Estamos vivendo dias de expectativa para sabermos se a chapa Dilma/Temer será detonada pelo Tribunal Superior Eleitoral e se o presidente Temer cai ou permanece no poder até as eleições de 2018. Na verdade, somos contra qualquer tipo de corrupção e se o presidente tiver que sair que saia. No entanto, precisamos pensar também num Brasil Econômico que vem segurando a inflação, baixando os juros, dando sinais de recuperação da produção e vislumbrando um aumento de emprego com carteira assinada, graças à excelente intervenção do Ministro Henrique Meirelles, sem dúvida e incontestavelmente competente. Mas a grande pergunta é o que acontecerá com uma suposta queda do atual presidente e a que tipo de crise institucional vamos ficar expostos até que tudo volte ao “normal”. Quem será seu substituto? Rodrigo Maia, pela Constituição, governará por 30 dias convocando eleições indiretas a serem realizadas pelo Congresso Nacional e para o mandato correspondente ao que resta do atual. E quem virá? Outra questão terrível, uma vez que o descrédito assola o nosso legislativo, logo ele que será responsável por eleger o novo presidente. E aí fica a pergunta: pior do que está, ficará? Ou é melhor deixar como está para ver como é que fica? Na verdade, o Brasil está mesmo é num beco com poucas possibilidades de saída, no momento. E ninguém merece!
Conheço e acompanho a trajetória de Otávio Lessa, Conselheiro do Tribunal de Contas, há exatos 20 anos, quando aqui cheguei. Um homem dinâmico, probo, com idéias avançadas e com uma enorme vontade de acertar no meio de tanta podridão que por aí existe. Foi assim que, foi eleito para presidir o Tribunal de Contas de Alagoas pelo mandato de dois anos com a possibilidade de renovação para mais dois, o que não aconteceu, porque, a exemplo das traições 

Talvez interesse a pouca gente. À gente que não conhece as vantagens do parlamentarismo sobre o presidencialismo, principalmente em momentos de crise como o que vivemos. O presidente é eleito pelo Legislativo mas é apenas o chefe de estado, representando o país, dignificando o cargo. Este mesmo presidente, de acordo com o Legislativo nomeia um Primeiro-Ministro que passa a ser o chefe de governo e escolhe os ministros e auxiliares. A vantagem do sistema parlamentarista sobre o presidencialista é que o primeiro é mais flexível. Em caso de crise política, por exemplo, o primeiro-ministro pode ser trocado com rapidez e o parlamento pode ser destituído. No caso do presidencialismo, o presidente cumpre seu mandato até o fim, mesmo havendo crises políticas ou passa por um enorme processo de “impeachement” enquanto a crise se avoluma. É exatamente o que o Brasil passa no momento. No caso do parlamentarismo as crises são resolvidas com mais rapidez e, tanto executivo quanto legislativo fazem o possível para cumprirem as regras e não assistirem a quedas de gabinete ou a dissolução de parlamento. Os melhores governos de hoje estão submetidos ao processo parlamentarista, seja através de um presidente no topo, seja através de um monarca. Talvez seja chegada a hora da virada no Brasil que, aliás, teve um curto espaço parlamentarista na república, quando da ascensão de João Goulart ao poder que, obrigado pelas Forças Armadas, aceitou o novo regime que chegou a ter em 1 ano, três primeiros Ministros: Tancredo Neves, Hermes Lima e Brochado da Rocha.