na TV Cidadã e que é profissional sob todos os aspectos, além de manter seu bom humor e simpatia com todas as pessoas que a cercam.

PÍLULAS DO OUVIDOR

Cinquenta por cento da população de Maceió já está inteiramente vacinada com as duas doses o que comprova o trabalho efetivo do município nessa área tão importante no momento. Parabéns à equipe que está à frente do projeto.

O DEM juntou-se ao PSL e acabou por criar um novo e imenso partido político que se chama União Brasil. Mais uma tentativa na área. Não sei no que vai dar, mas na verdade precisamos moralizar essa questão partidária custe o que custar.

Eita! Você sabe o que são “offshores”? Resumida e simplificadamente são dinheiros que são colocados no exterior, de preferência em paraísos fiscais. Pois é isso que o Ministro da Economia vai ter que explicar porque dizem que ele tem muito na Suíça.

Aliás, a CPI da Covid está servindo para que a gente entenda quanta coisa misteriosa existe em nosso país. Não tem nada a ver com Paulo Guedes, mas tem tanta gente que se implicou por lá que nem acreditamos que vá dar em alguma coisa.

À frente a jornalista Danielle Santoro, foi criado o site investindoporai.com.br que tem como objetivo mostrar facetas de investimentos e de desenvolvimento principalmente no estado de Alagoas. Grandes nomes são articulistas. Vai lá!

Dentre os articulistas estão o Secretário de Economia de Alagoas George Santoro, além de muito nomes como Fabrício Tanure, Eduardo Setton, Hermann Fernandes, Mariana Groth, dentre outros de peso. Sucesso, Dani!

O “bitcoin” é só uma das moedas virtuais que estão correndo o mundo. Como ela foi a primeira acabou nomeando todas as outras existentes por aí. Para investir nesse mercado é preciso conhecer o assunto e sobretudo conhecer com quem vai aplicar.

Já estamos cansados de ver aparecerem os golpistas de primeiro mundo que transformam o que pode ser um bom investimento em pirâmide financeira e com isso causando muito milhões de prejuízos para os incautos aplicadores.

Marcelo Beltrão (foto) tem se mostrado um político inteligente em todos os cargos que ocupa. Atualmente é o prefeito de Coruripe e com muita garra está fazendo uma administração de alto nível.

ABRAÇOS IMPRESSOS

                 

Os abraços impressos vão para a Secretária de Estado da Cultura, Melina Freitas que em breve vou levar ao Bartpapo para contar novidades nessa área tão importante para a