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NORDESTE INDEPENDENTE

turismo nordesteMuito além da música, muito além do sonho de alguns, podemos e devemos defender a tese de um nordeste independente e, ao mesmo tempo, unido, no que diz respeito ao desenvolvimento regional em relação ao turismo. Mas, quando nos referimos ao “unido”, queremos dizer unido mesmo e não essa falácia de pseudo-união, onde o egoísmo faz parte do marketing individual de cada estado, buscando para si, e exclusivamente para si, os louros de um trabalho que poderia ser muito mais profícuo, se realizado de maneira uníssona pelos nove estados que compõem a Região Nordeste.

Indubitavelmente, o nordeste brasileiro se constitui em um verdadeiro paraíso, em um produto que pode ser consumido por “gregos e troianos” e que deveria representar a libertação econômica de uma região sofrida e que busca incessantemente  a sua independência econômica e personalística. Vale dizer que sempre fomos tratados, enquanto nordeste brasileiro, como o famoso primo pobre a buscar e a receber migalhas, ainda que tenhamos tido dois presidentes da república contemporaneamente.

Mas, quando abordamos o tema, buscamos mostrar aos governantes de toda a região que a união pode realmente fazer a força do nordeste, no tocante ao turismo. E não nos venham dizer que temos uma CTI – Nordeste porque, na minha ótica, inoperante em seu papel principal de união, não social, mas de realmente juntar as forças de cada estado e criar um planejamento forte e real que vise ações cooperativas de largo alcance mudando o sentido do “marketing” individual para um coletivo, elaborando um novo e grande produto, capaz de levar ao consumidor externo a pujança semelhante a de um Caribe, como aliás já denominam o nordeste.

O difícil é conseguir dobrar as vontades individualistas e de alguns estados que se acham mais merecedores do que outros dos afagos dos turistas, quer nacionais, quer internacionais. O difícil é sensibilizar governantes para que criem uma cúpula construtiva, planejadora e até executora de uma nova política de turismo integrado, através de um pacto real, onde o proposto seja votado e executado sem detrimento das ações soberanas de cada um.

A independência do nordeste pode ser conquistada no âmbito do turismo através de um trabalho hercúleo como este, através da união de propósitos e também através da criação de um órgão estimulador e financiador, como se fora uma espécie de Sudene turística. Com autonomia para exercer sua função de maneira inovadora, criativa e dotada de um Conselho Permanente ao qual pertenceriam as mais diversas categorias voltadas direta e indiretamente para a atividade turística.

Observem os leitores que o que propomos vai muito além da perspectiva atual do turismo nordestino e insere no seu contexto uma verdadeira revolução de métodos e sistemas; uma nova visão do que se possa chamar de turismo integrado porque sem descaracterizar as ações de cada equipe estadual, ajuda a consolidar uma macro-região turística que, de longe, poderá vir a ser considerada uma das melhores, mais bonitas e mais produtivas do mundo. Principalmente porque, com funcionalidade de um órgão central, consultivo e fomentador, toda a região será beneficiada e o seu crescimento levará o nordeste à uma real independência.

Pensemos nisto.

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