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BARTPAPO COM GERALDO CÂMARA

INDIO É GENTE!

Bartpapo com Geraldo Câmara02 de fevereiro de 2024

   

Pedro chegou. Em 1500. Talvez achasse que por aqui não houvesse ninguém. Talvez pensasse que este seria o paraíso que eles ganharam de presente por meios divinos, mas iludiu-se. Lá estava o índio, o verdadeiro dono dessas terras, o ocupante legítimo e que, lamentavelmente para eles receberam logo os primeiros presentinhos brasileiros caracterizando também os primeiros atos de corrupção praticado ainda na Ilha de Vera Cruz, denominada depois de Terra de Santa Cruz e finalmente Brasil por uma das primeiras riquezas apresentadas e já exploradas pelos nossos primeiros colonizadores. Parei por aqui. Não vou ficar contando história do Brasil até porque vocês conhecem. O que eu quero comentar é sobre o abandono do índio brasileiro desde os primórdios de Brasil. Algo que nos deixa perplexos e sem entender o por que não foram criadas políticas públicas de valorização da população indígena, no entanto sabendo que nem existiam naquelas antigas épocas.

Avancemos no tempo e no espaço. O índio continuou relegado a espaços físicos escondidos nas florestas brasileiras, muitos absolutamente inacessíveis desde que os brancos tomaram noção de suas existências. E que nunca nada fizeram para torná-los reais. E o que chamo de reais é a inclusão sob todos os aspectos, mas sobretudo na possibilidade de, sem ferir seus princípios culturais e antropológicos, exercerem um papel educacional completamente diferente para que não se chegasse ao mundo de hoje onde são absolutamente relegados a nada, alguns com pouco, com acesso à saúde, outros à curiosidade que persiste e que envolve o índio brasileiro numa atmosfera mais de curiosidade aos olhos da sociedade do que de crescimento e integração.

Bom saber que quando falo em integração não estou me referindo à inserção da população indígena com a sociedade geral. Não. Estou falando em se conseguir identidade social mais ampla, esquecer a esmola e criar a escola. Estou falando em capacitação e qualificação com aspectos de produção para a criação efetiva que levará muito tempo, mas é preciso começar para a elaboração de centros produtivos especiais em todas as reservas visando a realidade e não o que se faz hoje com políticas de distribuição de cestas, de planos de saúde e só quando se tornam necessárias. Agricultura baseada na cultura indígena pode ser uma porta de entrada. O próprio garimpo ilegal deveria receber novos contornos, uma entrada violenta para a erradicação através da Polícia Federal, todas as regras para não ocupação, receptação de todos os equipamentos, incluindo veículos para posteriores aplicações em um plano absolutamente novo, altamente tecnológico, audacioso, reformista e corajoso que não cabe a um governo mas a governos com a colaboração de todos.

A ideia, seguida de logística de integração com o mercado brasileiro é de uma recuperação de valorização do índio sem sua formação que vem desde os famosos anos de 1500, mas sobretudo de civilização consciente sem exploração. Não é criar uma nova civilização, mas é fazer com que ela própria se desenvolva, seja educada gradativamente, constitua suas famílias para o trabalho empreendedor e não para a formação de esqueléticas crianças frutos de uma falta total de assistência e de independência produtiva e financeira.

O mundo cresce. O mundo transcende à sua própria localização e até busca outros planetas para fazerem suas fantásticas experiências. Ao invés disso ou paralelo a isso vamos tentar salvar o mundo que conhecemos. Ou que desconhecemos. Não estamos falando de buscar vida em outros planetas, mas de sabê-las existentes aqui mesmo em solo brasileiro e praticamente ignoradas por nós todos. Trata-se de incursionar por um mundo hoje conhecido e que precisa ressurgir dos mortos para uma vida real. Afinal, índio é gente!

FOTONOTAS



MENDES DE BARROS – Pense numa pessoa que eu gosto. Pela finura, pela educação, mas muito pela sabedoria. Mendes é deliciosamente parceiro de um bom papo, tem história e tem estória aos montes para que você passe horas inteiras a ouvi-lo. Sem dúvida alguma uma testemunha ocular, principalmente dos fatos políticos de Alagoas é um prato cheio para quem gosta de se manter informado e com assuntos do até hoje. Tenho um enorme prazer de ser seus amigo e de, quando posso explorar seu cabedal de conhecimentos e de simpatia.


 ZEZITO ARAÚJO – Conheço Zezito de já de algum tempo. Da época em que existia a Secretaria das Minorias e fui agraciado com o cargo de Diretor Geral eu o conheci e iniciamos uma série de trocas de ideias, as mais brilhantes por parte dele e, sobretudo quando se tratava de falar sobre ows aspectos raciais, quilombolas e tudo que fosse ligado à reça negra no Brasil. Zezito é um mestre na matéria, um lutador, um desbravador incansável que sempre levará à frente os mais justos ideais desta causa fantástica e brilhante. Sou seu eterno admirador. Agora, vice da Academia Alagoana de Educação.


PARE PRA PENSAR (do meu livro do mesmo nome)
Quem diz que a vida não tem sentido perdeu o próprio sentido.

ALERTAS DO DIA

* Semana do carnaval chegando. Semana da maior festa popular do Brasil e, sem dúvida, das mais perigosas no sentido de desatenção para tudo o que devemos nos prevenir sobre os cuidados que devemos sempre ter em relação à violência, à saúde a tudo que diz respeito a uma segurança coletiva e individual em todos os sentidos. Então, o carnaval também tem que ser usado como referência para que mostremos a tudo e a todos que sabemos brincar, sabemos nos cuidar e levar à frente a folia com dedicação, mas com respeito também.

* E a propósito de carnaval, por mais que não sejamos um dos centros carnavalescos conhecidos estamos com o estado repleto de turistas, um trabalho incansável de todos os que trabalham intensamente para que eles, os turistas, participem de nossas alegrias e que contribuam muito para que cadeia produtiva do segmento seja cada vez maior e produtiva. Para isso, precisamos contar principalmente com os participantes dessa cadeia que precisam tratar os turistas como parceiros, como contribuintes de um desenvolvimento econômico importante para Alagoas.

* E, quando falo disso, falo por exemplo da desmedida atitude de muitos no sentido de exploração do turista em passeios, em comida, em compras de um modo geral parecendo que tudo vai se acabar da noite para o dia. Um dos aspectos mais interessantes que o turista leva de volta ao seu lugar de origem é a informação da atenção recebida, da não exploração nos preços em geral. O cidadão que se sente espoliado, sobretudo na sua alegria de estar conosco não volta, não recomenda e leva uma imagem errada para si. Vamos observar isto neste carnaval.

* Outro fato a ser observado diz respeito aos serviços públicos de saúde e de segurança durante este período. As pessoas precisam saber que contam com as emergências, com a atenção de bombeiros, de policiais nas ruas, serviços essenciais para que tudo funcione muito bem e nossa imagem seja respeitada em todos os ângulos. As autoridades sabem disso e estão preparadas, pelo menos foi o que deduzi em algumas entrevistas que fiz com nomes importantes do setor. Então, gente, por menos carnaval que tenhamos já o temos, sim. Cuidados não devem faltar.

POR AÍ AFORA

# Guerra pra lá, guerra pra cá e as coisas vão acontecendo com muita beligerância pelo mundo afora. Não se pode espera paz, sobretudo pelos lados de briga religiosa e civil porque ninguém cede, ninguém consegue chegar a acordos de paz. Rússia de pé firme nos seus propósitos e Ucrânia mantendo suas convicções. Por outro lado ou em outro lado Israel mantendo-se firme na briga contra o Hamas e na proposta de não fazer acordo algum que envolva o estabelecimento definitivo de dois estados, o que deveria ser o correto. Enquanto isso, o mundo torce pelo melhor. Com medo.

# Duas ativistas atiraram sopa contra o vidro que protege a pintura “Mona Lisa”, do gênio italiano Leonardo Da Vinci, exposta no Museu do Louvre. Um vídeo registrou o momento em que a dupla lançou o caldo vermelho contra a proteção, após ultrapassarem a barreira diante da obra-prima mais notória do mundo. Elas vestiam camisetas da organização francesa Risposte Alimentaire (Resposta Alimentar, em português), que afirmou que o protesto foi realizado para chamar a atenção para a necessidade de proteger o ambiente e fontes de alimentos. Absurdo total!

# O presidente dos Estados Unidos EUA, Joe Biden, promete retaliação, após o ataque com drones no Nordeste da Jordânia, que causou a morte de três soldados norte-americanos e ferimentos em 34. Apesar de a Jordânia dizer que o ataque ocorreu fora das fronteiras de seu território, a Casa Branca afirma ter informações de que a ação foi executada “por grupos radicais apoiados pelo Irã, que atuam na Síria e no Iraque”.Essas são as primeiras vítimas dos Estados Unidos, em meses de ataques contra forças norte-americanas em todo o Oriente Médio e no atual contexto de guerra entre Israel e o Hamas, em Gaza.

ATÉ A PRÓXIMA

Amanhã, sábado é dia de “BARTPAPO com Geraldo Câmara”. Na BAND, canal 38.1 aberto; NET CLARO, canais 18 e 518; BRISANETE, canal 14; VIVO, canal 519. Das 9 às 10h da manhã. Assista e inscreva-se também pelo Youtube no canal “Programas do Geraldo Câmara”. Fale conosco pelo geraldocamara@gmail.com ou pelo Whats’App 82 99977-4399

A TENSÃO

A TENSÃO ALTA

Geoberto Espírito Santo

O reajuste das tarifas da Equatorial Amapá para 2024 havia sido definido pela
ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) em 44,1%. É claro que é um aumento
exorbitante, mas está de acordo com as regras atualmente vigentes aplicadas ao setor. O
Amapá é o líder no ranking dos consumidores inadimplentes no Brasil, estado em que o
nível de endividamento da população é de 52,86%, tem em 12,4% a terceira maior taxa
de desemprego, com 65% das famílias em situação de pobreza e, em 2021, ocupava a 25ª
posição no IDH (Índice de Desenvolvimento Humano). Um reajuste desse porte é de
pagamento insuportável e o Governo acenou com uma ajuda de R$ 350 milhões, via MP
(Medida Provisória), para também propor reajustes iguais em todo o país.
Em um evento na cidade de Macapá, o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva
anunciou, sem nenhum detalhe, um investimento de R$ 350 milhões para o Amapá
poder reduzir esse aumento de 44,1%. Em seu discurso, o ministro Alexandre Silveira, de
Minas e Energia, fez as seguintes citações para as causas desse aumento
desproporcional: empréstimos feitos às distribuidoras por conta da Covid-19 (Conta
Covid); empréstimos feitos às distribuidoras para enfrentarem a crise hídrica de 2021; no
mercado livre estão 3 milhões de consumidores que consomem 45% da energia do país e
pagam R$ 250/MWh, enquanto os demais 87 milhões de consumidores pagam a média
de R$ 650/MWh às distribuidoras.
O Presidente Lula também criticou o preço da energia elétrica no mercado livre,
utilizado pelas empresas, por ser um terço do valor que é pago pelo “povo pobre” que
tem tarifas reguladas no mercado cativo. Disse que vai convocar uma reunião do
Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) para pensar no que chamou de “nova
fase de pagamento de energia” e arrematou: “Não é justo o mais rico pagar menos da
metade do valor da energia. Eu disse que o governo terá que se debruçar no começo do
ano e resolver esse negócio de energia porque o pobre e trabalhador não pode pagar a
conta dos mais ricos do país”. Nenhuma menção foi feita sobre o peso dos subsídios, que
deveriam ser custeados pela União, e que estão sendo pagos pelo consumidor de energia
elétrica.
De acordo com um mapeamento feito pela ANEEL ao final de 2023, os subsídios ao
setor de elétrico totalizaram R$ 32,97 bilhões, com um montante representativo de
13,21% que cai na conta de luz dos brasileiros. Esse valor é um pouco inferior ao
registrado em 2022, quando totalizou R$ 33,5 bilhões. Os principais dados desse
mapeamento feito pela Agência Reguladora e são os seguintes: a tarifa residencial média
ficou em R$ 731,37/MWh, sendo que a parcela referente aos encargos é de R$
96,63/MWh; as fontes incentivadas lideraram os valores acumulados chegando muito
perto dos R$ 9,6 bilhões, o que representa 29% dos subsídios totais e os consumidores
pagaram R$ 7,3 bilhões desse valor; a CCC (Conta de Consumo de Combustíveis) soma
um pouco mais de R$ 8,3 bilhões, o que representa 25,2% do total de subsídios; a GD
(Geração Distribuída) representou R$ 6,4 bilhões, sendo que 54% foi pago pelos
consumidores; a Tarifa Social, que é o subsídio dado aos consumidores de baixa renda,
reuniu R$ 4,7 bilhões totalmente custeados pelo restante dos consumidores; existem
ainda subsídios de menor monta para a irrigação e aquicultura, água-esgoto-

saneamento, carvão e óleo combustível, consumidor rural, distribuidoras de pequeno
porte e programas de universalização (Mais Luz para a Amazônia, Luz para Todos, kit
instalação).
Até para os que conhecem um pouco como funciona o setor elétrico brasileiro, as
declarações do Ministro, do Presidente da República e essa proposta de reajustes iguais
para empresas, cujos são custos diferentes, causam preocupações. Numa comparação
simplista, dão a entender que o mercado livre é prejudicial ao consumidor. As tarifas de
energia elétrica não são definidas por livre e espontânea vontade da ANEEL, mas em
decorrência de uma legislação que embasa as premissas e os cálculos técnicos a serem
adotados, tudo em função das condições da distribuidora e de sua área de concessão. O
fórum para resolver essas questões em prol do povo brasileiro é o entendimento entre o
Congresso Nacional e o Governo, um que aprova leis e o outro que sanciona. O Conselho
Nacional de Política Energética (CNPE) é apenas um órgão de assessoramento. Qual a
origem dos R$ 350 milhões e como serão feitos esses pagamentos não foram sequer
citados, o que é muito grave, não só pela falta de transparência, como também pela
forma como foi feito, com apelo populista num evento que não tinha esse propósito.
Uma decisão dessa forma, abre um precedente perigoso para que outros estados ou até
mesmo as distribuidoras que se encontrarem em situações delicadas ou com as
concessões de distribuição em condições precárias, venham acionar Brasília para
enfrentar seus problemas.
Para 2024, segundo cálculos da consultoria Thymos Energia, o acréscimo médio
será de 4,8% menor que as taxas médias de aumento em 2022 (12,96%) e em 2023
(10,85%) e que teve como principal consequência os valores muito baixos do Preço de
Liquidação de Diferenças (PLD) ao longo de 2023, permanecendo quase sempre no piso
mínimo estabelecido de R$ 69,04/MWh. O PLD reflete o preço da energia no mercado de
curto prazo, mas seus valores impactam no médio e longo prazo. Em 2023 tivemos uma
hidrologia favorável aos custos baixos e um bom desempenho das renováveis, não tendo
sido necessário recorrer às usinas térmicas do sistema de reserva, que são mais custosas.
Assim, a bandeira verde foi mantida ao longo do ano, sem custos adicionais no bolso do
consumidor, o que não deve acontecer em 2024 haja vista as ocorrências climáticas que
já apareceram no início deste ano.
A consultoria TR Soluções fez um estudo focado nos consumidores residenciais e
concluiu que o aumento médio em 2024 vai ser de 7,61%. Considerou a média dos
reajustes de cada uma das 51 concessionárias de distribuição do país, que foram
ponderados com os seus respectivos mercados. Esse percentual de aumento para os
consumidores residenciais é um valor médio, quando a maioria das concessionárias deve
apresentar um reajuste de 11,5%, sendo que 8 distribuidoras vão representar uma
redução em relação a 2023 e 9 delas terão um aumento maior que a média, cerca de
14%.
A ANEEL citou algumas razões para essas estimativas do reajuste médio em 2024
nas tarifas de energia elétrica: aumento da extensão da rede de energia, em decorrência
do crescimento natural da economia do país; e os encargos setoriais, que são definidos
pelo Governo e pelo Congresso Nacional. A estimativa da ANEEL para o reajuste tarifário

de 2024 é uma média de 5,6% acima de 3,86% (IPCA). No ano passado, a estimativa da
ANEEL foi de um reajuste médio de 6,8% e o efetivamente registrado de 5,9%.

Geoberto Espírito Santo
GES Consultoria, Engenharia e Serviços

“Ouvidor Geral” para o jornal Primeira Edição de 29-01-2024 Geraldo Câmara

Ouvidor Geral” para o jornal Primeira Edição de 29-01-2024 Geraldo Câmara

POR QUE…”OS MEUS DEDOS PENSAM”?

Porque os habituei a trabalharem comigo, a acompanharem as loucuras do meu cérebro que sempre insistia em colocar em papel o desdobrar de meus pensamentos. Ainda menino, os dedos atracavam os lápis, as canetas esferográficas e já mostravam que gostavam do exercício de escrever o que o meu cérebro a eles impunha. Depois eu os apresentei à minha primeira máquina de escrever, a mesma que aos 16 anos entre pensamentos e ações complementava o trabalho de meus dedos e colocava folha por folha, poesia por poesia, em meu primeiro trabalho literário, o Folhas ao Vento e como não podia deixar ser para um jovem e adolescente escritor, repleto de poemas. E, muitos anos depois, máquina após máquina, das manuais às elétricas, meus dedos ocuparam-se em dar forma aos meus pensamentos como publicitário, como jornalista, como modesto escritor. Preparando-se, eles e eu, para a era da informática, do computador, do “notebook”, da velocidade, dos corretivos perfeitos dando vida mais rapidamente aos meus personagens de, agora, 10 livros. Por isso, este preito de gratidão aos meus parceiros, aos meus dez dedos que pensam comigo porque de tão rápidos parecem desejosos de correrem mais do que meu cérebro. Que bom! Tradutores de minhas ideias.

DESTACÔMETRO

O destaque da semana vai para o meu amigo, parceiro, gente do maior gabarito, professor da UFAL, engenheiro e economista, colaborador eterno do estado de Alagoas em seu planos de desenvolvimento. Arnóbio Cavalcante, figura ímpar.

PÍLULAS DO OUVIDOR

Minha amiga, Ana Dayse Dória, uma das maiores autoridades deste estado em educação foi elevada pela segunda vez à presidência da Academia Alagoana de Educação. Triste, não pude comparecer mas deixo daqui meus cumprimentos.

Esses alertas de tempo nem sempre funcionam, mas não custa ficarmos atentos a todos eles. No momento o Inmet confirma chuvas intensas com alagamentos e ventos de até 100 km por hora em grande parte do interior de Alagoas.

Fico sempre com muito receio porque sempre me lembro das enchentes provenientes do transbordamento do Rio Mundaú e que transtornou a vida de muitas cidades como Murici, Rio Largo, Branquinha e muitas outras.

Aliás, diga-se de passagem que o grande problema em muitas cidades brasileiras continua sendo a falta de saneamento público e principalmente de vias de esgotamento, o que se acontecesse com planejamento evitaria muitos problemas.

Nem todos, é claro! Mas o grande problema de muitos anos é que as autoridades não têm muito boa vontade com obras que fiquem enterradas e longe das vistas do grande público. Acham até que exageramos, mas é a pura verdade.

Quero ver se a do Salgadinho, tão decantada em prosa, verso, lama e poluição estará tendo continuidade até o seu final. Se conseguir chegar lá deverá ser um grande “handicap” para o prefeito JHC que tanto visa a reeleição.

Entrevistamos, eu e Valtenor Leôncio na Rádio Senado Cidadã, o secretário-executivo de Políticas da Segurança Pública, delegado José André dos Santos. Deu uma aula de como evitar maiores problemas durante o período carnavalesco.

Aliás, bom lembrar que o governo tem divulgado a queda acentuada no número de crimes em todo o estado de Alagoas, o que é bastante alvissareiro e nos deixa na boa posição de dizer que o caminho do governador Paulo Dantas está certo.

Cecília Wanderley (foto), presidente do Procon de Maceió, uma pessoa bastante interessante no meio público tem conduzido a instituição de apoio aos consumidores de uma maneira bastante pontual e competente. Deu show no Bartpapo.

ABRAÇOS IMPRESSOS

Os abraços impressos vão para esta carismática cantora alagoana, Fernanda Guimarães que, sem dúvida alguma plantou sucesso e se fez respeitar no meio musical de uma maneira altamente profissional. Gosto de sua voz, de seu jeito, de sua competência musical.

Ouvidor Geral 22-01-2024

Ouvidor Geral” para o jornal Primeira Edição de 22-01-2024 – Geraldo Câmara

VOLTO A FALAR NAS CHUVAS

Não que não goste delas, pelo contrário porque são perfeitas quando chegam principalmente ao campo que tanto precisa de água. Em grande quantidade, aí já são perniciosas e destruidoras. No campo acabam com plantações que custaram o suor de muita gente. Já nas cidades são destruidoras e quando chegam em grandes volumes saem acabando com ruas, derrubando árvores, invadindo residências, principalmente as mais pobres e deixando prejuízos, até mortes por onde passam. Aí, sim, digo e reafirmo que a incapacidade de gestores fica inteiramente à vista, uma vez que os serviços preventivos são sempre relegados a segundo plano. Não estou falando só de Maceió e outras cidades alagoanas, não. Estou falando também de grandes metrópoles como são os casos de São Paulo e de Rio de Janeiro. Não cuidam do esgotamento de forma alguma. Não traçam planos para aguardar – e sabem que virão – as chuvas do ano vindouro. São incapazes de minorar o sofrimento dessas pessoas talvez até por decretos de emergência que permitem gastos, sei lá quais são e como são organizados. Ou desorganizados. O fato é que entra ano e sai ano, as chuvas abundantes continam a acontecer, as pessoas ficando desamparadas e até mortas e nada de soluções preventivas. Preventivas, entenderam?

DESTACÔMETRO

O destaque da semana vai para o meu amigo Eduardo Tavares, Ouvidor Geral do Ministério Público Estadual onde exerce as funções com a maior categoria e produtividade. Ex-prefeito de Traipú, professor e ex-diretor do Cesmac, Eduardo merece todos os nossos apreços.

PÍLULAS DO OUVIDOR

Gente, o calor abrasador que está fazendo é sinal dos tempos e não é. Digo isso, porque menino ainda estava acostumado aos verões do Rio de Janeiro que chegavam à temperatura de 40 graus. Inclusive, deu margem a um filme famoso com o título de “Rio 40 Graus”.

Mas é evidente que os tempos são outros, as cidades estão congestionadas por prédios, veículos e tantas outras coisas mais que abafam e dão a sensação ainda maior de calor. Por isso todo cuidado é pouco, principalmente com insolação nas crianças.

Queiram ou não queiram as autoridades este é também um problema de saúde pública e como tal tem que ser enfrentado pelos governos estaduais e municipais dando suporte à população, orientando e medicando quando necessário.

E falar nisso, parece incoerente mas não é. Nessa época de intenso calor as gripes também ficam mais frequentes em todas as áreas e precisam ser combatidas principalmente com a aplicação das vacinas. Cuidem-se.

O famoso benefício de Natal foi concedido a 52 mil presos em 17 estados brasileiros. Desses, 49 mil voltaram, se apresentaram sem problema algum. Mas, 2 mil e seiscentos detentos não retornaram e evidentemente que perderam todos os benefícios futuros. Se ainda voltarem, né?

Lamentável o incêndio que destruiu um terço da Loja Imperador na rua do Sol. Segundo os bombeiros o motivo deve ter sido um curto circuito nas instalações que já deveriam ser bem antigas e talvez não tivessem sofrido revisão. Todo cuidado é pouco.

Acho tão gozado essa discussão sobre cigarros. Uns dizendo que cigarro eletrônico não causa mal igual ao tradicional. Outros afirmando que o melhor de todos é o cigarro de palha. Gente amiga, por favor, cigarro é veneno seja lá qual seja. Esqueçam dele.

Quem quiser ter aulas de alto gabarito, fazer curso de extensão, por exemplo em retórica ou em matemática para planejamento de grande alcance trate de assistir as aulas do BBB 24. Não existe melhor maneira de atualizar seus conhecimentos…Será???

Aldemar Monteiro (foto) é um jovem extremamente lutador, produtor rural, presidente da CPLA – Cooperativa dos Produtores de Leite de Alagoas que é uma iniciativa das mais poderosas no estado. Um fantástico empreendimento em Batalha que reúne mais de dois mil cooperados.

ABRAÇOS IMPRESSOS

Meus abraços impressos vão para o meu amigo Adalberto Souza, um braço fantástico na comunicação do Sebrae e que também é uma figura humana de grande envergadura construindo amigos por onde passa. Obrigado, Adalberto.

Um dia sem respeito

Geoberto Espírito Santo

“No Brasil, só se fala no Estado Democrático de Direito. Vamos ampliar essa forma de soberania para

Estado Democrático de Direito e Deveres?” (Geoberto Espírito Santo)

Fui criado em um ambiente que jamais poderia imaginar ver um apelo na televisão
para ter respeito com as mulheres. Na realidade, o respeito não deve ser só com elas,
mas tudo leva a crer que a sociedade em que vivo hoje não consegue entender o que isso
significa. Todo mundo “se acha” (como dizem os jovens) com todos os direitos, sem ter
como limite os seus deveres.
Semana passada observei e tive um dia sem respeito. Geralmente acordo às 5:30h
e depois de uns alongamentos em casa saio as 6:00h para caminhar no calçadão da praia
de Ponta Verde, direção Jatiúca. Nesse dia, o desrespeito começou quando veículos não
paravam para a travessia de pedestres pela faixa. Na espera, um casal de turistas se
juntava a mim para perguntar se “em Alagoas a faixa de pedestres não era respeitada”.
Minha resposta “sim” não poderia ser diferente e, como era um sábado argumentei que
“seriam motoristas que estavam naquela hora saindo da farra”. Antes de terminar a
travessia já havia “quebrado a cara”, pois uma motocicleta, ao invés de diminuir a
velocidade, passar o mais distante possível ou até mesmo parar, passou perto em alta
velocidade gritando “sai da frente vovô”.
Caminhando pela calçada com outros pedestres vem ao nosso encontro uma
pessoa de bicicleta, que passa no meio de nós, com a minha reclamação de que “o lugar
de andar de bicicleta era a outra pista” ao desviar-me para evitar o choque. O homem já
maduro me respondeu que “na pista de bicicleta tem uma poça d´água que pode molhar
os pneus da mesma”. Já um pouco distante, disse eu: “Não pode molhar os pneus da
bicicleta, mas pode atropelar os pedestres”. A pessoa parou e perguntou “quem é você”,
uma derivação moderna do “você sabe com quem está falando?” Respondi que era “um
cidadão brasileiro pedindo para ele respeitar os meus direitos e ele cumprir com os seus
deveres”. Sem resposta, com aquela postura “tô nem aí” continuou circulando no meio
dos pedestres. Em seguida, um cidadão me disse que aquele da bicicleta era um que, por
trabalhar em órgão público que pode pressionar o cidadão, já é conhecido, “se acha”.
Na volta para casa, numa calçada perto de onde moro, por distração tive que dar
um pulo para não sujar o tênis com cocô de cachorro. Antigamente, quem saia para
passear com os cachorros era a secretária do lar com a recomendação de levar um
plástico para recolher as fezes do mesmo. Mas agora vemos também as próprias
proprietárias do animal, algumas delas desconhecedoras dessa prática de respeito ao
cidadão, à limpeza urbana, deixando aquele cheiro de urina nos pés dos postes e
coqueiros, que nesse caso fica mesmo difícil de evitar.
Depois daquele banho confortante e do café da manhã, “a que manda em mim”
pediu para eu ir ao supermercado fazer umas compras. Ao tentar estacionar na vaga do
idoso, pois estou mais perto dos 80 do que dos 70, de pronto não pude porque haviam
deixado um carrinho de compra no meio do espaço, razão pela qual tive que descer e
colocar o mesmo numa posição de não atrapalhar ninguém. Ao estacionar, vi que na vaga

ao lado, para deficiente físico, estava parando um veículo e resolvi esperar para ver quem
era. Aí desce a motorista, única passageira do carrão, jovem senhora bem apessoada,
vestida com aquelas roupas de academia que a posicionam no topo da pirâmide dos
rendimentos, com um tampão branco em cada ouvido, olhando o celular.
Conclui as compras e entrei na fila dos idosos, tendo três pessoas à minha frente.
Vejo então uma jovem simpática, vestida bem à vontade, um pouco aflita porque
chegando sua vez no caixa aguardava o namorado que ainda estava escolhendo o que
comprar. Aí vem a função do caixa que não devia atender consumidor nessa situação,
certamente orientado por seu gerente pelo mito que “não podemos contrariar o cliente”.
Chega então o namorado com uma cestinha contendo Red Bull, Coca Cola Zero, água
mineral e salgadinhos para levar para a praia. Nos países desenvolvidos, quem estava
guardando lugar não é atendido e quem chegou agora vai para o final da fila. Fato
contínuo, vem um rapaz com duas latas de cerveja pedindo para passar na frente porque
a compra era pequena. A minha não permissão, dizendo que ele fosse para os caixas de
pequenas compras, teve a reprovação da senhora à minha frente, tendo inclusive ficado
com pena do “bichinho, tão poucas compras”, como ela argumentou.
Ao dirigir-me para o carro, vejo um veículo branco, alto, estacionado na faixa de
pedestres, certamente esperando que “a autoridade” voltasse com as compras feitas.
Mostrei o desrespeito a um “segurança” que fica numa porta, recebendo como resposta
que não é sua atribuição impedir aquele procedimento. Colocando as compras no carro,
vejo que na vaga de gestante começa a entrar um veículo e, ressabiado, fiz uma “cera”
para sair aguardando quem desceria do carro. Um rapaz musculoso, de boné, cheio de
tatuagens, único ocupante do veículo, desce falando ao celular com aquele “ar de quem
pode tudo” porque sou “o cara”. Se ele já pode estar, sou um ignorante da modernidade.
É claro que o erro está no berço, passando pela permissividade de não
reivindicarmos nossos direitos. Por que o tempo de espera de quem vai para a praia é
mais importante que o meu? “Guardar lugar” em fila de loteria, de supermercado, de
banco, isso só existe em nosso país. Esse registro foi de um dia, mas esses fatos
acontecem todos os dias. O povo é mal educado porque o discurso da valorização da
educação não aparece nos índices comparativos internos e externos e não quer dizer
apenas presença em sala de aula. Dos que não cumprem as leis, só os “inimigos” são
fiscalizados. Não se cumpre o que foi assumido em juramento numa formatura ou
quando se assume um cargo público.
Se todo poder emana do povo, como está no Parágrafo único do Art. 1º da nossa
Constituição, vamos dar poder ao povo. Que se implante uma lei em que o povo, até
mesmo no anonimato para evitar maiores conflitos, seja o fiscal dessas faltas de respeito
com a cidadania. Hoje, praticamente todo mundo utiliza celular, que pode fotografar
essas irregularidades e entregar no órgão público competente para aplicação da
respectiva multa. Esses recursos seriam endereçados, exclusivamente, sem desvios para
outras finalidades, para retirar essa população de rua que vive abandonada pela falta de
respeito do poder público com seus cidadãos.