Pelo andar da carruagem

Você sabe. Você conhece pelo andar da carruagem qual é o seu destino. Você sente no ar, no cheiro do campo ou no cheiro do lixo, se o caminho é bom ou não. Caminhos esquisitos vêm sendo trilhados, sim senhor, na política brasileira que, aliás, sempre foi profundamente confusa e incompreensível apesar de certos políticos auto-denominarem de incompreendidos. Mas, o fato é que por esses caminhos, ruelas e vielas são ultrapassadas, buracos e obstáculos são vencidos e os vencedores são sempre os mesmos. Os caminhos da política nacional, essa tão falada e discutida por gregos e troianos são vividos por quem comanda e sabe comandar carruagens com maestria, ora sentando-se nos bancos principais, ora em descanso sazonal fora dos seus lugares, ora sentados na boléia ensinando o cocheiro por onde ir, mas sempre indicando rumos. Portanto, amigos, nada de surpresas. Quem está no comando, comandado está. Apenas esquentando o banco para quem, em breve, vai comandar de fato e de direito. A não ser que a sociedade, tão injuriada, resolva reagir e, ela própria escolher os bancos, os assentos e os assentados. Ou a não ser que algum pneu fure no meio do trajeto. Mas ia me esquecendo: carruagem não tem pneu. Então…é isso mesmo!

200 anos da jovem Alagoas

Jovem, muito jovem ainda, em formação constante, em reformas das reformas, em vitórias gradativas, em forjação de seu povo e de seu destino. Alagoas nos seus 200 anos tem histórias e estórias para contar, mas tem sobretudo, a capacidade de dar a volta por cima, de virar páginas e de se superar com garra e com coragem.

Hospitaleira, recebe os que aqui chegam como se de aqui fossem e eu mesmo, vinte anos de Alagoas, a fiz mãe, me fiz filho, recebi os títulos e carimbei cidadania com trabalho, com amor e com gratidão.

Acredito nos que querem ver uma Alagoas cada vez melhor. Acredito na sua vocação de “hostess” e de coração aberto. Acredito na potencialidade de suas reservas em todos os sentidos. Acredito no povo, sobremodo no povo que se fez alagoano de fé e de coragem e pode gritar aos quatro cantos que por ela há de lutar e se regozijar.

Parabéns, Alagoas, pelos seus 200 anos!

Revolução do proletariado?

Recebi no meu What’sApp, através de um amigo confiável, uma mensagem fonada que se dizia de um tenente do exército em que ele informava que havia sido convidado para falar em uma escola de meninos e meninas bastante pobres, no interior, sobre civismo, símbolos nacionais, etc. De repente, foi surpreendido por uma pergunta de um dos meninos que queria saber se ele podia falar sobre “revolução do proletariado”. Surpreso, principalmente porque naquela altura o tenente verificara que eles nada sabiam sobre patriotismo, hino nacional e outras coisas importantes para a formação do caráter, mas estavam – muitos deles – absolutamente integrados numa posição de falar de uma revolução que estaria de novo no poder, que traria Lula de volta e que colocaria o proletariado do país em uma posição revolucionária impressionante. Diz o tenente que conseguiu perceber a existência de um movimento de lavagem cerebral por aí a fora e que pode trazer consequências imprevisíveis para tomadas de posição que podem ser certas ou erradas politicamente falando, mas que, socialmente criam uma gama de crianças que são norteadas para um princípio político que, no futuro, nem poderá ser o delas. Importante detalhe é que todos tinham a aprovação da professora, presente ao evento. O desabafo do tenente foi realmente incrível e levou-me a publicar seu contexto para que possamos até avaliar se há fundo de verdade ou não nessa que eles estão chamando de “revolução do proletariado”.

 

LICITAÇÕES NA SAÚDE

Ninguém haverá de negar, principalmente os que trabalham no serviço público que a famosa Lei da Licitações, a 8,666, principalmente também os que zelam por uma transparência nas ações, de que ela, a Lei, é imprescindível e tem evidentemente o seu imenso valor, apesar de ser burlada diariamente, da maneira que alguns podem ou querem.

Mas, também é necessário expor determinadas situações onde, ao invés de proteger, a Lei atrapalha e coloca a sociedade em situação bastante indesejável, como também alguns gestores que ficam incomodados e engessados  com o excesso de rigor ou da falta de portas e janelas que propiciem saídas legais para algumas questões. Continuar lendo “LICITAÇÕES NA SAÚDE”

A força do “querer” ou do poder

Não bastasse a situação crítica deste país, no que diz respeito à economia, aos poderes que se desentendem, à criminalidade que aumenta a cada dia, a escolarização no fundo do poço e ainda temos que assistir a uma novela da Rede Globo, cujo título é “a força do querer”, mostrando que  o querer está todo voltado para o mal, para as coisas erradas da vida e, principalmente para a ascensão cada vez maior do poder paralelo que, graças ao tráfico, vem ganhando território e mandando em quem quer e do jeito que quer. Na novela, o tráfico mostra sua força através de um personagem, o Rubinho, que vai para o morro, passa a mandar e desmandar e usa sua mulher, também cooptada pelas luzes do tráfico e se torna uma espécie de primeira dama oferecendo aos comunitários tudo aquilo que o poder principal não faz. Ora, vamos e venhamos que precisamos acordar, conhecer a realidade, sim, mas não colocar vendas nos olhos e permitir que verdadeiras escolas de crime sejam colocadas nos lares brasileiros através da força irrefutável da televisão. Sou contra a censura, mas não sou contra a educação. E a televisão, concessão  pública, tem compromissos com a realidade, com a emoção, com a verdade, mas sobretudo com a preservação dos mínimos valores que uma sociedade precisa ter. É bom pensarmos nisso.