Lembro-me…

…do dia em que, na qualidade de Editor Geral da Revista MAR, do Clube Naval, entrevistei em Buenos Ayres, o então presidente da Argentina, Juan Carlos Ongania. O assunto era referente às 200 milhas marítimas, discutidas entre aquele país e o Brasil. Isto foi em 1969.

POLÍTICA PÚBLICO-PRIVADA: SAÍDA PARA EDUCAÇÃO

A educação, única maneira de melhorar os índices de criminalidade de um estado ou de um país, passa pela responsabilidade social dos governos e da sociedade. Passa pela parceria objetiva e realista do capital governista e do capital privado desde que haja motivação para tirar as crianças e os jovens das ruas dando a eles um sistema de dois turnos e de participação da família. Enxergamos um grande projeto educacional onde as escolas-modelo de dois turnos com educação total, incluindo a capacitação social possa ser materializado através da parceria publico-privada. A criação de empresas madrinhas para uma ou mais escolas, visando construção e manutenção, mediante incentivo fiscal ofertado pelos governos federal, estadual e municipal. Um verdadeiro mutirão que ainda contemplaria o “Plano de Ascensão Salarial” para professores e todos quantos tenham envolvimento com a educação. É preciso pensar, planejar e executar. É preciso entender que, se não for possível uma enorme ação conjunta, o Brasil continuará assistindo tragicamente o surgimento de novos criminosos que, na verdade, poderiam ser os grandes dirigentes do amanhã. Não queremos dar aula, mas, simplesmente, convocar a todos para uma reflexão.  Continuar lendo “POLÍTICA PÚBLICO-PRIVADA: SAÍDA PARA EDUCAÇÃO”

Quem faz greve sabe o que está fazendo?

Sinceramente, eu me pergunto, quando vejo essas greves organizadas e orquestradas por determinados líderes, se os milhares de componentes de cada movimento sabem exatamente por que estão ali e o que defendem. O país, decrépito, desacreditado, desrespeitado aqui e alhures, vê mais uma greve geral acontecer, com movimentos em todo o país, com muita baderna, queimação em ruas e estradas, transportes paralisados e alguns incendiados, tudo devidamente organizado por especialistas em desorganização popular. Aquele povo que não é o mesmo que quer ver um país melhor. É um outro tipo de povo que está sendo cabrestado por lideranças, obviamente políticas, que nem de sombra querem ver um país moderno e futurista, mas um país dominado por interesses outros que está muito mais atrás de mudanças de cadeiras e de posições e muito menos no planejamento estratégico evolutivo que poderia transformar o Brasil numa grande nação. É preciso, ao invés de greves inócuas, promover uma verdadeira revolução de métodos e sistemas, exigindo dos governantes uma transparência real, um plano de recuperação, uma mania por educação e por saúde pública e, na verdade, um “marketing” generalizado que proponha uma mudança geral e não pontual, com a participação geral, esta sim, de toda a sociedade, ouvida, consultada e usada – no bom sentido – nas verdadeiras mudanças que fazem um país decente. O resto? Bem o resto é queima de pneus. E só.