Seria interessante fazermos uma análise do que se pode definir como “tempos modernos”, uma expressão que vale sempre e todo o dia, porque o presente é sempre moderno em relação a tudo o que já passou.
Mas, se, no entanto, compararmos épocas passadas com os chamados “tempos modernos”, vamos verificando a imensa mudança de hábitos, de costumes, de educação; vamos vendo a mudança tecnológica, o aguçar do crime e o relaxamento com a própria sociedade que vem jogando fora os mais comezinhos princípios que norteavam o viver em comum.
Terrível comparar o direito de “ir e vir” com o direito que nos foi tirado nos dias de hoje, tomadas que foram as cidades por criminosos, assaltantes e traficantes.
Desagradável ver que as quase inocentes “cubas libres” dos anos 50 deram lugar aos craques, cocaínas, maconhas, êxtases e tantas outras drogas do mundo moderno.
Incrível ver a mudança tecnológica que, em poucas décadas, nos deu instrumentos como os celulares, a televisão digital, o computador pessoal, instrumentos que aliviam o trabalho e o conforto de uns e municiam as mentes desvairadas de outros.
Nossas vidas deveriam ter um “dial”. Um botão giratório que nos levassem no tempo e no espaço a épocas mais sadias e que nos permitissem fazer com que nossos filhos estudassem melhor, que os professores fossem mais dedicados e melhor remunerados, que a televisão, incipiente e em preto e branco, ainda exibisse seriados inocentes como “Alô doçura” esquecendo as aulas de crime, de falta de educação e de desrespeito para com pais, avós e toda essa gama de pessoas que antigamente compunham as famílias.
É triste, muito triste, avaliar que o nosso passado já foi a base dos então “tempos modernos” e que a vida de hoje será um passado, talvez lembrado pelas próximas gerações que nem sonhamos como viverão e como estarão incluídas nos “tempos” que ainda virão.