Ouvidor Geral 01-02-2021

“Ouvidor Geral” para o jornal Primeira Edição de 01-02-2021 – Geraldo Câmara

                                        NO RABO DOS JORNALISTAS

              Ninguém contou. Ninguém disse que soube. O país inteiro ouviu através da televisão, o presidente eleito e empossado da República Federativa do Brasil, só Brasil para os íntimos, respondendo a uma pergunta de um jornalista sobre o que ele iria fazer com a quantidade de leite condensado comprado pelo Planalto, em alto e em bom som bradou aos quatro ventos:”Vou enfiar no rabo dos jornalistas”. Isto não existe. Contado não se acredita. Não foi um qualquer que disse isto. Foi alguém que investido do mais alto cargo do país deu-se ao desplante de esquecer a moral e os bons costumes, deu-se a fúria de perder o decoro que é devido a alguém com a sua missão. Não é a primeira nem será a última vez que o exmo senhor Bolsonaro – será mesmo excelentíssimo?- ataca jornalistas ou quem que quer o pegue como uma criança fazendo artes no Planalto e desfrutando de suas rapaduras no Alvorada. Quem sabe até fazendo com elas o que nos mandou a todos, jornalistas, fazer com o leite condensado. Acho sinceramente e não se trata de oposição que é preciso dar um basta nos desmandos desse chefe da nação. Aliás de uma nação que nem chefe tem tantas as besteiras e baboseiras que o dito cujo é capaz de praticar. Talvez seja chegada a hora de um dos 56 pedidos de  “impeachment” ser acelerado e julgado pelos que nos representam no Congresso Nacional. Não só aos jornalistas mas a todo o povo brasileiro que, aliado ou não do senhor furor já dever ter descoberto pelo menos um pouco da sua insanidade.

DESTACÔMETRO

             O destaque vai para a simplicidade e a competência do Magnífico Reitor da UFAL, Josealdo Tonholo, semana passada completando um ano de gestão e inaugurando a televisão da universidade pelo canal 8.1. Um avanço para a UFAL.

PÍLULAS DO OUVIDOR

A vacinação começou. De maneira tênue, vagarosamente, mas começou. Entre altos e baixos, entre brigas e afagos as coisas estão acontecendo. Poderia ser muito melhor caso o poder superior tivesse entendido a seriedade do assunto.

Digo isto, porque a logística de aquisição das vacinas no exterior foi a mais amadora possível chegando bastante tarde sem a menor condição de competir com outros países, inclusive com a vizinha argentina.

Nós temos ou não deveríamos ter problema com a logística de distribuição porque ela existe e é boa. O mesmo se dá em relação ao Plano de Imunização do SUS que também é perfeito. Mas nada se faz se não houver vacina.

Ou possibilidade de fabricação aqui mesmo no país. Que pode, mas precisa ter o insumo necessário para o produto. Este insumo que vem da India ou da China ainda está sendo absolutamente moroso para o Butantan e Fiocruz.

Estou escrevendo esta coluna sentado na varanda do apartamento de minha filha Alessandra e de meu genro Emerson, na praia de Candeias no Recife. E surpreso com a organização das mesas e cadeiras em grande extensão da praia. Lindo!

Aliás, um dos problemas mais sérios nessa pandemia é o descrédito que as pessoas têm na gravidade da doença. Isto porque não obedecem às regras mais simples como o uso de máscara e o distanciamento social.

É bom se esperar que o distanciamento social de hoje é sem dúvida, a aproximação do amanhã quando estaremos vacinados, devidamente imunes e quando poderemos estar nos abraçando como antes.

E o prefeito JHC teve peito e baixou mesmo o preço das passagens de ônibus em Maceió. Ninguém acreditava mas, ele fez por decreto. Esperamos que a coisa subsista e que não tenhamos indesejáveis greves.

O Tribunal de Justiça estendeu o trabalho misto, presencial e virtual até o fim de fevereiro como a ausência de público externo em suas dependências. O Tribunal de Contas de Alagoas seguiu o mesmo procedimento.

Kézia Rodrigues, (foto), nova diretora técnica da Escola de Contas do Tribunal de Contas de Alagoas já começou a dizer para o que veio iniciando uma revolução de métodos e sistemas. Com o aprovo do Conselheiro Rodrigo Cavalcante.

ABRAÇOS IMPRESSOS

            Pense numa pessoa interessante e inteligente que mexe com o colunismo de norte ao sul do país com maestria. Aninha Monteiro, a alagoana desbravadora que merece nosso abraço e admiração.    

BARTPAPO de casa 40

Convidados

Josealdo Tonholo – Reitor da UFAL

Kezia Rodrigues – Diretora Técnica da Escola de Contas do TCE-AL

Garagem do Coyote – Volks x jipe

Aninha Monteiro – colunista social

Rosa Tenório – presidente do CREA

Portal Eu Fêmea – Raissa.

Ouvidor Geral 25-01-2021

E O TRUMP SAIU PELA TRASEIRA

                Parece uma piada em se tratando dos Estados Unidos briosos pela sua democracia e com razão, ver depois de 150 anos, um presidente não passar a faixa para o sucessor, não participar da festa de posse e ainda por cima sair pela porta de trás, quase que escondido e ainda investido do cargo de presidente. Um presidente que conseguiu dividir o país, criar anti-democratas por todo o seu território, investir em armas pesadas nas mãos da população, pregar o ódio e a discórdia e insistir até o último momento que havia ganho as eleições e que elas teriam sido fraudadas pelo oponente. Esse cara, esse tal de Trump precisa de uma corretiva definitiva e grande parte do povo sabe disso. Como a lei nos Estados Unidos permite que mesmo tendo deixado o cargo ele ainda pode sofrer as regras do “impeachment”, se isso ocorrer ele não teria mais condições de voltar ao poder em próximas eleições, o que daria tranquilidade aos seus opositores e, obviamente ao novo ocupante da Casa Branca. Mesmo sabendo de sua absorção pela maioria no Senado isto ainda pode acontecer baseado no velho ditado “rei morto rei posto”. O fato é que o Donald que não foi criado pelo genial Disney, mas talvez pelo príncipe Maquiavel ficará por algum tempo com as barbas de molho esperando o resultado final.

DESTACÔMETRO

                O destaque vai para o Eduardo Guimarães, o homem que comanda a SOAMAR – Sociedade dos Amigos da Marinha há muitos anos, com justeza e competência. Sabe tudo sobre o assunto e até dá aula de marinha.

PÍLULAS DO OUVIDOR

O Ministério da Saúde realiza uma consulta pública que tem como objetivo definir recomendações para a implementação da Política Nacional de Promoção da Saúde no âmbito da Atenção Primária à Saúde (APS). E o MS já consulta o povo, é?

O Imuniza SUS, projeto que irá capacitar 94,5 mil trabalhadores do SUS) que atuam diretamente nas salas de vacinação será realizado com o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde. Investimento federal de R$ 58 milhões.

Já participamos, enquanto presidente da ABRAJET AL e conselheiro do Maceió Convention de mais uma reunião com o prefeito JHC. Motivo: a busca para que Maceió venha a ser uma das sedes da futura Escola Nacional de Turismo.

Alagoas ganhou uma nova lei de autoria da deputada estadual Fátima Canuto. Será obrigatória a execução do Hino do Estado de Alagoas em todas as escolas públicas de ensino fundamental e médio. Lei sancionada pelo governador.

De máscara para se esconder do monte de alunos que o querem presencial, Luiz Dantas (foto), professor de comunicação da UFAL e publicitário de mancheia, uma presença sempre marcante para os que o conhecem de fato e de direito.  

ABRAÇOS IMPRESSOS

                 Hugo Leão, amigão filhão de coração, violão empunhado com sua sabedoria musical acompanhando a companheira Márcia Lopez e mandando sempre bons recados musicais para o Bartpapo. Direto de Campina Grande na Paraíba.

UMA FOTO A MAIS.

                Licença, gente! Não é todo o dia em que um casal faz bodas de coral (35 anos) coberto de felicidade. Felicidade real, comprovada no dia a dia, sem frescura e com muito amor. Hoje, 25 é o nosso dia. Vanessa e eu, de mãos dadas sempre.

Ouvidor Geral 18-01-2021

“Ouvidor Geral” para o jornal Primeira Edição de 18-01-2021 – Geraldo Câmara

                                     UMA AMAZÔNIA SEM AR

                Meu Deus, que tristeza! Sabermos que por falta de oxigênio em plena Amazônia, considerada o pulmão do mundo as pessoas estão morrendo asfixiadas e sem que nada se possa fazer. Assisti a um depoimento de uma médica que chorando descrevia o quadro de como um médico perde o pulso, perde o domínio sobre os recursos da medicina e sem nada poder fazer assiste a deploráveis cenas de falecimento por absoluta falta de oxigênio. Não sei de quem foi a culpa e é até melhor não saber mas que coisa horrorosa foi esta que se permitiu acontecer? Por distração, por desleixo, por falta de planejamento? Não interessa o por que, mas como foi acontecer. E na hora que começou onde estava a famosa logística do governo federal ou alerta do estadual que em nada contribuíram com pressa para minorar os efeitos de tão grande drama? Não dá para acusar, não dá para defender. Só para lastimar profundamente que a vida humana seja tratada com tanto desprezo. É duro saber que se perdeu um ente querido por falta da mais simples forma de tratamento que é o oxigênio alimentando os pulmões doentes. Do jeito que foi parecia até que carrascos nazistas de longe comemoravam um outro tipo de holocausto. Deus que me perdoe! O que aconteceu pode até ter sido um acidente de percurso, mas para mim, foi uma grande e monstruosa displicência com os irmãos que se foram.

DESTACÔMETRO

                  O destaque vai para a médica, empresária e imortal Mirian Canuto, uma pessoa de fino e delicado trato, de competência e lucidez invulgares e que, como membro da Academia Alagoana de Letras também deu seu depoimento sobre os ex-ocupantes de sua cadeira.

PÍLULAS DO OUVIDOR

A vacina vem? A vacina demora? Quais são os seus efeitos? As perguntas correm o país do Oiapoque ao Chuí criando ansiedade natural, mas também perspectivas que são positivas e negativas. Quanto mais se ouve menos se entende.

Os homens da saúde, lá de cima, comandados pelo ministro-general divergem entre si e são incapazes de deixar com que a população saiba exatamente o que vai acontecer. Principalmente com a logística da vacina. O ponto fundamental.

Vejo, por exemplo, as pessoas se perguntando sobre os insumos que são as seringas e agulhas e o ministério dizendo que os estados podem pedir se precisarem. Como? Ainda não foi feito um levantamento disso? Depois dizem que sou crítico!

Tanto a população quanto as autoridades, principalmente as federais talvez ainda não tenham alertado para o fato de que a pandemia é uma guerra. Uma guerra perigosíssima e que, o “front” está em todo o país. Ou será que não sabem o que é o “front”?

Nada pode faltar em economia de guerra, mas parece que além da própria vacina que seria a bomba nuclear para acabar com o vírus, as armas adicionais e as estratégias de ataque estão em passo de paz. Paz demais para o meu gosto.

O que aconteceu na Amazônia e que foi alvo do meu artigo principal desta coluna é absolutamente inadmissível porque se trata de absoluta falta de planejamento, de consciência do perigo, de tudo o que não pode acontecer em campo de batalha.

Alagoas também se ofereceu para colocar pacientes menos graves da Covid 19, de Manaus, em instalações hospitalares daqui. Uma prova de que a solidariedade há que se estender entre população e governantes de maneira sábia.

Isto porque, independente do problema do oxigênio o vírus por lá se espalhou de maneira violenta numa segunda onda e não existem praticamente leitos disponíveis. Outros estados, como o Maranhão também se prontificaram.

“Aeronave trará da Índia 2 milhões de doses da vacina contra a Covid-19 ao BrasilAeronave trará da Índia 2 milhões de doses da vacina contra a Covid-19 ao Brasil”. Será que trouxe? Sexta-feira a India colocou em dúvida! Tomara que tenha trazido.

Sem dúvida devemos saudar os que chegam como é o caso do Desembargador Klever Loureiro, agora presidente do TJ. Mas peço permissão para saudar quem sai por ter ocupado tão nobre cargo com a dignidade que lhe é peculiar. Tutmés Airan (foto).

ABRAÇOS IMPRESSOS

               Sempre peço licença quando se trata de família. Hoje é o dia de Ricardo, à esquerda de João Marcelo e de Fred, dois de seus 12  irmãos. Parabéns, meu filho e que Deus sempre o proteja e abençoe.  

coluna BARTPAPO

Coluna BARTPAPO com Geraldo Câmara – Tribuna Independente de 08-01-2020
A MATEMÁTICA DA VACINA
Vamos e venhamos que as notícias que são veiculadas baseadas em informações verdadeiras dos diversos órgãos competentes em relação à vacinação em massa do povo brasileiro estão completamente divergentes das necessidades de uma população que está em torno de 210 milhões de pessoas e que corresponde à soma de 3 grandes países da Europa que são o Reino Unido, a França e a Itália com 200 milhões em conjunto. Some-se a isto o poder de logística e o diminuto tamanho de cada país em relação às nossas dificultosas dimensões continentais.
Ora, os noticiários apresentam números que consideramos ridículos quando anunciam, por exemplo, a compra ou a futura chegada de 2 milhões de doses de determinada vacina. e o fazem com ênfase para o número como se fosse grandioso. Ora, façamos as contas em cima da população brasileira que precisaria de 420 milhões de doses para ser vacinada considerando o fato de que os cientistas estão afirmando que são necessárias duas doses para cada pessoa. Se os passos de caranguejo continuarem com as previsões ridículas de compras nem sei quantos anos serão necessários para imunizar toda a sociedade.
Façamos então um parâmetro com os anúncios de compras de 2 milhões de doses e façamos mais ainda multiplicando este número por 20 e então teremos 40 milhões de doses o que vacinaria apenas 10 por cento da população. Ah, dirão alguns, isso é utópico porque o Brasil pode fabricar e aumentar este potencial. Muito bem. Concordamos. Mas quando? Com que poder de produção e distribuição? Com que planejamento de logística até agora obscuro para o povo brasileiro? Quando fizemos a comparação com os países da Europa o fizemos para reafirmar que a situação por lá é caótica, mas mesmo assim diferente porque podem lidar com os números com muito mais eficácia que o Brasil. E com demografias muito mais favoráveis a tudo no que diz respeito à distribuição.
O Brasil continua enfrentando a desinformação por parte dos poderes públicos responsáveis pela saúde. Ninguém se entende, a política toma conta das negociações que deveriam estar longe dela e os números, continuo a afirmar são díspares em função das necessidades de uma população que está vendo gente a morrer todos os dias. Quando os estados ameaçam comprar suas vacinas o governo federal incompetente em suas ações quer barrar. Mas eles, os estados, estão certos. Pelo menos tentar dividir para somar. O Estado de Alagoas, por exemplo, necessitaria de 6 milhões e duzentas mil doses para vacinar toda a população de 3 milhões e cem mil pessoas. Cerca de um e meio por cento do país. Talvez seja o caminho. Um caminho competitivo, ainda político, mas talvez com a mira certa para o que se quer.
O fato é que é preciso voltar para os bancos escolares e praticar matemática. Uma matemática salvadora que soma solução e multiplica salvação. Sem ela estaremos sem rumo contando nos dedos ao invés de nos computadores os fios de nossas esperanças.
ALERTAS DO DIA

  • Acresça-se ao artigo acima o fato de que também a matemática dos insumos e aí estou falando em seringas e em agulhas também não foi devidamente utilizada já que elas estão em número bem inferior às necessidades. Parece que estou vendo a paralização da vacinação por falta desse material.
  • O prefeito JHC começou a sua administração baixando um decreto que diminue o valor das passagens de ônibus na capital. Que bom, mas que vai causar polêmica, lá isso vai. E,possivelmente algumas greves possam acontecer. Afinal ninguém mexe no bolso do empresário impunemente.Acho.
    PARE PRA PENSAR (do meu livro do mesmo nome)
    Quem busca a perfeição precisa saber que errar faz parte do processo.