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Ouvidor Geral 11-04-2022

Ouvidor Geral” para o jornal Primeira Edição de 11-04-2022 – Geraldo Câmara

BRASIL SEM CULTURA

Parece que o nosso culto presidente assim o quer porque vetou na íntegra toda uma lei – a chamada Lei Paulo Gustavo – que visava contemplar atividades culturais em todos os mais de cinco mil municípios brasileiros. E repassaria 3,86 bilhões de reais do Fundo Nacional de Cultura para fomento de atividades e produtos culturais em razão dos efeitos econômicos e sociais da pandemia que assolou o país e prejudicou todas as ações durante todo esse período. O texto vetado foi batizado de “Lei Paulo Gustavo”, em homenagem ao ator e comediante que morreu em maio do ano passado, vítima da Covid-19. O veto será analisado agora pelo Congresso Nacional, em data a ser marcada. Deputados e senadores podem mantê-lo, confirmando a decisão do presidente, ou derrubá-lo. Nesse caso, o projeto seria promulgado e viraria uma nova lei. Gostaríamos que os deputados tivessem a verdadeira noção do que é se vetar cultura neste país. Um assunto que, paralelamente com a educação deveria fazer parte da agenda de todos nós. Um país sem cultura é um país sem braços e sem pernas. E aí, quando aparece uma lei que vai gerar recursos para melhores performances culturais, o presidente veta. Com a palavra os deputados deste país. Ano de eleição e a bola da imensa massa cultural do Brasil pode estar caindo nos seus colos. Aproveitem.

DESTACÔMETRO

O destaque vai para Daniel Sampaio, o jovem presidente do Procon AL e que vem desenvolvendo um belo trabalho de integração daquela instituição com a sociedade. O Procon está sendo expandido para todo o território alagoano facilitando assim a vida dos consumidores.

PÍLULAS DO OUVIDOR

A coisa está fervendo em todos os bastidores políticos do país e, como não poderia deixar de ser, aqui pela terrinha também. Profusão de candidatos a governador, dos mais conhecidos aos mais ilustres desconhecidos possivelmente aproveitadores de mídia.

Mas tem gente que consegue fazer isto mesmo. Se candidata ou consegue um partido pequeno para apoiá-lo e aproveita o Guia Eleitoral e outras coisas mais para fazer o nome que não fez. E próximas eleições já entra para cargos mais baixos e com melhor potencial.

Vejam, por exemplo o caso do cargo de senador que, em primeira instância nos mostra tranquilo para a conquista do ex-governado Renan filho, possivelmente enfrentado pelo atual senador Fernando Collor que precisa da reeleição. Pois está cheio de candidatos mirins fazendo nome.

Falar em Fernando Collor, tenho minha tese sem nenhuma aproximação ou conversa com o senador e ex-presidente da república. Acho que ele está se preparando para mudar o seu roteiro e entrar pra valer na disputa pelo governo. “Achômetro”, apenas. Mas, válido.

O prefeito JHC perdeu, pelo menos agora a possibilidade de sentar no cavalo selado e chegar ao governo do estado. Apeou dele, deu margem a Rodrigo Cunha e aposta todas as suas fichas futuras na administração que está fazendo em Maceió.

E o vice-prefeito Ronaldo Lessa, um nome respeitável e com folha reconhecida em todo o estado? Fica na vice, tenta um pulo mais alto agora ou aguarda novos horizontes? É cedo pra se falar, mas Ronaldo ainda pode ser um grande coringa na jogada deste ano.

O fato é que o jogo de xadrez está montado com algumas novidades como a futura chegada do governador tampão que tem todo o apoio do ex e a trupe do MDB, mas que vai ter que mostrar serviço durante os seis meses antes da eleição, já que será candidato à reeleição.

Enquanto isso a Assembleia Legislativa com a força que já tem passa a gerar muito mais watts do que se pensa. Marcelo Victor, superorganizado política e administrativamente sabe exatamente por onde caminham as ovelhas e vai tocando bem o seu rebanho.

Um assunto profundamente delicado, mas que foi levado ao ar no Bartpapo com a força da informação que tanto interessa aos telespectadores. Recebemos o diretor do IML, Diogo Nilo (foto), que conseguiu mostrar a todos a pujança daquele órgão tão delicado na vida e na morte.

ABRAÇOS IMPRESSOS

Os abraços impressos vão para a amiga Wilma Nóbrega, diretora do Arquivo Público, com louvor. Ela que já dirigiu o Sistema de Bibliotecas do Estado e que tem bastante intimidade com livros e documentos.

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