A força do “querer” ou do poder

Não bastasse a situação crítica deste país, no que diz respeito à economia, aos poderes que se desentendem, à criminalidade que aumenta a cada dia, a escolarização no fundo do poço e ainda temos que assistir a uma novela da Rede Globo, cujo título é “a força do querer”, mostrando que  o querer está todo voltado para o mal, para as coisas erradas da vida e, principalmente para a ascensão cada vez maior do poder paralelo que, graças ao tráfico, vem ganhando território e mandando em quem quer e do jeito que quer. Na novela, o tráfico mostra sua força através de um personagem, o Rubinho, que vai para o morro, passa a mandar e desmandar e usa sua mulher, também cooptada pelas luzes do tráfico e se torna uma espécie de primeira dama oferecendo aos comunitários tudo aquilo que o poder principal não faz. Ora, vamos e venhamos que precisamos acordar, conhecer a realidade, sim, mas não colocar vendas nos olhos e permitir que verdadeiras escolas de crime sejam colocadas nos lares brasileiros através da força irrefutável da televisão. Sou contra a censura, mas não sou contra a educação. E a televisão, concessão  pública, tem compromissos com a realidade, com a emoção, com a verdade, mas sobretudo com a preservação dos mínimos valores que uma sociedade precisa ter. É bom pensarmos nisso.

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