JABUTIS, SUBSÍDIOS E DISTORÇÕES

Geoberto Espírito Santo

Na aprovação das leis no Congresso Nacional sempre aparecem os “jabutis” e os
últimos foram em 29 de novembro de 2023. Encontram-se no PL 11.247/2018, que
tramitou para ser o marco regulatório das eólicas offshore no Brasil. Por falta de terras, a
Europa partiu para o mar, custo 3 vezes maior, mas um casamento perfeito de quem
sabe produzir energia com os ventos com as petroleiras, que conhecem bem as
plataformas no mar. Falta de terras não é nosso caso, mas a pressão chegou ao
Congresso pois já existem 96 projetos no IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e
Recursos Naturais Renováveis) à espera das licenças ambientais. Sem a segurança jurídica
de um marco regulatório, os investidores não colocam dinheiro para o desenvolvimento
dos projetos.
Segundo cálculos da consultoria PSR, esses “jabutis” aprovados têm o potencial
para causar um impacto direto no bolso do consumidor de R$ 25 bilhões anuais até 2050,
o que totalizaria nesse período o equivalente a R$ 658 bilhões. Nele, foram aprovadas
emendas com contratações compulsórias, totalmente desnecessárias pois não possuem
estudos técnicos e nem são visualizados no planejamento do sistema eletroenergético do
país que é feito pela EPE (Empresa de Pesquisa Energética) com horizontes de 10 e 50
anos.
Vale lembrar que na Lei nº 14.182/2019, que permitiu a privatização da Eletrobras,
dos 8 GW compulsórios de térmicas com gás natural, apenas 2,8 GW poderiam ser
viabilizados. Nessa Lei temos ainda os 650 GWm de contratos como o PROINFA
(Programa de Incentivos às Fontes Alternativas de Energia Elétrica), que foram
estendidos, e mais 1,2 GW em PCHs (Pequenas Centrais Hidrelétricas). No caso da
geração distribuída, Lei nº 14.200/2021, posterga o prazo para 28,8 GW de renováveis
entrarem em operação com subsídios, e, com um “jabuti”, esse total passa para 63,8 GW.
Os “jabutis” também beneficiarão outros 8,5 GW com a postergação de prazo para as
micro e mini geração distribuída (MMGD) entrarem em operação com subsídios até

  1. Sem respaldo técnico, temos mais 300 MW de eólicas no Sul, 920 MWm de
    extensão de contratos do PRIONFA, outros 4,5 GW de contratação compulsória em PCHs
    e 1,2 GW em térmicas a carvão (UTEs Candiota 3 e Figueira) com benefícios de custo até
  2. A consultoria TR Soluções calculou que esse impacto anual deve ser da ordem de
    R$ 35 bilhões. Esse custo adicional no bolso dos consumidores começa em 2027 com
    5,07%, passa para 2,29% em 2028, depois vai para 4,40% em 2029, segue para 8,78% em
    2030 e chega em 2031 com o acréscimo de 5,48%. No dia 29/02/2024 a ANEEL vai
    realizar, em Maceió, uma Audiência Pública para colher subsídios para definição das
    tarifas da Equatorial Alagoas, a serem aplicadas a partir de 03/05/2024. Deverá ser uma
    das 8 distribuidoras a ter um índice pequeno ou até negativo.
    A capital do Brasil é uma cidade com características especiais, na qual existe dois
    locais onde somados se reúnem 597 pessoas com perfis dos mais variados, certamente
    que dignos representantes dos vários segmentos que compõem a sociedade brasileira.
    Algumas dessas pessoas se apresentam como muito criativas e com o intuito de “mostrar
    serviço” propõem que a coletividade possa transformar qualquer coisa em qualquer

coisa. E a energia, pelas suas amplas possibilidades de produção no Brasil, e agora com o
apelo da transição energética, é um alvo no qual sempre atiram saindo de suas armas os
já conhecidos “jabutis”.
No PL nº 484/2017, que foi apensado ao PL 11.247/2018, nele foi encontrada essa
rara espécie num improvável texto chamado “Substitutivo da Câmara dos Deputados ao
Projeto de Lei do Senado nº 484/2017”. Da redação bastante enigmática, pode ser
visualizado: “…também deverão ser contratados 250 MW de energia proveniente do
hidrogênio líquido a partir do etanol na Região Nordeste até o segundo semestre de
2024, com entrega até 31 de dezembro de 2029”. Após o pedido de ajuda para
taxonomistas, inclusive de fora do país, não se conseguiu classificar esse “jabuti” como
outros da mesma espécie. Um grupo de cientistas e especialistas em energia
promoveram um debate e chegaram à conclusão pela impossibilidade de surgimento
dessa nova espécie, já que desafiaria a Teoria de Darwin sobre a sobrevivência daqueles
que se consideram os mais aptos. Essa espécie seria de uma eficiência energética tão
baixa que não faria nenhum sentido ter sido resultante de uma evolução natural.
Esse “jabuti” propunha produzir energia útil em cinco fases. Primeira: fazer a
conversão da energia do sol em açúcar da cana pela fotossíntese. Segunda: transformar o
açúcar em etanol, por fermentação. Terceira: produção do hidrogênio através do etanol.
Quarta: fazer a liquefação do hidrogênio. Quinta: produzir energia elétrica através do
hidrogênio líquido. Dos cientistas que participaram dos debates, ninguém entendeu nada
dessa lógica. Ora, se podemos produzir energia diretamente do bagaço da cana e o
etanol tem a propriedade de armazenamento à temperatura ambiente, por que utilizar
grande parte dessa energia para resfriar o hidrogênio à temperatura de -253°C para
depois armazená-lo para produzir energia? Um taxonomista fez a seguinte exclamação:
“O jabuti não resultou da evolução natural, mas de uma seleção artificial!”.
Talvez essa nova espécie tivesse surgido por causa do excesso de energia
conjuntural existente no sistema elétrico brasileiro, argumentou outro. Temos 209 GW
de potência instalada e, só agora, em fevereiro de 2024, registramos um pico de
demanda de 101 GW, devido ao intenso acionamento de aparelhos de ar condicionado
para combater o calor, sendo que a nossa demanda média este ano foi de 83 GW. Na
proposta existe uma altíssima ineficiência em converter energia bruta em energia útil e
que, talvez, fosse essa uma maneira discreta de jogar energia fora para não aumentar o
desequilíbrio do sistema.
Após várias risadas, alguém levantou a hipótese de tratar-se de uma homenagem a
Victor Frankenstein, que criou um monstro e sugeriu que fosse chamado de Chelonoidis
frankenstein. Outro cientista lembrou que esse monstro nasceu com um coração bom,
muito embora tenha sido posteriormente rejeitado pela sociedade que o transformou
num vilão. Nasceu com o dom de feroz devorador do dinheiro dos consumidores porque,
pelos cálculos aproximados, chegou-se à conclusão que custaria algo em torno de R$ 3
bilhões anuais a serem retirados dos bolsos dos consumidores de energia elétrica.
Ter uma matriz elétrica com 93% renovável, não é tudo. Ela tem que ser justa e,
para tal, precisa de visão prospectiva, planejamento e gestão da segurança operacional.
Temos uma energia barata, mas é a 2ª mais cara do mundo no bolso do consumidor. O

ministro Alexandre Silveira, de Minas e Energia, já reconheceu que subsídios e distorções
estão levando o sistema elétrico brasileiro à beira do precipício. Esse modelo precisa ser
revisto.

Geoberto Espírito Santo
GES Consultoria, Engenharia e Serviços

Ouvidor Geral 04-03-2024

“Ouvidor Geral” para o jornal Primeira Edição de 04-03-2024 – Geraldo Câmara

                                    A MORTE DO SOLIDÔNEO

           O nome dele, Solidôneo Palitot. Um nome diferente, um bom amigo, casado com Noanita, irmã do grande Noaldo Dantas. Ela fora colega de faculdade de Vanessa, minha mulher. Homem de seus cinqüenta e poucos anos, na época, Solidôneo andou tendo uns problemas de saúde, relacionados ao coração. Fora inclusive internado e, quando voltou para casa, Vanessa eu fomos visitá-lo em João Pessoa. Nós morávamos em Campina Grande, na Paraíba mas, volta e meia estávamos na capital. Solidôneo estava bem. Fraco, mas bem. Conversamos muito e ainda combinamos que nos veríamos para uma boa farrinha, em breve. Passara-se um mês daquela tarde de visita a Solidôneo. Eu estava em Campina, lendo o meu jornal, no banheiro, como é o meu costume, quando me deparei com o anúncio: “A família de Solidôneo Palitot, profundamente consternada, participa o seu falecimento ocorrido ontem à noite, na cidade de João Pessoa e convida a todos para o seu sepultamento, hoje, às 9 horas, no Cemitério São Judas Tadeu, agradecendo desde já aos que comparecerem a este ato de piedade cristã”. Dei um grito: “Vanessa! Tenho uma péssima notícia… Solidôneo faleceu. E nem dá tempo de irmos ao enterro. Faltam só 15 minutos. E, entre lástimas Vanessa sugeriu: “Passa um telegrama, meu filho. E nós vamos à missa de sétimo dia”. Peguei o telefone e passei o telegrama: “Estamos profundamente consternados passamento nosso  amigo Solidôneo. Sabedores, apenas agora, terrível desenlace, estamos com todos, unidos dor, pedindo a Deus para que nos dê, a todos, a graça do consolo e da aceitação.  Geraldo e Vanessa. Menos de uma semana depois, telefonamos para uma grande amiga comum, Neves, para sabermos o dia da missa. “Que missa? Solidôneo não morreu, não. Foi um tio que tinha o mesmo nome”. Quando encontrei com a quase viúva, Noanita, entre risos e vergonha e a afirmação dela de que o telegrama havia comovido muito ao quase defunto, acrescentei: “Ora bolas, um homem ter o nome de Solidôneo já é demais! Agora dois, tenha paciência! E quer saber mais? Diga ao Solidôneo que já estou quites com ele e o telegrama fica valendo para outra ocasião, ok?”

DESTACÔMETRO

          O destaque vai para o historiador e escritor Marcelo Bastos que tem uma visão espetacular das coisas, principalmente quando se trata de período eleitoral. Vale a pena ler seu novo livro “Personagens da política alagoana”

PÍLULAS DO OUVIDOR

O número de problemas que aparecem em diversas áreas e que dão prejuízo às pessoas está fazendo com que a adesão a seguros de vários esteja proliferando no estado de Alagoas.

A questão de incêndio, por exemplo. Tem sido assustador o que aparece de apartamento pegando fogo e em áreas nobres da cidade. Provocados por mil problemas. Depois o prejuízo fica e aí?

É por isso que os bancos estão aumentando suas carteiras de seguros, ligando para os seus clientes, oferecendo todas as espécies de seguros para quie os prejuízos não sejam tão grandes para seus clientes, em casos de sinistros.

O carnaval já era e o povo se prepara para a Semana Santa. Alguns praticando suas devoções, outros já querendo o feriadão, praia ou sei lá o que. A maioria não vai comer carne porque é a hora e vez dos peixes.

Então também é o momento de ver o que vai comprar, onde vai e como vai. O maior cuidado deve se ter nessa hora sabendo exatamente como escolher o pescado ou o crustáceo porque se assim não for o perigo é grande.

Meu amigo Paulo Bezerra, da Vigilância Sanitária sabe exatamente explicar como você deve se comportar diante de um peixe ou de um sururu, por exemplo. Esta semana fiz um Bartpapo com ele e o resultado foi fantástico.

E não esquecer que um envenenamento por peixe estragado é dos piores que podem acontecer. Dependendo do tipo pode levar o consumidor a óbito. Portanto, vamos aos atos de fé e também a diversão com cuidado e respeito.

O Tribunal de Contas de Alagoas tem hoje um dos melhores sistemas de ponto facial que existe. O sistema que exige uma série de atitudes paralelas começará a funcionar em definitivo nos próximos dias. 

Atricon, muitos já sabem tratar-se da Associação dos Membros dos Tribunais de Contas e agora tem novo presidente. O Conselheiro de Roraima Edilson Silva (foto) assume com a enorme responsabilidade de suceder ao Conselheiro César Miola.

ABRAÇOS IMPRESSOS

Os abraços impressos vão para a Conselheira Renata Calheiros que acaba de implantar no TCE AL o Núcleo da Infância. Conhecedora profunda do assunto tenho a certeza de que vai fazer um belíssimo trabalho em prol das crianças de Alagoas.

Ouvidor Geral 19-02-2024

Ouvidor Geral” para o jornal Primeira Edição de 19-02-2024 – Geraldo Câmara

VASSOURA DE BRUXA

Uma novela da Globo está ensinando um pouco da história da produção nacional retratando pela segunda vez a região do Sul da Bahia, onde a produção do valioso cacau se faz presente até hoje, apesar de ter diminuído consideravelmente. O cacau representou e ainda representa uma força na economia daquele rincão brasileiro, mas teve problemas incríveis durante algum tempo com uma praga chamada “vassoura de bruxa” que levou muito produto a situações de penúria. Com o tempo os chamados “coronéis” foram salvando suas plantações e recuperando a riqueza daquele produto tão importante. Hoje a vassoura de bruxa nos parece que está erradicada, mas foi responsável pela queda de alguns impérios da época em que Jorge Amado retratou a região com sabedoria e com o espírito lúcido que o acompanhou durante toda a sua vivência enquanto escritor. O fato é que, apesar dos pesares a recuperação aconteceu e o cacau, o soberano cacau que gera o chocolate que tanto apreciamos continua sendo cultivado, com técnicas novas estabelecendo a produtividade de que tanto precisa. É nessas horas que realmente a televisão cumpre o seu papel informando, não só através dos jornais, mas também de peças artísticas com valo histórico.

DESTACÔMETRO

O destaque vai para o meu amigo Carlito Lima que continua enfrentando os melhores desafios, sobretudo na área da cultura e também de braços abertos para a vida. Grande Carlito!

PÍLULAS DO OUVIDOR

O carnaval em Alagoas parece ter cumprido sua finalidade este ano dando diversão e circo para todos, mas sobretudo com uma bela dose de tranquilidade já que os índices de violência parecem ter caído em todo o estado. Isto realmente nos dá satisfação de anunciar.

Para que isso acontecesse o planejamento das forças de segurança, a movimentação do efetivo, a organização, tudo contribuiu. E evidentemente com a participação de todos, incluindo os policiais militares e os civis e até as forças do Corpo de Bombeiros.

Frustrados devem estar os que acharam de aconselhar o prefeito a investir os oito milhões numa escola de samba do Rio de Janeiro que acabou por frustrar a todos com o ímpio resultado de oitavo lugar. Fazer o que, né?

Que loucura foi aquela – eu não estava aqui – da tempestade na sexta-feira que em quinze minutos conseguiu derrubar árvores, estrondar trovões por toda a parte e deixar apavorada a população de Maceió? Eu, hein! Acho que a natureza está se vingando.

Essa da “natureza estar se vingando” foi dita por Alder Flores no último Bartpapo e falou com certeza do que dizia. O homem está agredindo de tal forma que ela realmente está reagindo e se vingando, disse o conhecido engenheiro ambientalista.

Amei a Campanha da Fraternidade deste ano “Fraternidade e amizade social” que visa exatamente o confronto entre lados opostos da sociedade, sobretudo nos assuntos políticos isolando amigos e até família. É preciso que se volte às origens pacíficas.

O próprio Papa na sua fala sobre o assunto referiu-se à família brasileira desmembrada em alguns pontos em função de assuntos que não deveriam interferir na paz familiar. Sem dúvida, precisamos reconhecer e reaver nossos princípios familiares, sim.

Colocamos a Holanda na história da Braskem. Não deveria precisar se a nossa justiça fosse mais ativa, dinâmica e menos morosa. Mas colocamos e agora aguardamos o resultado. O que vai dar, não sei, mas é uma tentativa a mais de se ter as coisas justas.

O Conselheiro aposentado do Tribunal de Contas de Alagoas. José de Melo Gomes (foto) não perde a verve e a sua vontade de viver bem na vida. Como ele mesmo diz, sempre na companhia do inseparável amigo Sir Old Parr, Zé de Melo é uma figura para se curtir sempre.

ABRAÇOS IMPRESSOS

Os abraços impressos vão para a vereadora Teca Nelma que vem exercendo seu primeiro mandato com muita vontade de acertar e de servir ao povo maceioense de maneira correta. Tem conseguido seu intento com bons projetos que vem aprovando.

coluna BARTPAPO

Tribuna hoje

O FUTURO A DEUS PERTENCE

   

Tenho certeza de que Deus não quer carregar tudo sozinho. Tenho convicção de que em se tratando de construção de futuro Ele quer que nós tenhamos uma enorme responsabilidade com este tema em nossas vidas e que façamos de tudo para que o futuro seja bom, seja de paz, seja de produtividade.

Muito fácil não fazer força, deixar que as coisas aconteçam e sempre dizer que Deus quis assim. Não é por aí. Nascemos e fomos criados para termos discernimento, personalidade, possibilidade de analisar o que é bom e o que é ruim para nossas vidas, para o que nos cerca, para o mundo de um modo geral. Somos seres inteligentes agraciados com a possibilidade de autodiscernimento e de escolhas pensadas para que a vida siga em rumos corretos.

O que precisamos? Evidentemente traçar rumos que, enquanto crianças normalmente são traçados pelos nossos pais, pelos desejos deles de nos verem com boa formação. Depois gradativamente vamos escolhendo coisas, rumos profissões. Ou não. Na verdade é na infância e na juventude que vamos escolhendo nossos caminhos e já o sabemos que a palavra futuro está absolutamente ligada à educação, algo que continua totalmente falho em nosso país e que, sem ela, quase se torna impossível pensar em futuro. Pelo menos em futuro lógico e racional. É exatamente aí que entra a principal função dos governos que têm a obrigação de dar a educação para todos e sem exceção. Não se pode discutir futuro sem isso. Educação de um lado e saúde do outro. Dois componentes absolutamente necessários nesta plantação. Evidentemente porque nascemos como uma sementinha e vamos crescendo alimentados pelas boas coisas necessárias para o desenvolvimento.

E aí também passamos pelo desenvolvimento e pelo crescimento de nossos países. Pela organização, pelo entendimento entre os povos, pela busca incessante pela paz essa tão desejada e que há milênios nos ameaça com futuro destruidor. Impressionante como os povos são beligerantes por mais pacíficos que sejam. Sempre haverá uma disputa, seja por domínios, seja por terras, por conceitos e até por preconceitos. É preciso que as coisas aconteçam de uma maneira mais civilizada para que se vá conquistando o futuro com objetivos pacíficos e modernistas e não com destruições e com derrotas que levem ao atraso.

Estaremos sempre em evolução, disso não tenho dúvida. Vemos o mundo crescendo, vemos as pessoas querendo descobrir outros planetas, vemos um mundo cego por conquistas megalômanas mas não vemos as preocupações com as coisas mais comezinhas de que necessitamos. Vemos a fome espalhada por aí, a falta de água potável, as crianças morrendo em algumas partes desse nosso Brasil e do mundo, uma enorme vontade dos cientistas a buscar soluções para as doenças mais graves, mas também vemos o desespero da indústria farmacêutica impedindo certos avanços e promovendo o leilão da vida.

Isto tudo é muito ruim. Isto e muito, mas muito mais que não cabe no tamanho deste artigo. Importante é ver, saber, analisar e constatar que o futuro chegará ou não. Com a ajuda de Deus sim, mas nos pertence. Precisamos apenas aprender a construí-lo.

FOTONOTAS



DANÚBIO LACERDA– Este meu querido amigo tem sabedoria, muita garra e uma bela energia de vida, não tivesse passado boa parte de sua vida na antiga CEAL. Danúbio é dessas figuras agradabilíssimas que deixa o amigo sempre à vontade. Dotado do espírito artístico dá show com sua incrível coleção de saxes que o acompanha para onde quer que vá e se der sopa ou um pequeno convite já está extraindo os sons dos quais, Danúbio, estou com saudades. Não se pode deixar os amigos muito tempo sem sua arte.



TUTMÉS AIRAN – Gente boa. De excelente cepa como diriam os mais antigos que eu. Com uma belíssima formação jurídica este desembargador deixou de lado as reverências a que tem direito para mostrar sua simplicidade dentro e fora da função. Conheço Tutmés desde os tempos em que era Secretário de Ressocialização no governo Ronaldo Lessa. E desde então mostrou sua garra em fazer direito e direito. Os presos da época já teriam um tratamento totalmente diferenciado. Um abraço ao simpático amigo Tutmés Airan


PARE PRA PENSAR (do meu livro do mesmo nome)

O mundo está tão violentamente transtornado que se a gente parar é capaz de senti-lo tremer a nossos pés.

ALERTAS DO DIA

* Fugi do carnaval. Fugimos. E minha querida Vanessa. Sair do burburinho já que estou tratando de saúde também. E resolvemos ir para um lugar onde não houvesse o dito cujo. Escolhemos Garanhuns. Cento e sessenta quilômetros apenas daqui e lá fomos nós, inclusive com a perspectiva de um clima mais ameno já que Maceió estava e está impossível com o calor. Acertamos em cheio. A cidade estava com a temperatura média de 22º e à noite ainda baixava um pouco deixando-nos absolutamente confortáveis. Bom demais

* A grande atração, acabei não indo com medo de muita gente porque estava com problemas nos pés, foi o Festival de Jazz que reuniu as mais expressivas pessoas do gênero, inclusive com Baygon e o Maestro Almir Medeiros e muitos outros artistas daqui de Maceió. Isso é muito bom porque divulga de maneira plena a nossa arte e esse povo maravilhoso que sabe difundi-la de maneira perfeita. Sem carnaval, mas com muita coisa pra se ver escolhi bem a pernambucana cidade de Garanhuns.

* Dentre essas coisas boas e diferentes o Castelo de João Capão, um castelinho mesmo construído por um sertanejo já falecido que tinha este sonho de fazê-lo e na sua cidade. Interessante. As filhas hoje tomam conta e no salão principal tem um trono, as pessoas vestem um manto de rei ou rainha e tiram fotografias de lembrança. Nada extraordinário mas é uma atração que já é folclórica e a criatividade do velho João Capão é reverenciada na cidade de Garanhuns.

* Às vezes, ali em Garanhuns você tem a impressão de estar em uma cidade europeia ou mesmo na Serra Gaúcha, Gramado ou o que o valha. |Isto acontece nos bares específicos quando são servidas boas sopas, cafés especiais e muito chocolate quente. Importante é sabermos que aqui tão pertinho de nós existe uma cidade tão acolhedora e já com 240 mil habitantes, progressista, com um fantástico desenvolvimento principalmente de sua bacia leiteira, além de muita produção agrícola em geral. Amamos.

POR AÍ AFORA

# E o presidente Lula não para seu périplo internacional Agora em pleno final de carnaval se mandou para o Egito buscando melhores negociações com aquele país e esperando que não vá se meter mais nas coisas da guerra porque o Egito está bem ali do lado. Deixando de lado a brincadeira acho que já está em tempo da assessoria internacional do presidente relatar ao povo brasileiro quais são as intenções de nosso presidente com essas viagens seguidas. Acho que precisamos entender o planejamento

# O convite para a visita, que celebra os 100 anos das relações diplomáticas entre Brasil e Egito, foi feito pelo presidente egípcio, Abdel Fattah Al-Sisi, durante a COP 27, na cidade de Sharm el-Sheikh, evento do qual Lula participou ainda como presidente eleito em dezembro de 2022. Então, sim, está explicado. Como no entanto a viagem é cara para os cofres da nação, tirar fruto dela nas relações comerciais deverá ser uma das metas da expedição. Certo?

# Políticos do Partido Republicano pediram a abertura de um procedimento para remover Joe Biden do cargo, com base na 25ª Emenda da Constituição, introduzida após o assassinato de John F. Kennedy para substituir o presidente dos Estados Unidos em caso de morte, destituição, renúncia ou incapacidade. O motivo são as recentes gafes do presidente, que demonstra estar esquecendo de fatos importantes sobre a própria vida e vem trocando nomes de líderes mundiais, por exemplo.

ATÉ A PRÓXIMA

Amanhã, sábado é dia de “BARTPAPO com Geraldo Câmara”. Na BAND, canal 38.1 aberto; NET CLARO, canais 18 e 518; BRISANETE, canal 14; VIVO, canal 519. Das 9 às 10h da manhã. Assista e inscreva-se também pelo Youtube no canal “Programas do Geraldo Câmara”. Fale conosco pelo geraldocamara@gmail.com ou pelo Whats’App 82 99977-4399

BARTPAPO COM GERALDO CÂMARA

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Jornalista, apresentador do programa Bartpapo na Band Maceió e Diretor de Comunicação do Tribunal de Contas de Alagoas

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Ouvidor Geral 05-02-2024

“Ouvidor Geral” para o jornal Primeira Edição de 05-02-2024 – Geraldo Câmara

                                                    O TURISMO BOMBA

            Ou seja, o turismo está bombando pelos lados de Alagoas. Cidades cheias e eu estou falando no plural porque a expansão tão desejada está realmente acontecendo. Do litoral ao São Francisco as pessoas estão imensamente curiosas e é o que vale. Curiosidade é um dos componentes mais fortes para que o turista expanda sua vontade e siga em frente nas fantásticas descobertas. Não adiantou de nada esse povo maluco colocar que Maceió estava afundando porque não afundou a vontade de ninguém em vir conhecer essa formidável capital das Alagoas. Importante é que o trabalho nas áreas estadual e municipais continua de maneira muito efetiva e concreta e que todos nós tenhamos a conscientização de que somos anfitriões e de que precisamos receber nossos hóspedes como se em nossas próprias casas. Turista mal tratado, explorado em todos os sentidos não volta e nem recomenda. Também as autoridades que precisam cada vez mais aumentar sua conscientização de planejamento, de capacitação e de qualificação dos trabalhadores da área para que tudo corra como manda o figurino. E no mais, vamos em frente que atrás vem gente. Muita gente!

DESTACÔMETRO

O destaque da semana vai para o incrível presidente da Cooperativa Pindorama, Klécio Santos.  Reserva de Alagoas, um dos mais grandiosos empreendimentos de nosso estado, influenciando em sua economia e estimulando a geração de trabalho e emprego.

PÍLULAS DO OUVIDOR

Que pena este incêndio que ocorreu na Madeireira ali na Ladeira do Óleo. Que pena sob vários aspectos. O do desastre em si, o da falta de prevenção por parte dos proprietários e o que ainda é pior, pela falta de seguro do prédio.

Aliás, as pessoas de um modo geral não enxergam bem a necessidade constante de determinados seguros. Olham como despesa, dizem que nunca precisaram e que esse gasto é dispensável. Sem procuração do setor, acho indispensável, sim.

Essa operação Hades desenvolvida pelo estado de Alagoas para desbaratar quadrilha em 17 estados brasileiros na questão de tráfico de entorpecentes mostra a preocupação dessas autoridades com um dos mais horrendos crimes. Importantíssimo.

Estamos entrando na semana do carnaval e o pessoal da segurança também está ligado na infiltração de pessoas ligadas ao tráfico com a finalidade de aliciamento de foliões desavisados ou influenciados pela festa. Todo cuidado é pouco. 

Essa questão de candidaturas para vereador este ano passa por um fato recorrente  e  interessante na formação das listas nos partidos. Normalmente os mesmos nomes aparecem em vários partidos e nem se deduz o por que. Estranho, não é?

Meu querido amigo Josealdo Tonholo foi reconduzido à frente da UFAL na qualidade de reitor. Enfrentou as maiores dificuldades em sua gestão, inclusive com os mais absurdos cortes do ex-governo federal, mas mostrou para o que veio. Valeu, Tonholo!

O fenômeno “Maré Vermelha” que atingiu as praias de Barra de Santo Antônio e afetou vários turistas e moradores que por ali estavam mostrou também que as algas marinhas, aparentemente tão inocentes não o são tanto assim. Todo cuidado é pouco, gente!

E vamos à folia, meus amigos. Vamos também contribuir para o aumento de vendas durante o período, para o crescimento do trabalho ainda que informal, mas sabendo que este trabalho fará parte também do desenvolvimento econômico do estado.

Música é música. Pesquisa musical é uma missão dificílima que só pode ser exercida com paciência e maestria. É o que faz o meu amigo Ademir Brandão (foto). Não só com a música mas também com o seu famoso trabalho sobre os bairros de Maceió.

ABRAÇOS IMPRESSOS

               Os abraços impressos da semana vão para esta força dinâmica que tem o nome de  Arnaldo Ferreira. O cara não para, o que eu admiro e exerce sua função de jornalista com bastante dignidade, o que muito aprecio.