coluna BARTPAPO

Tribuna hoje

A ARTE É IMITAÇÃO DA VIDA

Geraldo Câmara 02 de novembro de 2023

   

Ou será o contrário? Não será a vida que nos últimos tempos anda imitando a arte? Não será a vida que, longe de se renovar anda buscando na arte uma maneira eficaz de enfrentar os percalços ou de criar os percalços? Se formos estudar a arte em todos os seus matizes realmente veremos que em todos os seus ângulos ela tem sido inspirada pela vida, mas seus exemplos estão sendo um segmento em que hoje a vida se baseia para se manter ou para se deteriorar, não sei. Se formos para a literatura que durante séculos criou personagens e situações as mais diversas vamos acabar por descobrir que muitos dos personagens criados pela imaginação humana foram e estão sendo imitados vida afora. Seja para o bem e ainda bem, seja para o mal e isto é terrível, como o sadismo que vem sendo aplicado a cada dia e nas mais diversas situações. Um exemplo disso são as atitudes masculinas em relação à mulher, com violência que as levam até a morte, demonstrando um profundo sadismo. A pintura tem revelado ao mundo obras fantásticas que vão das mais puras às mais horrendas ou de péssimo exemplo. E são exatamente essas últimas que em mais versões na vida do dia estão sendo copiadas. Como copiadas são determinadas e fantásticas esculturas mostrando que as suas perpetualidades são reais e vivas e que as bacanais tão bem colocadas da época romana ainda estão por aí, vivas e loquazes, além de tantos outros e deploráveis exemplos.

As peças teatrais e seus conteúdos são admiráveis e muitas servem de exemplos bons. De cultura, de estudos de expressões e tantas outras que são verdadeiros absurdos e levadas à cena de maneira incorreta criando os piores exemplos que se possa ter. O cinema, a arte cinematográfica, claro que tem uma expressão incrível para influenciar gerações. Mas, a sua influência se manifesta sob vários aspectos, uns profundamente para o bem e outros inquietantemente para o mal. Parece que as pessoas estão querendo cada vez mais assistir filmes onde a violência faz parte e, vejam bem, até nos filmes chamados infantis ou para a juventude, os atos violentos e até com drogas são uma constante. Então, façamos uma excursão pela televisão onde vemos programas ótimos e que são um espelho para a vida, ensinando e ilustrando crianças e adultos, Mas também por ela passam sem limites e sem censura os mais variados exemplos de violência física e moral. Arte? Claro! Em suas realizações a arte está sempre presente, muitas vezes imitando a vida e em muitas outras estimulando a que seja imitada.

Longe de mim e não desejo que assim pensem ser um perfeccionista ou moralista ao extremo a ponto de não acreditar ou não aceitar determinados tipos de arte. Pelo contrário, até acho que deve ser sempre estudada, que tem história e estória por trás de cada peça, de cada ato, de cada criação. O que estou fazendo neste artigo é apenas uma demonstração de que somos induzidos, muitas vezes. Por exemplos que a arte nos dá, nem sempre bons, nem sempre ruins. Que a constância da arte na vida é de profundo e loquaz interesse para a humanidade, mas o que se precisa ter é a consciência de que nem sempre ela pode ser confundida com a vida. A expressão histórica da arte, as suas diversas manifestações, claro que são um contínuo aprendizado e uma rotatividade infinita, mostrando e demonstrando épocas, situações as mais diversas, arquivos por e para todas as gerações.

Não desejo mudar fatos nem dogmas. A arte imita a vida, sim. Uma imitação contínua e ilimitada. Mas também a construção cada vez maior de que ela, arte, também é uma das maiores influenciadoras na maneira de ser das pessoas, dos governos, das grandes lideranças, dos senhores da paz e dos senhores da guerra. Os Napoleões e os Hitlers existem nesses casos e já vinham de outros exemplos baseados na literatura, na pintura e em vários aspectos da arte que os mostraram e alguns até os julgaram. Por tudo isto que por aqui pensamos e escrevemos o fizemos porque temos a absoluta certeza de que, sim, a recíproca é verdadeira: A arte imita a vida, mas a vida também sempre imitará a arte. Para o bem ou para o mal.

FOTONOTAS



 RENEIDE RAMOS – Alegria e personalidade são marcas características desta mulher que nos enche de orgulho por conhecê-la e poder lidar com ela. Reneide é a Coordenadora do Protocolo do Tribunal de Contas mas devido à sua característica contagiante está em todos os cantos, contribuindo, opinando, brigando no bom sentido e se fazendo apreciada e amada por todos os seus colegas. Quando falamos em Coral Cantos e Contas, então, nosso pensamento vai sempre para Reneide e Sidilene sua companheira de luta para o sucesso daquele grupo. Ah! Importante. Reneide não tem papas na língua e quando tem que falar e o que falar, não tenham dúvidas que fala. Bom!



MARCELO FIRMINO – Marcelo é um jornalista profundamente respeitado por seus colegas, principalmente pelos que o conhecem bem. Sempre acolheu as regras do bom jornalismo, sempre atuou como manda o figurino por onde quer que passe. Teve missões importantíssimas na sua vida profissional com destaque para o cargo de Secretário de Comunicação da Prefeitura de Maceió na gestão do prefeito Cícero Almeida. Nessa época mostrou a sua dignidade no exercício do cargo e exerceu com maestria as suas funções, não só pelo lado da administração como pelo lado de relações públicas que tão bem soube fazer com a mídia e com o público. Meus respeitos, Marcelo!

PARE PRA PENSAR (do meu livro do mesmo nome)

Desistir sem esforço é a pior atitude. Insistir com os pés no chão é saber chegar lá.

ALERTAS DO DIA

* Através da Lei 8790 de 29 de dezembro de 2022, Lei Orgânica do Tribunal de Contas do Estado de Alagoas, o artigo oitavo deixa claro que “os processos atinentes às contas de gestão serão distribuídos indiscriminada e proporcionalmente por sorteio a qualquer Conselheiro, com exceção do presidente”. Levanto essa questão porque ultimamente a Conselheira Renata Calheiros recebeu algo relativo ao governo de Renan Filho e se arguiu suspeita para atuar em tal processo. E, mais recentemente, o Conselheiro Otávio Lessa fez o mesmo por se tratar de processo contra a Secretaria de Educação quando seu genro era o titular. Isso é transparência e retidão.

* A população feminina no Brasil está aumentando, isto porque os homens estão morrendo em maior número é o que informa o IBGE em função do último Censo que eu chamo de “Censo sem senso”, cheio de falhas no meu entendimento e até prova em contrário. Bem, mas sendo isso verdade, nós homens podemos nos preparar para um mundo bastante comandado pelas mulheres, o que, sinceramente não acho ruim. É preciso mudar, experimentar, mostrar que elas realmente têm discernimento e equilíbrio para ratificar que “o mundo é das mulheres”. Mas, sem nos matar, né?

* Essa questão das SAFs no futebol brasileiro já começa a se tornar uma fórmula interessante e eficiente mundo afora. Por isso mesmo, comandado que é por um empresário de alto bordo, como é Rafael Tenório, o CSA se prepara, talvez para uma transição administrativa de grande relevância transformando o clube azulino em uma SAF ou seja, uma Sociedade Anônima de Futebol. Acho sinceramente que é a fórmula ideal porque ao se tratar determinados times como empresa as coisas tomam forma, preveem lucros e com isso brigam mais pelo sucesso.

* Entrevistei no Bartpapo do último sábado, na BAND, a nutricionista Cybele Castro que deu uma entrevista não, mas uma verdadeira aula sobra o “Canabys Medicinal” óleo especial extraído da maconha e que vem surtindo grandes efeitos em doentes com doenças do tipo Alzheimer, Parckson e outras similares. Sendo considerado também de alto alcance o desenvolvimento de autistas que mostram uma evolução imensa. O óleo de que trata a especialista é autorizado pela Anvisa, vem do Canadá e não pode ser confundido com outros óleos produzidos por aqui.

POR AÍ AFORA

# O líder do Hamas na Faixa de Gaza, Yehya Al-Sinwar, disse que estava pronto para concluir imediatamente uma troca dos reféns que o movimento palestino detém por todos os prisioneiros palestinos detidos por Israel. “Estamos prontos para concluir imediatamente uma troca para libertar todos os prisioneiros nas prisões do inimigo sionista em troca de todos os reféns nas mãos da resistência”, declarou Sinwar num comunicado divulgado pelo movimento Hamas. O problema é que até agora nenhuma negociação progrediu e em todos os sentidos.

# A Fifa baniu o ex-presidente da Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF) Luis Rubiales por três anos após o dirigente beijar sem consentimento a jogadora Jennifer Hermoso durante a cerimônia de premiação da Copa do Mundo Feminina, em agosto deste ano. O Comitê Disciplinar da entidade considerou que Rubiales, que renunciou poucas semanas após o episódio, é culpado de violar o artigo 13, aquele sobre a violação das regras de fairplay, integridade e lealdade. Rubiales já estava suspenso provisoriamente por 90 dias.

# “Pedágio”, novo longa da cineasta brasileira Carolina Markowicz, ganhou no sábado (28) o prêmio de melhor filme da edição de 2023 do Festival de Cinema de Roma, na Itália. Estrelado por Maeve Jinkings e Kauan Alvarenga, o filme conta a história de uma mãe frustrada com a sexualidade do filho e começa a cometer delitos para ganhar dinheiro e pagar uma “cura”. O grande vencedor do evento, no entanto, foi o filme “C’è Ancora Domani”, da diretora e atriz italiana Paola Cortellesi, que faturou três prêmios na cerimônia de encerramento.

ATÉ A PRÓXIMA

Amanhã, sábado é dia de “BARTPAPO com Geraldo Câmara”. Na BAND, canal 38.1 aberto, NET CLARO, canais 18 e 518, BRISANETE, canal 14, VIVO, canal 519, das 9 às 10h da manhã. Em Arapiraca, 45.1 e OOPS 10. Assista também pelo Youtube no canal “Programas do Geraldo Câmara”. Fale conosco pelo geraldocamara@gmail.com ou pelo Whats’App 82 99977-4399

BARTPAPO COM GERALDO CÂMARA

SOBRE

Jornalista, apresentador do programa Bartpapo na Band Maceió e Diretor de Comunicação do Tribunal de Contas de Alagoas

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AS CÔRES DO HIDROGÊNIO

Geoberto Espírito Santo
GES Consultoria, Engenharia e Serviços

O hidrogênio verde, produzido com eólicas e solares, para os setores de transporte e
indústria parece ser a nova fronteira para o combate ao aquecimento global. O hidrogênio
é o elemento químico mais abundante no planeta, mas está sempre combinado com outros
elementos, como é o caso da água (H2O). Para ser visto como fonte de energia, precisa ser
separado (hidrogênio + outras moléculas). O hidrogênio (H2) é um gás que já é bastante
utilizado como combustível em processos industriais, que é obtido quebrando-se a
molécula de água via eletricidade ou a formação de gás metano. Hoje, cerca de 75% do
hidrogênio produzido no mundo tem como fonte o gás natural, que é o hidrogênio cinza.
A depender da fonte de energia que é utilizada, o processo de produção pode ser
conhecido por diferentes cores: cinza (gás natural ou metano), azul (reforma de gás
natural, com captura de carbono), turquesa (pirólise de metano), laranja (resíduos de
biomassa, biocombustível, biogás, biometano), marrom e preto (gaseificação do linhito e
do carvão), musgo (biomassa e biocombustíveis, com reformas catalíticas), rosa (eletrólise
da água, mas com energia nuclear), branco (hidrogênio geológico natural, da própria
natureza) e verde (eletrólise da água utilizando energia renovável).
De acordo com a Agência Internacional de Energia (IEA, sigla em inglês), a
utilização de cores como referência a diferentes rotas de produção pode atrapalhar o
entendimento sobre os seus níveis de emissões potenciais. Por outro lado, também não
devem ser utilizados termos com “sustentável” ou “de baixo carbono” ou mesmo “limpo”
porque em políticas públicas pode se tornar uma barreira para o seu desenvolvimento,
vindo a privilegiar uma rota em detrimento de outra. Se o objetivo é zerar ou ter
baixíssimas emissões, isso pode ser feito não apenas com eólicas e solares, mas com
biomassa, etanol, nuclear, resíduos e até fósseis com captura de carbono.
Há projetos de produção de hidrogênio em todo o mundo, mas poucos em fase
avançada. Segundo relatório do Hydrogen Council, no início deste ano foram anunciadas
1.046 propostas, mas apenas 29 estão na fase do comprometimento do capital. Para o
desenvolvimento de todos esses projetos, seriam necessários US$ 320 bilhões até 2030,
mas, se o objetivo é zerar as emissões globais de carbono até 2050, defendido pela
Organização das Nações Unidas (ONU), esses investimentos teriam mais que duplicar. Os
países que mais apresentaram investimentos estão na Europa (117 propostas), América
Latina (48) e América do Norte (46).
O maior desafio é a redução do custo médio atual de US$ 1,4/kg. O custo da
energia representa mais de 50% na produção e, se formos considerar a rota verde, que
utiliza solar e eólicas para a eletrólise, calcula-se que no Brasil estaria entre US$ 2,87/kg e
US$ 3,56/kg. Temos uma série de fatores que, combinados, nos posiciona como destaque
na vanguarda do mercado global de hidrogênio, o país mais promissor para essa produção.
O custo das energias renováveis poderá ser solucionado por causa da incidência do sol e
dos ventos e assim o Nordeste brasileiro tem as melhores condições para absorver essas
demandas crescentes. Segundo um estudo da Thymos Energia, o mercado de hidrogênio
“sustentável”, seja ele verde ou com captura de carbono (CCUS), vai movimentar USS
350 bilhões no mundo até 2030 e que o Brasil poderá captar cerca de 8% desse total, ou
seja, US$ 28 bilhões.

O Brasil lançou seu Plano Nacional do Hidrogênio (PNH2) e, em 2021, o Conselho
Nacional de Política Energética (CNPE) criou o Conselho Gestor do Programa Nacional
de Hidrogênio, composto por vários ministérios e instituições, tendo como um dos
objetivos a apresentação e aprovação pelo CNPE do Plano Trienal de Hidrogênio. Ainda
em 2021, o Ministério de Minas e Energia (MME) formulou as diretrizes para o Programa
Nacional do Hidrogênio (PNH2) e no final do ano passado abriu a Consulta Pública
147/2022 para receber sugestões da sociedade para o Plano de Trabalho Trienal 2023-2025
do PNH2. Esse Plano foi apresentado a investidores, quando o MME informou que já
existem aproximadamente US$ 30 bilhões alocados para a implantação de projetos de
hidrogênio de baixo carbono no Brasil.
Durante o Brazil Climate Summit, realizado em Nova York, o Boston Consulting
Group (BCG) apresentou o estudo “Unleashing Brazil’s Low Carbon Hydrogen Potential”
fazendo referência ao nosso potencial de hidrogênio de baixo carbono, também conhecido
como hidrogênio verde, para a indústria brasileira. Ele realça três fatores que o Brasil
possui para promover as soluções mais competitivas do mundo: uma matriz elétrica com
92% gerada por fontes renováveis, ter energia renovável barata e já existir demanda
industrial local para dar partida a um projeto de exportação.
O estudo aponta que os setores que possuem mais potencial para exportação são a
siderurgia, transportes, fertilizantes e construção. No caso do H2 puro, o mercado
consumidor deve ser o interno. Para os projetos de exportação, diz que é melhor exportar
amônia produzida por hidrogênio verde, que teria um custo mais competitivo, do que a
venda do hidrogênio verde diretamente no mercado. Outra ideia que também tem custo
proibitivo é exportar amônia e depois convertê-la em H2 no destino final. Exportar
hidrogênio puro para a Europa não terá tecnologia disponível nos próximos dez anos.
A Alemanha optou pela nomenclatura de cor, porque quer privilegiar incentivos e
subsídios ao hidrogênio verde, abrindo o espaço inicial para o azul, turquesa e laranja. Os
Estados Unidos utilizam a expressão “hidrogênio limpo”, com meta definida de 4
kgCO2e/kgH2 para as emissões de GEEs do ciclo de vida da produção. Tramita na
Câmara dos Deputados o PL 2308/2023, que inclui o hidrogênio na matriz energética
brasileira, mas o MME anunciou que vai encaminhar ao Congresso o marco legal para o
mercado de hidrogênio, optando pelo termo “hidrogênio de baixa emissão”. Espera-se que
essa nomenclatura não venha a privilegiar fontes, possa trazer clareza aos investidores e
avançar na criação de políticas estruturantes. (Valor Econômico, em 01/11/2023)

Ouvidor Geral 30-10-2023

Ouvidor Geral” para o jornal Primeira Edição de 30-10-2023 – Geraldo Câmara

COCÔ NA FORQUILHA

Na fazenda de meu pai, no Rio, haviam muitas mangueiras. Copadas, sombreando a alameda de entrada, eram uma tentação para brincadeiras e peraltices das crianças. Jorge, meu primo mais velho, era um líder nas traquinagens mais ousadas. E nós subíamos pelas mangueiras, fazíamos para er quem chegava mais alto, jogávamos, lá de cima, mangas nas cabeças das pessoas que passavam e até nos bois que pastavam, só para vê-los correndo assustados pelos campos.

Um dia, já cansados de tanta bagunça, subindo e descendo das mangueiras, correndo pela alameda, paramos para descansar, sentados debaixo de uma delas. Foi quando Jorge disse que estava com vontade de fazer cocô. Normalmente, quando isto acontecia, fazíamos no mato e nos limpávamos com folhas. Uma prática comum para quem conhece sítio, fazenda. Mas, naquela hora, a idéia dele foi mais além e disse:

-Vamos subir na árvore ?

-Ué… e a dor de barriga?

-Vou fazer lá de cima…na forquilha, cara !

Fazer cocô na forquilha, para quem conhece árvore, era ficar de cócoras, com um dos pés num galho e o outro pé no galho vizinho que formava exatamente um V. E o cocô caia no chão.

Jorge procurou uma forquilha alta, num dos galhos que se estendia por cima da alameda, se acomodou e começou a função.

De repente, o grito, o escândalo, a loucura.

Lá embaixo, aos gritos de “vou te pegar…vou te matar”, um velho empregado do sítio, cara toda cheia de merda, queria subir pela árvore, mas quanto mais passava a mão pela cara, mais lambuzava as mãos e escorregava, sem conseguir subir. E Jorge, com as calças na mão, quase caindo da árvore.

Foi preciso que chegasse alguém para acalmar o homem que, nunca mais falou conosco e, obviamente, nunca mais esqueceu o cocô que caiu do céu.

Nós, também, nunca mais fizemos cocô na forquilha.

DESTACÔMETRO

O destaque da semana vai para uma nutricionista, Cybele Castro que tem uma especialidade que é a aplicação do Carnabys Medicinal em doenças de várias complexidades. Ela é acompanhada por médicos internacionais e de renome e seu trabalho é aprovado pela ANVISA.

PÍLULAS DO OUVIDOR

A equipe do programa Contribuinte Arretado da Sefaz-AL promoveu uma reunião com representantes de entidades de comércio, bares e restaurantes, de advogados, contabilistas e contribuintes de indústrias e micro e pequenas empresas no prédio-sede do órgão.

É uma reunião que vem dar continuidade ao que iniciamos em agosto com relação aos avanços, proposituras e construções que a gente tem discutido em relação ao cadastro e substituição tributária”, salienta a líder do programa, Elka Gonçalves.

Membros da Rede Avançada de Locação, grupo que reúne empresários de 14 das maiores imobiliárias do Brasil, estarão em Maceió hoje e amanhã para o último encontro do ano. A escolha da capital alagoana para a reunião, que ocorre comumente em São Paulo, se deu em função do convite dos empresários Nilo Zampieri Jr. e Solange Syllos, diretores da Zampieri Imóveis.

A vereadora Teca Nelma realizou uma audiência pública para debater políticas de prevenção e combate ao câncer de mama em Maceió. O evento reuniu o relato das dificuldades enfrentadas pelas pacientes oncológicas na busca por tratamento.

Com a chegada do período do ano marcada por ventos de maior intensidade, a atividade de soltar pipas, quando é praticada em locais impróprios pode trazer inúmeros riscos, podendo ocasionar acidentes gravíssimos, além de prejudicar o fornecimento de energia da população.

Desde o início de sua operação em Alagoas, há pouco mais de um ano, a concessionária Águas do Sertão tem se dedicado a um trabalho de campo exaustivo e à modelagem 3D dos mapas das redes de água e esgoto nos 34 municípios do interior do estado cobertos pelo contrato.

Para compartilhar ideias e ações por um trânsito mais seguro, o Detran AL participou do Seminário Internacional de Segurança no Trânsito, realizado em Brasília-DF. O evento foi organizado pelo Ministério dos Transportes, por meio do Senatran.

A Cel. Valdenize (foto), sobejamente conhecida no meio a que pertence e em outros mais está à frente do PROERD que é um programa para levar educação contra drogas e violência nas escolas de todo o estado. Um trabalho lindo que leva nossos aplausos.

ABRAÇOS IMPRESSOS

Nossos abraços impressos vão para o jovem Secretário-Executivo de Regulação e Gestão Interna da SESAU, Igor Monteiro. Deu um show de elucidações em nosso Bartpapo com sua inteligência e perspicácia.

É difícil baixar.

Geoberto Espírito Santo

Consultoria, Engenharia e Serviços

Tarifa de energia elétrica sempre será um tema de grande relevância para todos nós, quer estejamos no segmento residencial, comercial ou industrial, na baixa ou na alta tensão. O reajuste tarifário de 44,41% autorizado para o Amapá gerou um grande reboliço no setor elétrico. Outras propostas de reajuste, foram, em média, de 21% no Piauí, de 16,1% em Rondônia, de 22% no Acre e de 11% no Pará, haja vista que os valores de alta e de baixa tensão não são iguais. Atualmente, na Região Norte, a tarifa média de venda das distribuidoras para o consumidor é de R$ 803,40/MWh; na Região Centro-Oeste é de R$ 731,30/MWh; na Região Nordeste é de R$ 699,80/MWh; na Região Sudeste é de R$ 682,60/MWh; e na Região Sul é de 613,40/MWh.

Nas antigas distribuidoras da Eletrobras que foram privatizadas, a tarifa média de compra é em torno de R$ 340/MWh, enquanto no Sul do país é de R$ 170/MWh. Vale lembrar que, na época da privatização, foram feitas várias flexibilizações nas tarifas com o objetivo de atrair interessados, mas que já saíram da base de remuneração, sendo que a captura da eficiência foi feita em favor dos consumidores. No caso do Acre, a distribuidora foi privatizada em 2018 e existe uma lacuna muito grande de investimentos. Apenas para efeito de comparação, tudo indica que o percentual proposto para o Acre será mantido e ele sairá do 18º lugar no ranking das distribuidoras e irá para a 3ª colocação entre as maiores do país. Nossas tarifas de energia elétrica são as segundas maiores do mundo, perdendo apenas para a Colômbia, quando colocamos sob avaliação o Poder de Paridade de Compra (PPC) per capita da população, haja vista que não se pode comparar diretamente o valor do euro ou do dólar, com o real ou com o peso argentino.

Na composição da tarifa de energia elétrica, média Brasil, os pesos são os seguintes: geração (36%), transmissão (8%), distribuição (23%) e encargos (33%). A preocupação com os encargos está na CDE (Conta de Desenvolvimento Energético), que esse ano chegará a R$ 35 bilhões e, pelo andor da carruagem, vai para R$ 40 bilhões em 2025. A pressão tarifária na CDE é composta pela CCC (Conta de Consumo de Combustíveis), descontos sobre o uso do fio e a tarifa social pois, de acordo com a Lei 13.360/2016, até 2030 todos os usuários devem ser igualmente cobrados, políticas públicas qua acabam resultando em tarifas mais altas para os estados menos desenvolvidos. Pela qualidade dos serviços que são prestados, tudo indica que a falta de investimentos é uma providência que as distribuidoras do Norte/Nordeste do país vão propor à ANEEL na próxima revisão tarifária. Esses investimentos são necessários para que possam ser corrigidas assimetrias ainda existentes, mas eles vão perdurar 30 anos na base de remuneração das distribuidoras, razão pela qual é urgente que sejam tomadas medidas legislativas e de governo.

Em recente estudo apresentado pela consultoria TR Soluções, novos custos de aproximadamente 30% estão previstos para serem repassados a todos os consumidores de energia elétrica. Esse estudo envolveu todos os submercados do SIN (Sistema Interligado Nacional) e levou em consideração a média ponderada das tarifas que são praticadas pelos consumidores do subgrupo A4 em 30 distribuidoras. Por outro lado, a hidrologia utilizada nos estudos foi a observada entre julho de 2017 e dezembro de 2018, sendo replicada para o período 2025 a 2029, quando também foi considerada a interligação do estado de Roraima ao SIN em 2029. O documento destaca que a análise se limitou à TUSD Encargos (CDE/Proinfa/CDE Contas; TUSD/créditos tributários de PIS/COFINS e aos Encargos cobrados dos consumidores livres no âmbito da liquidação da CCEE (ESS/EER/ERCAP) e que nenhum apresentou diferenciação horária e são aplicados de forma volumétrica.

Os fatores que foram apontados para esse crescimento, que poderá resultar num aumento de R$ 100/MWh sobre os atuais, são os seguintes: a) possível entrada em operação comercial de Angra 3, em 2029, quando espera-se uma tarifa alta, em torno de R$ 700/MWh, compulsória; b) incremento da receita fixa, fruto da energia de reserva das termelétricas previstas na lei que autorizou a privatização da Eletrobras; c) no 1º Leilão de Reserva de Capacidade, na sua forma Energia, ficaram remanescentes 4.200 MW médios e que seriam integralmente contratados; d) todos os contratos das PCHs do PROINFA seriam renovados a partir de 2024 e mais nenhuma das demais fontes do Programa; e) possibilidade de novas crises hídricas. Por outro lado, encontra-se no TCU (Tribunal de Contas da União) a contratação de térmicas do PCS (Procedimento Competitivo Simplificado), feito em outubro de 2021 para atendimento da crise hídrica, custo de R$ 40 bilhões, no qual térmicas assinaram contratos, algumas não cumpriram o prazo para entrar em operação, existem multas para as rescisões e está sendo tentado um acordo por causa das implicações jurídicas pois as usinas são de empreendedores internacionais.

Vale salientar que o “culpado” dos aumentos não são as distribuidoras, cujas tarifas são homologadas pela ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica), nem a própria ANEEL, que apenas cumpre o que está na legislação aprovada no Congresso Nacional e sancionada pelo Presidente da República. O diretor-geral da ANEEL, Sandoval Feitosa, em recente Audiência Pública na Câmara dos Deputados, afirmou que o cenário nas tarifas não só na Região Norte, mas também na Região Nordeste, não são muito otimistas porque precisam ser feitos investimentos em caráter de urgência para que possa haver uma melhoria nos serviços de distribuição de energia elétrica.

Todos os agentes do setor elétrico defendem que políticas públicas, algumas até desnecessárias atualmente, sejam custeadas pelo Tesouro Nacional e não pelos consumidores de energia elétrica, como é hoje. Exemplo recente está no fato de, por causa da seca na Amazônia, hidrelétricas e suas respectivas linhas de transmissão tiveram que ser desligadas. Para que os consumidores da Região Norte não fiquem sem energia, térmicas a diesel terão que ser ligadas, uma conta de R$ 1,2 bilhão que vai para a CDE e ser repassada para todos os consumidores do Brasil. Por causa da guerra na Ucrânia, a Rússia cortou o fornecimento de gás para a Europa e as tarifas de energia tiveram que aumentar. Na França, os consumidores de energia elétrica receberam um cheque do governo, referente ao valor desse custo incremental. Encontram-se tramitando no Congresso Nacional vários projetos, necessários, mas que a prática continua a mesma, ou seja, repassar o custo de políticas públicas para a tarifa do consumidor de energia elétrica.

Ouvidor Geral 23-10-2023

Ouvidor Geral” para o jornal Primeira Edição de 23-10-2023 – Geraldo Câmara

QUEM FALOU EM GUERRA?

O mundo está em guerra? A Rússia está guerreando com a Ucrânia? Israel com Gaza ou sei lá com quem mais? Mentira. Não existe guerra. O que está existindo deve ser uma nova forma de controle de mortalidade, já que não é de natalidade. Porque o que estão fazendo e o mundo está assistindo horrorizado é a matança incrível de inocentes, principalmente de crianças que não pediram para vir a esta era caótica que ora se estabelece, onde as mínimas regras de guerra – e que existem – não são respeitadas. Pelo contrário, estamos vivendo o absurdo dos absurdos, civis que são pegos com filhos, famílias inteiras, que são destroçadas e jogadas como lixo nas ruas de batalhas. O que está acontecendo foge a tudo aquilo que os mentores das guerras deveriam ter aprendido e aplicado quando chegasse a hora do campo de batalha. Mas, não. O que se está vendo é o ódio e não os objetivos militares. O que se está vendo é a carnificina e não a perda de soldados devidamente convocados e instruídos para os campos da guerra. A verdade é que, por lá, na já quase devastada Gaza e na também destruída Israel, guerra não existe. O que existe é uma nova e cruel forma de se jogar para fora as frustrações, as vinganças e os infundados ódios. Que Deus tenha pena de suas almas definitivamente perdidas.

DESTACÔMETRO

O destaque vai para a promotora do Ministério Público Federal, Niedja Kaspary por sua constante, dedicada e sempre competente atuação em relação à defesa dos direitos humanos sob todas as luzes e matizes. Niedja é uma guerreira do Direito.

PÍLULAS DO OUVIDOR

* Pois é! A Braskem que se cuide porque ganhou um grande advogado de acusação que é o Senador Renan Calheiros, autor da proposta para abertura de CPI no Senado e que não vai sossegar enquanto não vir os “pontos nos ii” colocados nos seus devidos termos.

As irregularidades em questão de indenizações, sobretudo as injustiças sociais provocadas pelos desmandos técnicos e ambientais da Braskem, agora vão para um nível muito superior, o que sem dúvida levará a um final mais feliz para os infelizes ex-proprietários do Pinheiro.

Do Pinheiro e de mais cinco bairros afetados por aquela calamidade e que nos leva a todos a não querermos calar. A iniciativa de Renan é altamente oportuna e deve colocar algumas coisas que não foram apuradas, em cima da mesa.

Palmas para a diplomacia do Brasil que está crescendo muito quando entra em possibilidades de negociações no sentido de minimizar os efeitos da guerra entre Israel e Gaza. As tentativas para se chegar a um acordo têm sido levadas a efeito pelo Brasil e ninguém pode negar.

O fato de, durante todo o mês de abril o Brasil estar dirigindo o Conselho de Segurança da ONU, lhe deu personalidade para não perder o bonde da história e mostrar que não está ali apenas como espectador, mas como um verdadeiro ator. Muito bom!

Ampliar investimentos privados e públicos no país será sem dúvida um dos baluartes do governo Lula, para resolução de problemas, gargalos na logística e ampliação dos meios de transporte para elucidação das saídas para o produto nacional. Assim disse, Renan Filho, Ministro dos Transportes.

Parece que o Brasil e em especial o estado Alagoas descobriram ou entenderam finalmente que o turismo é, sem dúvida, um grande marco para o desenvolvimento econômico. Talvez por isto estejam sendo criadas diversas formas de incentivo para os investimentos na área.

Parece que, segundo informações e até notícias já veiculadas, que o mercado televisivo no estado de Alagoas deverá estar sofrendo profundas modificações com possíveis viradas de posições em um canal de televisão local. Vamos aguardar. Que pena!

Enquanto houver discrepâncias, injustiças e tantas outras irregularidades em relação a planos de saúde, a atendimentos indispensáveis e outros erros mais, o advogado Juliano Pessoa (foto) se fará presente com sua competência e personalidade. Parabéns, amigo Juliano.

ABRAÇOS IMPRESSOS

Os abraços impressos da semana vão para Eduardo Brasil que em outros tempos passou pela SECOM do estado e hoje empresta seu valor à “Desenvolve” na qualidade de seu diretor-presidente. Dudu sabe o que faz e vem ganhando grandes espaços no desenvolvimento do estado.