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NÃO FAÇO IDEIA

Geraldo Câmara

07 de julho de 2023

   

De verdade. Réu confesso. Não faço a menor ideia do que vou escrever neste artigo principal de minha coluna. Busquei um assunto que possa interessar a todos, mas sinceramente estou com a mente vazia. Vazia? Bem começo a duvidar porque nunca fiquei de mente vazia, até porque como os antigos já diziam “mente vazia casa do cão”. E não sou eu quem vai permitir este tipo de inquilino em minha cabeça. Mas aí começo a pensar que os neurônios foram feitos para trabalhar e se eles estiverem preguiçosos no dia de hoje alguma coisa está errada e tenho então a necessidade de exercitá-los ao máximo que puder. E neste exercício começo a enxergar que o mundo às vezes para ou não anda direito porque os neurônios dos dirigentes estão atrasados e isto não pode acontecer. Como um relógio é preciso que se dê corda – eita que relógio antigo ainda de corda – para que o tempo passe sem esvaziamentos mas na procura de conhecimentos que levem à razão e da razão à ação transformando coisas, reformulando ideias, reagindo ao negativismo e construindo futuro da melhor maneira possível.

Pausa. Penso. E se penso é porque acho que estou funcionando de novo e que as ideias começam a aflorar. Mas que ideias? Ora, ora, você já está lendo. A defesa de que nós todos precisamos nutrir nossos cérebros, buscar trabalho, fazer pesquisas mentais, pensar nos outros, na vida, nas fórmulas certas e nas erradas, buscar compreensões, entrar no âmago das guerras e nas negociações da paz. Ainda que seja utopicamente falando, mas precisamos ler mais, conhecer melhor as coisas do mundo, trocar ideias e conhecimentos, fazer experiências ainda que não deem certo, mas continuar vivendo o mundo porque não viemos aqui para sermos hóspedes silenciosos e cerimoniosos. O mundo quer ser pesquisado. As pessoas, as diferenças de todos os gêneros e matizes porque são elas as diferenças que acabam por construírem um mundo melhor. Porque com elas e por elas se pesquisa, se busca melhorias de vida, de aproveitamento de tudo o que tentamos aprender. Já dizia um gênio, não sei qual que a gente nasce sem falar, daqui a pouco estamos falando, mais tarde ainda aprendendo avançamos nos anos e vamos professorando e quando chegamos a idade da velhice somos sábios. E aí morremos. Uma verdade incontestável que nos leva a crer que precisamos continuar trocando ideias entre nós todos. Porque sempre será essa troca de experiências que nos levará a tão desejada sabedoria.

Hoje, comecei dizendo a vocês que nem tinha ideia do que ia escrever e de repente descubro que a simples palavra ideia nos leva a reflexões as mais variadas, nos aprofunda em nossas perspectivas, nos leva a dizer por aqui que talvez estejamos juntos, leitores e eu, vivendo uma experiência interessante onde afastamos o vazio do não saber o que fazer com grandes revelações de que só não fazemos o que não quisermos. Só não teremos ideias se não as desejarmos ter. Nosso cérebro, sem dúvida, se o quisermos, jamais será preguiçoso e irá sempre buscar no fundo de suas experiências o material de que tanto precisamos para nos comunicarmos com o mundo e até conosco mesmo. Acho mesmo que este artigo – ah! Virou artigo! – nasceu exatamente desta compreensão, dessa formidável integração do não ter ideia de como começar até a de que ainda nem sabemos por onde terminar. Porque, como dizia um publicitário americano em um Congresso a que compareci em Acapulco no México, “uma ideia nova não existe. O que existe é uma nova conjugação de velhos elementos”. Pensando assim, como ele e transmitindo a vocês encerro buscando sempre velhos elementos para a incessante busca por novas ideias. Para aqui e para a vida.

FOTONOTAS



MELINA FREITAS – Pense numa figura que não vejo há muito tempo mas que considero formidável. Não só pela maneira encantadora com que expõe seus pensamentos, mas como gente; tão simples como todos deveriam ser. Melina que já foi prefeita daquela cidade que lembra presépio que é Piranhas, há algum tempo vem tocando a cultura de nosso estado com maestria e criatividade. Não conheço aquela pessoa que não aprecie o seu trabalho e a sua maneira de ser buscando sempre criatividade e empenho para fazer com que os arranjos culturais de Alagoas consigam sempre brilhar aos olhos de todos. De todos os alagoanos e demais brasileiros. O Bartpapo te aguarda, Melina.



VALTENOR LEÔNCIO – Valtenor Leôncio, o ser humano, o jornalista sempre empenhado, o cara que ao meu lado, como meu adjunto ajuda em muito a tocar a difícil missão de dirigir a comunicação do Tribunal de Contas e a joia preciosa que é a TV Cidadã. Gente boa, marido de Josy, pai de Letícia e Miguelzinho, bom papo e sempre disposto a encarar os melhores desafios. Bom jornalista, aguçado no que vê e no que pode ser desdobrado em coisas boas para o seu mister. Mas, sobretudo gente, Valtenor consegue se comunicar bem com as pessoas, sejam do Tribunal, de jornais e tv como de qualquer lugar. Vamos em frente, companheiro!


PARE PRA PENSAR (do meu livro do mesmo nome)

Deveria haver “diaversário” porque a cada dia que passa damos um grande salto em nossa vida.

ALERTAS DO DIA

* A quem interessar possa, vem aí o III Congresso Internacional dos Tribunais de Contas com todas aquelas fantásticas discussões e plenárias que nos levam a acreditar cada mais nos sistemas de controle público no país. Vai ser realizado entre os dias 28 de novembro de 1º de dezembro na gostosa cidade de Fortaleza no Ceará. Nesta edição os “desafios da governança, das responsabilidades fiscal e social e de sustentabilidade na era digital” será o predominante tema. E, claro que com palestras as mais significativas com figuras ilustres de todo o Brasil e de outros países. A assinatura do evento, tripla, com Atricon, Instituto Rui Barbosa e o anfitrião, Tribunal de Contas do Ceará.

* Gente, vamos nos lembrar que já entramos no inverno e nem todas as pessoas conseguem estar no conforto de suas casas e devidamente aquecidas. Muitas dormem nas ruas, ao relento, expostas a temperaturas baixíssimas. Muitas acabam por morrer não aguentando tão situação. É preciso aquecê-las, fazer com que não só o governo e prefeituras, mas também a sociedade de um modo geral contribuam com as campanhas de agasalho que sempre aparecem por aí. Existem entidades que fazem esse trabalho e precisam de cobertores e comida e também pessoas e grupos isolados conscientes.

* Li uma notícia, não sei exatamente onde, que a Polícia Militar de São Paulo apreendeu um trio que estava com vários aparelhos furtados e dentre eles 109 “drones”. Não souberam explicar exatamente o para que. É evidente que a tecnologia está invadindo as cabeças até dos ladrões. É claro que pessoas que roubam essa quantidade de drones ou vão passar para um revendedor desonesto ou vão passar para traficantes criminosos que, nessa altura do campeonato, já estão tecnicamente preparados para voar drogas por toda cidade. Se a moda pega não quero nem pensar

* Não tem jeito. Precisamos falar e muito enquanto a Petrobrás não conseguir chegar a um resultado satisfatório em relação ao aumento da gasolina e o etanol acompanhando. Está certo que a cobrança de impostos voltou. Mas daí a não se buscar uma solução que seja mais plausível e mais eficiente, a distância é muito grande. Afinal, pagam todos pelos erros sei lá de quem, não se pode “reclamar nem ao bispo” e enquanto isto, o brasileiro vai ter que amargar, ou os preços altos ou deixar o carro em casa usando o “belíssimo” transporte urbano que temos.

POR AÍ AFORA

# O caso do desastre provocado pela Braskem na capital alagoana foi parar na Organização das Nações Unidas, ONU através de militantes de direitos humanos e ambientais. Uma alagoana, Evelyn Gomes na reunião acontecida na Suiça pediu à Organização que acompanhe o drama das vítimas da Braskem em Maceió e pediu que acompanhem de perto a aplicação das diversas decisões que estão sendo desrespeitadas no Estado de Alagoas. Mais de sessenta mil pessoas foram obrigadas a se mudar de suas residências, população maior do que a de muitas cidades no mundo.

# O preço das casas aumentou, no primeiro trimestre, 0,4% na zona euro e 0,8% na União Europeia, face ao mesmo período de 2022, com Portugal a registar a sexta maior subida (8,7%), divulgou o Eurostat. De acordo com os dados do serviço estatístico europeu, a subida dos preços das casas abrandou em ambas as zonas, após um aumento de 3,0% na zona euro e de 3,6% na UE, no quarto trimestre de 2022. Na variação em cadeia, o preço das casas recuou, entre janeiro e março, 0,9% na zona euro e 0,7% na UE.

# Segunda-feira, 3 de julho, foi o dia mais quente já registrado. Essa é a conclusão de uma pesquisa realizada por cientistas da Universidade do Maine com dados fornecidos pelos Centros Nacionais de Previsão Ambiental dos Estados Unidos. A conclusão da análise reacende os alertas sobre o aquecimento global, depois que as Nações Unidas redobraram o apelo para antecipar os efeitos do fenômeno “El Niño”. A temperatura média global subiu para 17,01 graus, ante 16,81 graus em 26 de junho, a marca mais alta do ano.

ATÉ A PRÓXIMA

Amanhã, sábado é dia de “BARTPAPO com Geraldo Câmara”. Na BAND, canal 38.1 aberto, NET CLARO, canais 18 e 518, BRISANETE, canal 14, VIVO, canal 519, das 9 às 10h da manhã. Assista também pelo Youtube no canal “Programas do Geraldo Câmara”. Fale conosco pelo geraldocamara@gmail.com ou pelo Whats’App 82 99977-4399

BARTPAPO COM GERALDO CÂMARA

SOBRE

Jornalista, apresentador do programa Bartpapo na Band Maceió e Diretor de Comunicação do Tribunal de Contas de Alagoas

RENOVAÇÃO DAS CONCESSÕES

Geoberto Espírito Santo.

Conforme Art.21 da Constituição Federal. Compete à União: … XII – explorar,
diretamente ou mediante autorização, concessão ou permissão: os serviços e instalações
de energia elétrica e o aproveitamento energético dos cursos de água, em articulação com
os Estados onde se situam os potenciais hidroenergéticos; Em seu Art.22, temos: Compete
privativamente à União legislar sobre: … IV – águas, energia, informática,
telecomunicações e radiodifusão; No Art. 175 temos: Incumbe ao poder público, da forma
da lei, diretamente ou sob regime de concessão ou permissão, sempre através de licitação,
a prestação de serviços públicos. O Inciso I do Parágrafo único diz: I – o regime das
empresas concessionárias e permissionárias de serviços públicos, o caráter especial de
seu contrato e de sua prorrogação, bem como as condições de caducidade, fiscalização e
rescisão da concessão ou permissão;
A União explorar diretamente serviços de energia elétrica é praticamente inviável do
ponto de vista da governança corporativa, burocracia, regime de contratação pessoal e
definição de preços. A autorização é dada para pequenos empreendimentos e a permissão é
utilizada em mercados próprios inferiores a 500 GWh/ano, muito embora estejam sujeitas
a reajustes tarifários anuais e a revisão tarifária semelhantes às distribuidoras sob regime
de concessão. De acordo com o Art.175 da CF acima citado, ao final de uma concessão
deveria haver uma licitação ao invés de uma renovação automática, o que passou a ser
permitida no Governo Dilma Rousseff após a MP 579, transformada na lei nº 12.783/2013.
Até 2031, temos 14 distribuidoras de energia elétrica para renovar as concessões, dentre
elas a Light.
A Light é uma concessionária que atende a 30 municípios do Rio de Janeiro e uma
grande preocupação do setor porque sua concessão termina em 2026, apresenta uma
situação econômico-financeira e qualidade dos serviços prestados muito ruins e sua
direção diz que não se justifica investir no sistema sem que essa situação seja equacionada.
Em 2022, a Light distribuição apresentou um prejuízo de R$ 5,816 bilhões, que foi
atenuado com o lucro operacional de R$ 233,4 milhões registrado na área de geração e
comercialização, o que levou o resultado consolidado do grupo para R$ 5,672 milhões. As
perdas não técnicas (eufemismo utilizado pelo setor para o roubo e a fraude em energia)
foi de 6.762 GWh, sendo que 50% dele oriundo das chamadas Áreas de Severas Restrições
à Operação (ASRO), que são dominadas pela criminalidade, assim como na área
convencional (ATC), que apresenta o mesmo índice. São territórios da concessão onde o
processo de constatar a fraude, acionar a polícia, autuar quem comete a fraude, entre
outras ações, não consegue ser realizado. Em algumas áreas, as milícias se organizam para
cobrar a energia fornecida pela concessionária e, em outras, quem faz isso são os
traficantes. É um complicador que chamamos de dinâmica do território.
O caso da Light não é isolado, mas é o mais complicado porque sua área de
cobertura é densa e, apesar de precarizada, tem uma renda econômica que não é tão baixa.
No verão, temos também o uso intenso de aparelhos de ar condicionado e, no ano passado,
essas perdas representavam 20% de toda a energia furtada do país. Em 2015, essas perdas
causaram um prejuízo à Light de R$ 400 milhões no Ebtida. Em 2016, foi implantado um
projeto piloto chamado Reta Velha, para combater o furto em áreas de risco. A iniciativa
envolvia a população local na regularização dos serviços, quando inclusive foram

implantados benefícios, como foi o caso da implantação de uma rede Wi-Fi grátis,
trabalho que foi perdido quando houve uma mudança no controle da região. Na realidade,
é um problema de presença de estado, que concedeu serviços públicos para empresas
atuarem, mas não garante a segurança para essa atuação.
Esse resultado negativo na distribuição é histórico, mas precisa ser contextualizado
para que não seja projetado para outras distribuidoras de energia elétrica. A grosso modo,
o impacto maior veio em decorrência da Lei nº 14.385/22, de 27 de junho de 2022, que
alterou a lei 9.427, de 26 de dezembro de 1996, que disciplina a devolução de valores de
tributos recolhidos. A nova lei determinou provisão de devolução dos créditos de
PIS/Cofins aos consumidores, o que a Light não fez de imediato. Em sua avaliação,
entendeu que poderia manter parte do valor arrecadado, que seria considerado prescrito,
entendimento que outras concessionárias não tiveram. Com a lei, outras distribuidoras
pararam de reconhecer e estipularam a devolução aos consumidores, decisão que a Light
só tomou após o terceiro trimestre de 2022.
Apesar dos valores citados não serem recorrentes, a situação é de muita
sensibilidade, pois um término de concessão em 2026, em tese, não estimula um aporte de
recursos com financiamento a longo prazo. A Light defende a antecipação da renovação da
concessão, o que permitiria uma reestruturação financeira, mas o governo ainda não
decidiu qual o tratamento a ser dado para as concessões de distribuição que vão se vencer.
Não existe esse tipo de histórico de retomada de concessão na área e uma das opções
ventiladas por uma vertente do governo é a renovação da concessão com pagamento de
bônus de outorga, enquanto outra defende a troca por benefícios sociais.
Alexandre Silveira, ministro de Minas e Energia (MME), participou em fevereiro de
uma reunião do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) quando disse: “Em
pleno século 21, não é mais aceitável falar em miséria energética. É preciso combatê-la e
garantir que esse importante insumo chegue na casa de todos os brasileiros”. Numa
reunião com as equipes das concessionárias distribuidoras, o MME colocou na mesa uma
proposta, que, em síntese é a seguinte: a renovação será feita sem ônus para as
concessionárias, mas elas terão que apresentar contrapartidas sociais. Em março, no Arko
Conference 2023, para o caso da renovação das concessões das distribuidoras de energia
elétrica disse que “provavelmente não há o que se falar em outorga e onerosidade para
essas renovações ou licitações, a não ser que sejam feitas internamente nos contratos para
melhorar a qualidade dos serviços das distribuidoras”. Em maio, Silveira esteve numa
audiência pública na Comissão de Infraestrutura do Senado, quando lembrou que há uma
reclamação “quase que geral” no Brasil sobre os serviços das distribuidoras.
Um dos objetivos de uma recente reunião com as distribuidoras foi “definir soluções
para os contratos de concessões com foco no equilíbrio entre a segurança energética e a
modalidade tarifária”. Silveira disse que “elas atenderão a eficiência energética e,
principalmente, a população, com aumento dos investimentos por parte das distribuidoras
nas linhas de baixa tensão para melhorar a qualidade dos serviços”. Além dessas palavras,
o MME não deu maiores detalhes sobre quais serão e como deverão funcionar as
contrapartidas sociais que foram discutidas com as concessionárias. Na próxima semana
deverá ser lançada uma consulta pública para a renovação das concessões do setor elétrico,
que já está sendo discutida com o Tribunal de Contas da União (TCU).

Ouvidor Geral 03-07-2023

“Ouvidor Geral” para o jorna Primeira Edição de 03-07-2023 –Geraldo Câmara

O DIA EM QUE O PREFEITO DANÇOU

Aproveito a ardência da política para homenagear, com este “causo” um dos mais influentes políticos do Recife, José Pimentel, meu falecido sogro.

                     Corriam os últimos anos da década de 50 e Pelópidas Silveira era o prefeito da cidade do Recife. Gordo, baixo, bonachão, político raposa, como diziam, gostava de inaugurar obras e de se mostrar diante do povo.

                           Zé Pimentel era o vereador mais bem votado da cidade, sempre. E atuava na região de Beberibe, Água Fria e outros lugarejos como o Alto do Céu. E, foi exatamente para o Alto do Céu que Pimentel conseguiu que a prefeitura fizesse um calçamento, muito importante para o lugar.

                           Estávamos perto das eleições. Pimentel marcou a inauguração, obviamente chamou Pelópidas e programou, para depois do ato, um almoço em sua casa, no maior estilo.

                           Tudo preparado, palanque armado, o povo reunido, retreta aprumada, tudo de acordo com a ocasião. Lá para as tantas chega o prefeito, o povo aplaudindo, Pimentel do lado, sendo cumprimentado por todos, adorado que era por aquele povo.

                           Começa a cerimônia e Pelópidas, falastrão conhecido, inicia o seu discurso de mais de meia hora. Só que, durante a fala, o prefeito dizia do calçamento, da importância daquela obra, prometia mais coisas mas não tocava no nome de Pimentel, que precisava capitalizar a conquista, já que as eleições estavam bem próximas.

                           Pimentel começou a se irritar e, disfarçadamente cutucava Pelópidas e, entre os dentes dizia:

                            -Prefeito… fala de mim… diz que eu consegui a obra…

                            E Pelópidas nem estava aí. Continuava seu discurso como se não estivesse ouvindo nada.  E Pimentel insistia:

                            -Pelópidas… fala… eu estou aqui esperando…

                            Para resumir a história, o discurso terminou, Pelópidas braços para cima e o nome de Pimentel não foi uma vez citado.

                            Não prestou. Pimentel sempre levava consigo um Taurus 38 e, pegando o microfone com uma das mãos e o 38 na outra, gritava:

                            -Cabra safado! Prefeito de merda… agora a inauguração do meu calçamento vai mostrar um prefeito dançando…dança, prefeito, para não ficar capado…

                            E, enquanto esbravejava, atirava no chão, bem perto das pernas de Pelópidas que pulava, ao mesmo tempo que descia do Alto do Céu, expulso pelo vereador José Pimentel e debaixo das vaias de todo o povo.

DESTACÔMETRO

         O destaque vai para o jovem delegado-geral da Polícia Civil de Alagoas, Gustavo Xavier pelo entendimento que tem de segurança pública dentro de padrões de alta tecnicidade, o que é de suma importância para a sociedade alagoana.

PÍLULAS DO OUVIDOR

Acabou o mês de junho e os festejos em Maceió foram magnificamente regidos pela prefeitura ao mesmo tempo em que de resto, no estado, o governo também se esmerou em dar circo para a população. Só espero que não falte o pão.

Sem exageros políticos, mas comentar não é pecado. Presidente da República, agora, tem que pensar muito antes de falar qualquer coisa. O exemplo da cassação dos direitos políticos de Bolsonaro entra para a história do Brasil.

Sei até que a partir de agora vão acontecer inúmeros protestos, talvez até manifestações de rua, mas vamos e venhamos que é preciso que haja mais respeito com os poderes constituídos. Afinal, não é porque é presidente que pode tudo.

E a chuva não para aqui em Maceió. Há muito tempo não via a persistência de chuva nesta cidade que, normalmente via a pancada e o sol chegava alegrando a praia e os turistas. Aliás, julho é mês de muito turismo. Trégua, por favor!

Rapaz, a enxurrada de demissões na Globo parece que não vai parar também. Agora foi a grande Nívea Maria contratada há mais de cinquenta anos. E, dos mais recentes lá se foi o competente Manoel Soares. Leia-se “Encontro”. Ou “Desencontro”.  

A Braskem negocia pagamento de mais de 17 bilhões de reais à Prefeitura de Maceió por estragos urbanísticos feitos em cinco bairros da cidade. Engraçado é que, ainda tem pessoa física por aí sentindo-se negligenciada nos seus direitos. E????

Não tem jeito, não. Quando o cara nasce para ser marginal dificilmente não o é. Um cidadão foi pego vendendo pulseiras falsas para entrada nos camarotes de festas juninas no Jaraguá. Dá pra tu, “cumpade”?

Festejos juninos deixaram uma alta no consumo em todo o nordeste brasileiro de cerca de 19%, o que deixa claro também que esse tipo de festa é boa para incntivo da produção, principalmente das pequenas empresas.

O médico Dante Diesel (foto) é simplesmente fantástico. Como médico e como pessoa. Especializado e atendendo com ultrassom vai muito além do pedido normal de exame além de dar uma verdadeira aula ao paciente. Raro. Sem deméritos, mas raro.

ABRAÇOS IMPRESSOS

               Os abraços impressos vão para o companheiro de Tribunal de Contas, Leonel Assunção que proferiu palestra durante o 2º LAB de Boas Práticas sobre o projeto do Tribunal com o Ministério Público intitulado “Sede de Aprender”. Deu show em Cuiabá.

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Tribuna hoje

EDIÇÃO DIGITAL

VOCÊ TEM QUE ME VOLTAR…

Geraldo Câmara 29 de junho de 2023

   

“Eu te dou vinte mil réis pra pagar dois e trezentos…você tem que me voltar dezessete e setecentos…” A música do grande Luiz Gonzaga era a realidade de um Brasil que de há muito já ficou pra trás. Um Brasil que usava moedinhas, que podia dar troco, que sabia quanto gastava para comprar comida na vendinha, que usava caderneta e o crédito do fio do bigode. Esse Brasil mudou de rumo, cresceu, evoluiu em tudo, mudou sua moeda por várias vezes, conheceu o que na época era desconhecido e que se chama inflação. Uma inflação que nos anos oitenta abalou a tudo e a todos que para garantirem a continuidade do seu dinheiro precisavam aplicar em “over nights” e no dia seguinte ver restaurado um pouquinho do seu valor.

Um Brasil que viveu duras realidades e que desde os tempos do réis por várias vezes trocou sua moeda que já foi cruzeiro, cruzeiro novo, cruzado, sei mais o que até chegar ao real de hoje, produto de uma virada de mesa do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso que o criou, segurou seu valor, conteve a galopante inflação e, incrivelmente há trinta anos aí estamos com o nosso real, ora ameaçado, ora valorizado, mas tendo sido a salvação da pátria daqueles longínquos anos.

O que vivemos hoje e sempre aconteceu, principalmente para os mais velhos é o medo da volta inflacionária de maneira abusiva, o que não acontecerá. No entanto é preciso que haja razão, compreensão e sobretudo união entre autoridades desse país no sentido de que seus estudos sejam coletivos e não individualistas. É preciso que cada ato dos economistas de plantão seja profundamente estudado porque não se admitem erros em política econômica. Objetivamente falando, a economia é uma ciência quase exata, mas que passa por mutações e interpretações as mais diversas que podem levar um país ao imenso sucesso ou a enormes cataclismas. Ou seja, o barco pode fazer água por todos os lados e afundar. Ou, sair do perigo e flutuar em águas mansas.

Na verdade há que haver, sobretudo em uma república democrática a intensidade do diálogo; mas o que não pode acontecer é a eterna discordância nos assuntos que envolvam a economia do país como é o caso agora da Taxa de Juros Selic onde a autonomia do Banco Central insiste em mantê-la alta e a presidência da república, também com insistência mostra que o controle inflacionário existe e que é hora de baixar essas taxas para o bem do crescimento do país, aumento da produtividade, aumento da empregabilidade e muitas outras importantes ações.

Longe de mim opinar se está certo ou errado. Acho ótima a discussão, acho boa a diferença de poderes nas reuniões onde embates levem ao bem comum, mas também anseio em ver esse país batendo recordes de crescimento, exportando muito, principalmente no setor agro, nosso baluarte principal. Anseio por ver o crescimento humano, a escolaridade aumentando, a educação sendo a base para tudo o que sonhamos porque sem ela nossos passos ficam miúdos e nosso crescimento diminuto.

Mas também havemos de reconhecer que a inflação em comparação à dos anos 80 é pequeníssima mas também está aí e vemos no dia a dia quando os alimentos, sobretudo os alimentos estão subindo e minando o minguado bolso do trabalhador. A briga pelos preços dos combustíveis, outro embate entre a equipe econômica do governo e a Petrobrás, tem sido fator de desgaste e de altos custos no escoamento da produção o que acaba por refletir também no destino final que é o consumidor. Aliás, um dos grandes erros de todos os governos porque não investiram na construção de ferrovias e no aproveitamento de hidrovias. Esse era o grande sonho do estadista que foi Juscelino Kubistchek que o teria realizado não tivesse havido a revolução que cassou seus direitos políticos em 1965 impedindo-o de ser candidato de novo à presidência se houvesse eleição, o que não aconteceu.

Enfim, gente. Não sei se tenho saudades dos troquinhos em moedas de Luiz Gonzaga ou se as prefiro trocar pelo moderno e valoroso PIX que dispensa o uso de carteiras sejam de notas ou de moedas. Vamos em frente torcendo sempre para que hoje, esses PIXs possam ser usados com respaldo e com bons trocos para todos nós. “Você tem que me voltar dezessete e setecentos”…

FOTONOTAS



EDÉCIO GALINDO – Eu costumo chama-lo de “meu anjo da guarda”. Meu médico cardiologista, alguém de excepcionais qualidades como médico e como pessoa; como amigo, não tenho palavras para descrevê-lo. É emoção, é carinho é o famoso saber lidar com o ser humano o que torna sua trajetória médica muito mais coroada porque coleciona essas pessoas, dentre elas eu com um sentimento de dever cumprido e de metas realizadas. Edécio sempre irá mais longe do que imaginou, assim o desejo, porque se faz merecedor de uma profissão que precisa de emoção, de compreensão de vida, de interpretação de quem o procura. Obrigado Edécio por existir em minha vida.



BÁRBARA TENÓRIO – Essa menina vai longe. Aceitou o desafio de pertencer aos quadros da TV Cidadã, vem dando o seu recado de maneira muito boa, crescendo a olhos vistos a cada dia em que se apresenta e de formas variadas na telinha. A profissional é isso e cada vez sobe mais. A pessoa, essa então é fantástica. De um carinho indescritível com todos, conquista a cada um com o seu jeitinho suave, sempre sorridente, sempre espalhando bom humor e otimismo a cada minuto. Bárbara é uma profissional que vai crescer muito no mundo televisivo. Porque sabe o que quer e para o que veio. Seu futuro é certo e ninguém segura. Que bom!

PARE PRA PENSAR (do meu livro do mesmo nome)

Quem é fiel por convicção não precisa jurar fidelidade sob pena de acharem que jurou em falso.

ALERTAS DO DIA

* Assisti na TV uma reportagem mostrando que países da Europa, através de agentes ambiciosos estão exportando lixo, isso mesmo, falei lixo para o Brasil em containers. São toneladas e mais toneladas de lixo orgânico, o que for. Não se sabe quando e nem como isso começou, mas é um verdadeiro descalabro. Apenas para que transportadores marítimos ganhem dinheiro e para terem ideia eles pagam 100 dólares por tonelada e recebem 300 dólares pela mesma tonelada. Nessa altura da vida o Brasil virou lixeira de estrangeiro. Um verdadeiro absurdo que precisa ser contido.

* Outro dia estava vendo essa troca de ministros, sai um entra outro e lembrei-me de um tempo que não volta mais quando você sabia quantos e quais eram os ministros, aliás em número bastante reduzido. Ministros que ficaram famosos por suas atuações a exemplo de um Oswaldo Aranha, Tancredo Neves e outros do mesmo quilate. Eram verdadeiras personalidades respeitados por tudo e por todos. Hoje, duvido quem consiga acertar três, no máximo. Isso, nos interessados porque noventa e nove por cento não estão nem aí. Aliás, ministro é moeda de troca nos bastidores da política brasileira. Competência não vale mais nada.

* Modéstia à parte, porque a TV Cidadã é meio filha pra mim, ainda que não estivesse presente por motivo de saúde, mas constatei um trabalho fantástico que foi feito por uma equipe altamente qualificada que fez a cobertura do evento “Boas Práticas dos Tribunais de Contas” em Cuiabá. Sob o comando lá do competente jornalista Valtenor Leôncio e que se fez acompanhar por Fábio Novaes, câmera e editor, além de ser também jornalista, acresça-se a figura carismática da apresentadora de sorriso mais lindo e franco da televisão, Bárbara Tenório.

* Estamos preparando nosso novo livro que terá um formato bem diferente, textos bem qualificados, produtos desta coluna que aqui mantemos na nossa Tribuna Independente. Não quero falar muito mais porque as coisas estão em evolução na fase de seleção de vários tópicos e possivelmente já semana que vem entrando em elaboração de detalhes tais como capa, prefácio, orelha e etc. antecipadamente já quero agradecer o interesse de meu amigo José Paulo Gabriel, presidente deste jornal, incentivador principal do projeto que estou cuidando com muito amor e carinho.

POR AÍ AFORA

# Gente, as coisas andaram pegando fogo lá pelos lados do Putin que abriu as pernas e até perdoou o movimento que iria colocar tropas dentro de Moscou por um general miliciano que já servira ao exército russo. O motivo da decisão quase medrosa do presidente russo ninguém sabe e nem vai saber nunca. Mas a docilidade com que ele encarou o fato e falou no Kremlin deixa os analistas de plantão muito estupefatos. Não seria a reação que se esperava do cara que tanto quer ver mortalidade, por exemplo, na Ucrânia. É realmente um caso a pensar.

# Em mais uma demonstração de terror de que a Rússia está a forçar à população ucraniana, um míssil de cruzeiro atingiu um restaurante e um centro comercial em Kramatorsk, no leste da Ucrânia, escreveu Josep Borrell na rede social Twitter. O alto-representante da União Europeia (UE) para os Negócios Estrangeiros acrescentou que o local atingido é um ponto de encontro bastante conhecido pelos jornalistas de órgãos de comunicação social internacionais: “Mais uma vez, a Rússia está a violar a lei internacional e a cometer crimes de guerra.”

# O Banco Central Europeu (BCE) e a Comissão Europeia acreditam que um euro digital melhoraria a integridade e a segurança do sistema de pagamentos europeu, numa altura em que as crescentes tensões geopolíticas o tornam mais vulnerável a ataques. Ao basear-se em infraestruturas europeias, o sistema estaria mais bem equipado para resistir a perturbações, como ataques cibernéticos e cortes de energia, afirmaram Fabio Panetta, membro da Comissão Executiva do BCE, e Valdis Dombrovskis, Vice-presidente executivo da Comissão Europeia para o Comércio.

ATÉ A PRÓXIMA

Amanhã, sábado é dia de “BARTPAPO com Geraldo Câmara”. Na BAND, canal 38.1 aberto; NET CLARO, canais 18 e 518; BRISANETE, canal 14; VIVO, canal 519. Das 9 às 10h da manhã. Assista e inscreva-se também pelo Youtube no canal “Programas do Geraldo Câmara”. Fale conosco pelo geraldocamara@gmail.com ou pelo Whats’App 82 99977-4399

BARTPAPO COM GERALDO CÂMARA