REFORMA RADICAL

Há um grande equívoco no Brasil quando se fala em reforma, uma aqui outra acolá, como se fossem essas reforminhas as salvadoras da pátria. Dessa pátria amada, idolatrada, nem tanto e nem por todos, que sofre as agruras de quem nasceu há pouco mais de 500 anos e lhe faltou o carinho materno e paterno, o amor leal dos seus descobridores e fundadores que dela se locupletaram, que roubaram suas riquezas e implantaram nela e desde o primeiro presente dado por um português a um índio, as políticas do roubo, do desperdício, do mal administrar, da corrupção enfim. Mudar este “status quo” deste país mal educado significa abraçar com garra e muita coragem uma reforma radical de métodos e sistemas, de costumes, de enganos e desenganos, diminuindo a participação dos governos no desenvolvimento e devolvendo ou oferecendo à iniciativa privada as possibilidades de crescerem e, sobretudo a de ofertarem empregos, uma das melhores maneiras de se obter inclusão social, sem favorecimentos esdrúxulos e sem o burro assistencialismo que tomou eleitoralmente conta de nosso país. Reformar politicamente essa “coisa” que é a enorme presença numérica de partidos sem nenhuma ideologia, sem nenhum objetivo a não ser o de eleger parlamentares e executivos despreparados para a grande reforma. Que não podemos detalhar neste simples e curto artigo, mas que sabemos como muitos e muitos brasileiros sabem a sua verdadeira extensão e profundidade. Um trabalho inequívoco, mas para duas ou três gerações à frente se, a partir de agora, soubermos lutar e exigir.

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A hora e a vez do parlamentarismo?

parlamentarismo-ou-presidencialismo-qual-o-melhorTalvez interesse a pouca gente. À gente que não conhece as vantagens do parlamentarismo sobre o presidencialismo, principalmente em momentos de crise como o que vivemos.  O presidente é eleito pelo Legislativo mas é apenas o chefe de estado, representando o país, dignificando o cargo. Este mesmo presidente, de acordo com o Legislativo nomeia um Primeiro-Ministro que passa a ser o chefe de governo e escolhe os ministros e auxiliares. A vantagem do sistema parlamentarista sobre o presidencialista é que o primeiro é mais flexível. Em caso de crise política, por exemplo, o primeiro-ministro pode ser trocado com rapidez e o parlamento pode ser destituído. No caso do presidencialismo, o presidente cumpre seu mandato até o fim, mesmo havendo crises políticas ou passa por um enorme processo de “impeachement” enquanto a crise se avoluma. É exatamente o que o Brasil passa no momento. No caso do parlamentarismo as crises são resolvidas com mais rapidez e, tanto executivo quanto legislativo fazem o possível para cumprirem as regras e não assistirem a quedas de gabinete ou a dissolução de parlamento. Os melhores governos de hoje estão submetidos ao processo parlamentarista, seja através de um presidente no topo, seja através de um monarca. Talvez seja chegada a hora da virada no Brasil que, aliás, teve um curto espaço parlamentarista na república, quando da ascensão de João Goulart ao poder que, obrigado pelas Forças Armadas, aceitou o novo regime que chegou a ter em 1 ano, três primeiros Ministros: Tancredo Neves, Hermes Lima e Brochado da Rocha.