Como ficar milionário sem fazer força

Primeiro seja brasileiro. Segundo, ganhe inteligência e esteja do lado contrário ao que seria o normal. Depois, gradativamente, vá vendo e lendo os noticiários de jornais, televisões, rádio e internet. Aprenda bastante sobre as diversas maneiras de golpear o lado contrário que é o grosso da população, já que você faz parte de uma reduzida elite. Agora, que você aprendeu bastante, seja “aspone” de algum político já feito ou busque um cargo de consultoria numa grande empreiteira. Em ambos os casos você pode se dar bem. Feito isto, aplique os truques que você aprendeu todos os dias. Primeiro para fazer o patrão ganhar dinheiro, depois para você mesmo se eleger para qualquer coisa e começar a ser o vendedor de facilidades recebendo polpudas propinas oriundas do dinheiro do povo miserável que elegeu você. A fórmula é perfeita e está sendo aplicada por milhares de “brasileiros” que fizeram com honrarias as faculdades das patifarias. Não esqueça de escolher um paraíso fiscal para guardar seus bilhões e arranjar uma vacina contra os “Moro”, os “Janot”, os “Fachin” e alguns outros poucos que resolveram acabar com as pragas como você e que estão corroendo o Brasil. E, finalmente, boa temporada nas cadeias da vida. Ou não, quem sabe?

Advogado MENDES DE BARROS

Mendes de Barros propõe a convocação de uma Constituinte, a ser eleita no próximo ano, com início a partir de 2019. Acredita que é a melhor saída para a crise política brasileira.

TEMPOS MODERNOS

1489Seria interessante fazermos uma análise do que se pode definir como “tempos modernos”, uma expressão que vale sempre e todo o dia, porque o presente é sempre moderno em relação a tudo o que já passou.

Mas, se, no entanto, compararmos épocas passadas com os chamados “tempos modernos”, vamos verificando a imensa mudança de hábitos, de costumes, de educação; vamos vendo a mudança tecnológica, o aguçar do crime e o relaxamento com a própria sociedade que vem jogando fora os mais comezinhos princípios que norteavam o viver em comum.

Terrível comparar o direito de “ir e vir” com o direito que nos foi tirado nos dias de hoje, tomadas que foram as cidades por criminosos, assaltantes e traficantes.

Desagradável ver que as quase inocentes “cubas libres” dos anos 50 deram lugar aos craques, cocaínas, maconhas, êxtases e tantas outras drogas do mundo moderno.

Incrível ver a mudança tecnológica que, em poucas décadas, nos deu instrumentos como os celulares, a televisão digital, o computador pessoal, instrumentos que aliviam o trabalho e o conforto de uns e municiam as mentes desvairadas de outros.

Nossas vidas deveriam ter um “dial”. Um botão giratório que nos levassem no tempo e no espaço a épocas mais sadias e que nos permitissem fazer com que nossos filhos estudassem melhor, que os professores fossem mais dedicados e melhor remunerados, que a televisão, incipiente e em preto e branco, ainda exibisse seriados inocentes como “Alô doçura” esquecendo as aulas de crime, de falta de educação e de desrespeito para com pais, avós e toda essa gama de pessoas que antigamente compunham as famílias.

É triste, muito triste, avaliar que o nosso passado já foi a base dos então “tempos modernos” e que a vida de hoje será um passado, talvez lembrado pelas próximas gerações que nem sonhamos como viverão e como estarão incluídas nos “tempos” que ainda virão.

NORDESTE INDEPENDENTE

turismo nordesteMuito além da música, muito além do sonho de alguns, podemos e devemos defender a tese de um nordeste independente e, ao mesmo tempo, unido, no que diz respeito ao desenvolvimento regional em relação ao turismo. Mas, quando nos referimos ao “unido”, queremos dizer unido mesmo e não essa falácia de pseudo-união, onde o egoísmo faz parte do marketing individual de cada estado, buscando para si, e exclusivamente para si, os louros de um trabalho que poderia ser muito mais profícuo, se realizado de maneira uníssona pelos nove estados que compõem a Região Nordeste.

Indubitavelmente, o nordeste brasileiro se constitui em um verdadeiro paraíso, em um produto que pode ser consumido por “gregos e troianos” e que deveria representar a libertação econômica de uma região sofrida e que busca incessantemente  a sua independência econômica e personalística. Vale dizer que sempre fomos tratados, enquanto nordeste brasileiro, como o famoso primo pobre a buscar e a receber migalhas, ainda que tenhamos tido dois presidentes da república contemporaneamente.

Mas, quando abordamos o tema, buscamos mostrar aos governantes de toda a região que a união pode realmente fazer a força do nordeste, no tocante ao turismo. E não nos venham dizer que temos uma CTI – Nordeste porque, na minha ótica, inoperante em seu papel principal de união, não social, mas de realmente juntar as forças de cada estado e criar um planejamento forte e real que vise ações cooperativas de largo alcance mudando o sentido do “marketing” individual para um coletivo, elaborando um novo e grande produto, capaz de levar ao consumidor externo a pujança semelhante a de um Caribe, como aliás já denominam o nordeste.

O difícil é conseguir dobrar as vontades individualistas e de alguns estados que se acham mais merecedores do que outros dos afagos dos turistas, quer nacionais, quer internacionais. O difícil é sensibilizar governantes para que criem uma cúpula construtiva, planejadora e até executora de uma nova política de turismo integrado, através de um pacto real, onde o proposto seja votado e executado sem detrimento das ações soberanas de cada um.

A independência do nordeste pode ser conquistada no âmbito do turismo através de um trabalho hercúleo como este, através da união de propósitos e também através da criação de um órgão estimulador e financiador, como se fora uma espécie de Sudene turística. Com autonomia para exercer sua função de maneira inovadora, criativa e dotada de um Conselho Permanente ao qual pertenceriam as mais diversas categorias voltadas direta e indiretamente para a atividade turística.

Observem os leitores que o que propomos vai muito além da perspectiva atual do turismo nordestino e insere no seu contexto uma verdadeira revolução de métodos e sistemas; uma nova visão do que se possa chamar de turismo integrado porque sem descaracterizar as ações de cada equipe estadual, ajuda a consolidar uma macro-região turística que, de longe, poderá vir a ser considerada uma das melhores, mais bonitas e mais produtivas do mundo. Principalmente porque, com funcionalidade de um órgão central, consultivo e fomentador, toda a região será beneficiada e o seu crescimento levará o nordeste à uma real independência.

Pensemos nisto.