“Ouvidor Geral” para o jornal Primeira Edição de 27-11-2023 – Geraldo Câmara
CHACRINHA E EU.
–do meu livro “Por causos da vida”
No princípio da década de 60 eu já fazia televisão, no Rio de Janeiro, na área do humorismo. A TV Rio era a “Globo” da época, pelo seu carisma e pela sua audiência. E os programas de humorismo eram as “novelas” de então, prendendo os telespectadores à telinha, ainda preto & branco. Lembro-me que, às sextas feiras, eu participava à noite do grande humorístico “Noites Cariocas”, que era levado ao vivo no auditório da emissora e ensaiado no estúdio A, à tarde. No entanto, às 5 horas, eu participava também de um programa que se chamava “No rancho de Mr. Chacrinha”, uma espécie de filme de cowboy, cheio de graça, humor e da irreverência do velho Chacrinha e sua equipe. É preciso observar que os programas, na época, eram todos ao vivo.
Enquanto ensaiava no estúdio A, pedi aos companheiros do programa do Chacrinha que me avisassem quando fosse entrar no ar, no Estúdio B, para que eu deixasse o ensaio de um e entrasse na apresentação do outro.
Não sei, até hoje, se de propósito ou não, se de molecagem do Velho Guerreiro, ou não, o fato é que, de repente, olhei para o relógio e percebi que já eram 5 horas e 5 minutos. Corri para o estúdio A, olhei pelo visor d grande porta dupla e o programa já estava no ar, com todos os personagens. Só faltava eu. Bati na grossa porta, o assistente abriu e dirigi-me ao cenário. E só então percebi que Chacrinha tinha um papel nas mãos – o roteiro – e, aos risos, o que lhe era peculiar, fazia o seu papel e lia o meu, dizendo para o telespectador: “agora fala Sheldon, o personagem de Geraldo Câmara, que só vai aparecer à noite no “Noites Cariocas”.
Fiz cara de mau, puxei o revólver, enfrentei o Velho Guerreiro e disse, virando-me para a câmera:
“Ah…ah… te peguei com a boca na botija…Você quer me roubar a Lindinha, não é? Mas não adiantou me prender porque livrei-me das cordas a tempo!”
E com os “cacos” seguimos adiante o programa, contendo os risos. Aquilo era um retrato da televisão da época, cheia de improvisos, de graça e de heroísmo mesmo.
DESTACÔMETRO

O destaque vai para o querido conselheiro do Tribunal de Contas Rodrigo Cavalcante que tem demonstrado uma seriedade absoluta na sua condução naquela instituição. Trabalhador, correto, bem posicionado e competente, Rodrigo é um exemplo a ser seguido.
PÍLULAS DO OUVIDOR
Quando você estiver lendo esta coluna possivelmente deverei estar me deslocando para a cidade de Fortaleza onde será realizado o Congresso Internacional de Tribunais de Contas. À frente, o valoroso Conselheiro do TCE RS, César Miola também presidente da ATRICON.
A ATRICON é a Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil e vem recebendo uma grande injeção de competência com a administração produtiva e valiosa de Miola. Que aliás é um apaixonado por educação e a coloca à frente de todos os seus projetos.
Daqui do Tribunal de Contas de Alagoas, liderada pelo presidente Fernando Toledo e pelo vice, Otávio Lessa irá uma grande comitiva com diretores de áreas técnicas e finalísticas e outros tanto interessados em aprender e passar conhecimentos.
Nem preciso dizer porque já é comum que a nossa Diretoria de Comunicação esteja presente com a TV Cidadã para cobrir todo o evento e depois apresentar para todo o Brasil no já conhecido Jornal Atricon.
Estou me deliciando com a surpresa que estou preparando para o meu outro lado, o do escritor, Ainda em dezembro estarei lançando o meu 10o livro cujo título será “Tribunando com Independência, já que será uma compilação de artigos que escreve na Tribuna impressa.
Desde já ficam os meus agradecimentos ao José Paulo Gabriel, presidente da Jorgraf, empresa que edita aquel jornal diário e que se propôs a editar também este nosso novo livro e que possivelmente seja lançado no restaurante Filé do Zezé. Data ainda em aberto.
A propósito ainda do livro, o prefácio será de José Paulo Gabriel que é um animado estimulador do projeto e a orelha do livro assinada pelo meu amigo, o competente Otávio Lessa. Agradeço profundamente a esses estimuladores.
Gente medrosa de Alagoas e estou falando de homens, por favor lembrem-se da importância do mês de novembro para lembrar que é preciso fazer exames periódicos para ver como está a próstata, a partir de quarenta anos. Preconceito e medo zero e saúde dez. Ok?

Jonathan Silva (foto) é o nome dele. Atualmente ocupando a superintendência de Igualdade Racial na Secretaria da Mulher e dos Direitos Humanos tem demonstrado grande dedicação e uma lucidez fantástica diante dos problemas existentes. Gostei muito de entrevistá-lo no Bartpapo.
ABRAÇOS IMPRESSOS

Eu sou um admirador deste cara, Marcelo Lima é um dos expositores mais lúcidos que conheci, principalmente quando o tema é INSS. Já foi gerente executivo daquela instituição em Alagoas e agora é educador federal para tema tão difícil e palpitante. Parabéns, Marcelo. Abraços.















