“Ouvidor Geral” para o jornal Novo Primeira Edição de 11-11-2024 – Geraldo Câmara
CONSTRUÇÃO SE VIU
A construção civil sempre foi o forte empregador deste país. Com altos e baixos, com crises e sem crises construir sempre foi relativamente bom. Mas, houve época em que era mais do que o bom. Era “boom”. A construção que se viu nos anos 70, principalmente de apartamentos, por todo o país era digna de admiração em função de um enorme equilíbrio entre oferta e procura em quase todos os estados brasileiros. Construtoras e imobiliárias eram os grandes clientes publicitários das agências e dos veículos de comunicação que chegavam a não ter espaços suficientes. Lembro-me de imobiliárias nacionais que atuavam em 10 ou mais estados como foi o caso da Unimov, originária do Recife e estabelecida com lançamentos no eixo Rio-São Paulo e muitos outros lugares. Os lançamentos eram feitos em um fim de semana e, fora a reserva técnica, eram vendidos invariavelmente em 48 horas. As imobiliárias empreendiam verdadeiras batalhas publicitárias para ver quem vendia mais e em prazos mais curtos. No eixo Aracajú / Maceió quem dava as cartas era a Habitacional e a Habilar que tinham lançamentos um atrás do outro. Este colunista que criou várias campanhas para aquele grupo, foi o autor de um dos maiores lançamentos imobiliários de todos os tempos, aqui mesmo em Maceió, que foi o do Edifício Michelangelo, perto do Maristas. Na época utilizamos uma campanha milionária e compramos duas horas da TV Gazeta para exibição exclusiva do filme “Agonia e Êxtase” usando os intervalos para o grande lançamento. Ao término do filme abrimos as portas do “stand de vendas” e o resto nem precisamos falar. Um sucesso sem precedentes testemunhado até hoje pelo amigo Joaquim Santana, então executivo do grupo Habitacional. Hoje sente-se que, na propaganda imobiliária, os bons ventos voltaram a soprar. Nunca como antes mas estão voltando. O que precisamos saber é se os resultados são tão favoráveis como eram. Se a construção civil pode voltar a ser campeã e responsável por um desenvolvimento como o daquele tempo. Na verdade, construção “se viu” nos velhos e memoráveis tempos.
DESTACÔMETRO

O destaque vai para o dinâmico e competente presidente da Academia Alagoana de Letras, Rostand Lanverly pela brilhante administração que vem fazendo à frente daquela instituição secular. Aliás, completando, a Academia, seus 105 anos de existência.
PÍLULAS DO OUVIDOR
Após dois anos de pausa, o Clube do Livro da Biblioteca Pública Estadual Graciliano Ramos retorna com o objetivo de estimular a leitura e aproximar os leitores alagoanos. O equipamento cultural promoverá encontros para a leitura e discussão de obras de diversos gêneros literários.
O Museu Palácio Floriano Peixoto (Mupa), um dos principais pontos culturais de Alagoas, agora passará a abrir também às segundas-feiras, ampliando o acesso do público ao seu vasto acervo histórico e artístico. O equipamento cultural estará aberto de segunda a sexta-feira.
A Secretaria de Estado da Fazenda de Alagoas (Sefaz) participou de uma audiência pública para discutir o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2025 e o acompanhamento das metas da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).
O programa Digaê! – Juventudes, Comunicação e Cidade, uma iniciativa do Governo de Alagoas, em parceria com o ONU-Habitat, foi reconhecido internacionalmente como um dos três melhores na categoria Inclusão Social, durante o Congresso Mundial de Cidades Inteligentes, realizado em Barcelona, na Espanha.
O governador em exercício, Ronaldo Lessa, reuniu-se nesta quarta-feira (6) com instituições parceiras do Programa Nise 120 para alinhar as ações que serão desenvolvidas em 2025, quando se comemora os 120 anos de nascimento da psiquiatra alagoana Nise da Silveira.
Hoje, segunda-feira está sendo realizado o Encontro Nacional dos Tribunais de Contas em Foz de Iguaçu. Normalmente todos os anos, na qualidade de Diretor de Comunicação do TCE-AL me faço presente, mas este ano por motivo de saúde não pude fazê-lo. Lamento.

Nossos cumprimentos efusivos ao casal Ruth Freitas e Paulo Bezerra (foto) porque comemoraram de maneira grandiosa os 80 anos de ambos no último sábado. Em festa impecável receberam os amigos com muita alegria.
ABRAÇOS IMPRESSOS

Fantásticas as interpretações da cantora Jô Costa, divina mesmo e do violonista, professor universitário de música, James Moura. É preciso ouvir os dois para entendermos a eloquência de suas interpretações. Estiveram no Bartpapo do último sábado.











