The Feminine Mystique, o livro de Betty Friedan lançado em 1964 não foi o primeiro, mas tornou-se um marco no contexto da supremacia masculina sobre o feminino. Em 1948, em seu livro Anything But Love, Elisabeth Hawes já atacava o machismo nas revistas femininas americanas sem maiores conseqüências. O Segundo Sexo, grande trabalho de Simone de Beauvoir, lançado em 1953, também não significou nenhum movimento, nenhuma ação.
O feminismo organizado tem apresentado interesses, exigências ou táticas que muitas vezes não se justificam porque a batalha fundamental deve ser pela igualdade de oportunidades para todos. Pessoas, grupos e até estruturas político-governamentais que só defendem os direitos das mulheres, de certa forma estão discriminando a cidadania na sua totalidade, que independe de sexo, crença, raça, nacionalidade, religião ou condição social. A cidadania é um dos direitos universais de qualquer ser humano. A luta com essa parcialidade não deixa de ter a sua importância porque em quase todas as culturas as mulheres foram violadas, dominadas, restringidas, na melhor das hipóteses sutilmente controladas pelos homens. Em vários países as evidências do machismo são encontradas nas leis, nas oportunidades de trabalho e até nas piadas e na galhofa. Continuar lendo “MÍSTICA FEMININA”