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Ouvidor Geral 07-11-2022

“Ouvidor Geral” para o jornal Primeira Edição de 07-11-2022 – Geraldo Câmara

                                               FESTA MANCHADA

                Que pena! As eleições sempre devem ser marcadas pela vitória da civilidade, do patriotismo e do dever cumprido. Ir às urnas sempre foi um ato de imensa valia para o orgulho de todos os brasileiros. As disputas, por mais acirradas que fossem sempre deixavam o rastro do patriotismo e do civismo indispensáveis ao espírito democrático. O “que pena” no princípio deste texto simboliza a falta dos valores de festa que estamos vendo desde as eleições de 2018 e mais acirradas agora, em 2022. Eleição não é guerra, não é batalha campal. Eleição não é confronto entre partes, mas simplesmente um jogo onde existem vencedores e perdedores, apenas na escolha de nomes. Mas é um jogo que não deve atrapalhar a vida, não deve cercear a liberdade de expressão, não deve criar dissenções que venham a perturbar a vida das famílias e dos indivíduos de um modo geral. Não se pode e não se deve confundir democracia com anarquia. O que vimos após as eleições e que poderia ser para qualquer um dos lados quebra a harmonia e deixa de lado todos os princípios que norteiam o sistema democrático como um todo. Sabem, o jogo de futebol que quando acaba permite que seus torcedores se embatam a troco de nada? Exatamente o que aconteceu com o país. A troco de nada porque resultados não podem ser discutidos no calor das ruas e para isso existe a justiça do país. O fato é que, temos certeza, entre satisfeitos e descontentes, dentro em pouco, o povo brasileiro estará acalmado e torcendo para o seu próprio progresso. Sempre foi assim e assim será.     

DESTACÔMETRO

               O destaque vai para o Procurador-Chefe do MPT – Ministério Público do Trabalho, Rafael Gazzaneo, por suas ações enérgicas e profissionais contra empresas que estavam praticando pressão eleitoral contra seus empregados.  Parabéns, Rafael.

PÍLULAS DO OUVIDOR

Ainda em respeito aos dias pós-eleição, o pior de tudo nas manifestações foi o impedimento do ir e vir das pessoas, com o bloqueio das estradas, manifestação absolutamente diversa das prerrogativas democráticas.

“O direito de um termina quando começa o do outro” e isto é algo que é preciso respeitar sempre, até porque é um dos motivos que leva às batalhas, sejam lá de que proporção ou motivo sejam.

Tivemos notícias de que alguém morreu porque o coração que lhe ia ser transportado não conseguiu ser entregue já que nem as ambulâncias foram respeitadas. E inúmeros casos relatados, inclusive de gente impedida de chegar para hemodiálise.

Isto sem contar, evidentemente no prejuízo econômico acarretado com o apodrecimento de mercadorias para alimentação e outros produtos como medicamentos, todos importantíssimos para a continuação da vida.

Então há que se pensar. Não somos há muito tempo uma republiqueta da América Latina. Já saímos do caos em que vivíamos há muitos anos atrás e nem estamos mais cerceados em nossa liberdade. Mas cerceados por nós mesmos, aí é demais!

Sinceramente, escrevo hoje aqui, sem “part pris”, sem tendência, sem acusação e sem defesa para nenhum dos lados. Não estou exercendo o direito de política, mas apenas o dever de, enquanto imprensa manifestar um pouco do meu desejo de paz.

Acho que é chegada a hora da dispensa do ódio, das revanches, das “picuinhas”. É chegado o momento de nos darmos as mãos enquanto brasileiros e pensarmos no progresso deste país. Pensando, discutindo, propondo, mas nunca brigando.

As guerras, deixamos lá para os embates sérios entre países como Rússia e Ucrânia e por aqui, agradecemos a Deus por não termos este tipo de problemas. Estes, sim, capazes de acabar com um país e sua gente.              

Estou tendo a honra no dia de hoje, segunda-feira, 07 de novembro, de ser agraciado com uma cobiçada honraria que é a Medalha Amigo da Marinha (foto). Tanto eu como algumas personalidades, neste dia, na Capitania dos Portos de Alagoas. Muito agradecido.

ABRAÇOS IMPRESSOS

              Os abraços impressos e também ao vivo e a cores vão para o meu amigo Ronaldo Lessa, pela sua luta em favor do estado de Alagoas e, agora, voltando ao topo do governo na qualidade de vice-governador do estado.

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