Ouvidor Geral 10-02-2020

            O TURISMO EM ALTA

Já existe uma unanimidade e nesse caso especificamente ela não é burra. O turismo alagoano está em alta e subindo cada vez mais graças a um trabalho integrado entre governos estadual e municipais e o “trade” turístico de um modo geral. Uma união que sempre se cogitou e esperou e que alcança agora os seus melhores índices. Esta semana foi a posse dos novos dirigentes de instituições que compõem o Conselho Curador da Fundação para o Desenvolvimento do Turismo e que  nos deu a honra de a ele pertencermos agora na qualidade de presidente da ABRAJET AL – Associação Brasileira dos Jornalistas de Turismo. Muito se espera, muito se quer e não tenham dúvidas de que juntamente com as outras associações e sindicatos como MCV&/B, ABIH, ABAV o trabalho continuará a ser desenvolvido de maneira eficiente e produtiva estimulando a todos entre si a se ajudarem e colaborarem para que este crescimento seja ratificado a cada ano. Como disse o Glênio Cedrim no seu discurso de posse à frente do Maceió Convention, “ninguém do turismo pode se dar ao luxo de não trabalhar, de ficar parado. É preciso uma constante atividade buscando, buscando e buscando”. É o que desejamos a nós todos para este próximo biênio que nos diz respeito.

DESTACÔMETRO

GLENIO

O destaque da semana vai para Glênio Cedrim, o presidente do “Maceió Convention Visitors & Bureau” e do Conselho Curador da Fundação para o Desenvolvimento do Turismo do Estado de Alagoas pelo belo trabalho que vem realizando em prol do turismo.

PÍLULAS DO OUVIDOR

Assuntos que serão discutidos nas próximas reuniões sem dúvida levarão aos problemas ainda de infra-estrutura com resoluções essenciais em um estado que vê o turismo crescer a níveis realmente impressionantes.

Éramos há alguns anos o destino nordeste que perdia para todos os outros estados e agora estamos em posição privilegiada. O que não podemos deixar é a peteca cair. E para isso a união de todos é essencial para atingirmos o ideal.

À frente da ABRAJET prometi e prometo fazer daquela instituição uma associação forte e respeitada unindo a classe e estimulando para que esteja sempre lutando pelo desenvolvimento do turismo como um grande marco para Alagoas.  

O Sebrae está com novo diretor-técnico de altíssimo nível que é Vinicius Lages. O homem que já foi inclusive o ministro do turismo e que é de uma competência ímpar. Vinicius estará conosco no próximo sábado no Bartpapo às 9h na Band.

O Conselho de Presidentes dos Tribunais de Contas realizou sua tradicional reunião, a primeira do ano, em Brasília. Assuntos os mais diversos foram tratados buscando o aprimoramento do sistema a nível nacional.

E no mesmo dia foi realizada a posse para um novo biênio dos presidentes da ATRICON – Associação dos Membros dos Tribunais de Contas e do IRB – Instituto Ruy Barbosa.

O Tribunal de Contas de Alagoas participou intensamente das solenidades e ainda levou a nossa TV Cidadã que fez a cobertura completa editando o Jornal Atricon. Fábio Novaes e Juliana dos Anjos à frente e por conta da ATRICON e do IRB.

E a propósito de TV Cidadã que se assiste em canal aberto no 35.2 nós a colocamos também no sistema “streaming”, traduzindo, via internet e em 3 meses já chegamos ao número de 4.500.000 de visualizações.

A violência continua grassando pelas ruas de todas as cidades. Esta semana perdemos um sobrinho em Itamaracá – Pernambuco que foi morto a tiros na porta de sua casa. Um horror! Mas, lamentavelmente é o que se vê no dia a dia.

CONSELHO CURADOR

Depois da posse do Conselho Curador da Fundação para o Desenvolvimento do Turismo do Estado os novos conselheiros que são os presidentes das entidades ligadas e representativas do “trade” turístico no estado foram flagrados por toda a imprensa (foto).

ABRAÇOS IMPRESSOS

DANIELA NOVIS

Os abraços impressos vão para Daniela Novis, diretora – executiva do Maceió Convention, cabeça pensante e realizadora de toda a cerimônia de nossa posse no Conselho assim como de cada presidente de per si. Tudo absolutamente perfeito, Dani.

 

Ouvidor Geral 03-02-2020

              DEPENDE…

Se você vai ler este artigo até o fim depende… Depende de ter vontade, depende de se interessar pelo tema…depende! Este país é o país do depende! Vivemos na dependência do depende desde há muito tempo e ainda que o Pedro I tenha declarado a independência o reconhecimento do ato até hoje depende de muita coisa, de muito esclarecimento, de muita vontade. E tudo na vida depende. Para se criar bem um filho depende. Do dinheiro que você tenha, da vontade que ele tenha, do tipo de pais que são vocês…depende. Para se fazer um país melhor, mais igual depende. Depende do seu voto, de quem recebeu seu voto, depende do voto alheio e depois depende dos votos do Congresso porque aprovar um projeto depende e depende de tanta coisa q        ue para ser um governante neste país do depende, depende de muita gente. Para ter saúde por aqui depende da sorte, do médico que lhe atendeu ou depende de onde você nasceu que para ter médico depende de outras coisas que entre si dependem umas da outras e numa corrida avassaladora contra o tempo o desenvolvimento depende até do tempo, das tempestades, das enchentes, dos furacões e depois para consertar o que a natureza destruiu depende de quem está lá, depende da solidariedade, depende da seriedade e se eu for continuar nessa lista de depende você vai verificar que ninguém é independente e que para um dia tentar ser juro pra você que…depende!

DESTACÔMETRO

SIDRACK E VINICIUS

O destaque vai para pai e filho, Sidrack e Vinicius Ferreira que, através da sua Play TV terceirizam os trabalhos técnicos da TV Cidadã do TCE-AL desde a sua fundação. Com grandes méritos para a dupla e equipe.

PÍLULAS DO OUVIDOR

O mundo não está para brincadeiras. O coronavírus está aí ameaçando a humanidade e fico me perguntando se é natural ou se faz parte de uma guerra biológica. Não sou pessimista, mas precisamos pensar em tudo. Até nisso.

Afinal, vivemos uma época em que as ameaças são constantes e em que presidentes com idéias bélicas estão à frente de países importantes no mundo capazes sim, de muitas coisas inclusive a de aterrorizar o mundo em benefício próprio.

Alagoas é privilegiada com os seus líderes não só nas ações públicas mas também na iniciativa privada. Prova disso é a enorme capacidade de liderança de José Carlos Lyra, o sempre atuante presidente da FIEA.

Pense numa pessoa que está sempre ligada nos assuntos do setor que preside mas também em tudo que possa significar desenvolvimento e estímulo para o estado de Alagoas. Parabéns sempre a José Carlos Lyra de Andrade.

Na próxima quarta-feira nossa posse como presidente da ABRAJET, assim como dos presidentes Carlos Palmeira (ABAV), André Santos (ABIH), Thiago Falcão (ABRASEL), Glênio Cedrim (MCV&B), Afrânio Lages (SINDHAL) e Marcelo Marques(SHRBS. No Hotel Jatiúca às 8:30h.

De nossa parte já estamos andando com o crescimento e a renovação de quadros, implantação de “site”, mídias sociais em geral e um planejamento para um entrosamento com todos os órgãos de turismo do estado.

O amigo Geoberto Espírito Santo tem sido prestigiado com seus artigos pela importante revista Valor Econômico o que é de se esperar já que Geoberto é um dos “experts” do quadro.  O último, “A destruição criativa do setor elétrico” está no nosso blog que você acessa pelo geraldocamara.com

A propósito de escrever, nosso livro “Pare pra Pensar” já está sendo vendido na excelente livraria LA CITTÁ que está localizada na Rua Mário de Gusmão, 737 bem ao lado da Multicoisas. E também à venda pela Internet no site quilombada.com.br

Nos dias 20 e 21 de março será realizado no Best Western Premier Maceió o Congresso Brasileiro do Secretariado Executivo e Chefes de Gabinete: Desafios do Século 21. Uma iniciativa de Kátia Albuquerque, mestra no assunto.

CANGURU 2 PARK

Estivemos realizando um trabalho magnífico para o nossos Bartpapo com Geraldo Câmara, na BAND. Um “Almoçando” especial no CANGURU PARK, entre Arapiraca e Limoeiro de Anadia. Um oásis, de verdade. (foto)

ABRAÇOS IMPRESSOS

BAILES

Precisamos tirar o chapéu para os bailes pré-carnavalescos da cidade nessa época encantada. Turminha animada com Vanessa Câmara e família de Leonardo Júnior  na foto representando os inúmeros foliões que encheram os salões no Jaraguá Tênis Clube, no Pierre Chalita e no Iate clube Pajussara.

A DESTRUIÇÃO CRIATIVA

A DESTRUIÇÃO CRIATIVA DO SETOR ELÉTRICO

Geoberto Espírito Santo

Personal Energy da GES Consult

(Publicado no jornal Valor Econômico, no dia 29 de janeiro de 2020)

 

Nosso setor elétrico viveu três modelos: privado, estatal e o híbrido, agora agonizante. A MP 579 foi o ápice, num conjunto de distorções que chamamos de Tempestade Perfeita. O que vai surgir não sabemos nominá-lo, mas está alicerçado numa transição energética mundial com base na pressão ambiental, forte evolução tecnológica e participação mais ativa do consumidor nas decisões.

O Movimento de Realocação de Energia (MRE) foi idealizado quando hidrelétricas participavam com 99% da produção de eletricidade e as geradoras estatais. Hoje, com 64% de hidro, ficou defasado com a transferência de energia entre os subsistemas também com eólicas, solares e térmicas, custos diferentes e empresas privadas. 

A Média de Longo Termo (MLT) referência para planejamento e operação hidrelétrica, precisa ter valores revistos por causa de um novo regime de chuvas, outorga de água para a indústria, irrigação, térmicas, consumo animal e humano e água retirada clandestinamente por máquinas de baixo rendimento e maior consumo. A fiscalização carece de maior eficiência para dimensões continentais. Ninguém se atreve a propor uma nova legislação balizadora para as decisões desses órgãos, que continuam utilizando valores irreais porque precisam cumprir a lei. 

Para a inserção das renováveis foi contratada uma “energia de reserva”, adquirida nos Leilões de Energia de Reserva (LER), ao mesmo tempo assinando contratos de “Energia Garantida”, depois chamada de GSF (Garantia Física do Sistema). Baixas afluências e um sistema hidrotérmico refletiram na aversão ao risco e na geração fora da ordem de mérito para a remuneração da GSF. Outros fatores fazem parte dos valores não recebidos pelo não cumprimento da garantia física, que não estão diretamente ligados com o conceito: deslocamento por energia importada, contratação de energia de reserva, restrições da transmissão e a antecipação da GFS para novas hidrelétricas, estratégia que usa a conclusão antecipada da obra para vender no mercado livre. No início, a conta da GFS era de R$ 8 mi e a postergação da resolução hoje acumula R$ 8 bi em dívidas. Já chegou ao Legislativo e ao Judiciário, que parece despreparado para a extensa legislação do setor elétrico, deixando a dúvida de quando será resolvida.  

Na promessa de menos 20% nas contas luz, tivemos a renovação antecipada das concessões na geração, “aceita” pelas empresas estatais que passaram a fornecer energia num regime de cotas, um rateio anual de suas garantias físicas. Estão recebendo uma Receita Anual de Geração (RAG) baseada em R$ 107,86/MWh. Agora dizem que, se forem retirados os pagamento dos encargos de uso e conexão, custos do P&D e PEE, receita adicional por remuneração de pequenas melhorias, investimento em bens não reversíveis e taxa de fiscalização dos serviços de energia elétrica, sobram R$ 40/MWh e não dá para manter a sua custosa estrutura de O&M (Operação e Manutenção). Falam na “descotização”, ou seja, voltar a vender com preços de mercado a energia que já foi paga pelo consumidor.

Finalmente deixamos de pagar o empréstimo bancário de R$ 34 bi, feito pelas distribuidoras para tapar o buraco contábil do custo adicional das térmicas, nele embutidos R$ 12,8 bi de juros.

A “Taxação do Sol” é o último estágio de uma discussão séria sobre geração distribuída e seu custo-benefício, uma questão de velocidade, tempo e transferência de tecnologia que envolve hoje subsídios anuais de R$ 300 mi e renúncia fiscal. O Presidente tem razão para demitir quem, no Governo, falar em taxação do sol, manipulação da falta de conhecimento da população e para ampliá-la com a desinformação. O Parlamento parece que, mais uma vez, em nome do povo que o elege, vai continuar beneficiando diretamente lobbys que também participam da sua eleição. E por falar em subsídios, os sem painel vão pagar R$ 21,9 bi em 2020, via Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), para custear a distribuição, ACL (Ambiente de Contratação Livre), consumidores rurais, CCC (Conta de Consumo de Combustíveis), tarifa de baixa renda, Luz para Todos, cooperativas, TUST (Tarifa de Uso do Sistema de Transmissão), carvão nacional, CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica), restos a pagar e reserva técnica. Na questão financeira essa soma dá 120 e só poderia ser 100. Ninguém quer perder sua parte nos 20 que sobram, mas a legislação/regulação vai ter que desagradar alguns.

O novo modelo, além de resolver essas e outras questões não citadas da Tempestade Perfeita, tem que fazer uma Destruição Criativa no atual, mas de forma que continue assegurando o fornecimento e melhorando a qualidade dos serviços. A Destruição Criativa teve como base esse livro de Richard L. Nolan e David C. Croson e refere-se a um conceito do economista austríaco Joseph Schumpeter relativo a inovação, destruição criadora e desenvolvimento, quando questiona porque empresas feitas para durar terminam sucumbindo.

Além do controle das descargas dos raios, o novo modelo tem como pano de fundo a eletrificação da sociedade e a inteligência artificial. Quem vai pagar o que na separação lastro-energia? O PLD (Preço de Liquidação de Diferenças) horário é um passo para a portabilidade elétrica. Para aproveitar a conexão e as curvas de geração de eólicas e solares, teremos leilões híbridos e regionais. Apesar do imenso potencial eólico onshore, a pressão das tecnologias offshore já começou e, sequer, temos Termo de Referência (TR) para licenças ambientais. Se para cada elétron renovável vamos precisar de dois elétrons na base, como vai ser a integração setor elétrico x gás natural, que precisa de mercado, infraestrutura para GNL (Gás Natural Liquefeito) e gasodutos? Qual fonte vai fornecer energia na madrugada, para uma mobilidade elétrica urbana recarregada enquanto dorme o seu condutor? O armazenamento de energia vai ser viável, mas o que pode representar na transmissão e na distribuição? A precificação da água já começa a ser falada numa visão de escassez, mas as hidrelétricas não vão pagar porque não consomem. Como vai ser a segurança cibernética de nossas instalações e fluxos comerciais, se hackers podem desligar linhas e subestações para pedir resgate? Novos negócios no setor elétrico precisam ser remunerados, mas quando a ANEEL vai implantar a regulação por incentivos?

Geoberto Espírito Santo

Personal Energy da GES Consult

 

(Publicado no jornal Valor Econômico, no dia 29 de janeiro de 2020)

ABRA A PORTA

O lugar parece bastante excitante!

Corredores de um vermelho gritante

E um movimento sempre intenso.

Um verdadeiro e grande labirinto

Que incessantemente eu sinto

E um som de tambor que me parece imenso.

Dentro dele existem imensas alegrias;

Em contraponto estão as nostalgias,

Um lugar de mão e contra-mão.

E em mim vai surgindo um sentimento

Uma espécie de pressentimento

Que me diz a hora de sentir ação.

É quando não mais ele suporta

E me diz, ele mesmo, em tentação

Chegou a hora de abrir a porta

Deste lugar que é seu coração.