OUVIDOR GERAL 01-07-2024

Ouvidor Geral para o jornal “Novo Primeira Edição”01-07-2024–Geraldo Câmara

HILTON MOTA E EU

Eram seis horas da tarde quando liguei o rádio do carro na Campina FM, onde mantinha os meus programas, “Ponto e Contraponto” e “O povo cobra”. A voz de Hilton Mota ressoava forte e vibrante; e à capela, de repente, começou a cantar: “Olha pro céu, meu amor. Veja como ele está lindo”. E à medida em que lembrava ao povo a canção do Gonzagão, convocava este mesmo povo a ir ao Parque do Povo conferir o lindo céu estrelado que fazia ainda mais linda a gostosa e romântica Campina Grande. Nada, absolutamente nada, estava acontecendo no parque, mas a criatividade de Hilton era tão grande que ele conseguiu com que as pessoas fossem chegando, que um trio de forró atendesse ao seu apelo e em poucos minutos uma festa estava montada e sendo transmitida pelo irrequieto homem de rádio, amado e admirado por muitos, na Paraíba, no Recife e por onde passara. Pouco tempo antes deste fato, alguns meses antes, eu participava de um Encontro da Asserne, que era a Associação das Emissoras de Rádio do Nordeste, na cidade do Recife. Lembro-me bem que eu estava numa fase triste da minha vida, quando havia perdido o meu filho mais velho, de doença séria. Mesmo assim, fiz uma apresentação neste encontro e chamei a atenção do homem que havia sido um dos diretores dos Diários Associados e passara a ter, com muito orgulho, a poderosa Rádio Campina FM. Conversamos e ele convidou-me a conhecer a cidade de Campina para decidir se faria um programa de rádio na sua emissora. Passei três dias na cidade, ainda que acostumado a grandes cidades, gostei. Mas o que eu gostara mais ainda era do espírito criativo e empreendedor do velho Hilton que vibrava como um menino quando ouvia minhas idéias sobre o programa. Aceitei a idéia e em pouco tempo estava no ar, entrevistando os políticos locais e estaduais, animado com a fantástica audiência daquela emissora que atingia mais de 60 municípios com os seus 50 kilowatts na antena. E, Hilton sempre comigo, me apresentando a todos na cidade, buscando espaços para mim, exaltando minha figura para os da cidade, incluindo aí o então prefeito, Ronaldo Cunha Lima. E Hilton sabia fazer isto como ninguém. Lembro-me bem do dia em que entrou numa empresa, famosa na cidade, a Laser Engenharia, de projetos e materiais elétricos e disse ao dono: “Luiz, vim lhe apresentar o maior apresentador deste país. E você vai patrocinar o programa dele”. Luiz Alberto Leite disse que ouvia o meu programa, que gostava muito, mas que o patrocínio ficaria para uma outra oportunidade. Tempos depois, numa promoção especial busquei o patrocínio de um concorrente da Laser e aconteceu um enorme sucesso. Foi quando o Luiz Alberto nos chamou e confessou que havia ficado mordido de ciúmes e raiva por ter deixado que o seu concorrente entrasse; e que, cada vez que eu falava no nome da tal empresa, ele se arrependia. Nem preciso dizer que fechamos um contrato tão longo e tão bom que nossa amizade extrapolou e ele, Lula, tornou-se meu compadre, numa outra história de minha vida campinense. Hilton vibrou com a reviravolta comercial. Logo depois que cheguei a Campina Grande, Hilton me apresentou a Edvaldo do Ó, um empresário, presidente da Bolsa de Mercadorias, economista que pretendia ser prefeito da cidade. E, quando me apresentou foi logo dizendo que eu era publicitário, expert em marketing e que seria a pessoa certa para fazer sua campanha. Mas, na verdade, o plano dele era outro, o que eu só soube depois que as coisas aconteceram. Edvaldo não teria suporte para agüentar uma campanha de peso, considerando inclusive que o então prefeito, Ronaldo Cunha Lima, estaria lançando seu filho, o jovem deputado federal Cássio Cunha Lima, uma candidatura que, se efetivada, seria absolutamente fadada ao sucesso. Por outro lado, Edvaldo do Ó era uma pessoa um tanto difícil de se lidar, por sua excessiva vaidade. Algum tempo depois, lançada a candidatura de Cássio e o desgaste de Edvaldo do Ó bastante acentuado, Hilton promove um encontro com o irmão do prefeito, Roberto, que nos contrata para a equipe de campanha. Prescindível dizer que a Campina FM adotou o nome de Cássio e sua eleição foi tranqüila. Naquela altura, Hilton Mota, já providenciara para que eu tivesse mais um programa na emissora e nasceu o “O povo cobra”, uma idéia nova no rádio e um reforço para uma idéia nossa que nos fez criar, cultivar e solidificar o horário do almoço como o horário dos grandes debates, dos programas de entrevistas políticas. Fomos responsáveis, sim, pelo nascimento deste horário que até hoje é praticado em toda a Paraíba. A visão de Hilton era enorme e os seus exemplos eram seguidos por emissoras concorrentes que, no entanto, não conseguiam chegar perto de nossa audiência. Foi chegada a eleição para governador do estado e os candidatos principais eram Ronaldo Cunha Lima e Wilson Braga. A Campina FM e o próprio Hilton Mota eram a cara dos Cunha Lima. E eu, também já era um profundo admirador deles e me entreguei de corpo e alma à campanha de Ronaldo. Naquela época as leis eleitorais eram bem diferentes e a rádio podia abrir o jogo, as entrevistas e reportagens eram permitidas. Ronaldo percorria o estado e voltava à Campina e, cada vez que o fazia, lá estávamos nós estimulando o povo a votar no poeta que sempre terminava seus comícios em versos e empolgava as multidões. Hilton aceitava muito bem nossas sugestões e nos tornamos “unha e carne” nos projetos políticos da emissora. Durante o dia das eleições fizemos uma das melhores coberturas que a cidade já viu e, em seguida, repetimos um feito de cobrir as apurações e sair com o resultado sempre muito à frente de outras emissoras e do próprio TER. A ponto de algumas emissoras terem parado as transmissões antes do tempo. E, lembro-me como se hoje fosse, o entusiasmo de Hilton, dentro do estúdio comigo, rindo e batendo palmas enquanto eu dizia para o ouvinte: “Habemus governador”!

DESTACÔMETRO

O destaque vai para uma pessoa que eu não via há muito tempo e que fez um enorme furor aqui em Alagoas comandando a fase mais significativa da Lei Seca. Emannuel Costa escreveu seu nome nos anais do Detran Al.

PÍLULAS DO OUVIDOR

Recentemente, o Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu uma votação histórica: o porte de maconha para uso pessoal não é mais considerado crime. Mas devemos aguardar os próximos capítulos com a grita do pessoal do Congresso Nacional.

A Lei Pelé, oficialmente conhecida como Lei nº 9.615, de 24 de março de 1998, é um marco legislativo no esporte brasileiro, alterando profundamente a estrutura do esporte no Brasil, em especial ao futebol.

Antes da Lei Pelé, o esporte brasileiro, especialmente o futebol, era regido pela Lei Zico, que por sua vez substituiu a antiga Lei do Passe, um sistema que amarrava os jogadores aos clubes. (coisas que a gente lê no Jusbrasil. Muito interessante)

Tanques e soldados do Exército invadem a entrada do palácio presidencial em La Paz, na Bolívia. Roteiro e imagens lembram as décadas de 1960 e 1970, quando ditaduras militares se espalharam pela América do Sul.

A Bolívia está vivendo uma situação econômica muito difícil. O principal setor é o de gás natural, que está enfrentando uma série de problemas. Isso levou a uma queda nas exportações, e as reservas internacionais da Bolívia estão muito pequenas, em torno de US$ 3 bilhões. O que é nada para as necessidades de um país. 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou o projeto de lei que institui o novo Plano Nacional de Educação (PNE) para o período de 2024 a 2034. O texto foi encaminhado para análise do Congresso Nacional.

Prevê 18 objetivos, compreendidos nas temáticas de educação infantil, alfabetização, ensino fundamental e médio, educação integral, diversidade e inclusão, educação profissional e tecnológica, educação superior, estrutura e funcionamento da educação básica.

Aquele complexo pequeno na Pajuçara e que leva o nome de Cine Arte Pajuçara é um fenômeno dirigido pelo amigo Marcos Sampaio (foto). Um trabalho de fôlego que leva em conta a cultura cinematográfica internacional. Parabéns, amigo.

ABRAÇOS IMPRESSOS

Os abraços da semana vão para o Joel Henrique do Cavaquinho e Chico Fidélis do violão. Ambos verdadeiras feras no que fazem e bem feito. Vale a pena vê- los todos os sábados no Mercado das Artes sob a batuta do Igbonan Rocha.

SEMPRE QUEM PAGA SOU EU

Geoberto Espírito Santo

“Desde que me entendo por gente” é uma expressão popular que dizemos quando
começamos a tomar consciência de certas coisas, uma percepção de tudo aquilo que nos
cerca. A gente pensa que saindo da Universidade já tomou essa consciência, mas o
passar do tempo vai nos mostrando como as coisas funcionam, na “prática”. Em mais de
meio século trabalhando com serviços públicos, “estive no fundo de cada vontade
encoberta”, como canta Erasmo Carlos em Força Estranha, e não consigo posicionar o
Brasil entre o inusitado e o surreal.
Aqui, o Judiciário também legisla, o Legislativo controla grande parte do
orçamento e o Executivo deixa de lado o equilíbrio orçamentário sem levar em conta
que a estabilidade política vem a reboque. Ministros das Cortes Superiores divulgam
suas preferências políticas e dão entrevistas de tal forma que, como “gente”, já
identificamos qual vai ser o resultado de uma votação. O Zeca Pagodinho canta samba;
os Originais do Samba, cantam pagode; os cantores “sertanejos”, nunca puseram o pé
no sertão e as “músicas” não representam o sofrimento secular daquele povo imposto
pela seca e pela fome. No retorno de uma ligação telefônica não reconhecida, ouvimos
que “esse número de telefone não existe”. Temos uma produção de energia elétrica com
um dos mais baixos custos de geração com uma das tarifas mais caras do mundo e uma
desigualdade social das maiores do planeta.
De Alagoas, compro um ar condicionado em São Paulo. Não importa que seja
transportado por caminhão ou por avião, o ICMS (Imposto sobre Circulação de
Mercadorias e Serviços) é cobrado apenas no destino da mercadoria, não incidindo
sobre a infraestrutura do transporte. Mas no setor elétrico é diferente, pois sempre foi
cobrado também na transmissão e na distribuição. Desde 2009, o STJ (Superior
Tribunal de Justiça) se manifestou favorável aos consumidores, ou seja, o imposto não
incide sobre a transmissão e a distribuição. A Lei Complementar nº 194/2022 reforçou o
Art.3º da Lei Kandir (LC 87/96) e incluiu a TUST (Tarifa de Uso do Sistema de
Transmissão) e a TUSD (Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição) nos itens isentos de
incidência de ICMS. Mas, recentemente, o STJ decidiu que a TUST e a TUSD devem
ser incluídas na sua base de cálculo, quando os estados questionaram sua
constitucionalidade (ADI 7.195) no STF (Supremo Tribunal Federal), argumentando
perda de arrecadação. Aí foi feita uma modulação, pois os consumidores que foram
beneficiados até 27/03/2017 poderão recolher a TUST e a TUSD sem o imposto, desde
que a antecipação de tutela esteja vigente até agora.
Assim, deixou um entendimento que a Carta Magna pode ser aplicada por
períodos, inclusive porque a decisão atual de incidência contraria jurisprudência do
próprio STJ, que as tarifas de uso da rede elétrica não integravam a base de cálculo do
ICMS sobre o preço final da energia. Essa decisão gerou insegurança jurídica e foi
interpretada como que tivesse um viés político, pois naquele momento, os estados,
quase sempre perdulários, reclamavam perda de arrecadação. Por conta das liminares,
essas perdas eram estimadas entre R$ 30 bilhões e R$ 33 bilhões por ano. Na GD
(geração distribuída), muitos não compensam totalmente seu consumo, usam só a
distribuição, mas vão pagar ICMS também na transmissão. A TUST e a TUSD

representam quase 50% da tarifa de energia e a não incidência reduziria a conta em
torno de 17%.
Se a Medida Provisória (MP) 1.212/2024, a das Energias Renováveis e da
Redução Tarifaria, tivesse ficado só com a titulação final seria muito bom para o
consumidor. Em função do processo de desestatização da Eletrobras, vão ser
securitizados R$ 26 bilhões dos R$ 32 bilhões que cabem à União, para os
consumidores deixarem de pagar 4% na conta de luz, nela incluídos juros abusivos
contraídos pelas crises da Conta Covid e da escassez hídrica, cujas origens não são de
sua responsabilidade. Isso tem um custo financeiro, mas o restante deverá ser utilizado
para reduzir a estrutura de subsídios que está na CDE (Conta de Desenvolvimento
Energético). Mas falou em Energia Renováveis, o argumento do momento para os
investimentos fantásticos, e lá vem o populismo energético com mais subsídios
desnecessários para o consumidor pagar R$ 4,5 bilhões/ano a partir de 2029. Continuam
na MP as térmicas de contratação obrigatória da Lei de Privatização da Eletrobras, um
aumento gradual nas tarifas que pode chegar a 12,5% a partir de 2030. No corte do gás
natural feito pela Rússia para a Europa, o governo francês enviou a cada consumidor de
energia um cheque relativo ao incremento no custo da eletricidade para ser abatido no
banco quando do pagamento da sua conta de luz.
De há muito os reajustes tarifários registram percentuais alarmantes em relação
aos índices econômicos, mas os governos continuaram sancionando leis criando
políticas públicas cheias de subsídios custeados pelos consumidores de energia elétrica
e não pelo Tesouro Nacional. Todo mundo reclama do alto valor da tarifa de energia
elétrica, incluindo Presidente da República, parlamentares e ministros. Mas, quando as
leis são sancionadas vemos que o elo da corrente política sempre quebra pelo lado do
mais fraco, forte apenas em dois dias de 4 em 4 anos. Fez-me lembrar agora o chanceler
do império prussiano, Otto von Bismarck (1815-1898): “Quando um governo diz que
concorda em princípio com alguma coisa, está dizendo que não tem a menor vontade de
praticá-la.”
Não é só o papel das distribuidoras que precisa ser redefinido, para acabar com o
Robin Hood às avessas da GD (geração distribuída). A renovação das concessões das
distribuidoras não pode ser visualizada nas regras atuais, pois os eventos climáticos
extremos, como os que aconteceram em SP e RS, que fogem do controle operacional da
distribuidora, vão exigir investimentos com remuneração não permitida. Com as regras
atuais caminhamos para uma abertura total do mercado, quando estudos encomendados
mostram apenas a redução de custos para os aderentes, lógico. Essa decisão requer
muito cuidado, pois o mercado só será realmente livre quando não tiver subsídios pagos
por outros consumidores e com o preço da energia por oferta. Mas parece que a
associação das comercializadoras de energia quer continuar com as regras atuais, preço
pelo custo definido pelos computadores oficiais. O TCU já sinalizou para a ANEEL que
o mercado livre para baixa tensão já foi criado com a venda de energia da GD por
assinatura, e ela nem percebeu.
Governo e Congresso precisam discutir objetivamente soluções estruturais de
modernização do setor elétrico brasileiro que assegurem a governança, o planejamento

de longo prazo e o poder de regulação das mutações do mercado exercido pela
flexibilidade das agências reguladoras.

Geoberto Espírito Santo
Personal Energy da GES Consultoria, Engenharia e Serviços

Ouvidor Geral 17-06-2024

“Ouvidor Geral” para o “Nova Primeira Edição” de 17-06-2024-Geraldo Câmara.

COITADAS DAS MÃES

Se tiverem a infelicidade de sofrerem um estupro e engravidarem e quiserem fazer um aborto serão penalizadas com prisão, às vezes em tempo maior do que o estuprador. Realmente não entendo como as coisas acontecem na cabeça de certos legisladores, porque o assunto em questão está na Câmara com grandes perspectivas de aprovação, o que nos parece um verdadeiro absurdo. Hoje ficamos sabendo que 19 mulheres deputadas também estão de acordo e votam a favor. A favor de que ou de quem? De um monstro que não respeita o sagrado dom da maternidade? A quem protegem afinal? Com tanto problema a ser resolvido neste país vão tratar de uma lei absolutamente bárbara como essa ao invés de procurarem lei mais rigorosa visando os tarados de plantão, os assassinos da moral, os invasores da maternidade e tirando de circulação os direitos de todas as mulheres sobre o destino que devam ou que queiram ter em relação ao indesejado estupro. Sinceramente não consigo entender por onde andam determinadas cabeças que buscam uma suposta moral sem conhecimento de causa, de sentimentos femininos, de nada. Enfim, vamos ver o que vai acontecer nos próximos capítulos desta incrível, incrível mesmo, novela.

DESTACÔMETRO

O destaque da semana vai para o Coordenador da Câmara Consultiva Regional do Baixo São Francisco, o formidável Anivaldo Miranda e que dá as melhores explicações sobre aquela região e os cuidados que todos precisam ter com o Velho Chico.

PÍLULAS DO OUVIDOR

Fico na minha. Não provoco nada. Agradeço os que tiveram atenção e a Deus porque sempre é justo. Mas fico exatamente na minha humildade e calado acreditando sempre que os justos têm marcado o seu caminho.

Terceiro maior crescimento do PIB entre Os 27 estados, segundo levantamento do Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste vinculado ao Banco do Nordeste (BNB), Alagoas vem chamando a atenção de empresários brasileiros.

Todo cuidado é pouco neste período junino para evitar queimaduras, e a ausência de cuidado pode custar a vida do seu filho”. O alerta, é da pediatra Érica Didier, que atua no Hospital da Criança de Alagoas.

A Secretaria de Segurança Pública apurou mais de 150 denúncias de negligência e maus tratos contra pessoas idosas na região metropolitana de Maceió. A ação faz parte da Operação Virtude entre os governos federal e estadual.

Em celebração ao “Dia do Cinema Brasileiro”, no próximo dia 19 de junho, o Museu da Imagem e do Som de Alagoas (Misa), administrado pela Secretaria de Estado da Cultura e Economia Criativa de Alagoas (Secult), retoma o projeto Cine Misa.

Uma capacitação para o diagnóstico de morte encefálica foi promovida pela Central de Transplantes de Alagoas, O objetivo é habilitar mais médicos aentenderem o protocolo que identifica a completa e irreversível parada de todas as funções do cérebro.

Cerca de 250 convidados – entre os quais 150 investidores estiveram no 033 Rooftop, em São Paulo, na primeira edição do Invest Alagoas. Uma iniciativa do Governo de Alagoas para apresentar os recentes avanços econômicos e sociais do estado.

Ela é Arabella Mendonça (foto), secretária de estado da Cidadania e da Pessoa com deficiência. Lida com o assunto dos mais complexos com absoluta maestria e com clarividência tem provocado sociedade e autoridades para uma efetiva colaboração.

ABRAÇOS IMPRESSOS

Os abraços impressos vão para o Conselheiro aposentado do Tribunal de Contas de Alagoas, mas que preside a Comissão que está construindo o Centro de Memória daquela instituição. Dinâmico e ativo vai cumprindo com galhardia mais essa missão.

Ouvidor Geral 10-06-2024

Ouvidor Geral” para o Novo Primeira Edição de 10-06-2024 – Geraldo Câmara

Um urubu no meu caminho

Era década de 70. Eu morava no Rio de Janeiro e viajava muito para a Bahia, de carro, a passeio. Enchia o carro de bagagem, as crianças, deitava o pé na estrada, às vezes para passar um fim de semana, ir a uma festa em Jequié, coisas que a idade da época ainda permitiam. Numa dessas viagens, cansativa, é claro, já ia lá para além do meio do caminho, parei para almoçar, descansei um pouco e, apesar da insistência das meninas que queriam brincar um pouco mais no parquinho de diversões da churrascaria, resolvi seguir em frente. Os olhos abriam e fechavam, naquela sonolência do estômago cheio e que costuma atacar os motoristas teimosos. Sol a pino, cerca de duas horas da tarde. Para piorar a situação, o trecho da Rio-Bahia, onde as retas são enormes, perto de Vitória da Conquista, o que torna tudo monótono e provoca ainda mais o sono. De repente, lá na frente, uns 200 metros talvez, a carniça, os urubus em volta e eu, dirigindo a uns 150 quilômetros por hora. Nunca tive medo de urubu, nunca diminuí a velocidade por causa de urubu, até porque a experiência ensinava que, quando o carro vai se aproximando, eles voam para longe. Mas, no meio deles, um achou de fazer gracinha e levantou um vôo tão curto que se deixou atropelar pelo meu potente Dodge Charger. Só ouvi o estalar do vidrinho lateral, peninhas de urubu voando dentro do carro e a sensação de que o bichinho estava no banco traseiro, sentado no colo das minhas filhas que choravam e berravam. Graças a Deus, eram só as peninhas. O urubu deve ter ficado estendido no asfalto, mas, hoje, quando vejo o fedorento pássaro à beira da estrada, a história me vem à mente, diminuo a velocidade e espero calmamente que ele levante o seu voo, bem para longe do meu carro.

DESTACÔMETRO

O destaque da semana vai para o vereador e amigo Eduardo Canuto que com sua verve bem personalizada vai crescendo sempre nos caminhos que escolheu para sua vida.

PÍLULAS DO OUVIDOR

O Festival Cena Nordeste é um intercâmbio artístico-cultural promovido pelo Consórcio Nordeste e que conta com a participação das secretarias de cultura dos nove estados da região. A próxima edição será realizada em 5 e 6 de julho, em São Luís (MA).

O governador Paulo Dantas e o vice-governador Ronaldo Lessa inauguraram o prédio do Gabinete do Vice-Governador. O prédio histórico é parte integrante do conjunto arquitetônico no entorno da Praça dos Martírios, no Centro de Maceió.

A Sesau lançou uma campanha publicitária para mostrar o impacto que os acidentes com motocicletas causam na Rede Hospitalar Pública de Alagoas. Isso porque, em 2023, os hospitais mantidos e gerenciados pelo Governo do Estado atenderam 13.899 pessoas feridas em sinistros com motos.

A Polícia Militar de Alagoas apresentou o plano de segurança para o segundo jogo da final da Copa do Nordeste 2024. A partida entre CRB e Fortaleza foi realizada neste domingo no Estádio Rei Pelé, em Maceió e tudo correu com normalidade. 

Os 102 municípios alagoanos já estão aptos a vacinar contra a Covid-19 com o novo imunizante XBB 1.5, distribuído aos Estados. O anúncio foi feito na quarta-feira (5) pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) mas não encontrei em Maceió. 

Depois de participar de dezenas de mostras e festivais dentro e fora do Brasil, o premiado filme alagoano Diafragma foi indicado para concorrer no primeiro turno do Prêmio Grande Otelo do Cinema Brasileiro 2024, na categoria Curta de Animação. 

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Alagoas está promovendo mais uma edição do Curso de Suporte Avançado de Vida, promovido pelo Núcleo de Educação Permanente. Com uma carga horária de 130 horas.

Ela é formidável! Na sua simpatia, na sua maneira de expor assuntos tão delicados já que Rosana Coutinho (foto) é a perita criminal geral do estado de Alagoas. Foi muito bom conhecer e ouvi-la falar de algo tão comum e tão desconhecido para nós.

ABRAÇOS IMPRESSOS

Foi muito bom ouvir o Willison Santos falar sobre os avanços da cultura em nosso estado e sobretudo de ações que integram o nordeste brasileiro através dela e da sua importância e relevância. Daí os nossos abraços impressos para ele.

Ouvidor Geral 03-06-2024

“Ouvidor Geral” para o Novo Primeira Edição de 03-06-2024 – Geraldo Câmara

TEMPOS MODERNOS

Seria interessante fazermos uma análise do que se pode definir como “tempos modernos”. Se compararmos épocas passadas com os chamados “tempos modernos”, vamos verificando a imensa mudança de hábitos, de costumes, de educação; vamos vendo a mudança tecnológica, o aguçar do crime e o relaxamento com a própria sociedade que vem jogando fora os mais comezinhos princípios que norteavam o viver em comum. Terrível comparar o direito de “ir e vir” com o direito que nos foi tirado nos dias de hoje, tomadas que foram as cidades por criminosos, assaltantes e traficantes.

Desagradável ver que as quase inocentes “cubas libres” dos anos 50 deram lugar aos “cracks”, cocaínas, maconhas, êxtases e tantas outras drogas do mundo moderno. Incrível ver a mudança tecnológica que, em poucas décadas, nos deu instrumentos como os celulares, a televisão digital, o computador pessoal, agora a Inteligência Artificial instrumentos que aliviam o trabalho e o conforto de uns e municiam as mentes desvairadas de outros. Nossas vidas deveriam ter um “dial”. Um botão giratório que nos levassem no tempo e no espaço a épocas mais sadias e que nos permitissem fazer com que nossos filhos estudassem melhor, que os professores fossem mais dedicados e melhor remunerados, que a televisão, incipiente e em preto e branco, ainda exibissem seriados inocentes como “Alô doçura” esquecendo as aulas de crime, de falta de educação e de desrespeito para com pais, avós e toda essa gama de pessoas que antigamente compunham as famílias. É triste, muito triste, avaliar que o nosso passado já foi a base dos então “tempos modernos” e que a vida de hoje será um passado, talvez lembrado pelas próximas gerações que nem sonhamos como viverão e como estarão incluídas nos “tempos” que ainda virão.

DESTACÔMETRO

O destaque de hoje vai para o meu querido amigo, Ricardo Scavuzzi que, como proprietário do Filé do Zezé que abriga as gravações do Bartpapo e que será nesta segunda-feira, o cenário perfeito para o lançamento de meu décimo livro, o “Tribunando com Independência”.

PÍLULAS DO OUVIDOR

Um abraço e um beijo para minha especial nora, Eliane, casada com meu filho Arthur, uma figura admirável como mãe de família, como filha, como esposa, como tudo. Gente boa até debaixo d’água. Amo.

E será hoje, segunda-feira, dia 03 de junho, que estarei fazendo o lançamento do livro que tanto tive vontade de fazer. Cada um é como um filho que nasce e é escrito com muito amor e carinho. Espero a presença de meus amigos.

Junho chega e com ele as esperadas festas juninas que são uma tradição principalmente no nordeste brasileiro com todas as danças e modinhas que nos levam ao interior ainda que na capital.

Isto me lembra que também festejei muito o São João quando era jovem, nas festas que eram feitas em Deodoro, no Rio de Janeiro, unindo todos os quartéis daquela região. Uma festança e tanto e longe do nordeste.

Explico: os quartéis eram muitos, uns atrás dos outros e as festas eram feitas nas partes de trás com uma grande concorrência. Cada um queria ser melhor do que o outro e formavam um enorme corredor de alegria.

Hoje as festas juninas são muito comerciais ou muito políticas criando inclusive alguns problemas que precisam ser melhor esclarecidos como os gastos públicos que não se via naquela época.

Vejam, por exemplo, as contratações de grandes nomes, alguns até de outras áreas musicais e que recebem cachês de grande valor em detrimento de artistas locais, os chamados “pés de serra” que ficam relegados a segundo plano.

Precisa haver uma revisão nesta política para que as injustiças não continuem a acontecer de maneira tão berrante. Até para o pagamento os chamados “nacionais” têm prioridade sobre os humildes “locais.

Pense numa pessoa que vem fazendo um excelente no mundo do serviço público e inclua o competente presidente da Câmara Municipal de Maceió, o Galba Novaes Neto (foto). Jovem, disposto e realmente dedicado ao que faz.

ABRAÇOS IMPRESSOS

Os abraços vão para uma pessoa que muito me ajudou ao fazer a organização dos artigos que seriam publicados em meu novo livro. Ana Nery Carneiro (foto), meus agradecimentos muito especiais pelo trabalho hercúleo.