Autor: Geraldo Câmara
Ouvidor Geral 22-07-2019
COTA É DISCRIMINAÇÃO. OU NÃO?
Particularmente acho que essa questão tão polêmica de cotas e que começou com as dos negros no ingresso a universidade, virou moda e se quer cotas para tudo e para todos o que acho completamente errada. Começa pelo fato de que ao estabelecer cotas para a raça negra num país altamente miscigenado você não consegue definir quem é e quem não é negro. Por outro lado, o que é mais importante, acirra os ânimos no que diz respeito ao problema racial criando muito mais discriminação do que se pensa. Não vejo porque haver diferenças raciais até porque elas nunca deveriam ter existido. No entanto, se falarmos em pobreza, se falarmos em alunos carentes e mal preparados pelo ensino fundamental e médio públicos, aí sim, facilidades para o ingresso deles no curso superior devem ser criadas, no sentido de dar a eles a possibilidade de estudos em cursinhos iguais aos de todos os outros candidatos e até de se considerar que esses cursinhos sejam realmente uma pré-matrícula na universidade mas nunca com a criação da estúpida cota que denigre, que discrimina e que cria situações como as que já vimos com um candidato com nota bastante superior ficar fora por conta de cotista com nota inferior. Há que se pensar. Cota é ou não é discriminatória?
DESTACÔMETRO

O destaque vai para uma técnica de primeiríssima grandeza. Rosa Tenório, engenheira, já ocupou cargos de alta relevância em controle de gestão pública e agora é a Secretária de Desenvolvimento Territorial e Meio Ambiente de Maceió. Ganhou o município.
PÍLULAS DO OUVIDOR
E a bomba está para explodir pelos lados da diplomacia brasileira, uma vez que os de carreira e muitos outros não querem admitir que o deputado Eduardo Bolsonaro seja o nosso embaixador nos Estados Unidos.
Haveremos de convir que a entrada de futuros diplomatas no Itamaraty se constitui em um processo dos mais difíceis que aliás não poderia deixar de ser pela grande complexidade da diplomacia.
O fato de Bolsonaro ser amigo do Trump ou de seu filho falar inglês – aliás dizem que não é dos melhores – não credencia o deputado a ocupar a mais importante embaixada do Brasil que é a dos Estados Unidos.
Mas como vivemos um momento de certezas e incertezas, de vai pra frente e vem pra trás não sabemos como vai terminar essa novela que não está respaldada em nenhuma lei que permita tal nomeação.
E isto, em função do claro nepotismo e que está ainda mais explícito na constituição em súmulas do Supremo Tribunal Federal que estabelece de maneira simples o que é e o que não é nepotismo. Neste caso, é!
Conhecer a realidade da saúde de um país é o primeiro passo para entender as necessidades de sua população e, dessa forma, possibilitar a elaboração de ações e programas em prol de mais saúde e qualidade de vida.
Assim, para subsidiar o Ministério da Saúde com informações que possibilitem a formulação e/ou o aperfeiçoamento de políticas públicas eficientes, mais de 108 mil brasileiros receberão a visita de pesquisadores do IBGE.
Conscientes de que seu consumidor tem se tornado cada vez mais exigente, tanto em relação à qualidade quanto ao uso de métodos sustentáveis de produção, empresários alagoanos do setor ceramista participaram do 7º Seminário do Setor Cerâmico.
Realizado pela Federação das Indústrias de Alagoas (Fiea), por meio do Sindicato da Indústria de Produtos Cerâmicos (Sindcer/AL), o evento reuniu, cerca de 40 empresários e seus colaboradores.

Sempre é bom estar falando de energia, de novas formas de economia, das inovações que estão surgindo no setor e ninguém mais do que Geoberto Espírito Santo (foto) para encarar os desafios energéticos da atualidade.
ABRAÇOS IMPRESSOS

Os abraços vão para um senhor profissional da fotografia e do jornalismo, Hugo Taques. Uma figura fantástica que há quatorze anos chegou de Cuiabá, instalou-se em Maceió e adotou a terra que também o recebeu de braços abertos.
Bartpapo 13.07.2019 (Marcelo Teixeira, Sheila Maluf e Mauro Braga)
EU VI BRASÍLIA EM 1959
No ano de 1959 as obras de Brasília estavam em plena efervescência. Juscelino e seu governo não pensavam noutra coisa senão na inauguração da nova capital que deveria ocorrer no ano seguinte. Eu tinha exatamente 21 anos e vibrava com aquele presidente que estava fazendo uma revolução em nosso país. Apareceu uma oportunidade ímpar, via meu pai, para que eu conhecesse a nova cidade antes de inaugurar. Não me fiz de rogado e num avião do Loyd Aéreo Brasileiro saí pela manhã e ao sobrevoar a nova cidade o susto já foi grande. O maior canteiro de obras que já havia visto; o maior conglomerado de máquinas e operários; o maior, o maior, tudo o maior. E, então, numa comitiva fomos conhecer os prédios públicos que estavam sendo construídos, alguns já prontos como o Alvorada e o Planalto. Fiquei entusiasmado e absolutamente admirador de duas figuras incríveis: Lúcio Costa, o urbanista de Brasília que um dia tive a honra de conhecer e Oscar Niemeyer que, infelizmente, nunca pude cumprimentar em minha vida apesar de durante um longo tempo ter frequentado alguns dos mesmos ambientes e personalidades que ele. Que pena! Mas importante é estar sempre voltando à Brasília, como o fiz esta semana em assuntos de Alagoas e do Tribunal de Contas e constatar sempre que lá estou que a obra de JK realmente é imortal e crescente.

DESTACÔMETRO
O destaque vai para a jornalista Ângela Brandão, Diretora de Comunicação do Senado Federal, com quem estivemos conversando em Brasília e nos deixou encantados com sua agilidade mental e competência. Grande parceira de Alagoas.
PÍLULAS DO OUVIDOR
Brasília já beira os 3 milhões de habitantes e vê ao seu redor crescerem cidades satélites impressionantes, como é o caso de Águas Claras com seus prédios grandes e com uma população cada vez maior.
Estive lá agora, exatamente no momento em que a Câmara Federal votava a PEC da Previdência, um assunto altamente polêmico e que naturalmente não irá agradar a gregos e troianos. Se conseguir agradar aos brasileiros já será bom.
Minha conversa com o Celso Cavalcante que é o diretor-geral da Rádio Senado foi de suma importância para aplicarmos aqui um pouco do sucesso daquela emissora bem planejada e bem executada.
Sua parte musical é excelente e vai preenchendo os espaços entre as notícias e o plenário com sutileza, com bom gosto na escolha das músicas que fogem do banal e se coloca entre o que há de melhor no Brasil.
A nossa participação na Rádio Senado também terá uma seleção musical de autores locais, além dos noticiários e a marca “Cidadã” que já denomina a televisão no canal 35.2. Durante nossos horários nos apresentaremos como Rádio Senado Cidadã.
Muito bom também foi o encontro com a Diretora de Comunicação do Senado, Ângela Brandão com quem tratamos de assuntos relevantes para o convênio existente entre o TCE-AL e o Senado. Boas novidades podem vir por aí.
Tudo isso se deve à enorme visão de Otávio Lessa, o presidente do Tribunal de Contas de Alagoas que, desde sua primeira gestão e até agora nos incentiva cada vez mais a desenvolvermos rádio e televisão com profissionalismo e garra.
E é claro que rádio e televisão não são atividades fins do Tribunal mas são uma enorme arma para que possamos fazer o trabalho de comunicação mostrando à sociedade o trabalho desenvolvido pelo TCE-Al em seus mais diversos ângulos.
Por outro lado, por se tratarem de emissoras abertas, tanto a TV quanto a rádio o alcance aos que não têm operadoras fechadas passa a ser muito maior permitindo que essa aproximação aconteça de maneira muito mais objetiva.
Tivemos uma audiência com o Senador Rodrigo Cunha (foto) e a oportunidade de ver sua dinâmica no Senado e o reconhecimento que já lhe é dado. Conhecemos também suas assessoras de comunicação, Catarina e Juliana, ambas de primeiro nível.
ABRAÇOS IMPRESSOS

Os abraços vão para o diretor-geral da Rádio Senado, Celso Cavalcante com quem trocamos idéias sobre a atuação da Rádio em Alagoas, já que é nossa parceira e com ela através da frequência 105.5 estamos ligados com o Brasil. Em breve falaremos de nossa programação local.