Artigo do Geoberto Espírito Santo

FALTA COM EXCESSO

O sistema elétrico brasileiro atravessa por um momento paradoxal. Temos energia
em excesso e corremos o risco de um racionamento por falta de potência. Isso sem falar
numa confusão generalizada sobre preços no mercado livre e tarifas no mercado cativo
das distribuidoras de eletricidade, motivada por subsídios que hoje já não são
necessários. As fontes renováveis (eólica e solar) já possuem viabilidade econômica para
andar sem as muletas do governo e as políticas públicas não devem ser custeadas pelos
consumidores de energia (via tarifas) e sim, pelo Tesouro Nacional (via impostos dos
contribuintes). A Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), guarda-chuva que abriga
todos os subsídios das políticas públicas, vai chegar a R$ 50 bilhões ao final do ano, que
devia ser custeada pelo Tesouro Nacional.
Na matriz elétrica brasileira temos uma potência total instalada de 249 GW,
somatório de todas as fontes (hidro, biomassa, eólica, solar, gás natural, carvão, nuclear),
incluindo os 43 GW da fonte solar na geração distribuída que não é controlada pelo ONS
(Operador Nacional do Sistema Elétrico). Não se deve confundir potência instalada com
energia gerada, porque os rendimentos das máquinas e equipamentos são diferentes: as
grandes hidrelétricas, em média, têm um rendimento de 65% da sua potência instalada;
gás natural (57%), carvão mineral (34%); eólica (35%); solar centralizada (21%), solar
distribuída (16%) e nuclear (33%).
A tese do aquecimento global e das mudanças climáticas têm pressionado os
governos por uma transição energética baseada em fontes eólicas e solar e o governo
brasileiro, para alavancar a maior participação dessas renováveis nas matrizes elétrica e
energética criou várias maneiras de subsidiar suas viabilidades econômicas. Visando não
perder os subsídios com uma possível mudança na legislação, os investidores solares
solicitaram conecção à Rede Básica de transmissão citando que iriam atender demanda
do mercado livre, sabedores que é um ambiente de comercialização por sua conta e
risco. Devido ao baixo crescimento do nosso PIB isso não aconteceu e o mercado livre,
que tem 80% da potência solar instalada para essa finalidade, está retirando mais
consumidores do mercado cativo do que atendendo a novos consumidores.
De uma demanda por energia de 80 GWmed, as fontes eólicas e solar juntas
representam 38% desse total consumido, cerca de 30 GWmed. O restante está sendo
suprido por 36 GWmed das hidrelétricas e 14 GWmed por térmicas. Nosso sistema tem
muita energia sobrando, principalmente a solar, que a partir das 18:00h não gera mais e
a participação das eólicas nesse horário é baixa. Temos muita energia durante o dia,
quando a carga é baixa, e estão sendo feito cortes de geração por falta de demanda ou
por sobrecarga na interligação Nordeste (geração) – Sudeste (mercado). Mas, ao
anoitecer, na hora da ponta do sistema repentinamente falta potência, situação que
passou a ser conhecida como a “curva do pato” (vácuo entre o dorso e o pescoço). Em
2024, essa diferença entre carga global e carga líquida chegou a 18 GW, volume que em
2029 poderá chegar a 37 GW, formando uma “rampa” de difícil escalada porque será

necessário ter máquinas de partida rápida no sistema, características das usinas
hidrelétricas e térmicas.
Estamos no “período seco” (maio a novembro) e normalmente não chove no
Sul/Sudeste, região na qual se encontra 70% do armazenamento nos reservatórios das
hidrelétricas. O ONS está preocupado com a segurança do sistema, com a perda das
condições de confiabilidade em 2026. Acompanha as projeções meteorológicas sobre
qual será o volume de chuvas no período úmido (dezembro a maio), que deve encher os
reservatórios das hidrelétricas, ou se teremos uma seca, como já aconteceu em
2001/2002. O alerta está também com as térmicas conectadas ao SIN (Sistema
Interligado Nacional) pois 5 GW delas estão com contratos vencidos, outras tantas
prestes a se vencer e/ou não foram dimensionadas para atendimento da ponta do
sistema. Diante desse cenário, desde agosto a ANEEL (Agência Nacional de Energia
Elétrica) acionou as bandeiras tarifárias, no nível vermelha 2.
Temos atualmente 28 emergências consideradas críticas no sistema elétrico
brasileiro e se não tivermos no curto prazo um Leilão de Reserva de Capacidade na
Forma de Potência (LRCap), teremos riscos de instabilidade no sistema. Esse leilão estava
previsto para junho de 2025 e a EPE (Empresa de Pesquisa Energética) tinha registrado o
interesse de 327 projetos que totalizavam cerca 74 GW. Entretanto, foi cancelado pelo
MME (Ministério de Minas e Energia) motivado pela judicialização de suas regras, quando
foram questionadas a precificação dos lances e a nova fórmula para cálculo do preço da
energia a ser adquirida na hora da ponta.
A questão energética tem vários ângulos (técnicos, econômicos, sociais, ambientais
e políticos) e não pode ser planejado com a visão em apenas um deles. Na situação em
que estamos, as térmicas é que dão segurança ao sistema e são contratadas de forma
complementar, justamente para cobrir esse momento em que acontece a grande
intermitência na geração das fontes solar e eólica. A pressão dessas renováveis em
participar do LRCap é grande citando o preço baixo e a visão ambiental como
importantes na matriz, mas não possuem os elementos de segurança como a inércia e os
controles robustos de tensão e frequência. O principal erro a ser evitado é incluir nesse
tipo de leilão as fontes intermitentes porque não oferecem a confiabilidade exigida pela
segurança energética. Nesse caso, se contratadas, só iriam agravar a situação.
Todas as fontes podem ter espaço na matriz elétrica brasileira, mas no caso de um
LRCap, que não é um leilão convencional de energia, o foco deve ser a segurança do
sistema que é oferecido pelas hidrelétricas e pelas térmicas. O MME já publicou as
Consultas Públicas nº 194/2025 e 195/2025 sobre LRCap previsto para março de 2026,
em duas etapas, quando só poderão participar hidrelétricas e usinas movidas a gás e
diesel B15. Na primeira etapa serão os projetos hidrelétricos (de preferência com a
ampliação de usinas existentes) com contrato de 10 anos, carvão mineral de usinas já
existentes com contrato de 3 anos e gás natural com contrato de 15 anos. Na segunda
etapa, uma semana após, para as usinas a biodiesel, com contrato de 3 anos e
suprimento imediato.

Geoberto Espírito Santo
GES Consultoria, Engenharia e Serviços

coluna BARTPAPO com Geraldo Câmara

VIVENDO EMOÇÕES

Bartpapo com Geraldo Câmara19 de setembro de 2025

   

O que são emoções? Alguém sabe definir aquela coisa que bate nossos corações mais fortes e que nos faz viver modificações em pensamentos, em ações, em estado de espírito e tanto mais? Difícil, muito difícil explicar essa coisa que faz parte do ser humano e que nos leva a pensar, sobretudo como surge, porque acontece e onde nos faz chegar. Terá alguma coisa a ver com intelectualidade? Claro que não. Afinal, sabemos que todos os seres vivos têm reações, as mais diversas para também diversos acontecimentos que os rodeiam. Não importa seu acúmulo de conhecimentos, suas origens, seu lugar de vivência, nada disso importa quando os sentimentos estão à flor da pele e quando eles provocam as chamadas emoções venham elas de que origem venham. Acho que elas são inerentes a cada ser humano, mas que em função de muitos fatores que podem existir desde a infância são passíveis de maiores ou menores reações e interpretações.

As emoções podem ter várias classificações, dependendo de mil fatores que envolvem a vida daquele cidadão. Elas podem ser levadas para as mais românticas, chamemos assim, como as mais vibrantes, tanto para o bem quanto para o mal. Ninguém pode controlar as emoções que foram inseridas em qualquer ser porque elas podem ser nativas ou criadas. As nativas vão se transformando ao redor da vida e vão sendo conduzidas, via instinto, para o bem ou para o mal. Existem as que surgem a medida em que projetos são realizados ou acontecem os que são produtivos, visam o bem próprio e da humanidade. Mas existem criados por pessoas que já possuem o instinto do mal fazer e que levam a emoções em cima de atitudes absolutamente negativas e essas são construídas, ano após anos, sejam por maus exemplos, por maus instintos, por desejos incontidos de alcançar o que não podem, ou seja por absoluta vontade de diversão com o mal que podem acarretar no seio de seus pares.

Na verdade, emoções serão sempre fruto de imaginações, algumas absolutamente corretas e outras totalmente construídas visando futuros, alguns inimagináveis, outros até alcançáveis, mas que na maioria das vezes esconde fases incontidas que visam o controle final de seus planos. Planos, podem ser muitos. Os que visam o sucesso em seus negócios com absoluto critério e criando emoções durante a execução de cada qual e planos que têm em seu conteúdo males profundos, como o caso dos criminosos que se esforçam por ganhar o que não podem através do que não devem. Mas todas as formas geram emoções, expectativas, vontade de que dê certo e na verdade acaba parecendo que as emoções são iguais. E são. A análise delas é que elas surgem das mais variadas vertentes e são inerentes ou construídas ao passar do tempo, assimilando ou não os exemplos que são sugeridos pela própria vida. É mais fácil que alguém nascido em ambiente de crime crie emoções também voltadas para o crime e que outros criados em tipo de ambiente produtivo e criativo não o sejam. E aí vem fatores genéticos que acabam por contribuir também para, independente dos exemplos bons em que vive e levado por fatores outros como a própria internet venham a adquirir ações que provoquem emoções absolutamente do mal.

O fato é que as emoções são geradas em nosso subconsciente e levadas à flor da pele das mais diferentes formas, mas que, sem dúvida podem ser controladas, pesquisadas, melhoradas. Não tenho a menor dúvida que o ser humano é um repositório de emoções que os fazem crescer em todos os sentidos e que são de uma enorme importância para a formação ou retificação do caráter. Porisot é importante que se viva emoções e que saiba, como se faz entre o joio e o trigo conduzi-las para o seu próprio bem.

FOTONOTAS

EDUARDO CANUTO – Este cara, no bom sentido, é uma pessoa fantástica. Seguiu a vocação do esporte, mas estendeu muito mais quando resolveu dar ao serviço público um muito de sua vida. E o fez, seguindo essa sua grande vocação e através de funções no serviço público conseguiu estendê-la para o bem estar de grande parte da população, principalmente aos mais jovens. Com isso firmou-se, elegeu-se vereador e dos bons e na continuidade voltará agora a ocupar a Secretaria de Esporte do Município de Maceió, onde sua veia fantástica vai pulsar mais uma vez. Um abraço, meu amigo. Sou seu fã.

JOAQUIM SANTANA – Falar de Joaquim é falar de uma vida de mais de quarenta anos quando o conheci, ainda jovem, trabalhando nas empresas do ex- governador de Sergipe, o saudoso João Alves. Um jovem que cresceu, mostrou sua força e sua dinâmica, tornou-se empresário das áreas da construção e imobiliária e como tal absolutamente vencedor, sobretudo aqui nas Alagoas, onde se fixou. Líder de sua classe, dirigente da ADEMI é digno de ser sempre aplaudido por sua dinâmica e sobretudo por suas vitórias advindas de um esforço que foi só seu. Um abraço forte, meu amigo Joaquim.


PARE PRA PENSAR

O segredo do imaginar, do pensar é colocar em prática tudo o que se pensa. Um segredo que dificilmente o ser humano sabe decifrar.


ALERTAS DO DIA

* Esta semana tivemos um feriado e um dia enforcado por muitos, inclusive por algumas instituições oficiais. Nada contra, mas acho que precisamos incentivar a produção deste país em todos os seus campos de produção, não só para combater a inflação, cujo combate é feito muito com produção, como também para não ficarmos atrás de outros que perderam a direção. Fico muito à vontade com o que estou dizendo porque com a idade bastante avançada continuo trabalhando com muito prazer. Aliás, no dia 17 de setembro entrei na casa dos 87.

* A televisão está em fase de grande evolução e transformação. Essa coisa maravilhosa que já tem 75 anos de existência e que nasceu em preto e branco vem evoluindo tecnicamente de uma maneira espantosa e fabulosa. No próximo ano teremos a televisão 3.0 que, segundo os especialistas fará uma verdadeira revolução para que o seu modo de assisti-la seja bem mais operante e objetiva. Venho estudando e aprendendo cada vez mais e, se possível continuar aplicando o que aprendo nos meus programas de televisão. Nunca será tarde

* A propósito disto, no próximo mês de outubro estarei estreando mais um programa de televisão, independente do Bartpapo que continuará a ser exibido semanalmente na BAND aos sábados. O novo programa será apresentado na TV Cidadã que tive a honra de fundar e até hoje dirigi-la. Ainda não posso precisar dia e horário. O nome do programa será “Muito à Vontade”, seguindo o meu espírito de sempre deixar os meus convidados bem tranquilos, relaxados e à vontade. Poderá ser visto na TV Cidadã pelo canal aberto 35.2 e pelo “streaming” acessado pelo site TCEAL.

* Aproxima-se mais um Congresso Internacional dos Tribunais de Contas e que deverá ser realizado em Florianópolis, capital da linda Santa Catarina. Esses congressos que acontecem anualmente são uma grande contribuição para que se estude e se aplique cada vez mais a fiscalização dos órgãos públicos baseados em técnicas sempre renovadoras. São técnicos e auditores altamente especializados que ouvem palestras admiráveis e produtivas. A Comunicação do TC AL, à frente este que vos escreve estará lá, se Deus assim o permitir.

POR AÍ AFORA

# Por Felipe Frazão -A ONU afirmou nesta segunda-feira, dia 15, que considera “preocupante” o fato de os vistos da delegação brasileira que irá a Nova York para a Assembleia-Geral ainda não terem sido plenamente concedidos. Em meio ao embate político com o governo Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, colocou em dúvida a concessão dos vistos diplomáticos à delegação brasileira, depois de negá-los aos representantes da Palestina.

# Durante a viagem a Nova York, Lula participará da 2ª sessão da Confederação Internacional de Alto Nível para Resolução Pacífica da Questão Palestina e a Implementação da Solução de Dois Estados, convocada pela França e Arábia Saudita. Na perspectiva brasileira, uma paz sustentável só poderá ser alcançada na região se ambas as partes puderem negociar em igualdade de condições, o que inclui a capacidade estatal da Palestina.

# Em artigo publicado no jornal The New York Times com o título “Democracia e Soberania Brasileiras São Inegociáveis”, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva rebateu os argumentos do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a respeito do tarifaço imposto aos produtos brasileiros pelos Estados Unidos. Lula ressaltou que nos últimos 15 anos, os Estados Unidos registraram um superávit de US$ 410 bilhões nas relações comerciais com o Brasil. Também disse que não há excessos nas cobranças de tarifas por parte do Brasil e que aproximadamente 75% das exportações aos Estados Unidos para o Brasil são isentas de impostos.

Amanhã, sábado é dia de “BARTPAPO com Geraldo Câmara”. Na BAND, canal 38.1 aberto; NET CLARO, canais 18 e 518; BRISANETE, canal 14; VIVO, canal 519. Das 9 às 10h da manhã. Assista e inscreva-se também pelo Youtube no canal “Programas do Geraldo Câmara”. Fale conosco pelo geraldocamara@gmail.com ou pelo Whats’App 82 99977-4399

Bartpapo com Geraldo Câmara

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Jornalista, apresentador do programa Bartpapo na Band Maceió e Diretor de Comunicação do Tribunal de Contas de Alagoas

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Bartpapo com Geraldo Câmara

OUVIR O SILÊNCIO

Bartpapo com Geraldo Câmara12 de setembro de 2025

   

O silêncio é uma forma de comunicação poderosa e muitas vezes subestimada em nossas vidas cotidianas. Em um mundo repleto de barulho – do intenso fluxo de informações digitais às incessantes discussões sociais – o silêncio se apresenta como um espaço de reflexão e autoconhecimento. Ouvir o silêncio, portanto, revela-se como um ato de resistência e sensibilidade, permitindo-nos recriar conexões com nós mesmos e com o ambiente ao nosso redor.

Em primeira instância, o silêncio nos oferece a oportunidade de introspecção. Mergulhar na quietude pode ser um desafio em um cenário onde o estímulo constante é a norma. No entanto, ao nos depararmos com a ausência de som, frequentemente encontramos um espaço propício para a contemplação. Esse processo pode nos levar ao reconhecimento de nossos próprios pensamentos e emoções, que, sob a cacofonia do cotidiano, muitas vezes permanecem obscurecidos. É nesse espaço silencioso que brilha a luz da autoanálise, permitindo-nos examinar nossas crenças, desejos e medos mais profundos. Assim, ouvir o silêncio é, antes de tudo, ouvir a nós mesmos.

Além disso, o silêncio tem a capacidade de nos conectar ao mundo natural. Em momentos de tranquilidade, longe da poluição sonora urbana, é possível redescobrir a sonoridade do ambiente que nos cerca: o sussurrar das folhas, o canto dos pássaros e o fluxo sutil da água. Esses sons, em sua essência, também são parte do silêncio, uma vez que não são intrusivos, mas complementares. Quando abrimos nossos ouvidos e nossos corações para essas nuances, começamos a entender que o silêncio não é apenas a ausência de barulho, mas uma rica tapeçaria de sons sutis que nos lembra da beleza da vida.

De maneira social, o silêncio pode se tornar uma forma de resistência. Em muitas culturas, o silêncio é visto como uma maneira de protestar contra a opressão. Ao deixar de falar, as pessoas frequentemente expressam descontentamento, evocando atenção para questões que não estão sendo tratadas. Neste contexto, o silêncio transforma-se em uma ferramenta poderosa, subvertendo a expectativa de que a voz deve sempre ser ouvida. Assim, em um mundo que valoriza tanto o discurso, ouvir o silêncio se torna um ato de rebeldia e, muitas vezes, um convite à reflexão crítica.

No entanto, é vital notar que o silêncio deve ser cultivado e respeitado. Em algumas situações, pode carregar conotações de dor e opressão, como em contextos de abuso ou tristeza. Portanto, ouvir o silêncio também significa ser sensível à dor que ele pode carregar, reconhecendo que nem todos têm a liberdade de escolher o silêncio como um espaço de paz. Ao fazê-lo, promove-se um entendimento mais profundo da complexidade dessa experiência humana.

Em suma, ouvir o silêncio é um convite para retornar ao nosso interior e observar o mundo com um novo olhar. É um gesto de autocuidado que promove a introspecção, de conexão com a natureza e de resistência social. Ao integrar o silêncio em nossas vidas, abrimos portas para um mundo mais significativo, onde a paz e a reflexão tornam-se guias essenciais em nossa jornada existencial. Assim, o silêncio não é apenas a falta de som, mas um vasto campo de possibilidades para aqueles que se dispõem a ouvi-lo.

FOTONOTAS

JOSEALDO TONHOLO – Magnífico sob todos os aspectos. Mas o melhor é quando a palavra se enquadra em amor pelo que faz, dedicação à educação e respeito por todos e por tudo. Tonholo é uma dessas pessoas entusiastas, não só pelo lugar que ocupa, mas pela maneira como ocupa tendo a certeza de que pode fazer e muito mais não fossem as incoerências dos que ainda têm a indecência de cortarem verbas da educação. Sou um admirador ferrenho de Tonholo, o nosso sempre Reitor da UFAL e que merece os cumprimentos de todos por uma administração teimosa, mas fértil.

JASIEL IVO – Essa é outra figura admirável que está presidente do TRT de Alagoas, o Tribunal Regional do Trabalho. Admirável por seu trabalho à frente daquela importante instituição mas que não lhe subiu a cabeça deixando o seu bom humor aceso e perene diante da sociedade. Jasiel, além de tudo sabe exatamente a importância de sua missão e vem procurando modernizar a instituição com um trabalho absolutamente coletivo, incentivando os seus servidores com tecnologia avançada aliada ao amor ao trabalho. Grande personalidade! Um abraço, amigo.

PARE PRA PENSAR

O elogio fácil não funciona. É preciso pensar e analisar para fazer o elogio legítimo e verdadeiro.


ALERTAS DO DIA

* “Sai de baixo que lá vou eu”. Não com essas palavras, mas o nosso Renan Filho deixou bem claro que, com JHC ou sem JHC será candidato ao governo de Alagoas. Evidentemente que o ministro sabe onde está pisando e o que está dizendo, apesar de ainda não terem morrido as possibilidades de uma vice-presidência na chapa de Lula. Mas Renan filho está muito bem para essa eleição porque além de tudo ainda tem mais 4 anos de senatória. E, com todo o prestígio do prefeito JHC ele entra no jogo com cartas absolutamente marcadas ou ganhas. Assim pensamos.

* E enquanto as águas vão rolando por baixo e por cima da ponte, Renan pai vai se posicionando para mais 8 anos de Senado, onde está há 32 trabalhados anos. Sua força sempre à vista e para quem quiser experimentar e com duas cadeiras sobrando tenho certeza que vai deitar e rolar. Dizem que a força dele está no interior, mas eu acho que está em todo o estado da mesma maneira que dsua força de convencimento anda por aí nas cabeças da pessoas. Conversa essa de dizer que não tem voto na capital. Tem e não é pouco.

* Agora, o que possivelmente aconteça é uma certa diluição de votos para o Senado por conta de nomes que estão sendo especulados há bastante tempo. Temos como exemplo Davi Davino, seguido da força misteriosa ainda de Arthur Lyra e uma nova que se levanta em função de ser o relator da CPMI do INSS que é o deputado Alfredo Gaspar. Sua atuação nesta comissão poderá alçar o seu nome bastante e eu digo que foi um presentão que caiu do céu no seu colo e de mão beijada. Vamos esperar para ver até onde essa luta vai chegar.

* E o futebol, hein gente? Muita surpresa, muita agonia, muita loucura no tupiniquim com o rebaixamento do CSA e renúncia de toda a diretoria, o CRB lutando para não se afastar de uma certa zona de conforto e na visão nacional, o Flamengo dando as cartas e o Carlo Anceotti louco para dar uma disparada com a seleção brasileira, ainda bem que já classificada para a Copa do Mundo. Aliás, com as doideiras do Trump será que a Copa do Mundo por lá vai ser mantida? Capaz dele cortar os vistos dos jogadores, dos técnicos e dar a Copa para os Estados Unidos.