MÍSTICA FEMININA

The Feminine Mystique, o livro de Betty Friedan lançado em 1964 não foi o primeiro, mas tornou-se um marco no contexto da supremacia masculina sobre o feminino. Em 1948, em seu livro Anything But Love, Elisabeth Hawes já atacava o machismo nas revistas femininas americanas sem maiores conseqüências. O Segundo Sexo, grande trabalho de Simone de Beauvoir, lançado em 1953, também não significou nenhum movimento, nenhuma ação.

O feminismo organizado tem apresentado interesses, exigências ou táticas que muitas vezes não se justificam porque a batalha fundamental deve ser pela igualdade de oportunidades para todos. Pessoas, grupos e até estruturas político-governamentais que só defendem os direitos das mulheres, de certa forma estão discriminando a cidadania na sua totalidade, que independe de sexo, crença, raça, nacionalidade, religião ou condição social. A cidadania é um dos direitos universais de qualquer ser humano. A luta com essa parcialidade não deixa de ter a sua importância porque em quase todas as culturas as mulheres foram violadas, dominadas, restringidas, na melhor das hipóteses sutilmente controladas pelos homens. Em vários países as evidências do machismo são encontradas nas leis, nas oportunidades de trabalho e até nas piadas e na galhofa. Continuar lendo “MÍSTICA FEMININA”

E SE FOSSE VERDADE?

E se fossem verdades todas aquelas “verdades” formadas nas cabeças das pessoas que permeiam o mercado publicitário? E falo de todos: publicitários (profissionais e estudantes), anunciantes e profissionais de veículos.

Já perdi as contas de quantas vezes me deparei com pessoas, inclusive este que vos escreve, confesso, despejando as verdades formadas em diversas ocasiões, como reuniões de brainstorm, trazendo um imenso risco de que a campanha futura já nascesse fadada a tomar os caminhos errados e não encontrar de fato o público-alvo. E falo isto não apenas do ponto de vista da mídia, mas de tudo que envolve uma boa campanha publicitária.

“Ah, o pessoal mais jovem não assiste mais TV aberta.”

“Esse programa começa cedo demais. Ninguém assiste.”

“Quero uma mídia de TV com 350 GRP. Isso resolve.”

“Se é classe C, tem que ter linguagem popular SEMPRE.”

“Digital resolve esta campanha.”

“NINGUÉM mais lê jornal impresso.”

Bom, poderia citar muito mais “verdades” como esta, mas não vem ao caso agora. O fato é que sim, a comunicação está mudando rápido; com certeza está. Mas também é fato que nem tudo mudou por completo ainda e precisamos estar atentos a isto. E ainda bem que muitas pessoas estão.

Senão vejamos: talvez se o jovem não assistisse mais TV aberta, a Globo não precisasse estar com Malhaçãono ar há 23 anos ininterruptos. Quem sabe se 350 GRP resolvesse tudo, nem precisasse de um mídia. Bastaria compra dez inserções no Jornal Nacional (35 pontos cada). Pronto; resolvido. E se o digital resolvesse TUDO? Olha aí, Google, Apple e Netflix! Pra que anunciar na TV, em outdoor ou em mídia de aeroporto?

É verdade, até como disse meu colega Vinícius Batista no último post deste blog, que a tecnologia é a base de tudo na comunicação de hoje, mas também é fato que sempre foi. Não teríamos jornal impresso se não tivesse havido a nova tecnologia da prensa. Não teríamos o rádio, se alguém não tivesse pensado no que fazer com as tais “ondas”. E depois a TV, preta e branca e depois colorida, a TV a cabo, a internet, etc, etc, etc. Obviamente o que mudou tudo ao longo da história da humanidade foi exatamente a tecnologia. Então, também obviamente, foi ela quem sempre trouxe todos estes questionamentos e estas verdades, que foram diferentes, cada um a seu tempo. E o tempo? O tempo mostrou que o rádio não matou o jornal, a TV não aniquilou o rádio e a internet não matou (e nem vai matar) a TV. Vai mudar tudo? Já mudou. Como? Através justamente da tecnologia, pois tudo que temos se adapta às suas mudanças e avança em direção ao futuro.

Mas sabem qual é a verdade, na minha humilde opinião? Falta de bom senso, poder de observação e até de humildade pra se aprofundar mais, entendendo de fato as mudanças e tudo que elas trarão, mas sobretudo o que realmente elas já trouxeram. Do contrário corremos o risco de incorrer nestas “verdades” formadas e até passarmos o incômodo dos números e fatos nos desmentirem, mostrando que apesar de muito disso tudo ser realmente tendência, precisamos ter cuidado, pois nem tudo que tende se concretiza ou pelo menos ainda não se concretizou.

Fred Teixeira, Coordenador de Mídia da Aporte.biz Comunicação.texera-300x300

COMPLEXIDADE E DESAFIO

Esse 2018 será complexo e cheio de incertezas para os negócios no setor elétrico brasileiro. Temos um cenário com os reservatórios em níveis baixos, forte expansão das fontes intermitentes, o nosso Nordeste com as dificuldades de sempre e uma previsão de predomínio da bandeira vermelha. Portanto, a operação do sistema será um desafio pela complexidade que esses fatores, juntos, representam.

Na Região Norte, 2018 será melhor que no ano passado, pois são boas as previsões de geração nas usinas do Rio Madeira no período úmido. O reservatório da UHE Serra da Mesa, importante elo da interligação Norte-Sul, deverá ter uma boa recuperação. No Nordeste, as hidrelétricas da bacia do São Francisco vem registrando queda nos níveis de armazenamento há 20 anos, fato que se agravou em 2013. Não se espera chuvas em abundância nesse ano e deve-se levar em conta que no Velho Chico a água também vai para seus usos múltiplos, como o abastecimento humano, animal e agricultura. Portanto, teremos uma operação mais voltada para a segurança hídrica do que para o suprimento energético. Atualmente, das seis turbinas de Sobradinho, duas estão operando e das seis de Xingó, apenas uma, pois a vazão que era de 1.300 m3/s passou a ser de 550 m3/s. Existem 405 parques eólicos no Nordeste e a expectativa é que os ventos continuem com bom desempenho, que resultará num alto fator de capacidade. Com essa forte dependência dos ventos, os modelos de previsão devem ser aprimorados, ainda porque começam a operar usinas solares, mesmo que essas apresentem uma incerteza menor.

No Sudeste registrou-se em 2017 a segunda pior marca de sua série histórica e o despacho térmico será necessário, mesmo com mais turbinas de Belo Monte entrando em operação. Para a recuperação dos reservatórios, seria importante que no período de chuvas as térmicas permanecessem ligadas, mas dificilmente isso ocorrerá. Com a liberação para operação do linhão Belo Monte-Sudeste, a hidrelétrica de Tucuruí poderá transferir mais hidroeletricidade para o Nordeste, não só evitando o maior uso de térmicas como também podendo poupar água nos reservatórios do São Francisco.

A ANEEL modificou os critérios de acionamento das térmicas, que agora vão considerar também as perspectivas de armazenamento dos reservatórios, o que pode trazer preocupações operacionais ao fim do período úmido. Para quem comprou mais ou menos energia e precisa recorrer ao mercado spot, o PLD (Preço de Liquidação das Diferenças) para esse ano deve ficar entre R$ 40/MWh e R$ 550/MWh. Nos temas diretamente ligados à comercialização de energia, estão o GSF (Garantia Física) e a descotização. Esperava-se que a Medida Provisória nº 814, de 28 de dezembro de 2017, apresentasse uma proposta para resolução de uma judicialização que já chega aos R$ 6 bilhões e a situação tende a se agravar a depender dos volumes de chuva. A questão da descotização das usinas hidrelétricas e em quem será alocado o risco hidrológico, terá reflexo nas tarifas, na abertura do capital da Eletrobras e na ampliação do mercado livre, cuja normatização também aguarda um Projeto de Lei ou até mesmo uma Medida Provisória, um embate com o Congresso em qualquer uma das escolhas.

Tudo isso com um pano de fundo de julgamentos na Lava Jato, Carnaval, Reforma da Previdência, desincompatibilização de ministros, Copa do Mundo e eleições gerais. Ôba! Que bom que temos mais problemas, pois nos ajudam a buscar soluções e evoluir.

Geoberto Espírito Santo

Personal Energy da GES Consultoria, Engenharia e Serviços

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Educação brasileira e o contexto global: por que não avançamos? Por Janguiê Diniz

No momento em que o Brasil corre o risco de ver extinta sua maior política pública de acesso à educação superior da história, o Relatório de Monitoramento Global da Educação 2017/18, recém divulgado pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), alerta para o quanto a transformação de uma política social em política econômica pode comprometer o progresso do país.

A agenda de desenvolvimento sustentável adotada pelas Nações Unidas, lançada em setembro de 2015 com metas a serem atingidas até 2030, inclui entre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) a garantia de educação inclusiva, equitativa e de qualidade, além de promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todas e todos.

Algumas metas relacionadas a esse objetivo, o 4º em uma lista de 17, ressaltam exatamente a relevância da educação superior para que as nações consigam melhorar a vida das pessoas. A meta 4.3, por exemplo, diz que cabe aos Estados-Membros assegurarem a igualdade de acesso para todos os homens e mulheres à educação técnica, profissional e superior de qualidade, a preços acessíveis, incluindo universidade. Além disso, também está entre as metas o aumento do contingente de professores qualificados. Continuar lendo “Educação brasileira e o contexto global: por que não avançamos? Por Janguiê Diniz”

Sustentabilidade deve ser um dos pilares empresariais.

 

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Janguiê Diniz – Mestre e Doutor em Direito – Reitor da UNINASSAU – Centro Universitário Maurício de Nassau – Fundador e Presidente do Conselho de Administração do grupo Ser Educacional – janguie@sereducacional.com

 

Há vinte anos, poucos empresários consideravam importante o respeito ao meio ambiente. Atualmente, a sustentabilidade é um elemento central na atividade e cada vez mais essencial na estratégia das empresas. Durante muito tempo se acreditou, erroneamente, que a sustentabilidade estaria diretamente relacionada ao meio ambiente. Entretanto, essa ideia é dividida em três principais pilares: social, econômico e ambiental. Para se desenvolver de forma sustentável, uma empresa deve atuar de forma que esses três pilares coexistam e interajam entre si de forma plenamente harmoniosa.

 

O pilar ambiental refere-se, basicamente, à preservação do meio ambiente e dos recursos naturais, além da redução do desperdício de materiais. O social compreende ao capital humano relacionado às atividades do empreendimento, incluindo a comunidade, o público-alvo, os fornecedores e a sociedade em geral. E finalizando, o econômico inclui assuntos referentes à produção, distribuição e consumo de bens e serviços, considerando os pilares ambiental e social.

 

Para a ONU, entre os dez objetivos que o mundo poderia adotar para atingir o desenvolvimento sustentável estão erradicar a pobreza extrema, incluindo a fome; assegurar o aprendizado efetivo de todas crianças e jovens para a vida e a subsistência; alcançar a saúde e o bem-estar para todas as idades; melhorar os sistemas agrícolas e aumentar a prosperidade rural; tornar as cidades mais inclusivas, produtivas e resilientes; entre outras.

 

O desenvolvimento sustentável já é um assunto recorrente na sociedade mundial. A assiduidade das pautas de discussão está ligada diretamente a urgência e a necessidade de se criar movimentos para equilibrar as ações desenvolvimentistas do homem e da preservação dos recursos naturais. Assim, pensar no desenvolvimento sustentável implica considerar a necessidade de recuperar o patrimônio natural, preservar os ecossistemas e definir o uso racional dos recursos, permitindo o equilíbrio socioeconômico e cultural.

 

Mundialmente, o consumidor brasileiro é menos preocupado com a preservação dos recursos naturais do que os consumidores dos países desenvolvidos. Nos EUA, ações de premiação para as empresas que agem sustentavelmente já alcançam 50% da população consumidora. Essa relação fica ainda mais clara quando analisamos o percentual das pessoas que buscam os produtos ecologicamente corretos: nos países desenvolvidos esse número é de 39%, enquanto aqui, os percentuais são de 13%.

 

O papel da educação e da erradicação da pobreza é extremamente importante para atingir os objetivos propostos pela ONU. Um país que investe em educação está investindo em desenvolvimento – econômico e sustentável. É preciso criar e ter a consciência de que assegurar esse equilíbrio entre o desenvolvimento dos países e a preservação do meio ambiente, significa, acima de qualquer outro objetivo, garantir que nossos filhos, netos e bisnetos tenham condições mínimas de sobrevivência.

 

A busca das empresas pelo equilíbrio de suas ações nas áreas econômica, ambiental e social, visando à sua sustentabilidade e a uma contribuição cada vez mais efetiva à sociedade, é hoje um fato. Para medir esse equilíbrio, alguns modelos e ferramentas de gestão, globalmente aceitos, têm sido utilizados no dia-a-dia empresarial para o aperfeiçoamento de seus processos e ações.

 

Mas a sustentabilidade, entendida no ambiente corporativo como fator estratégico para a sobrevivência dos negócios, é bem mais que um princípio de gestão ou uma nova onda de conceitos abstratos. Representa um conjunto de valores e práticas que deve ser incorporado ao posicionamento estratégico das empresas para definir posturas, permear relações e orientar escolhas.